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LUTO NO FUTEBOL

Morre Marinho Chagas, ex-lateral da Seleção

Morre Marinho Chagas, ex-lateral da Seleção

G1

01/06/2014 - 09h28
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Para quem acompanhou o futebol ainda romântico e total dos anos 1970 ao vivo, em vídeos ou até pelo Canal 100, a imagem era clássica. Inesquecível. Bola pelo lado esquerdo. Seja na seleção brasileira, onde foi o craque da Copa de 1974. Seja no Botafogo, camisa que mais vestiu e exibiu sua técnica. Seja na terceira versão da máquina do Fluminense, em 1977. Seja no São Paulo, onde foi campeão paulista. Seja no americano Cosmos de Pelé, Beckenbauer, Carlos Alberto. Seja no ABC, onde deu os primeiros passos, era comum ver as arrancadas de Francisco das Chagas Marinho. O Marinho Chagas. O Marinho Bruxa, como era carinhosamente chamado. Aquele dos longos cabelos louros que balançavam ao vento à medida que dava velocidade às jogadas. Pinta de playboy, usava uma pulseirinha preta no pulso e tinha um canhão, mas um tremendo canhão na perna direita. Era lateral-esquerdo, mas era destro. E tinha também um furor incansável pelo ataque. Foi um dos que melhor souberam avançar da defesa. Na Copa de 1974, onde figurou na seleção dos melhores, não teve medo do carrossel holandês de Cruyff & Cia. O Brasil foi eliminado, mas o lateral não queria saber de censura. Partiu em direção ao gol até o fim do jogo, e teve até problemas com o goleiro Emerson Leão por conta disso. Marinho era tão ousado que, na estreia pelo Botafogo, jura ter tido personalidade suficiente para dar chapéu em Pelé. Pois bem. Marinho Chagas, que também teve problemas sérios com o álcool depois que parou de jogar, está morto, aos 62 anos.

A informação foi confirmada na manhã deste domingo pela família do jogador. Ele estava internado desde a tarde de sábado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, depois de passar mal num encontro que participava com colecionadores de figurinhas de álbum de Copa do Mundo, na capital paraibana. Ele conversava com uma pequena multidão, quando começou a vomitar sangue e foi levado para o hospital.

Inicialmente, o ex-atleta foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento Oceania de João Pessoa. E no local, foi diagnosticado com "hemorragia digestiva alta". Como os médicos tiveram dificuldades para estabilizar o quadro clínico do jogador e para estancar a hemorragia, ele foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma, mais bem equipado para esse tipo de procedimento.

No Trauma, os médicos colocaram um balão no estômago de Marinho Chagas, com o objetivo de estancar a hemorragia, mas ainda assim seu quadro clínico permaneceu “muito grave”. E por este motivo ele foi mantido sedado.

Por volta de 3h, ele não resistiu e morreu. Em conversa com a família, os médicos disseram que o jogador chegou a tomar mais de 10 bolsas de sangue, para repor a perda provocada pela hemorragia, mas que nem isto foi suficiente para reverter o quadro grave que se instalou.

Confirmado o óbito, a Prefeitura de Natal informou à família que vai providenciar o traslado e o velório do ex-jogador. A promessa é que ele seja homenageado em sua terra antes de ser enterrado.

Relembre a trajetória do jogador
Marinho Chagas nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 1952. Começou a jogar futebol pelo ABC, onde foi campeão potiguar de 1970, e ao longo da carreira também registrou uma passagem pelo arquirrival América-RN. É idolatrado em sua terra natal e um mês antes de sua morte foi homenageado com uma estátua de sete metros de altura, feita em sua homenagem pelo artista plástico Guaraci Gabriel. Antes, em fevereiro, já tinha sido homenageado com uma marchinha de carnaval, ao ser homenageado pelo bloco Jegue Empacado.

Apesar de toda a fama que tem em sua terra, Marinho brilhou mesmo foi no Rio de Janeiro, onde foi ídolo pelo Botafogo. Lateral-esquerdo tal qual Nilton Santos, ele foi o dono da posição no Glorioso entre 1972 e 1977. E muito por isso considerado o sucessor da Enciclopédia do Futebol.

Título, inclusive, que muito honrava Marinho. Quando Nilton Santos morreu em novembro de 2013, o potiguar se disse "muito abalado" com a perda e resumiu de forma impactante o que sentia pelo bicampeão mundial:

- Figurar entre os melhores jogadores da história do Botafogo é uma honra enorme, pois este foi o único clube em que o meu maior ídolo jogou.

Ele também se orgulhava de sua estreia pelo Botafogo, justamente contra o Santos de Pelé. E dizia que logo no primeiro lance roubou a bola do Pelé e deu um lençol nele. No seguinte, tocou entre as pernas do Rei.

Jogou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, em que o Brasil terminou na quarta colocação, após perder da Holanda na disputa por uma vaga na final e da Polônia na decisão de 3º lugar. Mas mesmo com a eliminação, Marinho Chagas acabou sendo eleito o melhor lateral-esquerdo daquele Mundial.

Quando deixou o Alvinegro, em 1977, se transferiu para o Fluminense, onde jogou por uma temporada. Mas, curiosamente, não ganhou nenhum título de destaque por equipes cariocas.

