Cultura

O provérbio chinês para a semana: "O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos"

O segundo melhor momento é agora

Um antigo provérbio chinês resume uma verdade incômoda sobre o tempo e as escolhas: "O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos, o segundo melhor momento é agora". A frase convida a deixar de lamentar o que não foi feito e a começar pelo que ainda é possível.

Para quem lamenta oportunidades perdidas, a metáfora oferece uma saída: reconhecer o passado sem deixar que ele determine o futuro. O provérbio não nega o que passou, mas rejeita a ideia de que o passado deva virar uma prisão.

A imagem que atravessa o tempo

Uma árvore plantada há duas décadas teria crescido, oferecido sombra e produzido frutos — benefícios que só o tempo gera. Plantar agora é aceitar que os resultados virão lentamente, não hoje nem amanhã. O aprendizado se aplica a objetivos que exigem paciência: construir uma carreira, cultivar um relacionamento, recuperar a saúde ou aprender uma habilidade do zero.

O arrependimento nasce da distância entre o que poderia ser e o que é. A metáfora funciona porque muitas pessoas conhecem essa experiência: adiar uma decisão, congelar um sonho ou deixar um projeto engavetado à espera de um momento perfeito que nunca chega.

Por que as pessoas adiam

Esperar o instante ideal pode parecer prudência, mas mantém a pessoa parada. Quando alguém adia uma ação à espera de mais dinheiro, tempo ou certeza, o tempo passa sem que nada seja plantado. Por isso, o segundo melhor momento é agora: o terceiro pode não existir.

Começar de forma imperfeita é melhor do que não começar. Uma ação pequena hoje cria movimento para amanhã. O provérbio não promete transformação milagrosa, apenas reconhece que agir, mesmo tarde, ainda permite avançar.

O que o provérbio ensina

A lição principal reúne cinco pontos. Primeiro, não ficar preso ao passado: o que não foi feito já não pode ser modificado. Segundo, começar quanto antes, porque até uma pequena ação gera resultados com o tempo. Terceiro, ter paciência, já que algumas metas levam meses ou anos para mostrar frutos.

Quarto, aproveitar as oportunidades, porque esperar o momento perfeito pode levar à postergação infinita. Quinto, entender que nunca é tarde demais: começar depois do planejado continua sendo uma forma de avançar. Esperar a perfeição pode prolongar a espera indefinidamente.

Quem hoje planta um novo hábito, estuda uma língua, recupera uma amizade ou retoma um objetivo interrompido não errou o cronograma — apenas mudou a data de colheita. E isso ainda é estar no tempo certo. Leia também: Provérbio chinês do dia: "Uma árvore torta vive sua própria vida, mas uma árvore reta se torna madeira"

Curiosidades da Natureza

Enquanto o lugar mais alto da Terra tem 8.848 metros, o mais profundo é ainda maior

Atinge aproximadamente 10.984 metros.

29/09/2026 12h46

Foto: ashim bhatta/Pexels

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O Monte Everest é o ponto mais alto do mundo: seus 8.849 metros de altitude se erguem entre o Nepal e o Tibete, na cordilheira do Himalaia. As profundezas oceânicas, porém, ultrapassam essa marca.

A Fossa das Marianas, no noroeste do Oceano Pacífico, atinge aproximadamente 10.984 metros em seu ponto mais profundo, o Challenger Deep. Se o Everest fosse submerso nessa depressão, seu cume ficaria mais de 2 mil metros abaixo da superfície do mar.

A história do Everest como pico supremo

Em 1856, durante o Grande Levantamento Trigonométrico britânico no subcontinente indiano, o Everest passou a ser reconhecido como a montanha mais alta do planeta. O nome homenageia George Everest, geógrafo que dirigia o serviço de cartografia da Índia.

No Tibete, a montanha recebe o nome Chomolungma; no Nepal, é chamada Sagarmatha — ambas as denominações refletem sua importância cultural para as populações vizinhas. A primeira ascensão bem-sucedida ocorreu em 1953, quando Edmund Hillary, montanhista neozelandês, e Tenzing Norgay, guia sherpa, alcançaram o cume, transformando o Everest em símbolo internacional do alpinismo.

Os sherpas, povo originário do Himalaia, permanecem essenciais nas expedições. Sua adaptação natural às baixas concentrações de oxigênio em altitudes extremas é essencial à logística das escaladas e permite que montanhistas atinjam o topo.

Os mistérios do abismo oceânico

Em 1875, durante uma expedição do HMS Challenger, a profundidade da Fossa das Marianas foi medida pela primeira vez com cabos e pesos. A depressão fica na região em que a placa tectônica do Pacífico mergulha sob a placa das Filipinas, criando um dos ambientes mais extremos conhecidos pela ciência.

