Curioso

Foto divulgada pela NASA parece mostrar um anjo no espaço

Formação luminosa capturada por um telescópio espacial circula nas redes sociais

Uma formação luminosa capturada por um telescópio espacial e divulgada recentemente pela NASA circula nas redes sociais. Para parte dos internautas, a formação lembra a silhueta clássica de um ser celestial, o que rendeu comparações imediatas com um anjo.

O debate ganhou força entre entusiastas da Arqueologia Bíblica, que passaram a discutir se o fenômeno teria algum significado além do puramente científico. A repercussão nas redes foi rápida, com usuários compartilhando a foto acompanhada de interpretações bem diferentes entre si.

Formação de luz intriga quem vê

O registro mostra um padrão de luz que, aos olhos de muitos, reproduz o contorno de asas e de um corpo alongado, a representação mais comum associada a anjos em pinturas e esculturas religiosas ao longo da história. Justamente por essa semelhança visual, a foto chamou atenção fora do círculo de quem acompanha rotineiramente descobertas astronômicas.

Fenômenos ópticos causados por poeira cósmica, radiação e pela distribuição de estrelas costumam formar padrões que o olho humano tenta associar a algo já conhecido. Esse processo natural de reconhecimento de formas ocorre mesmo diante de fenômenos puramente físicos. Ele explica por que tantas pessoas enxergam figuras reconhecíveis em nebulosas e aglomerados estelares.

Redes se dividem entre ciência e fé

Enquanto uma parte do público trata a semelhança como mera coincidência de luz e sombra, outra enxerga na imagem um sinal com peso simbólico maior. Essa divisão de opiniões é comum sempre que um registro espacial escapa do padrão visual mais previsível.

A discussão em torno da fotografia reforça como um mesmo fenômeno visual pode gerar leituras opostas, dependendo da bagagem cultural e religiosa de quem observa. Publicações que cruzam achados científicos com interpretações teológicas costumam repercutir justamente por esse contraste entre explicação racional e leitura simbólica.

A foto segue circulando como um exemplo de como o espaço continua provocando tanto curiosidade científica quanto reflexão espiritual. Para muitos que acompanham o debate, a imagem representa um lembrete da beleza e do mistério do universo.

Curiosidades

Quem vive se atrasando nem sempre é desinteressado: pode ter uma capacidade que poucos possuem

A psicologia identifica dificuldades genuínas para calcular o tempo e cumprir horários.

12/10/2026 17h01

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

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Chegar atrasado com frequência nem sempre revela descuido ou desrespeito. A psicologia identifica, em algumas pessoas, dificuldades genuínas para calcular o tempo e cumprir horários, ligadas a razões comportamentais e neurobiológicas específicas.

A policronia — traço de personalidade associado à tendência de fazer várias coisas ao mesmo tempo, em vez de se concentrar numa única atividade — está entre os fatores mais influentes. Quem tem esse perfil dá mais peso a conversas, vínculos pessoais e ao que surge no momento do que ao cumprimento rígido dos horários.

Por que pessoas policrônicas chegam atrasadas

Pessoas com alto grau de policronia chegam, em média, até 15 minutos mais tarde do que pessoas monocrônicas, segundo Jeff Conte, um dos principais pesquisadores da pontualidade. Essa diferença não decorre de desrespeito deliberado, mas de uma forma distinta de organizar tarefas e definir prioridades.

O comportamento típico desse perfil é alternar entre atividades: responder mensagem enquanto cozinham, continuar uma conversa durante um trabalho ou parar o que fazem para resolver algo que surgiu de repente. Essa flexibilidade funciona bem em situações que exigem interação e adaptação, mas esbarra quando compromissos marcados exigem respeitar horários precisos.

Para pessoas policrônicas, uma conversa que se estende alguns minutos, um recado pendente de resposta ou uma última tarefa antes de sair são suficientes para bagunçar o cálculo inicial de tempo. Conte recomenda programar alarmes para o instante exato de sair de casa ou do trabalho, criando um sinal externo que ajude a interromper a atividade em curso.

A influência da cultura no jeito de lidar com tempo

O atraso também tem uma dimensão cultural. Em sociedades mais voltadas à policronia, o vínculo entre as pessoas pesa tanto quanto — ou mais do que — cumprir exatamente um horário marcado. Nesse contexto, interromper uma conversa para não se atrasar em outro compromisso pode soar até deseducado.

Já em ambientes ou culturas de orientação monocrônica, o mesmo gesto tende a ser lido como falta de consideração ou responsabilidade. A diferença de percepção revela que a impontualidade não é universal: o que parece irresponsável numa cultura pode refletir os valores priorizados em outra.

