Esportes

FÓRMULA 1 2019

Leclerc conquista pole e larga na frente no GP da Itália

Leclerc conquista pole e larga na frente no GP da Itália

RAFAEL RIBEIRO

07/09/2019 - 14h21
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Ele vem embalado! Após vencer sua primeira corrida na Bélgica, na última semana, Charles Leclerc confirmou o favoritismo do final de semana e conquistou sua quarta pole position da temporada no treino classificatório neste sábado, para a disputa do GP da Itália, em Monza. Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, ambos da Mercedes, ficaram com o segundo e terceiro lugares (0s039 e 0s047 atrás, respectivamente). Vettel vai fechar a segunda fila do grid.

Ricciardo e Hulkenberg, da Renault, vêm em quinto e sexto, respectivamente, seguidos de Sainz (McLaren), Alborn (RBR), Raikkonen (Alfa Romeo) e Stroll (Racing Point). Verstappen, que já largaria em último por punição, abandonou  prova ainda no Q1.

A Ferrari tenta dar um fim em uma sequência indigesta dentro de casa. O último vencedor no GP da Itália foi Fernando Alonso, em 2010, ou seja, há incríveis nove anos. Desde então, foram vencedores em Monza a RBR (com Sebastian Vettel em 2011 e 2013), McLaren (Hamilton, em 2012) e, claro, a Mercedes (com Hamilton, em 2014, 2015, 2017 e 2018, e Rosberg, em 2016).

O Grande Prêmio da Itália acontece neste domingo, às 9h10 (de MS), no circuito de Monza. Hamilton, o atual pentacampeão, é líder na classificação geral, com 268 pontos conquistados, seguido do seu companheiro de Mercedes Bottas, com 203. Max Verstappen, da RBR, figura em terceiro (181), com Vettel em quarto (169) e Leclerc em quinto (157), ambos da Ferrari.

Q1: Leclerc, da Ferrari, fechou com o melhor tempo (1m20s126), seguido de Hulkenberg, da Renault, (1m20s155) e Bottas, da Mercedes, (1m20s156). Hamilton, Mercedes, foi o quarto, com Ricciardo, da Renault, na cola. Vettel, da Ferrari, ficou apenas com a sexta colocação.

O grande destaque ficou por conta de Max Verstappen. O holandês teve problemas e abandonou a prova, mas nada que o atrapalhasse, no fim das contas: ele já largaria no fim neste GP por ter colocado motor novo em seu carro na Bélgica, o que acarreta em punições. Além dele, Grosjean, Pérez, Russell e Kubica foram os eliminados.

Q2: Na última volta, Lewis Hamilton bateu o melhor tempo da prova, até então conquistada por Leclerc, e fecha o Q2 com 1m19s464, a melhor marca do final de semana. Leclerc veio em seguida, com 1m19s553, depois Vettel (1m19s715), Ricciardo e Bottas. Os eliminados foram Giovinazzi, Magnussen, Kvyat, Norris e Gasly.

Q3: A última atividade precisou ser interrompida por conta de um erro de Raikkonen na parabólica. Antes disso, porém, Leclerc já havia anotado o melhor tempo (1m19s307) e ficou com a pole position na Itália, seguido de Lewis Hamilton (0s039 atrás) e Bottas (0s047). Antes da bandeira vermelha, porém, Vettel excedeu os limites da pista e teve sua volta colocada em dúvida, mas ainda não houve punição – ele largará em quarto.

Um fato curioso chamou a atenção. Os pilotos voltaram para a pista faltando apenas dois minutos para o fim do Q3, com todos os nove carros saindo dos boxes ao mesmo tempo. Resultado? Uma confusão na pista, com apenas Sainz conseguindo cruzar a linha para abrir uma nova volta antes de o cronômetro zerar.

Mais cedo

No terceiro livre, na manhã deste sábado, a Ferrari ficou à frente mais uma vez, assim como nos dois treinos de sexta-feira, mas com Sebastian Vettel com o melhor tempo – o alemão cravou 1m20s294, à frente de Max Verstappen, da RBR, (0s032 atrás). Valttei Bottas, da Mercedes, e Charles Leclerc, da Ferrari fizeram o mesmo tempo, 0s109 atrás, e fecharam terceiro e quarto lugares.

