Esportes

Corrida

Piloto de MS é campeão brasileiro de arrancada no Paraná

Outro representado do estado quebrou recorde da pista

RENAN NUCCI

19/11/2018 - 11h45
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O piloto sul-mato-grossense Rafael Tolini sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro de Armagedom entre Listas realizado no último sábado, no autódromo internacional Ayrton Senna, em Lodrinha (PR). Correndo em uma picape Saveiro 4x4, ele foi o mais rápido nas arrancadas, derrotando na final um representante de Curitiba (PR) que teve problema no carro. 

Ao todo, Mato Grosso do Sul competiu com 12 dos 64 pilotos inscritos. Entre eles estava Nilton Júnior, com o carro Gol bandido, que bateu o recorde da pista, completando os 201 metros em 6,1 segundos. A competição é disputada entre pilotos de cidades enumeradas por listas, como Campo Grande, que tem o DDD 67, e é conhecida como Área 67.

Segundo o jornalista Ronny Viegas, um dos organizadores do evento, além de troféu, o piloto campeão também levou para a casa premiação de R$ 10 mil em dinheiro. Os 64 pilotos foram separados em chaves eliminatórias, sem categoria definida e os melhores foram avançando até chegar às quartas de final, semifinal e final.

"É no estilo quem pode mais chora menos. Qualquer carro pode participar, desde que não seja bug, gaiola ou conversível, por questão de segurança", explicou Ronny, lembrando que no próximo dia 6, o campeonato vem para o autódromo de Campo Grande, das 18 horas às 24 horas.
 

FÓRMULA 1

Bortoleto cita falta de aderência no GP do Japão: 'a gente teve algum problema'

Apesar de não ter pontuado no Japão, o brasileiro disse estar feliz com o carro

29/03/2026 18h00

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro.

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro. Divulgação

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Disputado na madrugada deste domingo, consolidou o bom momento de Andrea Kimi Antonelli e, enquanto Oscar Piastri e Charles Leclerc completaram o pódio, Gabriel Bortoleto terminou na 13ª colocação.

Fora da zona de pontuação, o brasileiro disse que não conseguia acompanhar os adversários nas retas do Circuito de Suzuka. Na largada, o brasileiro perdeu quatro posições.

"De grip [aderência], comparado aos carros que estavam brigando com a gente, estava melhor nas curvas. O problema é que de reta faltou um pouco. A gente teve algum problema", afirmou Bortoleto à TV Globo. "Não estava conseguindo acompanhar os caras na reta, fui bastante ultrapassado e não tinha como me manter ali. A gente precisa de tempo agora para analisar tudo e ir para a próxima."

Apesar de não ter pontuado no Japão, o brasileiro disse estar feliz com o carro. "Fizemos uma boa classificação, na corrida faltaram só alguns outros fatores."

O piloto da Audi também falou sobre as dificuldades da equipe nas largadas. "Isso já vem desde a Austrália, foi de 3, 4 posições lá", afirmou ele, que pontuou na primeira prova da temporada. "Na China eu não larguei, mas o Nico (Hülkenberg) largou e perdeu todas as posições."

Segundo ele, a escuderia está tentando corrigir o problema, mas "tem sido complicado". "Faz parte, não tem o que fazer. A gente sabe dos problemas que a gente tem e estamos trabalhando para solucionar."

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro. "Agora que tem um mês parado, e a gente vai dar o nosso melhor. Voltar na fábrica, tanto na Alemanha quanto na Suíça, e tentar arrumar tudo."

Com o resultado, Antonelli assume pela primeira vez a liderança do Mundial de Fórmula 1 e entra para a história como o mais jovem piloto a liderar o campeonato, aos 18 anos, sete meses e 12 dias. O italiano ultrapassa uma marca que pertencia a Lewis Hamilton desde 2007.

GP do Japão

A corrida começou com reviravolta logo na largada. Apesar de sair na pole, Antonelli foi superado por Piastri ainda antes da primeira curva e caiu para o meio do pelotão, chegando a ocupar a sexta posição.

O australiano da McLaren assumiu a ponta, seguido por Leclerc e Lando Norris, enquanto as Mercedes tentavam reagir após perderem posições.

Nas voltas iniciais, Piastri sustentou a liderança diante da pressão de seus rivais, enquanto George Russell avançava no pelotão e chegava a tomar a ponta momentaneamente, antes de ser superado novamente pelo piloto da McLaren. Antonelli, por sua vez, iniciou uma corrida de recuperação, disputando posições no grupo intermediário e se aproximando dos líderes.

O momento decisivo da prova veio na volta 22, com o acidente de Oliver Bearman. O piloto da Haas perdeu o controle ao tentar evitar uma desaceleração brusca à sua frente, saiu da pista e bateu com força na barreira de proteção.

Apesar do impacto, estimado em 51G, o britânico deixou o carro consciente e foi encaminhado ao centro médico, sem fraturas.

