Dica importante

Levei anos para entender por que não devemos descongelar a carne na pia da cozinha

Deixar a carne descongelando na pia parece prático quando a manhã é corrida, mas o calor pode prejudicar

Deixar a carne descongelando na pia parece prático quando a manhã é corrida, mas o calor acelera a proliferação de bactérias perigosas. Por isso, a recomendação no Canadá é evitar que a carne permaneça muito tempo em temperatura ambiente.

Quando fica exposto ao ar, o pacote esquenta rapidamente na superfície, enquanto o interior permanece congelado. Essa diferença cria a faixa de temperatura em que as bactérias proliferam com mais velocidade. O perigo é invisível: microrganismos se multiplicam nessa camada externa e produzem toxinas que resistem ao calor da panela.

Por isso, a aparência de carne bem cozida não garante segurança: o preparo passou por uma temperatura de risco antes mesmo de ir ao fogo. A solução é simples, e o Canadá aponta três métodos eficazes.

Geladeira: o método mais seguro

Guardar a carne na prateleira inferior da geladeira, dentro de uma travessa funda, desacelera a atividade microbiana e permite que o gelo se distribua de forma uniforme. O recipiente evita um risco adicional: líquidos da carne crua não pingam sobre outros alimentos já prontos, o que reduz a contaminação cruzada durante o armazenamento.

Esse método leva horas, dependendo do tamanho da peça, mas mantém a temperatura sob controle. Quem planeja a refeição com antecedência consegue descongelar a carne com segurança, sem pressa nem improviso. Por isso, é o método mais recomendado pelas autoridades de saúde canadenses.

Água Fria: rápido e seguro

Quando o tempo é curto, a imersão em água fria acelera o descongelamento sem comprometer a segurança. A embalagem deve estar bem vedada para impedir a perda de umidade e o contato com impurezas. O recipiente com água fria mantém a temperatura sob controle durante o processo.

A água precisa ser trocada periodicamente para continuar fria, e água morna estimula os microrganismos que queremos evitar. A troca regular do líquido reduz a multiplicação de patógenos e mantém o descongelamento rápido e seguro.

Micro-ondas: agilidade com atenção redobrada

O micro-ondas resolve o problema em minutos, mas aquece de forma desigual: algumas partes esquentam e começam a cozinhar, enquanto outras permanecem congeladas. Essa diferença cria o ponto intermediário de risco em que as bactérias encontram condições ideais para se proliferar. Por isso, qualquer carne descongelada no micro-ondas deve ir direto ao fogo, sem pausa, para ser completamente preparada.

Recipientes de vidro ou cerâmica próprios para aquecimento ajudam a distribuir o calor de maneira uniforme. Retirar todo plástico que não seja indicado para micro-ondas evita contaminação química adicional. A carne também não deve voltar à geladeira ou ao freezer sem antes ser cozida por inteiro.

Guardar uma peça apenas parcialmente aquecida cria condições para a presença de patógenos na refeição.

O risco que a maioria não vê

A contaminação pode causar quadros graves de intoxicação alimentar, com sintomas gastrointestinais dolorosos, mas a origem do risco — o descongelamento incorreto — passa despercebida. Escolher o método correto de descongelamento ajuda a prevenir o problema e protege todos à mesa.

História

Mulher teria sido criada por macacos em floresta e ficou aterrorizada ao se ver no espelho

Segundo seu relato, ela foi levada por pessoas estranhas e abandonada em meio à mata.

09/10/2026 18h12

Foto: Reprodução/John Chapman

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Marina Chapman diz ter se perdido ainda pequena em uma mata na Colômbia e afirma ter ficado cerca de cinco anos isolada do convívio humano, período encerrado quando um pedaço de espelho encontrado por acaso mudou sua percepção sobre si mesma. Depois de tanto tempo tendo apenas macacos-prego como companhia, ela se deparou com uma imagem que não reconhecia mais como sua.

Com cerca de 4 anos de idade, segundo seu relato, ela foi levada por pessoas estranhas e abandonada em meio à mata. Ao voltar a si, só havia um bando de macacos por perto — companhia que, de acordo com ela, acabou servindo de modelo para aprender a sobreviver ali.

A rotina aprendida com os primatas

Observando os primatas dia após dia, ela diz ter aprendido onde buscar comida e como subir em árvores com segurança. Alguns sons do grupo também passaram a fazer parte de seu repertório de comunicação.

Nesse contexto de isolamento, ela encontrou o pedaço de espelho jogado na mata. Esperava ver um reflexo parecido com o dos companheiros que conhecia havia tanto tempo.

