Decoração e tendência

Adeus, vaso sanitário branco: nova tendência começa a dominar os banheiros modernos

Objeto se tornou peça de destaque no cômodo.

O branco que dominou os banheiros por gerações está perdendo espaço para peças em grafite, cimento queimado e acabamentos foscos. Antes associado apenas à funcionalidade e integrado ao ambiente em tons claros, o vaso sanitário virou o centro das atenções em projetos de arquitetura e design de interiores. Durante décadas, o padrão foi usar sanitários claros, quase imperceptíveis no cômodo.

Hoje, a lógica se inverteu: além de cumprir sua função, o objeto se tornou uma peça de destaque no cômodo.

Cores escuras ganham espaço nos banheiros

Grafite, cinza cimento e superfícies texturizadas substituem o padrão asséptico que prevaleceu por tanto tempo. Profissionais de arquitetura e design usam essa paleta para dar personalidade a ambientes antes muito parecidos.

A mudança estética vem acompanhada de recursos de automação e conforto que tornam o uso do banheiro mais eficiente no cotidiano. Cor e tecnologia se somam em espaços que unem sofisticação e funções inteligentes, antes mais comuns em outros ambientes da casa.

Limpeza fácil já não é prioridade única

A praticidade e a discrição do branco, que por tanto tempo justificaram sua escolha, deixaram de ser os únicos critérios. Cada peça do banheiro passou a contribuir para a aparência do imóvel, aproximando o cômodo dos espaços de convivência da casa.

O resultado é um ambiente com identidade própria, onde o acabamento recebe o mesmo cuidado dado à sala ou ao quarto.

Como surgiu o vaso sanitário atual

O nobre e poeta inglês Sir John Harrington criou, em 1596, um modelo com caixa de descarga para sua madrinha, a rainha Isabel I. Sistemas rudimentares de esgoto já existiam muito antes: registros apontam estruturas parecidas, há cerca de 4.000 anos, na Mesopotâmia e no palácio de Cnossos, em Creta. A ideia de Harrington, porém, não fez sucesso de imediato.

O escocês Alexander Cumming deu o passo decisivo ao patentear um modelo com sifão, a tubulação curva que impede o retorno do mau cheiro pelo encanamento. No século XIX, nomes como Thomas Crapper aperfeiçoaram os mecanismos de flutuadores e tanques, tornando o vaso sanitário obrigatório por leis de saneamento.

Mais de quatro séculos depois de Harrington pensar naquela peça para uma casa inglesa. O vaso sanitário volta a chamar atenção — desta vez pela cor e pelo design, não mais pela discrição que sempre buscou.

Decoração e tendência

Adeus, branco e cinza: a nova cor que promete dominar os banheiros em 2027

Os designers indicam cores naturais.

27/09/2026 13h41

Foto: Max Vakhtbovych/Pexels

Continue Lendo...

Quem pensa em banheiro moderno já não imagina apenas branco e cinza. Os designers indicam que cores naturais e profundas ganham força em 2027, trazendo mais aconchego aos ambientes que, por anos, apostavam na frieza da neutralidade. O verde-salvia emerge como a escolha mais procurada para quem quer acompanhar essa mudança.

A cor funciona bem em qualquer tamanho de banheiro porque oferece um equilíbrio entre frescura e calor sem parecer pesada demais. Quando aplicada em acabamento matte, combinada com madeira, pedra e fibras naturais, cria espaços que transmitem tranquilidade e bem-estar de forma muito mais marcada do que banheiros completamente brancos conseguem fazer.

Verde-salvia: a tendência que sai do verde intenso

Ao contrário de verdes mais vibrantes, o tom salvia permite combinações versáteis e funciona tanto em espacinhos apertados quanto em ambientes grandes. Sua inspiração vem da natureza, e essa suavidade torna fácil integrá-lo ao projeto sem que o banheiro pareça sobrecarregado ou dramático.

Há várias formas de aplicá-lo: pintura ou revestimento matte nas paredes. Mobiliário de vanity nessa cor, cerâmicas ou porcelanatos como destaque em uma parede só, ou ainda acessórios decorativos para quem prefere começar com uma mudança menor. O resultado é um banheiro contemporâneo que não perde luminosidade e mantém a sensação de limpeza original do design neutro.

Azul petróleo: a segunda aposta forte para 2027

Além do verde-salvia, o azul petróleo também avança como tendência elegante para quem busca mais personalidade no espaço. Esse tom é mais intenso, mas funciona especialmente bem quando há entrada generosa de luz natural que evita deixá-lo opressivo.