A entrada do safety car mudou o rumo da corrida. Parte dos líderes já havia feito suas paradas, enquanto outros, como Antonelli, aproveitaram o período de neutralização para ir aos boxes. A estratégia colocou o italiano de volta à liderança, enquanto Russell, que parou pouco antes da bandeira amarela, perdeu posições importantes.

Na relargada, Antonelli conseguiu administrar a pressão de Piastri e manteve o controle da prova até a bandeirada. Leclerc completou o pódio em terceiro, consolidando um fim de semana consistente da Ferrari.

Mais atrás, a corrida também foi marcada por disputas intensas no pelotão intermediário e dificuldades de ritmo para alguns pilotos. Bortoleto teve desempenho regular e cruzou a linha de chegada em 13º, fora da zona de pontuação.

Com a vitória, Antonelli abre vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro de equipe, George Russell, revertendo a desvantagem que tinha antes da etapa japonesa.

A Fórmula 1 entra em uma pausa no calendário. A próxima corrida será o GP de Miami, no dia 3 de maio, no circuito do Autódromo Internacional de Miami, nos Estados Unidos.

Resultado final do GP do Japão de Fórmula 1

1 - Andrea Kimi Antonelli (ITA/Mercedes), 53 voltas

2 - Oscar Piastri (AUS/McLaren), a 13s722

3 - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 15s270

4 - George Russell (ING/Mercedes), a 15s754

5 - Lando Norris (ING/McLaren), a 23s479

6 - Lewis Hamilton (ING/Ferrari), a 25s037

7 - Pierre Gasly (FRA/Alpine), a 32s340

8 - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 32s677

9 - Liam Lawson (NZL/Racing Bulls), a 50s180

10 - Esteban Ocon (FRA/Haas), a 51s216

11 - Nico Hülkenberg (ALE/Audi), a 52s280

12 - Isack Hadjar (FRA/Red Bull), a 56s154

13 - Gabriel Bortoleto (BRA/Audi), a 59s078

14 - Arvid Lindblad (ING/Racing Bulls), a 59s848

15 - Carlos Sainz Jr. (ESP/Williams), a 1min05s007

16 - Franco Colapinto (ARG/Alpine), a 1min05s773

17 - Sergio Pérez (MEX/Cadillac), a 1min32s453

18 - Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), a 1 volta

19 - Valtteri Bottas (FIN/Cadillac), a 1 volta

20 - Alexander Albon (TAI/Williams), a 2 voltas

Não completaram: Lance Stroll (CAN/Aston Martin) e Oliver Bearman (ING/Haas).

 

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time

Flamengo negocia aluguel de avião exclusivo para reduzir desgaste em viagens

Hoje, o Flamengo já utiliza voos fretados em todos os deslocamentos, mas ainda depende da disponibilidade das companhias aéreas

29/03/2026 12h00

Reprodução Instagram @flamengo

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O Flamengo trabalha nos bastidores para dar um novo passo na logística do futebol. O clube negocia o aluguel de uma aeronave que ficaria à disposição integral da delegação, com a ideia de reduzir desgaste e ganhar autonomia nas viagens ao longo da temporada.

A expectativa interna é fechar o acordo após a Copa do Mundo. A proposta em discussão prevê um contrato de três a quatro anos. Hoje, o Flamengo já utiliza voos fretados em todos os deslocamentos, mas ainda depende da disponibilidade das companhias aéreas.

Com uma aeronave dedicada, o cenário muda. A ideia é ter o avião baseado no Rio de Janeiro, pronto para uso conforme a necessidade do clube, tanto nas idas quanto nos retornos.

"Vamos garantir 30/35 voos com uma companhia. Se tudo der certo, essa aeronave fica em chão no Rio de Janeiro e só decola quando a gente quiser", afirmou o presidente Bap em entrevista à Flamengo TV.

Antes mesmo de avançar na negociação, o clube já vinha ajustando processos internos para tentar minimizar problemas logísticos. A ideia tem sido antecipar o planejamento das viagens e encaixar os deslocamentos de acordo com a rotina de treinos e jogos.

"Essa aeronave poderia prestar serviço para outros clubes, para o Flamengo fica mais barato e é conveniente para todos. Quando o Flamengo está no Rio, a aeronave estaria em chão e poderia voar com outros clubes. O que o Flamengo está comprando é ter a aeronave no chão no dia e na hora que quisermos voar. Sempre trabalhando na busca da excelência, e a logística não é diferente, ainda mais em um ano como esse. Depois da Copa do Mundo vai ser punk", explicou.

Até a parada para a Copa do Mundo, o calendário será apertado. O último compromisso antes da pausa está marcado para 31 de maio. Nesse intervalo, o Flamengo terá 18 partidas e deve percorrer mais de 27 mil quilômetros em compromissos pelo Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Depois do Mundial, o cenário tende a ser ainda mais exigente, com as competições em fases decisivas e um calendário mais apertado ainda pela paralisação de quase dois meses.

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