O choque diante do próprio rosto

Em vez disso, ela viu um rosto humano. O relato descreve a cena como assustadora porque ela se identificava com o grupo de primatas e esperava se parecer com eles.

O momento ficou marcado como um dos mais lembrados de sua trajetória e, anos depois, se tornou um dos trechos centrais da história que ela decidiu contar ao mundo.

Como a história chegou ao público

Em 2013, a autobiografia "The Girl With No Name" apresentou essa trajetória. O livro foi escrito com a colaboração da filha Vanessa James e da escritora Lynne Barrett-Lee e reconstrói o período na mata e os anos seguintes.

Ainda em 2013, a National Geographic lançou o documentário "Woman Raised By Monkeys", que registrou o retorno dela à Colômbia. A produção tentou checar pontos do relato, mas nem todos os episódios puderam ser confirmados de forma independente. A existência da trajetória contada e a publicação do livro são fatos registrados, mas os detalhes do que Marina diz ter vivido na floresta, entre eles a convivência com os macacos, não foram comprovados por fontes independentes.

A vida depois da floresta

De acordo com o relato, caçadores a encontraram na mata e a levaram para Cúcuta. Depois disso, ela passou por anos difíceis, com períodos nas ruas e trabalho em casas de família.

Mais tarde, uma família a acolheu e a levou para a Inglaterra, onde ela trabalhou como babá. Depois, fixou residência em Bradford, constituiu família e seguiu carreira como cozinheira.

Décadas se passaram até que essas memórias viessem à tona no livro que projetou seu nome internacionalmente. O episódio do espelho segue como o símbolo mais forte do contraste entre a vida na mata e o retorno ao convívio humano.

Astronomia

Estudo prova que Newton estava errado e Sistema Solar vai se desintegrar antes do previsto

3 planetas podem ser empurrados para fora de suas órbitas.

09/10/2026 17h33

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem ser empurrados para fora de suas órbitas quando o Sol morrer, muito antes do que a ciência imaginava. É o que aponta um trabalho publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters e assinado pelos pesquisadores Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred C, e adams.

Simulações computacionais mostram que, se a estrela expelir massa em episódios desiguais, em vez de fazê-lo de forma suave e constante, o equilíbrio gravitacional dos planetas gigantes pode ruir em uma fração do tempo calculado anteriormente.

Em quase 90% dos cenários testados, o sistema externo se desfaz dentro de 3 bilhões de anos após a formação do que restar do Sol.

O que acontece quando o Sol morre

Daqui a bilhões de anos, nossa estrela vai inflar numa gigante vermelha e, na sequência, expelir boa parte de sua massa até sobrar apenas um núcleo compacto conhecido como anã branca. Os cálculos antigos tratavam essa perda de massa como um processo gradual e uniforme, mantendo os planetas em órbitas que apenas se afastariam devagar da estrela.

A nova simulação trabalha com outra lógica: a matéria sai em arrancos distintos, em direções variadas, e cada arranco empurra levemente a própria estrela para o lado oposto. Esses pequenos solavancos se somam ao longo do tempo e alteram pouco a pouco a trajetória dos planetas gigantes.

Colisões, expulsões e órbitas embaralhadas

Segundo o modelo dos três autores, os gigantes gasosos já começam a sofrer instabilidade durante a fase de gigante vermelha do Sol em cerca de 40% das simulações. A desorganização gravitacional não implica necessariamente choque direto entre os planetas.

Encontros próximos entre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem transferir energia de um corpo para outro, o que embaralha as rotas e pode arremessar algum deles para o espaço interestelar. Outros corpos talvez continuem presos gravitacionalmente ao que sobrar do Sol, mas seguindo caminhos bem diferentes dos atuais.

A intuição de Newton sobre a instabilidade

Isaac Newton já desconfiava, ainda no século 17, de que as trocas gravitacionais entre os planetas poderiam, com tempo suficiente, desequilibrar o funcionamento do Sistema Solar. Cálculos posteriores reduziram essa preocupação, indicando um sistema muito mais estável do que a intuição do físico sugeria.

A nova pesquisa não resgata a exatidão técnica de Newton, mas a essência de sua desconfiança: a desordem pode mesmo ser inevitável, desde que o modelo inclua o processo de morte estelar.

Ao incorporar as ejeções irregulares de massa solar, o prazo para o colapso do sistema cai de uma escala medida em quintilhões de anos para apenas alguns bilhões.

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