Os designers recomendam combiná-lo com madeira clara para trazer aconchego, metais em preto matte ou bronze, espelhos com linhas curvas e iluminação morna que suavize sua intensidade. Essa paleta cria um ambiente sofisticado sem sacrificar funcionalidade ou leveza.

Por que o acabamento matte vence o brilho

Além da questão de cor, outra mudança forte é o abandono de superfícies muito brilhantes. Acabamentos matte oferecem estética mais moderna e, na prática, disfarçam melhor as marcas d'água e as marcas do uso cotidiano — uma vantagem real em um cômodo que sofre constante umidade.

Em paredes, móveis e revestimentos, o efeito matte cria uniformidade visual e sensação de repouso, justamente o que se busca em um espaço dedicado ao descanso e bem-estar.

Renovar sem reforma: ideias práticas para já

Não é preciso mexer em pisos nem fazer obra pesada para acompanhar as tendências de agora. Pequenas mudanças trazem resultado muito próximo ao que os designers indicam para 2027.

Pintar o vanity de verde-salvia, trocar o espelho por um com formas arredondadas, adicionar uma luminária morna. E incorporar plantas de folhas suaves com têxteis em tons bege ou areia já transformam o ambiente. A chave não está em sobrecarregar o ambiente, mas em criar um espaço sereno, funcional e conectado com os tons que a natureza oferece.

Missão espacial

Uma nova era começa no espaço: NASA ativa tecnologia inédita de comunicação

Equipamento é chamado Deep Space Station 23.

27/09/2026 12h50

Foto: SpaceX/Pexels

Continue Lendo...

A NASA ativou uma antena de rádio de 114 pés no deserto da Califórnia para se comunicar com mais de 40 sondas espalhadas pelo sistema solar.

O equipamento, chamado Deep Space Station 23, foi inaugurado no Complexo de Comunicações Deep Space de Goldstone, perto de Barstow. A antena reforça a capacidade de comunicação da agência com missões que exploram desde a Lua até os confins do espaço intergaláctico.

A NASA rastreia sondas em locais tão distintos quanto Marte, Júpiter e Saturno. Entre elas está a Voyager 1, que cruzou a fronteira do espaço intergaláctico em 2012 e continua enviando sinais para casa.

O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência, localizado no sul da Califórnia, gerencia o novo equipamento de 34 metros de diâmetro. A antena se junta à Deep Space Network, rede global de comunicações com complexos na Califórnia, na Espanha e na Austrália.

Rede de comunicação sob pressão

Há anos, as antenas da Deep Space Network operavam no limite de sua capacidade. O novo equipamento amplia a capacidade da rede, da qual cada missão depende para enviar e receber dados por meio de um pequeno grupo de antenas em três pontos específicos da Terra.

James Kenyon, administrador associado da Diretoria de Pesquisa e Missões Tecnológicas da NASA. Informou que a expansão reforça a infraestrutura de comunicação necessária para os próximos passos da agência, da exploração ampliada da Lua à investigação mais profunda do sistema solar.

Operação que começou em agosto

Cientistas da NASA testaram o Deep Space Station 23 de maio a julho para validar seu funcionamento. A antena iniciou operações em 3 de agosto, rastreando o Observatório de Raios-X Chandra. Desde então, mantém contato com dezenas de missões, incluindo o Mars Reconnaissance Orbiter, a sonda Psyche, Juno e Voyager 1.

Dave Gallagher, diretor do JPL, informou que a adição da antena de próxima geração aproxima a rede de uma modernização completa que incorpora tecnologia avançada. Segundo ele, após mais de 60 anos de operação contínua em apoio a missões relevantes, as atualizações preparam a rede para uma nova era de exploração.

Construção e funcionalidade técnica

A construção começou em fevereiro de 2020, e em dezembro de 2024, os engenheiros baixaram a estrutura metálica de 133 toneladas que sustenta a antena. Depois, anexaram os painéis que refletem os sinais de rádio e calibraram o equipamento para funcionar com o restante da rede.

O Deep Space Station 23 é a quinta antena em Goldstone, juntando-se a três outros pratos de 114 pés e a um prato mais antigo de 230 pés.

Germaine Aziz, que gerencia o Projeto de Ampliação de Abertura da Deep Space Network no JPL, informou que construir a antena não foi o principal desafio. A maior dificuldade foi integrar os complexos sistemas mecânicos, elétricos, de software, de radiofrequência e de infraestrutura em um equipamento pronto para missões.

Cada subsistema precisou ser integrado, calibrado e verificado para operar com precisão e confiabilidade.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).