Previsão do Tempo

Alerta geral no Brasil: semana começa com perigo de enchentes e calor acima de 40ºC

Calor intenso e chuva volumosa devem dividir o cenário.

Calor intenso e chuva volumosa devem dividir o cenário climático do país nos próximos dias: enquanto termômetros passam dos 40°C em parte do Centro-Oeste e do Sudeste, o Sul se prepara para possíveis enchentes, vendavais e queda de granizo. Essa combinação de calor extremo e chuva forte tem origem em uma massa de ar muito quente que atua sobre o Nordeste da Argentina e o Paraguai, com efeitos que devem se estender até quarta-feira (30).

Diante do calor extremo, o Instituto Nacional de Meteorologia colocou pelo menos oito estados brasileiros sob alerta vermelho, o mais alto nível de perigo, com validade até quarta-feira. Já para o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, o órgão decretou alerta laranja de perigo por causa das tempestades previstas, com volumes de chuva estimados entre 30.

E 60 mm/h, ventos intensos de 60 a 100 km/h e queda de granizo, válido para esta segunda-feira (28).

Calor extremo no Centro-Oeste e Sudeste

Sete estados devem ter máximas acima dos 40°C nos próximos dias: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Piauí. No interior paulista e no Triângulo Mineiro, os termômetros podem chegar a 43°C até terça-feira (29), enquanto, em pontos isolados de Mato Grosso. Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, as máximas podem marcar 45°C ou ultrapassar esse valor.

Rio de Janeiro também registrará calor elevado, com máximas acima de 35°C entre terça-feira (29) e quarta-feira (30). Em Belo Horizonte, as temperaturas ficarão entre 37°C e 38°C, próximas a valores recordes para setembro. Ainda há possibilidade de marcas próximas ou acima de 40°C no Sul do Maranhão e no Sul do Pará.

A umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em regiões de São Paulo, abaixo da faixa recomendada por especialistas em saúde.

Enchentes e tempestades no Sul

Um novo episódio de chuva volumosa atinge o Rio Grande do Sul com volumes que podem superar 200 mm em algumas áreas. Períodos de chuva torrencial trazem entre 50 mm e 100 mm de acumulados em poucas horas, elevando significativamente o risco de alagamentos e inundações repentinas.

Muitos municípios gaúchos devem registrar entre 100 mm e 200 mm de chuva até quarta-feira (30), e alguns pontos isolados podem receber até 300 mm de água.

A área de maior risco cobre as regiões Oeste e Campanha, avança pelo centro gaúcho e chega aos vales e à Serra, podendo atingir ainda a Grande Porto Alegre e o Litoral Norte. Além das cheias, há riscos de corte de energia, danos em plantações, queda de árvores, deslizamentos e bloqueios em rodovias.

O fenômeno de El Niño forte contribui para as ondas de calor e a irregularidade de chuvas esperadas nesta primavera.

Regiões com alerta para calor fora dos critérios técnicos

Tocantins, Distrito Federal, Bahia e Espírito Santo também enfrentarão altas temperaturas esta semana, apesar de não atenderem aos critérios técnicos de onda de calor estabelecidos pelos meteorologistas. A distribuição geográfica do evento indica que a massa de ar quente cobre grande parte do território nacional.

Criação de animais

Fazenda na Argentina trocou 3.500 ovelhas por uma reserva com mais de 3.000 guanacos

Local deixou de criar milhares de ovelhas e passou a abrigar milhares de guanacos

09/10/2026 08h15

Foto: Ulrick Trappschuh/Pexels

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Uma propriedade de 7.360 hectares na Patagônia Argentina deixou de criar milhares de ovelhas e passou a abrigar milhares de guanacos. A mudança ocorreu na estância San Pablo, na Península Valdés, província de Chubut, após décadas de pecuária ovina e equina na região. Até 2005, o local chegava a abrigar cerca de 3.500 ovelhas na costa do Golfo Nuevo.

Hoje, mais de 3.000 guanacos ocupam o terreno, transformado em área protegida sob o nome de Reserva de Vida Silvestre San Pablo de Valdés.

Da pecuária à proteção ambiental

A Fundación Vida Silvestre Argentina comprou a propriedade em 2004 e, em julho do ano seguinte, retirou as ovelhas e os cavalos que ainda pastavam ali. A fundação transformou o galpão e a antiga cozinha de tosquia das ovelhas em uma estação de campo voltada à pesquisa do ecossistema local.

