Esportes

FEITO HISTÓRICO

Operário quebra jejum de 32 anos, embolsa R$ 900 mil e garante vaga na 2ª fase da Copa do Brasil

Galo conseguiu a vitória por 1 a 0 em cima do seu "xará" do Paraná, jogando quase todo o segundo tempo com um a menos e já tem R$ 1,6 milhão em cofre

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Nem mesmo a expulsão de Felipe Chaves, aos 2 minutos do segundo tempo, conseguiu parar o Galo sul-mato-grossense que, após 32 anos, avança de fase na Copa do Brasil, após embolsar R$ 900 mil pelo jogo de ontem (1.º)

Disputado no Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas, o jogo ficou "lá e cá" durante todo o primeiro tempo, e até os 17 minutos o Galo não tinha conseguido uma finalização perigosa sequer. 

Já aos 23 minutos a equipe de MS sofre o primeiro cartão do jogo, um amarelo aplicado para Johnny, que caiu na área, pediu pênalti, o que acabou sendo interpretado como simulação pela arbitragem. 

Quatro minutos depois, numa saída de bola errada da equipe do Fantasma, o Operário de MS roubou a bola, com Johnny levando a melhor frente a frente com William Machado, ficando cara a cara com o goleiro. 

Vendo o goleiro adiantado, bastou bater rasteiro no canto direito de Rafael Santos para o Galo de Mato Grosso do Sul abrir o placar e marcar o gol da partida. 

Saindo na frente no primeiro tempo, a expulsão contra o time da casa aconteceu logo aos dois minutos do segundo tempo. Felipe Chaves aplicou um carrinho por trás em Vinicius Mingotti, sendo expulso pelo árbitro. 

Daí para frente foi só valorizar a posse de bola, na base da troca de passes, para garantir a vitória. 

Agora, o Galo de Mato Grosso do Sul encara a equipe do CRB, em jogo que deve ser disputado em Brasília, no dia 8 de março. 

Operário-MS na Copa do Brasil

Pela 12ª vez o Operário representa o Estado na Copa do Brasil, sendo que desde 1994 o Galo não supera um duelo eliminatório em torneios interestaduais. 

Em 1990 chegou às oitavas de final, quando enfrentou o Goiás, e foi eliminado com duas derrotas, 1 a 0 em Campo Grande e 5 a 0 no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

De 1990 até 2019, foram mais nove tentativas de classificação e em todas o time foi eliminado na primeira fase. Entre as derrotas, o Galo caiu duas vezes para os adversários do Paraná (mesmo estado do Operário de Ponta Grossa).

As derrotas para o paranaense ocorreram em 1992, contra o Athletico Paranaense, e em 1993, contra o Londrina. **(Colaborou Judson Marinho)

 

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nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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