Superação

Aos 9 anos e com uma perna amputada, menino se torna o mais jovem a escalar as 3 maiores montanhas

Albie-Junior completou o trajeto ao lado do pai.

Um garoto de 9 anos do Reino Unido, com a perna esquerda amputada desde a infância, escalou as três montanhas mais altas do país em 22 horas e 30 minutos. Albie-Junior completou o trajeto ao lado do pai, alcançando os picos de Gales, Escócia e Inglaterra em menos de 24 horas.

A prótese que ele usa desde criança enfrentou pedras soltas e ventos fortes ao longo do percurso. O menino manteve o ritmo nas três subidas, inclusive nos trechos mais técnicos.

Uma condição rara desde o nascimento

Albie-Junior nasceu com a perna esquerda mais curta que a direita, sem o osso da fíbula e com o pé deformado. A amputação aconteceu quando ele tinha 15 meses. Antes dos 2 anos, ele já caminhava com uma prótese.

O pai do menino é treinador de corrida e o levou às trilhas ainda pequeno. Aos 4 anos, o garoto subiu o Yr Wyddfa, de 1.085 metros, tornando-se o amputado mais jovem a alcançar o topo mais alto de Gales.

Do primeiro cume ao desafio triplo

No ano seguinte, aos 5 anos, ele conquistou o Ben Nevis, com 1.344 metros, a montanha mais alta da Escócia. Aos 6 anos, alcançou o Scafell Pike, de 978 metros, o ponto mais elevado da Inglaterra.

O grande teste veio aos 9 anos: unir os três cumes numa única jornada de até 24 horas. Antes da largada, foram quatro meses de treino de força e resistência. O trajeto somou 37 quilômetros de caminhada e mais de 3.000 metros de desnível, além dos deslocamentos de carro entre os três países.

Vento, neblina e a expectativa de um recorde

A dupla enfrentou baixas temperaturas e neblina densa nos primeiros trechos, além de um piso rochoso e escorregadio que dificultava a tração da prótese. Na etapa final, em Gales, ventos fortes e subidas íngremes exigiram resistência do menino.

Agora, Albie-Junior aguarda a validação do Guinness World Records para ser reconhecido oficialmente como o amputado mais jovem a completar as três montanhas mais altas do Reino Unido em menos de 24 horas.

Ciência e tecnologia

Um dos aviões espiões mais famosos da história desaparece da NASA e levanta suspeita

Ele foi a última unidade a voar operacionalmente.

29/09/2026 15h00

Foto: Pixabay/Pexels

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Um exemplar do lendário SR-71 Blackbird não é visto desde meados de maio no Centro de Investigación de Vuelo Armstrong, instalação da NASA em Edwards, na Califórnia. Imagens de satélite analisadas pela Aviation Week indicam que a aeronave, de número 844, desapareceu de sua localização habitual por volta de 17 de maio.

O avião em questão é o exemplar 844, matriculado originalmente como 61-7.980 pela Força Aérea dos EUA — o último Blackbird fabricado e também a última unidade a voar operacionalmente. Seu desaparecimento ganha contornos ainda mais intrigantes diante de sinais recentes de interesse renovado da agência em aviões experimentais avançados.

Remoção para hangar e silêncio da NASA

De acordo com informações citadas pela Aviation Week, o avião teria sido transferido para um hangar no início de 2026 a fim de passar por inspeção.

Em resposta à Aviation Week, a NASA disse reconhecer o interesse pelo SR-71 e sua extraordinária história com a agência, mas afirmou não ter outras informações sobre o paradeiro da aeronave.

A resposta alimentou especulações sobre os motivos do deslocamento. Entre observadores do setor aeroespacial, ganhou força a possibilidade de um programa de retorno ao voo após mais de 26 anos de inatividade operacional.

Apresentação e novos aviões X

O desaparecimento ganha significado quando é associado a eventos recentes envolvendo Jared Isaacman, administrador da NASA. No All-In Summit de Los Angeles, Isaacman exibiu a silhueta de um avião coberto por um pano gigantesco, em uma alusão ao SR-71, sob o título "Reconstruindo nossa carteira de aviões X".

Questionado diretamente se o avião era um Blackbird, Isaacman respondeu com outra pergunta e não esclareceu o assunto. A NASA declarou que deseja ver mais aviões X voando nos próximos anos. E desenvolver tecnologias que permitam voos mais altos, mais longos e mais rápidos do que os realizados nas décadas anteriores.

