Seleção Brasileira

Ancelotti atende ordens de cima e Raphinha é cortado da Seleção Brasileira

A CBF decidiu não convocar nenhum jogador para ocupar a vaga

Raphinha foi desconvocado da Seleção Brasileira nesta madrugada (30 de setembro) após um exame de imagem identificar um pequeno edema muscular na coxa direita. O atacante do Barcelona deixou o campo no intervalo do amistoso contra a Austrália, com desconforto na região.

Carlo Ancelotti se viu de mãos atadas e precisou acatar a ordem do Departamento Médico (DM), ficando sem o camisa 10 da Seleção Brasileira.

A CBF decidiu não convocar nenhum jogador para ocupar a vaga do camisa 10 e liberou Raphinha por precaução, para favorecer sua recuperação. Com o corte, ele não disputará o amistoso inédito contra a Índia, marcado para o próximo sábado (3 de outubro), em Calcutá.

O presidente do Barcelona, Joan Laporta, questionou o calendário da Data Fifa após a lesão de Raphinha. Segundo o ESPN, o dirigente demonstrou preocupação com as paradas longas e afirmou que o clube trabalha com máxima precaução no retorno do jogador. Se identificar qualquer risco, o Barcelona poderá trazê-lo de volta.

O gol que interrompeu jejum de 500 dias

Na partida contra a Austrália na terça-feira, vencida pelo Brasil por 4 a 2. Raphinha marcou de pênalti no fim do primeiro tempo e encerrou uma sequência de mais de 500 dias sem marcar pela Seleção. Após o intervalo, porém, o desconforto na coxa direita o impediu de voltar ao campo, e endrick entrou em seu lugar.

Raphinha já havia sofrido problemas na parte posterior da coxa direita em duas outras convocações para a Seleção. O Barcelona aguarda o resultado da ressonância para conhecer a gravidade da lesão.

Terceiro corte por lesão na lista de Ancelotti

Este é o terceiro corte por lesão nos amistosos sob o comando de Carlo Ancelotti. Antes da partida contra a Austrália, João Pedro (Chelsea) e Wesley (Roma) haviam sido cortados por problemas físicos. Martinelli (Fluminense) e Vanderson (Monaco) foram acionados para ocupar as posições.

Depois dos amistosos atuais, a Seleção enfrentará o Japão em 14 de novembro e Singapura em 17 de novembro, ambos pela Data Fifa posterior.

Recorde mundial

Bobi viveu 31 anos e foi o cão mais velho do mundo, mas seu recorde virou alvo de polêmica

A expectativa de vida da raça costuma variar entre 12 e 14 anos.

15/10/2026 17h28

Foto: Reprodução

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Bobi, um cão da raça Rafeiro do Alentejo, foi reconhecido como o animal mais longevo da história, com supostos 31 anos e 165 dias de vida. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, mas dúvidas sobre a veracidade dos documentos levaram o Guinness World Records a congelar preventivamente o título e abrir uma investigação.

A expectativa de vida da raça costuma variar entre 12 e 14 anos. Por isso, os 31 anos alegados equivaleriam a aproximadamente 200 anos na vida de um ser humano. Veterinários e especialistas de diferentes países rapidamente manifestaram dúvidas sobre a idade divulgada pela família responsável pelo animal.

As falhas que derrubaram o recorde

A apuração do Guinness revelou inconsistências significativas, e Bobi recebeu um microchip de identificação apenas em 2022, muito tempo após o nascimento alegado. Até 2008, a legislação portuguesa não exigia certificação médica da idade para animais nascidos antes daquele ano. O registro oficial, portanto, dependia exclusivamente da declaração dos donos.

Um levantamento da National Geographic comparou fotos do cão jovem com imagens feitas pouco antes de sua morte em outubro de 2023 e encontrou uma contradição visual relevante. Nas fotografias antigas, as patas de Bobi apareciam brancas; nas imagens recentes, tinham tom marrom uniforme.

Biologicamente, a pelagem de um cão não escurece com a idade — ela perde pigmentação ao longo dos anos, nunca o contrário.