Daniel Ricciardo, da Renault, ficou em quinto, seguido de um apagado Lewis Hamilton, da Mercedes. Completaram os dez primeiros, Nico Hulkenberg (Renault), Alexander Albon (RBR), Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e Daniil Kvyat (STR).

19 de junho

Laura Pausini se apresenta na final da Copa do Mundo; veja todos os artistas

Além da cerimônia de encerramento, a decisão da Copa do Mundo contará com o primeiro show do intervalo nos moldes do Super Bowl na história do torneio

14/07/2026 22h00

Laura Pausini fará show no encerramento da Copa do Mundo

Laura Pausini fará show no encerramento da Copa do Mundo Foto: Reprodução

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Laura Pausini será uma das atrações da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo Fifa 2026. A cantora sobe ao palco ao lado de Robbie Williams e Nicole Scherzinger em uma apresentação transmitida ao vivo para todo o mundo no próximo domingo, 19, às 16h (horário de Brasília), diretamente do MetLife Stadium, em Nova York, pouco antes do início da grande final.

O trio interpretará Desire, música oficial da Fifa, que combina inglês e espanhol, dois dos idiomas mais falados do planeta. "Cada vez que tenho a oportunidade de unir música e esporte, percebo como ambos têm o poder de conectar as pessoas por meio de uma mesma emoção: a paixão. Participar da Copa do Mundo Fifa 2026 ao lado de Robbie Williams e Nicole Scherzinger será mais uma experiência inesquecível. É uma honra fazer parte de um evento que reúne pessoas do mundo todo por meio da música, do esporte e da celebração", afirmou Laura Pausini.

A apresentação ocorre pouco depois da passagem da artista por Nova York, onde ela encerrou as etapas latino e norte-americana da World Tour 2026/2027. A 11ª turnê da carreira da cantora já ultrapassa a marca de 450 mil ingressos vendidos em todo o mundo, com diversas datas esgotadas.

Show do intervalo terá BTS, Justin Bieber, Madonna e Shakira

Além da cerimônia de encerramento, a decisão da Copa do Mundo contará com o primeiro show do intervalo nos moldes do Super Bowl na história do torneio. A apresentação, que terá 11 minutos de duração, será comandada por BTS, Justin Bieber, Madonna e Shakira, sob curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay.

O espetáculo também reunirá Burna Boy, o maestro Gustavo Dudamel, o PS22 Chorus - coral formado por alunos do 4º e do 5º ano de uma escola pública de Staten Island, em Nova York - e os Muppets da Vila Sésamo, com participação do Coldplay.

A expectativa é que o formato traga apresentações curtas e encontros entre os artistas no palco.

Espetáculo apoiará projeto de educação

O show do intervalo também terá um caráter beneficente. A apresentação apoiará o Fifa Global Citizen Education Fund, iniciativa criada para arrecadar US$ 100 milhões destinados à ampliação do acesso à educação de qualidade e ao futebol para crianças em todo o mundo.

Até o momento, o fundo já arrecadou mais de US$ 50 milhões. A expectativa é de que esse valor continue aumentando, já que US$ 1 de cada ingresso vendido para os jogos da Copa do Mundo é destinado ao projeto ao longo de todo o torneio.

copa do mundo

Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas

Hostilidade dentro de campo se soma a trauma da Guerra das Malvinas

13/07/2026 23h00

Foto: Divulgação

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O confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), vale uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o duelo entre as duas nações separadas por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico carrega um peso histórico que remonta a várias décadas.

Ele começa nas quatro linhas, passeia por um confronto bélico e volta aos gramados, com uma galeria de momentos emblemáticos em Mundiais. Até por isso, os dois lados sabem que uma vitória na semifinal terá um sabor extra.

São cinco confrontos entre os dois países na história dos Mundiais. Cada um deles ajuda a entender a incomum rivalidade entre nações tão distantes geograficamente. No primeiro, em 1962, no Chile, a Inglaterra bateu a Argentina por 3 a 1, resultado que acabou por eliminar os sul-americanos ainda na fase de grupos daquela Copa. A Inglaterra avançou junto com a Hungria e parou nas quartas de final diante do Brasil, que viria a conquistar o bicampeonato.

Quatro anos depois, a Copa foi realizada em território inglês e os dois países se encontraram nas quartas de final. A partida, além de acirrar os ânimos entre as duas seleções, acarretou uma das mudanças mais importantes da modalidade em todos os tempos.

