Tragédia

Alpinista sobe montanha de 3.960 metros, manda mensagem à família e despenca pouco depois

Queda aconteceu em uma região montanhosa remota e perigosa

Brian Seibert, um alpinista de 53 anos da Califórnia, chegou ao cume do Monte Morgan, que tem cerca de 3.960 metros, na noite de um domingo (4 de outubro) e logo enviou uma mensagem de texto aos amigos para celebrar a conquista. Poucas horas depois, ele despencou de uma altura que socorristas descreveram como "incompatível com a sobrevivência".

A queda ocorreu em uma região montanhosa remota e perigosa, onde o terreno acidentado retardou o trabalho das equipes de busca. O corpo de Seibert permaneceu no local por mais de 72 horas e foi recuperado na quarta-feira (7 de outubro). A demora refletiu a dificuldade de acesso à área onde ele caiu.

O resgate em terreno hostil

A Equipe de Busca e Salvamento do Gabinete do Xerife do Condado de Mono recebeu um chamado na segunda-feira (5 de outubro). Depois que Brian não retornou no horário esperado, por volta das 23h30, os socorristas começaram a rastrear o alpinista pela rota de descida e localizaram pegadas e dados de geolocalização de seu celular.

O corpo foi avistado por homens em helicóptero antes do resgate. O local onde o corpo foi encontrado ficava a aproximadamente 3.800 metros de altura e apresentava obstáculos severos que impediram o acesso rápido por terra. Um helicóptero especializado foi necessário para retirar o corpo do penhasco na base do Grand Central Couloir, uma formação geológica da montanha.

Despedida registrada no topo

Antes da queda, Seibert assinou o livro de registro localizado no cume do Monte Morgan. A prática é comum entre alpinistas para documentar suas ascensões. A mensagem que enviou aos amigos após atingir o pico seria seu último contato antes do acidente.

A ex-esposa de Brian, Sundi Reince, expressou publicamente sua gratidão pelas operações de resgate, destacando que mantinha uma forte amizade com o ex-marido apesar do divórcio. Seus filhos acompanharam as buscas com ansiedade e agradeceram aos voluntários e autoridades pelo empenho em localizar o corpo.

Como o terreno remoto atrasa o resgate em montanhas

Em uma área montanhosa remota, a dificuldade não está apenas em encontrar a pessoa, mas em chegar até ela. No caso de Brian Seibert, o corpo permaneceu no local por mais de 72 horas porque o terreno acidentado, a cerca de 3.800 metros de altura, impedia o acesso por terra.

As equipes de resgate rastrearam pegadas e dados de geolocalização do celular para localizar o corpo. Mesmo depois de avistá-lo do helicóptero, precisaram de uma aeronave especializada para removê-lo do penhasco.

Isso significa que em resgates montanhosos remotos, o tempo entre localizar alguém e recuperá-la pode ser muito maior do que em áreas urbanas. A topografia hostil — formações como o Grand Central Couloir — não apenas dificulta o deslocamento, mas também exige equipamento especializado e helicópteros que nem sempre estão imediatamente disponíveis.

Quando o rastreamento por celular pode não ser suficiente

Os socorristas localizaram Brian com dados de geolocalização do celular e pegadas na rota de descida. Mesmo assim, o corpo só foi avistado por helicóptero. A geolocalização não levou diretamente até ele porque, em terrenos remotos e acidentados, um sinal de GPS pode indicar uma área geral, mas não garante que os resgatistas consigam chegar a pé ao ponto exato.

Especialmente se o local estiver em um penhasco ou formação rochosa instável. Por isso, dados de celular são uma ferramenta importante, mas, em ambientes montanhosos hostis, podem ser apenas o primeiro passo. A confirmação visual feita por helicóptero é necessária para localizar com precisão o ponto onde a pessoa está.

Proibido interferir

Estudo faz alerta: interferência humana no clima da Terra pode ser muito difícil de reverter

Conclusão foi tirada de exames de bases científicas de uma decisão ambiental americana crucial

13/10/2026 09h28

Foto: Zelch Csaba/Pexels

Continue Lendo...

As pegadas digitais da atividade humana no clima terrestre estão agora impressas em evidências que vão muito além das temperaturas superficiais. Desde 2009, pesquisadores identificam sinais de aquecimento antropogênico em múltiplas partes do sistema climático, incluindo salinidade oceânica, cobertura de neve e atmosfera superior.

Este achado é central para um novo Estudo que examina as bases científicas de uma decisão ambiental americana crucial. Em 2009, a Agência de Proteção Ambiental concluiu que os gases de efeito estufa representam perigo à saúde pública.

Embora a agência tenha revertido essa conclusão em fevereiro de 2026, os autores da revisão científica afirmam que as evidências científicas apoiando a decisão original agora são consideravelmente mais robustas.

Como os cientistas identificam o aquecimento causado pelo homem

O método chamado impressão digital climática funciona comparando padrões específicos. O Sol, vulcões e gases de efeito estufa alterariam o clima de formas distintas, então os pesquisadores verificam qual padrão os dados reais demonstram.

