Hotel nas Alturas

Adeus, aeroporto: Boeing 727 que foi jato particular agora recebe hóspedes

Avião saiu de operação comercial há décadas.

Um Boeing 727 que saiu de operação comercial há décadas foi transformado em hospedagem de luxo em Bristol, na Inglaterra, onde recebe turistas que podem explorar a cabine de pilotagem durante a estadia.

A aeronave, fabricada em 1967, preserva a decoração dos anos 1980 e oferece acomodações para até quatro pessoas em seus quase 92 metros quadrados de espaço interno. O PytchAir, nome da hospedagem, mantém elementos originais do jato particular, como móveis, revestimentos de madeira e detalhes dourados.

Além das duas salas de estar e do quarto principal com cama king-size, a hospedagem tem dois quartos adicionais, cozinha completa e três banheiros. A acomodação funciona dentro da fuselagem, que já serviu à Japan Airlines e depois foi convertida para uso privado.

Como o avião chegou a Bristol

O Boeing 727 começou a voar em 1967 e integrou a frota da Japan Airlines no ano seguinte. Após décadas em operação comercial, a aeronave foi retirada de serviço e convertida em jato particular de luxo, com acabamentos que refletem o padrão de conforto dos anos 1980.

O empresário britânico Johnny Palmer localizou e comprou a aeronave em um cemitério de aviões no oeste da Inglaterra. Em uma operação que exigiu grandes guindastes, removeu as asas e os motores para transportar apenas a fuselagem até Bristol por via terrestre.

O transporte do avião pelas ruas chamou a atenção de moradores, causou perturbações no trajeto por emergências nas estradas e enfrentou dificuldades para passar sob uma ponte.

Palmer pretendia usar o espaço como área de lazer para os filhos e para festas, mas decidiu transformá-lo em uma acomodação para aluguel de temporada, que também funciona como espaço para eventos e reuniões.

O que os hóspedes encontram no avião

O acesso à cabine de comando é o principal diferencial do PytchAir. Ao contrário do que ocorre em um avião em operação comercial, os hóspedes podem entrar no cockpit e manipular os controles e interruptores originais preservados na estrutura. A hospedagem mantém a experiência de estar dentro de um avião funcional, apesar da ausência de asas e motores.

A área externa também recebeu adaptações: há uma banheira de hidromassagem, sauna e chuveiro sob a fuselagem, além da escada original de embarque, que permanece no local. O imóvel oferece estacionamento e internet e usa energia renovável gerada por mais de 300 painéis solares e armazenada em um sistema com capacidade de 240 kWh.

Quanto custa uma noite no Boeing 727

O preço da diária varia conforme a data da reserva. Em levantamento feito em setembro de 2026, a diária para duas pessoas começava em £ 597 (cerca de R$ 4 mil, na cotação atual), incluindo taxas. A hospedagem está disponível no Airbnb e em outras plataformas de aluguel. O anúncio registra nota média de 4,74 em 5, com 148 avaliações.

Alerta aos mais velhos

Especialista em atividade física faz alerta para as pessoas com 50, 60 e 70 anos

Segundo ele, busca por um corpo perfeito esteticamente desvia o foco do que realmente importa

11/10/2026 11h04

Foto: T Leish/Pexels

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Após os 50 anos, o objetivo central não deve ser lutar contra o envelhecimento visual, mas manter a capacidade funcional do corpo para responder com vitalidade às exigências do dia a dia, alerta José Ruiz, treinador e CEO de Malagaentrena.

A busca por um corpo perfeito segundo os padrões estéticos atuais desvia o foco do que realmente importa na vida adulta.

Isso significa conseguir subir escadas, carregar compras e levantar de uma cadeira sem ajuda, com facilidade e conforto. Não se trata de atingir um físico idealizado nas redes sociais, mas de preservar a força, a técnica e o controle do corpo que permitem viver com independência e autonomia.

Por que a força muscular importa em cada década

A musculatura funciona como alicerce para a saúde metabólica e a independência física. Nas mulheres, a queda dos níveis de estrogênio durante a transição menopáusica acelera a perda de densidade óssea e massa muscular — condição conhecida como sarcopenia, que aumenta o risco de fraturas.

