Depois de mais de uma década sem se expor publicamente, Corinna Schumacher falou sobre a vida ao lado do marido, o heptacampeão Michael Schumacher. As declarações aparecem em um documentário da Netflix que resgata a temporada de 1994, ano do primeiro título mundial dele na Fórmula 1.
O documentário também reconstrói os bastidores do namoro entre os dois, que ganhou força naquele ano. Corinna admite que a relação enfrentou resistência dentro da própria família logo no início.
Um namoro que dividiu opiniões
A mãe de Corinna via com desconfiança o relacionamento da filha com o jovem piloto em ascensão. Segundo o documentário, Corinna revelou que sua mãe era totalmente contra o relacionamento porque Michael estava sempre na pista de kart e vivia tirando os outros do caminho.
Ainda assim, o casal continuou junto e se casou em 1995. Da união nasceram dois filhos: Gina-Maria, em 1997, hoje profissional de equitação, e Mick, em 1999, piloto de corridas.
Uma trajetória própria no hipismo
Nascida em 1969, na Alemanha, Corinna construiu carreira no esporte equestre ao longo de décadas. Em 2010, conquistou o título do Campeonato Europeu de Reining, em uma trajetória que vai além do sobrenome que carrega desde o casamento.
Além da vida como amazona, ela assumiu a gestão do patrimônio e dos projetos ligados à família Schumacher. Essa função ganhou ainda mais importância em 2013, quando um acidente de esqui nos Alpes franceses alterou a rotina de todos ao redor do piloto.
O resgate e a rotina de sigilo
Na ocasião, Michael caiu de cabeça contra uma rocha ao esquiar fora da área demarcada da pista. Ele foi levado de helicóptero ao hospital em um voo de cerca de 25 minutos. Chegou com hipertensão intracraniana, hematomas, contusões cerebrais e edema cerebral difuso.
Desde então, apenas um círculo restrito de pessoas tem autorização para visitar o ex-piloto, entre elas Jean Todt, Ross Brawn e Gerhard Berger. É Corinna quem supervisiona pessoalmente o tratamento do marido e decide, caso a caso, quem pode se aproximar dele.
O documentário sobre a temporada de 1994 marca, assim, uma rara exceção a esse padrão de discrição mantido por Corinna ao longo dos últimos treze anos.