Sem os rebanhos, sementes que ficaram escondidas no solo por anos passaram a germinar. Com o tempo, a vegetação se espalhou e os pastos naturais ganharam mais variedade, criando condições melhores de alimento e abrigo para a fauna nativa da estepe patagônica.

 

Explosão populacional dos guanacos

O primeiro levantamento feito na reserva contou apenas 300 guanacos vivendo no terreno. Segundo a fundação, o número disparou ao longo dos anos até ultrapassar os 3.000 animais, impulsionado pela reprodução interna e pela chegada de exemplares vindos de propriedades vizinhas.

A retirada do gado e a queda na caça abriram espaço para que a espécie se espalhasse sem concorrência por pasto. A presença de fêmeas reprodutoras e a fartura de alimento também ajudaram a sustentar esse crescimento.

Outras espécies que ganharam espaço

Além dos guanacos, a reserva hoje abriga choiques, maras e zorros. Também há mais de 60 espécies de aves típicas da estepe patagônica, bioma que a fundação busca proteger.

A antiga fazenda de ovelhas e cavalos se tornou um ponto de referência para estudar como ecossistemas da Patagônia se recuperam quando a atividade pecuária deixa de ocupar o espaço.

Novo surto?

OMS entra em alerta com possível surto de peste pneumônica no mundo

Laboratório de pesquisa na Sibéria se tornou centro de preocupação depois que uma funcionária morreu

09/10/2026 07h49

Foto: Niklas Jeromin/Pexels

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Um laboratório de pesquisa na Sibéria se tornou centro de preocupação depois que uma funcionária morreu, em circunstâncias ainda investigadas, no início de outubro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o caso em contato com as autoridades russas, enquanto se investiga a possibilidade de vazamento de um agente infeccioso do laboratório.

A pesquisadora Daria Shipilova, de 28 anos, morreu no dia 2 de outubro, depois de adoecer enquanto trabalhava em um instituto dedicado ao estudo da bactéria causadora da peste. A morte levou agências de saúde a isolar cerca de 200 pessoas por precaução, provocou investigações e gerou discussões nas redes sociais sobre a segurança em laboratórios de pesquisa biológica.

O que dizem as autoridades russas

Moscou informou à OMS que exames laboratoriais não identificaram microrganismos associados ao trabalho da funcionária no instituto. Segundo as agências sanitárias russas, ela morreu de pneumonia de origem desconhecida, sem indicação de violação dos protocolos de segurança. As autoridades russas também informaram que nenhum caso de peste foi confirmado em Irkutsk.

As regras internacionais de saúde estabelecem obrigações de comunicação e cooperação entre os países e a OMS em questões epidemiológicas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, descartou em 7 de outubro os relatos como informações falsas e reafirmou que apenas comunicados oficiais das autoridades russas deveriam ser considerados confiáveis.

 

Cautela na comunicação internacional

As Nações Unidas adotaram um tom cuidadoso ao discutir o caso. Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, destacou em 6 de outubro que a organização monitorava a situação e permanecia pronta para oferecer assistência. Ele enfatizou a importância de escolher bem as palavras, pois o intenso interesse público em torno da doença poderia alimentar pânico infundado.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou em 7 de outubro que a agência ainda não tinha um quadro completo do ocorrido e não conseguia avaliar integralmente os riscos. A cautela nas comunicações reflete a sensibilidade do tema diante da repercussão nas redes sociais e nos veículos de imprensa.

A natureza da peste pneumônica

A peste pneumônica é uma infecção bacteriana que afeta os pulmões. Diferentemente de outras formas da doença, pode ser transmitida de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias, principalmente durante o contato próximo. Por isso, exige atenção em ambientes onde pessoas infectadas possam ter contato próximo com outras.

O acompanhamento por agências globais de saúde pública mostra que, mesmo com informações ainda limitadas sobre o ocorrido, a comunidade internacional mantém a vigilância. Em 5 de outubro, os Estados Unidos pediram que Moscou demonstrasse transparência sobre a situação.

O acompanhamento contínuo da OMS indica que a organização está avaliando o caso e poderá orientar a resposta sanitária conforme novas informações forem confirmadas. A atuação reflete a importância da cooperação entre países em situações de possível risco à saúde pública.

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