Esportes

PARA 2016

UFC diz concordar com punição e espera retorno de Anderson

A suspensão de um ano de Anderson Silva é retroativa a data de sua última luta

FOLHAPRESS

14/08/2015 - 16h05
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Logo após a CNA (Comissão Atlética do Estado de Nevada) suspender o brasileiro Anderson Silva por um ano por doping, o UFC divulgou um comunicado em que diz concordar com a punição e que espera o retorno do lutador ao octógono em 2016.

"O UFC mantém uma política restrita e consistente contra o uso de qualquer tipo de substâncias de melhoria de performance, estimulantes e agentes que possam mascarar outros elementos utilizados pelos atletas, e dá total suporte aos efeitos impostos pela Comissão com intuito de garantir uma competição limpa e justa entre todos os atletas de MMA", diz o comunicado antes de citar que aguarda o retorno do lutador para o próximo ano.

No comunicado, o UFC disse também que Anderson Silva deverá apresentar ao final da suspensão um teste antidoping sem nenhuma substância ilícita antes de readquirir uma nova licença para lutar em Nevada. 

A suspensão de um ano de Anderson Silva é retroativa a data de sua última luta que aconteceu em 31 de janeiro.

No julgamento, realizado na quinta-feira (13), em Las Vegas, nos Estados Unidos, o brasileiro admitiu o consumo de ansiolíticos, mas negou que tenha usado esteroides.

O advogado reforçou que o brasileiro tomou a substância na noite antes da luta porque estava ansioso e com insônia. O ansiolítico é uma substância que age de modo a produzir um efeito de relaxamento no corpo.

No caso dos esteroides, a defesa argumentou que eles foram consumidos involuntariamente junto a um suplemento que fora contaminado. A maneira como ocorreu a contaminação não foi explicada.

Durante o interrogatório pela comissão, Anderson foi obrigado a explicar qual suplemento ele estava tomando. No início disse que se tratava de um assunto pessoal e que não comentaria o caso.

Depois de um recesso pedido pela defesa, ele retornou ao depoimento e abriu o jogo: era um estimulante sexual trazido da Tailândia por um amigo identificado como Marcos Fernandes.

Segundo ele, foi essa a substância que apareceu como doping nos exames. "Não ia colocar que estava tomando 'Cialis'", respondeu ao ser questionado sobre porque não colocou a informação no questionário antes da luta.

ENTENDA O CASO

Anderson Silva foi pego no doping em três exames antes e depois da luta contra o norte-americano Nick Diaz, no dia 9 de janeiro, em Las Vegas. Nas amostras colhidas foram verificadas presenças de esteroides anabolizantes e ansiolíticos.

Em um segundo teste antidoping fora de competição do "Spider", feito no dia 19 de janeiro, deu negativo para uso de substâncias proibidas.

Entretanto testes realizados no dia do duelo com Diaz confirmaram a utilização de drostanolona e de medicamentos utilizados no combate à ansiedade e insônia (oxazepam e temazepan).

Pouco menos de um mês depois, o lutador foi suspenso temporariamente da competição. Diaz, o adversário, foi suspenso por uso de maconha.

Na ocasião, ele retornava ao octógono do UFC após mais de um ano inativo, quando se recuperava da fratura sofrida na perna durante a revanche com o americano campeão dos médios Chris Weidman.

Esportes

Mercado iGaming brasileiro em 2026: como operadores escolhem fornecedores B2B

06/05/2026 10h33

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A regulamentação das apostas esportivas e cassinos online no Brasil, em vigor desde janeiro de 2025, transformou o setor em um dos mais cobiçados do mundo. Centenas de operadores nacionais e internacionais já buscaram licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, e a guerra pelo player brasileiro está apenas começando. Mas a corrida pela licença é apenas o primeiro passo — a verdadeira batalha está na escolha da tecnologia que sustenta o produto.

O Brasil: ecossistema regulatório em construção

A SPA, cujas regras detalhadas estão publicadas no portal oficial do governo federal, continua refinando seus requisitos técnicos, de KYC, de jogo responsável e de prevenção à lavagem de dinheiro. O movimento espelha uma tendência maior de modernização regulatória brasileira: o Banco Central tem agido de forma cada vez mais firme em outros setores financeiros, como mostra a recente decisão de liquidação extrajudicial de uma fintech competidora do Nubank. O recado para o setor de apostas é claro: a tolerância para operadores que não cumprem regras está em queda.