A resposta não confirmou qualquer conexão entre a silhueta e o número 844.

Sinais de interesse persistente

Isaacman já havia manifestado fascínio pelo SR-71 em outras ocasiões públicas. No AirVenture de julho, afirmou que a NASA quer usar os novos aviões X para voar mais alto. E mais rápido, até tornar indistintas as linhas entre estar dentro e fora da atmosfera.

Questionado especificamente sobre um possível sucessor do Blackbird, conforme informou o El Confidencial, respondeu que veriam se conseguiriam fazer algo nos próximos anos, mas que essa era uma área de grande interesse do ponto de vista do desenvolvimento.

Em um painel posterior, perguntado qual avião que nunca havia pilotado gostaria de voar, Isaacman respondeu sem hesitar que era o SR-71 Blackbird. Quando o moderador insistiu e perguntou se ele tinha poder para trazê-lo de volta, Isaacman respondeu que aquilo era informação classificada.

Especulação sobre orçamento e futuro

A combinação das declarações de Isaacman e da NASA com a apresentação do 844, seu desaparecimento. E a reorientação do orçamento da agência para projetos radicais sugere um possível redirecionamento de recursos para iniciativas ambiciosas. Nada foi oficialmente confirmado, mas a coincidência dos eventos alimenta a expectativa sobre os planos da NASA para a próxima geração de aviões experimentais.

Cultura

O provérbio chinês para a semana: "O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos"

O segundo melhor momento é agora

29/09/2026 14h14

Foto: Matej Bizjak/Pexels

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Um antigo provérbio chinês resume uma verdade incômoda sobre o tempo e as escolhas: "O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos, o segundo melhor momento é agora". A frase convida a deixar de lamentar o que não foi feito e a começar pelo que ainda é possível.

Para quem lamenta oportunidades perdidas, a metáfora oferece uma saída: reconhecer o passado sem deixar que ele determine o futuro. O provérbio não nega o que passou, mas rejeita a ideia de que o passado deva virar uma prisão.

A imagem que atravessa o tempo

Uma árvore plantada há duas décadas teria crescido, oferecido sombra e produzido frutos — benefícios que só o tempo gera. Plantar agora é aceitar que os resultados virão lentamente, não hoje nem amanhã. O aprendizado se aplica a objetivos que exigem paciência: construir uma carreira, cultivar um relacionamento, recuperar a saúde ou aprender uma habilidade do zero.

O arrependimento nasce da distância entre o que poderia ser e o que é. A metáfora funciona porque muitas pessoas conhecem essa experiência: adiar uma decisão, congelar um sonho ou deixar um projeto engavetado à espera de um momento perfeito que nunca chega.

Por que as pessoas adiam

Esperar o instante ideal pode parecer prudência, mas mantém a pessoa parada. Quando alguém adia uma ação à espera de mais dinheiro, tempo ou certeza, o tempo passa sem que nada seja plantado. Por isso, o segundo melhor momento é agora: o terceiro pode não existir.

Começar de forma imperfeita é melhor do que não começar. Uma ação pequena hoje cria movimento para amanhã. O provérbio não promete transformação milagrosa, apenas reconhece que agir, mesmo tarde, ainda permite avançar.

O que o provérbio ensina

A lição principal reúne cinco pontos. Primeiro, não ficar preso ao passado: o que não foi feito já não pode ser modificado. Segundo, começar quanto antes, porque até uma pequena ação gera resultados com o tempo. Terceiro, ter paciência, já que algumas metas levam meses ou anos para mostrar frutos.

Quarto, aproveitar as oportunidades, porque esperar o momento perfeito pode levar à postergação infinita. Quinto, entender que nunca é tarde demais: começar depois do planejado continua sendo uma forma de avançar. Esperar a perfeição pode prolongar a espera indefinidamente.

Quem hoje planta um novo hábito, estuda uma língua, recupera uma amizade ou retoma um objetivo interrompido não errou o cronograma — apenas mudou a data de colheita. E isso ainda é estar no tempo certo. Leia também: Provérbio chinês do dia: "Uma árvore torta vive sua própria vida, mas uma árvore reta se torna madeira"

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