Medições contemporâneas usando ecobatímetros, sondas e submarinos operados remotamente indicam profundidades entre 10.900 e 11.034 metros. Desde 2009, a maior parte da fossa integra o Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas, área protegida para preservação e pesquisa científica.

Condições que desafiam a vida

No Challenger Deep, ponto mais profundo da Fossa das Marianas, no noroeste do Oceano Pacífico, a luz solar não penetra essas águas abissais. A temperatura permanece próxima de zero, e a pressão da água atinge aproximadamente mil vezes a pressão ao nível do mar — cerca de oito toneladas por polegada quadrada.

Durante décadas, cientistas acreditaram que nenhum organismo conseguiria sobreviver em tais condições. A uma profundidade de aproximadamente 10.911 metros, Jacques Piccard e o tenente Don Walsh conduziram o batiscafo Trieste em 23 de janeiro de 1960.

A descida de cinco horas terminou com apenas 20 minutos no fundo do oceano, tempo suficiente para detectar indícios de vida marinha e abrir novos caminhos para a pesquisa científica. Uma rachadura que surgiu em uma janela de plexiglass durante a missão evidenciou a pressão extrema enfrentada.

Mais de meio século depois, em março de 2012, James Cameron chegou ao mesmo ponto das Marianas, renovando o interesse científico pela região. Expedições posteriores encontraram anfípodes semelhantes a pequenos camarões, holotúrias translúcidas e diversos microrganismos, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade em profundidades extremas.

Os pesquisadores reconhecem, contudo, que essa exploração cobre apenas uma pequena fração do que existe nas profundezas das Marianas e deixa muitas questões em aberto para pesquisas futuras.

Lado favorito?

Seu lado preferido da cama pode revelar traços da sua personalidade, segundo a psicologia

Escolher sempre o mesmo lado da cama pode ir além do conforto físico e revelar algo sobre sua personalidade

29/09/2026 12h08

Foto: cottonbro studio/Pexels

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Escolher sempre o mesmo lado da cama pode ir além do conforto físico: a preferência pelo lado esquerdo ou direito pode indicar características da personalidade e refletir padrões emocionais e comportamentais. Essa preferência não é acidental — forma-se ao longo do tempo e se enraíza na rotina de sono.

Com o tempo, o corpo se acostuma com a posição, o que facilita o relaxamento na hora de descansar.

Por que você sempre escolhe o mesmo lado

A repetição do lado de dormir cria uma sensação de segurança e estabilidade, o que ajuda o organismo a desacelerar mais rápido. Também pesam motivos práticos, como o acesso direto à porta do quarto, a proximidade do banheiro durante a noite e a presença de móveis, como criados-mudos e luminárias.

Quando um casal divide a cama, cada um acaba ocupando o espaço que oferece mais liberdade de movimento ou proteção. O lado escolhido se incorpora à rotina de forma tão natural que trocar de lado pode gerar desconforto nos primeiros dias.

O que a psicologia aponta sobre personalidade

Embora não haja confirmação científica definitiva, pesquisas sugerem uma relação entre o lado escolhido e traços de personalidade. Quem prefere dormir no lado esquerdo costuma apresentar um perfil mais otimista e sociável, com maior facilidade para se relacionar.

Já os que dormem do lado direito tendem a ser mais práticos e racionais, dando prioridade à organização e à segurança. Essa divisão reflete como cada pessoa ordena suas preferências e valores na vida cotidiana, desde o descanso até as decisões diárias.

Luz, barulho e posição do móvel importam

O conforto físico não depende só do lado escolhido, e a disposição da cama no quarto também pesa: janelas próximas deixam entrar luz externa. Luminárias podem refletir nos olhos de quem está deitado, e a posição da cama influencia a intensidade dos barulhos externos.

Quando duas pessoas compartilham a cama, pequenos ajustes de posição ajudam a reduzir desconfortos e melhoram a qualidade do sono. A assimetria — um lado oferecer mais espaço, melhor acesso a um móvel de apoio ou mais proteção contra o barulho — influencia o descanso e a sensação de bem-estar.

É possível trocar de lado com conforto

Mudar para o lado oposto causa estranhamento inicial porque o corpo reconhece padrões e se sente seguro com eles. Depois de alguns dias, no entanto, a mudança pode trazer benefícios, especialmente quando o desconforto físico ou as disputas de espaço exigem a troca.

Fazer a transição gradualmente torna o processo menos brusco, e alterne entre os dois lados em noites diferentes da semana para que o corpo se adapte devagar. Reorganizar os móveis para que ambos os lados tenham apoio de mesa e iluminação semelhante reduz a sensação de desequilíbrio.

Criar novos sinais de relaxamento, como uma música ou leitura rápida, ajuda a construir rotinas que reforçam o descanso independentemente do lado em que você dorme.

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