Bluey retoma o posto histórico

Diante da ausência de provas genéticas e documentais sólidas, Mark McKinley, diretor de recordes da organização, confirmou a retirada definitiva do título. Após a desclassificação, o recorde de maior longevidade canina documentada voltou para Bluey, uma fêmea da raça pastor australiano que viveu 29 anos e 5 meses entre 1910 e 1939.

O dono de Bobi, Leonel Costa, contestou as acusações, afirmando que todas as suspeitas são infundadas e atribuindo os questionamentos a "certa elite do mundo veterinário" que resiste em aceitar que Bobi comeu alimentos naturais em vez de produtos caninos comerciais. O episódio reforça o rigor que entidades como o Guinness aplicam antes de validar recordes envolvendo seres vivos.

Reflexão

Dostoiévski deixou uma reflexão sobre a vida: "Não há nada mais elevado do que uma boa lembrança

Ideia transforma o luto em meditação.

15/10/2026 17h12

Foto: Reprodução

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Fiódor Dostoiévski encerrou Os Irmãos Karamázov com uma reflexão sobre a memória que atravessou mais de um século. No epílogo do romance, o personagem Aliócha Karamázov dirige-se a um grupo de meninos após o enterro de Iliúcha e pronuncia uma verdade que transforma o luto em meditação sobre a força moral das lembranças.

A cena ocorre junto a uma pedra, onde Aliócha diz aos meninos que nada é mais elevado, mais forte, mais saudável. E mais útil para o futuro do que uma boa lembrança, especialmente as guardadas da infância e da casa paterna.

Segundo a edição preservada pela Biblioteca Virtual Russa, essa fala final do personagem carrega o peso de uma verdade conquistada por meio do sofrimento.

Memória como depósito de dignidade

Dostoiévski não trata a memória como conforto passageiro ou fuga do presente. Para o escritor, lembranças valiosas funcionam como um reservatório íntimo de bondade, que as pessoas podem acessar quando a vida adulta as coloca diante de dificuldades e crises.

Aliócha fala a crianças marcadas pela culpa, pelo afeto quebrado e pela descoberta de que até mesmo uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

A morte de Iliúcha poderia deixar apenas trauma, mas o discurso do personagem a transforma em memória de reconciliação. Aliócha pede aos meninos que não esqueçam o colega nem o sentimento de união vivido naquele dia — um chamado a guardar a lembrança comum antes da separação inevitável que marca o fim da infância.

Essa escolha mostra que, para o escritor, a verdadeira força não está na vitória sobre os outros, mas na capacidade de reconhecer e preservar a dignidade das pessoas próximas.

Por que o romance termina com crianças e memória

A Universidade de Dayton identifica Os Irmãos Karamázov como drama familiar, romance de crime e meditação filosófica. Dostoiévski, porém, escolhe um encerramento que se afasta do tribunal e da justiça formal. E fixa o desfecho nas crianças, na amizade e na responsabilidade moral que cada um carrega para a vida adulta.

O romance termina não com resolução legal, mas com o discurso de um personagem que aprendeu a ver bondade mesmo onde o sofrimento pareceria reinar. Essa inversão final mostra que, para Dostoiévski, uma boa lembrança permite recomeçar: é uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

Como a memória se torna reserva moral que resiste ao sofrimento

Dostoiévski propõe um mecanismo simples: quando guardamos uma boa lembrança no coração, ela funciona como um depósito que podemos acessar nos momentos difíceis, e não se trata de nostalgia ou fuga.

A memória age como uma âncora que nos reconecta a um valor ou sentimento vivido e permite redescobrir a dignidade quando a vida adulta nos coloca diante de crises e dor.

Aliócha exemplifica esse mecanismo com crianças marcadas por culpa e luto. Ele não lhes oferece consolo fácil sobre a morte de Iliúcha. Mas pede que transformem a experiência do sofrimento compartilhado em uma lembrança que guardem, porque até uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

Pequena ou grande, essa boa lembrança funciona depois como uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

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