O potiguar ainda teve a honra de jogar ao lado de Pelé de Carlos Alberto Torres, quando ele foi jogar no Cosmos dos Estados Unidos. No país, ainda jogou no Strikers.

Quando voltou ao Brasil, foi para vestir a camisa do São Paulo. Brilhou na equipe paulista e conquistou em 1981 o título estadual pelo Tricolor. Antes de se aposentar, ainda jogou por Bangu, Fortaleza e Augsburg, da Alemanha.

Mais recentemente, vinha tendo problemas com o consumo de álcool, o que deixou sua saúde muito debilitada.

No ano passado, chegou a passar 10 dias internado na UTI de um hospital de Natal, entre a vida e a morte, justamente por causa de uma hemorragia digestiva. Na época, ele prometeu parar de beber para estar vivo na Copa do Mundo do Brasil, que começa daqui a 11 dias.

Ao longo desta última semana, contudo, estava bem. Nos dias que antecederam o evento, deu entrevistas, falou sobre Copa do Mundo e sobre o Botafogo, seu clube do coração. 

Jogo decisivo

Órgão Especial do TJRJ confirma Vasco x Boca Juniors no Maracanã

Decisão foi tomada por unanimidade

19/10/2026 23h00

Maracanã terá novo gramado em 2027

Maracanã terá novo gramado em 2027 Foto: Divulgação / Maracanã

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em sessão realizada nesta segunda-feira, (19), decidiu, por unanimidade, que a partida válida pela semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco da Gama e Boca Juniors será realizada nesta terça-feira, (20), às 21h30, no Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã. O órgão especial é formado pelos 25 desembargadores mais antigos do tribunal.

Durante o seu voto, o relator Joaquim Domingos ratificou o seu entendimento, do último dia 13 de outubro, no sentido de restabelecer a decisão que deferiu a tutela recursal antecipada, determinando à Fla-Flu Serviços S.A que efetivasse a disponibilização do Maracanã para a realização do jogo válido pelas semifinais da Sul-Americana 2026.

De acordo com o magistrado, “os ingressos para a partida entre Vasco e Boca Juniors já tinham sido comercializados" e "o jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo, incialmente agendado para a mesma data no Maracanãzinho, foi transferido para o Tijuca Tênis Clube”.

Para que a partida fosse realizada no Maracanã, ocorreram quase três semanas de batalhas judiciais entre o Vasco da Gama e o Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio.

Na terça-feira passada (13), no jogo de ida, o Vasco venceu o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, em Buenos Aires por 1 a 0 e se classificou para a decisão da Copa Sul-Americana, com a vantagem do empate, no Maracanã.

Os ingressos colocados à venda pelo Vasco da Gama se esgotaram rapidamente, após a decisão final da Justiça do Rio. O clube não divulgou o número de ingressos vendidos, mas a estimativa é que a comercialização tenha atingido os 65 mil bilhetes.

Futebol Feminino

Pantanal goleia por 7 a 0 e conquista bicampeonato estadual feminino

Equipe fecha campanha com 99 gols marcados, nenhum sofrido e 100% de aproveitamento; time também chegou às quartas de final do Brasileiro A3

18/10/2026 16h26

Rodrigo Moreira

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O Futebol Clube Pantanal confirmou o domínio no futebol feminino de Mato Grosso do Sul neste domingo (18), vencendo o Taveirópolis por 7 a 0 na conquista do Campeonato Sul-Mato-Grossense Feminino de 2026. Com a goleada na decisão, disputada em Campo Grande, a equipe encerrou o torneio com 100% de aproveitamento, 99 gols marcados e nenhum sofrido.

A vitória garantiu o segundo título estadual consecutivo do Pantanal, que já havia levantado a taça no ano passado. Na edição deste ano, o time manteve uma campanha invicta desde a fase de grupos e ampliou a vantagem sobre os adversários nas semifinais, quando venceu o Flamengo-MS por 15 a 0 no primeiro jogo e por 14 a 0 na partida de volta.

Na fase classificatória, o Pantanal marcou 63 gols e não sofreu nenhum. As goleadas sobre Atlético Santista e União Recreativo Social (URSO), somadas aos resultados das semifinais e da decisão, levaram o time à marca de 99 gols no campeonato.

Com o título, o Pantanal assegura o direito de representar Mato Grosso do Sul no Campeonato Brasileiro Feminino Série A3 e na Copa do Brasil Feminina de 2027.

Destaque Nacional 

Além da conquista estadual, a equipe disputou o Campeonato Brasileiro Feminino A3 em 2026 e chegou às quartas de final. Depois de avançar pelas fases anteriores, enfrentou o Planalto-GO em jogos de ida e volta. O time sul-mato-grossense perdeu as duas partidas por 1 a 0 e foi eliminado, encerrando a participação entre as oito equipes que chegaram àquela etapa da competição.

A participação nacional marcou mais um capítulo na trajetória do clube, que voltou a disputar competições brasileiras após conquistar o estadual de 2025. Na Copa do Brasil Feminina, a equipe também representou Mato Grosso do Sul na temporada.

Após a conquista deste domingo, o clube agradeceu às atletas, à comissão técnica, ao staff, à diretoria e aos parceiros que apoiaram o projeto ao longo do ano.

 

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