Atenção máxima

Alerta para todos: este pequeno animal comum é o que mais mata pessoas no mundo

Esse vem liderando com folga o total de mortes humanas ligadas a animais a cada ano

Por mais que tubarões, grandes felinos e serpentes inspirem temor por seu porte e ferocidade, é o mosquito quem lidera com folga o total de mortes humanas ligadas a animais a cada ano. A picada em si raramente é o problema: o que torna o mosquito tão letal é servir de veículo para doenças como malária, dengue, febre amarela e chikungunya, muitas vezes disseminadas bem perto das residências.

Esses números escancaram o descompasso entre o que as pessoas temem e o que realmente as mata. A cena de um ataque de tubarão ou de um grande felino choca e ganha destaque na imprensa, ao passo que a picada de um mosquito simplesmente não chama atenção. Quando a doença surge dias depois, a conexão com o inseto permanece oculta.

Como o mosquito se torna um transmissor de doenças

Nem toda picada de mosquito resulta em infecção grave, e o risco varia conforme a espécie do inseto, a região geográfica, a presença do agente infeccioso e as condições ambientais.

A fêmea do mosquito entra em contato com patógenos e participa de um ciclo que permite a circulação de vírus e parasitas no corpo humano, e assim, torna-se vetor de transmissão.

A malária, por si só, mata centenas de milhares de pessoas por ano no mundo, atingindo sobretudo populações em situação de maior vulnerabilidade, enquanto outras espécies de mosquito ainda contribuem para a propagação de vírus que desencadeiam epidemias e sobrecarregam os serviços de saúde.

A grande capacidade reprodutiva desses insetos, sua distribuição ampla e o contato frequente com humanos explicam por que se destacam nessas comparações de mortalidade.

Principais doenças transmitidas por mosquitos

O gênero Anopheles transmite parasitas responsáveis pela malária, e o Aedes aegypti, um dos mais conhecidos, pode transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana onde esses vírus estão em circulação. Outros gêneros participam da transmissão de filariose e encefalites, com variações dependendo de temperatura, precipitação, imunidade coletiva e presença de pessoas infectadas na região.

A transmissão dessas doenças não ocorre da mesma forma em todos os locais e pode variar de acordo com fatores climáticos e epidemiológicos específicos de cada área.

Por que a percepção de risco não acompanha a realidade

Um acontecimento raro e visualmente marcante — como um ataque de tubarão — recebe cobertura ampla e cria impressão duradoura de ameaça. A invisibilidade de uma picada de mosquito e o intervalo entre a exposição e o surgimento dos sintomas dificultam a associação mental entre o inseto e a doença.

Essa lacuna perceptiva explica por que eventos dramáticos podem parecer mais perigosos do que ameaças que ocorrem de forma rotineira em comunidades inteiras. A desconexão temporal entre causa e efeito torna a transmissão por vetores menos evidente ao observador comum.

Estratégias específicas de prevenção

Não é possível aplicar as mesmas medidas preventivas a ataques diretos, acidentes com espécies peçonhentas e doenças transmitidas por vetores. No caso dos mosquitos, é possível reduzir a exposição eliminando recipientes que acumulem água, usando barreiras físicas, como telas em janelas. E portas, aplicando repelentes indicados pelas autoridades e acompanhando alertas de saúde pública.

As estratégias de prevenção mudam de acordo com a região: em alguns locais a malária concentra o maior risco, em outros são as arboviroses que exigem mais atenção.

Observação avançada

Brasil ajuda a construir telescópio gigantesco no Chile que poderá enxergar o Universo como nunca

Novo telescópio deve elevar em até 200 vezes o poder de observação

28/09/2026 08h59

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index (29) (1) Foto: Jan van der Wolf/Pexels

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No deserto chileno do Atacama, avança a construção de um equipamento que promete elevar em até 200 vezes o poder de observação em relação aos telescópios mais avançados hoje em operação. Batizado de Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), o projeto reunirá sete espelhos primários de 8,4 metros de diâmetro que, juntos, funcionarão como uma superfície de captação equivalente a um espelho único de 25,4 metros.

A astronomia mudou de patamar quando Galileu Galilei, séculos atrás, voltou sua luneta pela primeira vez para o céu.

Esse ganho de sensibilidade permitirá observar galáxias, estrelas e possíveis planetas com nitidez e precisão inéditas, além de revelar detalhes antes fora de alcance. A operação do telescópio está prevista para começar no início da década de 2030, marcando uma virada na astronomia observacional.