O peso da decisão tecnológica

Para um operador brasileiro, escolher uma plataforma B2B é uma decisão estratégica que afeta tudo: tempo de lançamento, conformidade com a SPA, qualidade da experiência do jogador, custo operacional e capacidade de escalar. Operadores que entram no mercado brasileiro sem um stack técnico robusto enfrentam dificuldades para crescer, mesmo quando têm marketing forte e uma boa equipe comercial. A diferença entre quem cresce e quem trava costuma estar na arquitetura.

O que um agregador moderno entrega

Um agregador competitivo precisa oferecer três pilares ao operador:

  • Catálogo amplo — centenas de slots, jogos de mesa e cassino ao vivo via integração única

  • Conteúdo localizado — temas brasileiros, suporte em português, jogos com identidade visual regional, dealers em português, integração com Pix

  • Conformidade automatizada — relatórios para a SPA, ferramentas de jogo responsável, KYC integrado e suporte para autoexclusão

Plataformas como Agreegain — agregador de jogos atendem especificamente o mercado brasileiro com conteúdo curado para o público local, em vez de simplesmente replicar bibliotecas europeias. Para operadores que estão entrando agora ou migrando de plataformas legacy, a curva de adaptação ao mercado brasileiro tem sido o maior obstáculo — e onde os bons parceiros B2B fazem a maior diferença.

Localização: o fator de retenção

Os primeiros dados de retenção do mercado brasileiro mostram um padrão claro: operadores que apostaram em conteúdo localizado retêm jogadores significativamente melhor do que aqueles que dependem de bibliotecas genéricas. Slots de tema brasileiro, mesas com dealers em português, e promoções amarradas a eventos como o Brasileirão ou a Copa do Mundo geram engajamento que não vem de portfólios globais.

A afinidade cultural com loterias e jogos é parte da identidade brasileira há décadas — basta ver o volume de buscas por resultados da Quina e outras loterias federais para entender o tamanho desse hábito. O iGaming entra nesse ecossistema cultural com a vantagem de oferecer experiência mais imediata, mais variada e adaptada a celular, mas só funciona se a marca souber falar a língua do jogador.

A integração com o futebol

Nenhuma estratégia de iGaming no Brasil é completa sem uma camada forte de apostas esportivas conectada ao casino. O futebol é o pulmão do esporte brasileiro, e operadores que combinam cobertura de competições nacionais como a Série D do Brasileirão com casino integrado capturam jogadores que de outra forma se dispersariam entre marcas separadas. A integração entre os dois produtos — uma carteira única, uma conta única, uma experiência fluida — virou padrão de mercado.

Migração: o próximo desafio

Operadores que já possuem licença e querem migrar de uma plataforma legacy enfrentam o desafio adicional de fazer a transição sem downtime. APIs flexíveis, suporte técnico dedicado e onboarding rápido são critérios decisivos nessa decisão. Quem migrou cedo, antes do mercado encher, geralmente teve um caminho mais tranquilo. Quem deixar para depois, vai migrar competindo pela atenção da equipe técnica do parceiro junto com dezenas de outros operadores.

O que esperar nos próximos meses

O mercado iGaming brasileiro deve consolidar-se em torno de operadores que combinam licença regularizada, plataforma técnica sólida e conteúdo profundamente localizado. Os parceiros B2B escolhidos agora definirão quem lidera o setor nos próximos anos. A janela para construir uma vantagem estrutural ainda está aberta, mas está fechando rapidamente — e quem demora demais na escolha da tecnologia terminará pagando o preço em retenção, custos e velocidade de adaptação regulatória.

Futebol

Arsenal supera Atlético de Madrid e vai à final da Champions invicto em busca do inédito título

Depois de 20 anos, o time inglês volta à decisão da principal competição europeia de clubes.