Naquele duelo, vencido por 1 a 0 pelos donos da casa, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso de campo pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que se sentiu intimidado pela forma como o jogador se dirigiu a ele fazendo reclamações. Rattín, por coincidência, faleceu no último sábado (11), aos 89 anos. Ele foi homenageado pela seleção argentina com uma faixa de luto no braço direito durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação às semifinais em 2026.

Sem conseguir entender a ordem do árbitro por conta da barreira linguística, Rattín se recusou a sair de campo, uma confusão que só foi resolvida com a intervenção da polícia.

O episódio colaborou para a criação dos cartões amarelo e vermelho, para comunicar de forma mais clara as decisões arbitrais em campo. Eles foram adotados pela primeira vez na Copa seguinte, de 1970, no México. Em 1966, a Inglaterra avançou até o título, o único do país até hoje.

No meio desta rivalidade futebolística, um episódio ocorrido em 1982 colocou os povos inglês e argentino em lados opostos no campo de batalha. A Guerra das Malvinas, que aconteceu entre abril e junho daquele ano, foi o conflito pelo domínio das Ilhas Malvinas, localizadas no Oceano Atlântico próximas à costa argentina.

O território havia sido tomado pelos ingleses em 1833 e, em meio à ditadura da Argentina, foi reivindicado como pertencente ao país. A Guerra foi vencida pelos ingleses e acabou com 904 mortos, a maioria deles (649) argentinos.

Quis o destino que na Copa seguinte os dois países se enfrentassem numa partida que acabou se tornando um dos maiores jogos, senão o maior, da história da competição. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols antológicos do craque Diego Maradona, por motivos diferentes.

No primeiro, o famoso gol da "Mão de Deus", o camisa 10 argentino subiu para uma dividida com o goleiro Peter Shilton e usou a mão esquerda para marcar, sem que a arbitragem percebesse. O gol foi validado e, pouco depois, Maradona assinou uma obra-prima, driblando metade do time inglês até parar no gol, marcando um golaço.

Numa votação realizada pela Fifa em 2002 para escolher o melhor gol das Copas, Maradona venceu com sobras. Aquela partida se tornou o grande marco da trajetória argentina, que acabou bicampeã do mundo. 

Os dois países voltaram a se encarar na Copa de 1998, na França. Nas oitavas de final, um jogo cheio de ingredientes classificou a Argentina à fase seguinte. As equipes empataram por 2 a 2 no tempo normal e os argentinos venceram nos pênaltis.

O segundo gol inglês na partida, marcado pelo atacante Michael Owen, ficou em segundo lugar na mesma votação que coroou o lance de Maradona como o gol mais bonito das Copas até 2002. Além disso, os hermanos jogaram boa parte do duelo com um atleta a mais depois da expulsão do astro inglês David Beckham, que se envolveu em uma confusão com Diego Simeon rm um momento em que o jogo estava parado.

Beckham - então uma estrela em ascensão no Manchester United - foi visto como o culpado pela eliminação inglesa. A Argentina parou no jogo seguinte, diante da Holanda, nas quartas.

Quatro anos depois, Inglaterra e Argentina novamente tiveram um encontro na fase de grupos da Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul. Em mais um desdobramento digno de roteiro cinematográfico, o confronto foi vencido pela Inglaterra por 1 a 0, com um gol de pênalti convertido justamente por Beckham.

Assim como em 1962, a Inglaterra passou de fase e a Argentina foi eliminada, um desfecho surpreendente para uma seleção tida como favorita ao título. A Inglaterra foi até as quartas e perdeu para o Brasil, que conquistou o penta.

Aquele foi o último duelo entre as seleções em Copas. O derradeiro confronto propriamente dito foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. A partir daí, é possível perceber que o craque Lionel Messi, ainda um jovem de 18 anos na ocasião, nunca enfrentou os ingleses em toda a carreira pela seleção. É a única das seleções campeãs mundiais que nunca cruzou o caminho dele.

No entanto, cinco titulares da Argentina nesta Copa atuam em clubes da Inglaterra: o goleiro Emiliano Martínez defende o Aston Villa; os zagueiros Lisandro Martínez (Manchester United) e Cuti Romero (Tottenham) também jogam por lá;  por fim, os meio-campistas Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são jogadores de destaque na Premier League, considerada a melhor liga nacional do futebol mundial.

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