Outros perfis associados aos atrasos crônicos

A baixa responsabilidade também costuma estar associada a atrasos recorrentes. Entre os cinco grandes traços de personalidade estudados pela psicologia, esse fator aparece como um dos que mais influenciam a dificuldade de cumprir compromissos no horário marcado, já que planejamento e disciplina tendem a ser menos valorizados por quem tem esse perfil.

Pessoas otimistas também caem numa armadilha comum: a chamada falácia do planejamento. Elas tendem a subestimar quanto tempo levarão para completar uma tarefa, mesmo depois de realizá-la muitas vezes. Ao calcular mal a duração, reduzem demais a margem disponível para se deslocar e terminam chegando atrasadas.

O cronotipo tardio — perfil conhecido como coruja noturna — também aumenta o risco de atrasos. O desalinhamento entre o relógio biológico dessas pessoas e as obrigações matutinas deixa as manhãs mais lentas e atrasa as saídas de casa.

A impuntualidade pode ter ainda um componente neurobiológico. Pessoas com TDAH, autismo, dislexia e outras condições do neurodesenvolvimento enfrentam dificuldades relacionadas à chamada cegueira do tempo, que altera a percepção do passar das horas e complica transições entre atividades. Nesses casos, listas de verificação, alarmes e a inclusão do tempo de deslocamento na agenda funcionam como suportes externos úteis.

Atrasos crônicos também podem funcionar, em alguns casos, como mecanismo psicológico inconsciente de evasão, controle ou autoproteção, e não apenas como falha na gestão do tempo. Identificar a causa do atraso habitual ajuda a escolher a estratégia mais eficaz para lidar com o problema.

História

Em 1956, ele viu a filha brincar com bonecas de papel e teve a ideia que daria origem à Barbie

O projeto ficou parado até uma viagem decisiva à Europa.

12/10/2026 16h12

Imagem gerada por inteligência artificial

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Ao observar a filha Barbara passar horas brincando com recortes de papel, Ruth Handler teve a ideia que transformaria a indústria de brinquedos. No início dos anos 1950, a menina inventava profissões e vidas adultas para aquelas figuras. As bonecas disponíveis para meninas naquela época giravam quase exclusivamente em torno de bebês para cuidar, alimentar e vestir.

Handler identificou ali uma ausência: faltava um brinquedo com corpo adulto que abrisse espaço para papéis além da maternidade. Dentro da Mattel, empresa que ela havia fundado ao lado do marido, Elliot Handler, e de Harold Matson, a proposta encontrou resistência inicial. Ninguém tinha certeza de que uma boneca adulta conquistaria as crianças.

O projeto ficou parado até uma viagem decisiva à Europa.

O modelo alemão que mudou tudo

Em 1956, Handler chegou à Alemanha e viu numa vitrine a Bild Lilli, uma boneca com corpo adulto. Roupas intercambiáveis e visual completamente distante das figuras de bebê que dominavam as prateleiras americanas. Comprou vários exemplares e voltou aos Estados Unidos convencida de que aquele conceito tinha espaço no mercado infantil.

A Bild Lilli havia nascido em 1952 como personagem de humor criada por Reinhard Beuthien para o jornal alemão Bild-Zeitung. Era uma secretária independente e provocativa, protagonista de tiras voltadas a leitores adultos.

Quando foi transformada em boneca de plástico, em 1955, a Bild Lilli circulava principalmente em bares. E tabacarias como presente de humor para adultos, embora crianças também começassem a se interessar por seus trajes variados.

Da viagem germânica ao lançamento em Nova York

A silhueta adulta de Lilli e o uso das roupas como elemento central da brincadeira viraram referência direta para o novo projeto. Handler adaptou o conceito para o público infantil dos Estados Unidos e batizou a boneca de Barbie, diminutivo de Barbara e homenagem à garota cuja criatividade havia inspirado tudo.

A apresentação oficial ocorreu em 9 de março de 1959, durante a Feira Internacional do Brinquedo de Nova York.

A primeira Barbie usava maiô listrado em branco e preto, cabelo preso e um visual que rompeu com o padrão das bonecas da época. Anos depois, Handler resumiria o propósito por trás da criação com uma ideia que moldaria a marca por décadas: meninas deveriam conseguir se imaginar em qualquer profissão ou papel que escolhessem.

Roupas, carreiras e acessórios se multiplicaram, transformando a personagem em muito mais que um brinquedo simples. Em 1964, Mattel adquiriu os direitos sobre a criação alemã que havia inspirado o projeto. A produção de Bild Lilli encerrou logo após, quando Barbie já havia alcançado uma dimensão comercial muito superior à de sua precursora.

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