05/05/2026 23h00

Divulgação

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Dono da melhor campanha da fase de classificação da Champions League, com 100% de aproveitamento, o Arsenal manteve o embalo no mata-mata e, com 1 a 0 sobre o Atlético de Madrid nesta terça-feira e a manutenção da invencibilidade, se tornou o primeiro finalista da atual edição, na qual buscará o inédito título.

Depois de 20 anos, o time inglês volta à decisão da principal competição europeia de clubes. Em 2006, o Arsenal encarou o Barcelona na sua única disputa do título e acabou sofrendo uma dura derrota, de virada, por 2 a 1, após mandar no marcador até o fim.

Diante de quase 80 mil pessoas no Estádio de Saint-Denis, na França, abriu o placar com Campbell ainda na primeira etapa. Aos 31 minutos da fase final, Samuel Eto'o empatou e, logo depois, o brasileiro Belletti definiu a virada para lamento dos ingleses e festa catalã.

A decisão da atual edição está agendada para dia 30 de maio, na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria. O Arsenal aguarda o atual campeão Paris Saint-Germain ou o Bayern de Munique, que definem a outra vaga nesta quarta-feira, na Alemanha, com vantagem francesa após 5 a 4 na ida.

Os torcedores do Arsenal fizeram gigante festa com fogos de artifício antes de as equipes entrarem no gramado do Emirates Stadium. O mosaico mandou a mensagem aos espanhóis com "over land and sea", expressão inglesa que significa que eles acompanham o time "sobre terra e mar" - ou seja, fazem a diferença. A cantoria era alta em maneira de intimidação.

Depois do 1 a 1 na Espanha, os Gunners precisavam realmente do poder de sua torcida diante de um rival duro e acostumado a jogar como visitante. Somente o triunfo dava a vaga direta para as equipes seguirem o sonho do inédito título.

Como havia previsto, Diego Simeone contou com os recuperados Julián Álvarez e Giuliano Simeone, substituídos no Metropolitano com dores, ao lado do Griezmann no ataque. Do outro lado, Arteta trouxe um setor ofensivo bastante mexido, com Trossard, o capitão Bukayo Saka e Eze nas vagas de Odegaard, Martinelli e Madueke. Apenas Gyökeres foi mantido.

Invicto na Champions, o Arsenal queria ser protagonista desde o apito inicial. Mas Simeone "tinha um plano" e este era contra-atacar com velocidade. Julián Álvarez causou o primeiro susto, mandando rente à trave. O argentino ainda reclamou de penalidade após enrosco na área. Via-se um Atlético de Madrid mais atrevido e tranquilo em campo.

Coube ao zagueiro Gabriel Magalhães tirar o primeiro "uh" da torcida inglesa. Se as tramas ofensivas eram inoperantes, a batida de longa distância quase tira o zero do placar. A reclamação de pênalti mudou de lado após choque de Griezmann em Trossard.

O Arsenal pouco produzia na frente diante de boa defesa espanhola, mas saiu em vantagem com seu capitão, Bukayo Saka, aos 44 minutos, aproveitando o rebote de Oblak na batida forte de Trossard.

Na volta do intervalo, Giuliano Simeone recebeu lançamento longo, driblou o goleiro Raya, mas acabou atrapalhado por Gabriel Magalhães e acabou perdendo a chance do empate ao Atlético de Madrid. O VAR ainda analisou possível pênalti no lance.

As estratégias iniciais se inverteram. O Arsenal, até então propondo o jogo, agora tinha os contragolpes a seu favor, enquanto o Atlético de Madrid já não se defendia tão bem, sob obrigação de sair ao ataque para buscar o empate e, por consequência, dando espaços aos ingleses. Gyokeres, na pequena área, mandou a chance de ampliar para o alto.

Simeone cobrava calma de seus comandados, confiante na igualdade que levaria a partida à prorrogação. Porém, a tranquilidade da primeira etapa virou pó após o gol de Saka. E quem estavam aliviados em campo eram os ingleses.

O empolgado líder da Premier League ergueu a parede atrás, não aproveitou as escapadas em alta velocidade, é bem verdade, mas soube sofrer diante de um modificado Atlético de Madrid já sem suas principais peças e comemorou muito a volta à final da Champions League.

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