O treinamento de resistência ajuda a preservar esses movimentos, não por vaidade, mas para manter acessíveis as atividades simples.

Ruiz propõe parâmetros claros para avaliar o progresso em cada fase da vida. Aos 50 anos, a pessoa deveria conseguir realizar atividades cotidianas sem se aproximar de sua capacidade máxima. Subir vários andares e mover-se com agilidade deve ser a regra, não a exceção.

Aos 60, o equilíbrio e a capacidade de usar as pernas sem depender de ajuda ganham destaque. Aos 70, o foco é manter o ritmo e a facilidade para agachar e levantar sem dificuldade. Segundo Ruiz, o objetivo nessa década continua sendo preservar o máximo possível da capacidade física, não apenas realizar ações típicas de uma pessoa de 70 anos.

Movimento, velocidade e transformação prática

A velocidade do movimento também é importante, porque o corpo precisa reagir rapidamente a imprevistos, como um tropeço na calçada. O treinamento deve integrar força, técnica e controle antes de avançar para a intenção de mover cargas com mais agilidade. Essa capacidade funcional influencia a qualidade de vida mais do que a aparência externa.

O sedentarismo compromete o bem-estar, e caminhar 30 minutos por dia, durante cinco dias por semana, beneficia a saúde cardiovascular. Acumular entre 150 e 300 minutos de atividade moderada por semana reduz o estresse e melhora a pressão arterial. Mesmo pessoas sem histórico esportivo podem obter resultados positivos rapidamente com passeios breves de 10 ou 15 minutos.

Não é necessário perseguir números mágicos, como 10 mil passos diários, para notar mudanças reais. Chegar a cerca de 6 mil a 8 mil passos já representa uma melhora em relação a um estilo de vida sedentário.

A regularidade é essencial para preservar a saúde metabólica e física. O resultado aparece quando o hábito entra na rotina, não quando o esforço é ocasional.

Curioso

Minerais de antigo lago de Marte é encontrado na Turquia

Lago tem a mesma composição mineral de cratera marciana

11/10/2026 10h27

Imagem: Needemm/Wikimedia Commons

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O lago Salda, no sudoeste da Turquia, tem a mesma composição mineral da cratera marciana visitada pelo rover Perseverance, da NASA, em 2021. Conhecido pelas águas azul-turquesa e pelas praias de areia branca, Salda é apontado como o equivalente mais próximo, na Terra, da cratera Jezero, em Marte.

A semelhança não se limita à aparência, e os dois lugares compartilham formações geológicas raras, associadas a um passado aquático. Antes de o veículo pousar em Marte, cientistas da Nasa já haviam estudado o lago Salda como referência para interpretar o que encontrariam na cratera Jezero.

Por que o lago parece outro planeta

A cor incomum das águas de Salda vem da hidromagnesita, um mineral esbranquiçado que se acumula nas margens e dá ao lago uma aparência tropical. Esse carbonato rico em magnésio também foi identificado em Jezero, reforçando a ligação mineral entre os dois ambientes.

Pesquisadores acreditam que a Cratera marciana já foi um lago, assim como Salda. A antiga linha costeira e as formações parecidas com deltas, registradas em imagens de Marte, se assemelham às estruturas observadas nas margens turcas.

 

Pistas de vida antiga em Marte

Salda abriga microbialitos, estruturas rochosas formadas pela ação de microrganismos. Em Marte, estruturas semelhantes podem ser a melhor chance de encontrar vestígios de vida passada, caso ela tenha existido em Jezero. O interesse por essa possível semelhança levou cientistas da Nasa a estudar o lago turco antes mesmo de o rover chegar ao planeta vermelho.

A comparação entre os dois locais ajuda a orientar onde o Perseverance deve procurar sinais relevantes na superfície marciana.

O que vem depois das coletas

O robô da Nasa recolhe amostras de rocha na cratera desde o pouso, em 2021. Futuras missões robóticas devem trazer esse material à Terra, e a expectativa é que as amostras ajudem a confirmar se Jezero teve, de fato, um passado semelhante ao do lago turco.

Enquanto isso, Salda continua a servir de referência para interpretar o que pode estar escondido sob a poeira marciana e aproximar a geologia terrestre da exploração espacial.

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