A participação brasileira no maior projeto astronômico

No consórcio internacional responsável pelo GMT, o Brasil marca presença sob a coordenação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Pesquisadores e instituições do país atuam por meio da iniciativa GMT Brasil em engenharia, óptica, mecânica, eletrônica e software do equipamento — áreas que exigem tecnologia de alta complexidade.

Essa participação também abre espaço para a indústria nacional entrar em projetos tecnológicos avançados.

Quem coordena o esforço científico brasileiro

Eduardo Cypriano, coordenador de Difusão Científica do GMT Brasil, atua como professor associado no IAG-USP, unidade da Universidade de São Paulo dedicada à Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, onde integra o Departamento de Astronomia. Sua trajetória inclui bacharelado em Física pelo Instituto de Física da USP, mestrado e doutorado em Astronomia pelo IAG-USP, além de pós-doutorado na University College London.

Como astrônomo residente no telescópio Southern Astrophysical Research (SOAR), ele concentra suas pesquisas em astrofísica extragalática, com foco em aglomerados de galáxias, lentes gravitacionais e cosmologia observacional.

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A arquitetura e o alcance do instrumento

A revisão do desenho conceitual do domo do telescópio, que terá 65 metros de altura e portas de 46 metros, foi concluída, e a estrutura está pronta para construção.

Espelhos maiores captam mais luz e resolvem imagens com mais nitidez — é esse princípio que sustenta a expectativa de o GMT se tornar até 200 vezes mais potente que os melhores telescópios em operação atualmente.

A NSF doou US$ 17,5 milhões para acelerar o desenvolvimento de sistemas ópticos e tecnologias infravermelhas do equipamento. A doação reforça o compromisso internacional com o projeto e aproxima a primeira luz do telescópio, quando ele começará a coletar dados do cosmos.

Acompanhe os bastidores do GMT

O Programa Olhar Espacial é transmitido todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais no YouTube, Facebook, Instagram, X, LinkedIn e TikTok.

Eduardo Cypriano participa do programa desta sexta-feira para detalhar os objetivos do GMT, os desafios de construir um telescópio dessa dimensão e o que ele representará para a ciência brasileira e mundial.

Curioso

Foto divulgada pela NASA parece mostrar um anjo no espaço

Formação luminosa capturada por um telescópio espacial circula nas redes sociais

28/09/2026 08h42

Imagem: Divulgação/NASA

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Uma formação luminosa capturada por um telescópio espacial e divulgada recentemente pela NASA circula nas redes sociais. Para parte dos internautas, a formação lembra a silhueta clássica de um ser celestial, o que rendeu comparações imediatas com um anjo.

O debate ganhou força entre entusiastas da Arqueologia Bíblica, que passaram a discutir se o fenômeno teria algum significado além do puramente científico. A repercussão nas redes foi rápida, com usuários compartilhando a foto acompanhada de interpretações bem diferentes entre si.

Formação de luz intriga quem vê

O registro mostra um padrão de luz que, aos olhos de muitos, reproduz o contorno de asas e de um corpo alongado, a representação mais comum associada a anjos em pinturas e esculturas religiosas ao longo da história. Justamente por essa semelhança visual, a foto chamou atenção fora do círculo de quem acompanha rotineiramente descobertas astronômicas.

Fenômenos ópticos causados por poeira cósmica, radiação e pela distribuição de estrelas costumam formar padrões que o olho humano tenta associar a algo já conhecido. Esse processo natural de reconhecimento de formas ocorre mesmo diante de fenômenos puramente físicos. Ele explica por que tantas pessoas enxergam figuras reconhecíveis em nebulosas e aglomerados estelares.

Redes se dividem entre ciência e fé

Enquanto uma parte do público trata a semelhança como mera coincidência de luz e sombra, outra enxerga na imagem um sinal com peso simbólico maior. Essa divisão de opiniões é comum sempre que um registro espacial escapa do padrão visual mais previsível.

A discussão em torno da fotografia reforça como um mesmo fenômeno visual pode gerar leituras opostas, dependendo da bagagem cultural e religiosa de quem observa. Publicações que cruzam achados científicos com interpretações teológicas costumam repercutir justamente por esse contraste entre explicação racional e leitura simbólica.

A foto segue circulando como um exemplo de como o espaço continua provocando tanto curiosidade científica quanto reflexão espiritual. Para muitos que acompanham o debate, a imagem representa um lembrete da beleza e do mistério do universo.

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