O pesquisador Benjamin Santer, da Universidade de East Anglia, informou ao Earth que, se todo o aquecimento global desde 1850 viesse apenas de um aumento natural na energia solar, a atmosfera deveria aquecer do solo até 50 quilômetros de altitude.

A realidade, porém, segue padrão oposto, e a camada inferior da atmosfera aquece enquanto a estratosfera, acima dela, esfria. Esse resultado ocorre porque o dióxido de carbono extra retém mais calor na atmosfera baixa e ajuda a estratosfera a irradiar calor para o espaço. A perda de ozônio causada pela atividade humana, principal fonte do calor estratosférico, intensifica esse resfriamento.

Os cientistas Syukuro Manabe e Richard Wetherald previram esse padrão em 1967 com um modelo climático simples, muito antes de haver dados para testá-lo. Medições posteriores de balões meteorológicos e satélites confirmaram a previsão. E Manabe recebeu o Prêmio Nobel de Física em 2021 junto com Klaus Hasselmann, que desenvolveu os métodos para identificar essas impressões digitais.

 

Evidências que ultrapassam a temperatura superficial

Em 1995, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas concluiu, conforme informou o Earth, que o conjunto de evidências indicava uma influência humana discernível no clima global. Contudo, essa conclusão repousava sobre um número limitado de estudos, a maioria focando temperatura.

Conforme informou ao Earth, Santer destaca que essa situação mudou radicalmente: a afirmação de que os achados sobre influência humana formam uma casa de cartas baseada em poucos estudos de impressão digital talvez tivesse validade 30 anos atrás, mas não é válida agora.

Desde 2009, cientistas identificaram padrões de origem humana em mudanças na salinidade dos oceanos, na cobertura de neve do Hemisfério Norte, na cobertura de nuvens e na seca. Eles encontraram sinais nesses padrões também no tempo de escoamento de água em principais rios do oeste americano.

A atividade humana modificou ainda o ciclo anual das estações, alteração que pesquisadores detectaram na atmosfera inferior, na superfície do mar e nas águas oceânicas.

Escolha crucial

O que diz a psicologia sobre pais que dão o próprio nome aos filhos

Essa decisão costuma carregar também desejos e frustrações pessoais de quem escolhe o nome

13/10/2026 09h14

Foto: Sarah Chai/Pexels

Continue Lendo...

Batizar um filho recém-nascido com o mesmo nome do pai ou da mãe é uma prática difundida em diferentes culturas, geralmente associada à vontade de perpetuar a história familiar. No entanto, especialistas em psicologia apontam que essa decisão costuma carregar também desejos e frustrações pessoais de quem escolhe o nome.

Ao repetir o próprio nome no filho, o adulto projeta nele a chance de corrigir os próprios erros e de alcançar o que não conseguiu em sua trajetória, segundo a psicóloga Mayte Helguera. A criança pode crescer com a missão implícita de corrigir falhas alheias. Embora nasça de boa intenção, essa expectativa transforma a infância em um projeto de reparação.

O peso de uma identidade herdada

Quando cresce sob esse peso simbólico, a criança corre o risco de deixar de lado os próprios interesses para satisfazer um roteiro que não escreveu. A busca por aprovação acaba pesando mais do que a descoberta de vocações e gostos próprios. Com isso, a construção de uma trajetória individual fica em segundo plano.

O psicólogo Juan Eduardo Tesone, autor de um livro sobre os rastros do nome próprio na construção da identidade, segundo o que disse ao O Globo, defende que o nome funciona como uma marca simbólica de identidade. Por isso, quando pai e filho compartilham o mesmo nome, os limites entre as duas identidades podem se misturar, gerando dificuldade para a criança reconhecer quem ela é para além da figura do adulto.

Essa sobreposição de papéis costuma gerar frustração quando as expectativas depositadas não se concretizam como esperado, e também pode afetar a autoestima durante os anos formativos.

Caminhos para preservar a individualidade

Especialistas em psicologia recomendam evitar repetir o nome dos pais. A escolha pode ajudar o desenvolvimento emocional a seguir sem comparações constantes entre pais e filhos.

Dar espaço para que a criança construa uma trajetória distinta, sem carregar o peso simbólico do mesmo nome, favorece uma identidade mais sólida desde os primeiros anos de vida.

Quando nomes parecidos não prejudicam a individualidade

Escolher nomes com a mesma inicial ou que rimam entre irmãos não prejudica automaticamente a construção da identidade das crianças. Especialistas apontam que a semelhança entre os nomes, por si só, não determina como os pais enxergam ou tratam a individualidade de cada filho.

Uma família pode escolher nomes muito parecidos e, ao mesmo tempo, reconhecer profundamente as diferenças entre os irmãos. O que importa é como a família se relaciona: se a criança é frequentemente comparada aos irmãos ou tratada como se fosse igual a eles. Ou se, apesar dos nomes parecidos, cada filho recebe espaço para desenvolver a própria personalidade.

A confusão ocasional de chamar uma criança pelo nome do irmão é apenas uma falha de linguagem e não indica, necessariamente, que os pais não reconheçam a identidade única de cada filho. Outros fatores, como gênero, aparência ou idade semelhante, podem contribuir mais para essas confusões do que o nome em si.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).