Terremoto no Brasil?

Placa tectônica se rompe no Pacífico e aumenta risco de terremoto no Brasil, dizem cientistas

Placa tectônica está se fragmentando lentamente nas profundezas do oceano

Uma placa tectônica está se fragmentando lentamente nas profundezas do oceano Pacífico, na região de Cascadia, no noroeste da América do Norte. O processo levará milhões de anos para se completar, e sinais de rompimento já aparecem em um trecho de 75 quilômetros onde tremores ocorrem regularmente, enquanto outras seções permanecem sem atividade sísmica.

A descoberta foi feita com dados coletados em 2021 pelo Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia, que mapeou o fundo oceânico por meio de um cabo de aproximadamente 15 quilômetros equipado com sensores de ondas sonoras.

As imagens revelaram fraturas profundas na estrutura da placa, e uma delas indica um deslocamento de cerca de 5 quilômetros que pode ter ocorrido repetidas vezes ao longo do tempo geológico.

Como o rompimento foi detectado nas profundezas

Os ecos registrados pelos equipamentos submersos mostraram diversas falhas atravessando a placa oceânica. Partes distintas da estrutura se separam em momentos diferentes, pois algumas falhas facilitam o deslocamento lateral dos segmentos da crosta terrestre.

Quando blocos de rocha permanecem conectados enquanto acumulam tensão, terremotos podem acontecer. Mas, quando um segmento se desprende completamente, a geração de tremores cessa com a separação. Essa alternância entre períodos de tremor e silêncio nas diferentes seções da placa funciona como evidência do rompimento em andamento.

O que acontecerá após a separação completa

A fragmentação contínua enfraquece a estrutura que mantém uma placa sob a pressão da outra. Quando os segmentos se desprendem totalmente, uma abertura chamada janela de placa pode se formar, permitindo que material quente das profundezas terrestres suba e altere a atividade vulcânica regional.

Os padrões observados nas antigas rochas vulcânicas de Cascadia indicam que processos similares já ocorreram. O rompimento começou há aproximadamente 4 milhões de anos, e a microplaca Explorer está se separando gradualmente da antiga placa de Farallon.

A megathrust de Cascádia, dividida em quatro seções, oferece proteção parcial ao reduzir o potencial de uma ruptura simultânea. A seção Vancouver-Washington, porém, permanece como a mais crítica por sua capacidade de se romper por completo. Estudos anteriores se baseavam em dados de baixa qualidade da década de 1980, enquanto os modelos atuais usam informações muito mais precisas.

A pesquisa publicada na revista Science Advances mostra que essa descoberta não elimina o risco sísmico de Cascadia: o processo de formação de terremotos continua em uma escala de milhões de anos. Os cientistas buscam compreender quais fatores podem influenciar essas estruturas em eventos futuros.

Observação avançada

Brasil ajuda a construir telescópio gigantesco no Chile que poderá enxergar o Universo como nunca

Novo telescópio deve elevar em até 200 vezes o poder de observação

28/09/2026 08h59

index (29) (1)

index (29) (1) Foto: Jan van der Wolf/Pexels

Continue Lendo...

No deserto chileno do Atacama, avança a construção de um equipamento que promete elevar em até 200 vezes o poder de observação em relação aos telescópios mais avançados hoje em operação. Batizado de Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), o projeto reunirá sete espelhos primários de 8,4 metros de diâmetro que, juntos, funcionarão como uma superfície de captação equivalente a um espelho único de 25,4 metros.

A astronomia mudou de patamar quando Galileu Galilei, séculos atrás, voltou sua luneta pela primeira vez para o céu.

Esse ganho de sensibilidade permitirá observar galáxias, estrelas e possíveis planetas com nitidez e precisão inéditas, além de revelar detalhes antes fora de alcance. A operação do telescópio está prevista para começar no início da década de 2030, marcando uma virada na astronomia observacional.

A participação brasileira no maior projeto astronômico

No consórcio internacional responsável pelo GMT, o Brasil marca presença sob a coordenação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Pesquisadores e instituições do país atuam por meio da iniciativa GMT Brasil em engenharia, óptica, mecânica, eletrônica e software do equipamento — áreas que exigem tecnologia de alta complexidade.

Essa participação também abre espaço para a indústria nacional entrar em projetos tecnológicos avançados.

Quem coordena o esforço científico brasileiro

Eduardo Cypriano, coordenador de Difusão Científica do GMT Brasil, atua como professor associado no IAG-USP, unidade da Universidade de São Paulo dedicada à Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, onde integra o Departamento de Astronomia. Sua trajetória inclui bacharelado em Física pelo Instituto de Física da USP, mestrado e doutorado em Astronomia pelo IAG-USP, além de pós-doutorado na University College London.

Como astrônomo residente no telescópio Southern Astrophysical Research (SOAR), ele concentra suas pesquisas em astrofísica extragalática, com foco em aglomerados de galáxias, lentes gravitacionais e cosmologia observacional.

index (29) (1)

A arquitetura e o alcance do instrumento

A revisão do desenho conceitual do domo do telescópio, que terá 65 metros de altura e portas de 46 metros, foi concluída, e a estrutura está pronta para construção.

Espelhos maiores captam mais luz e resolvem imagens com mais nitidez — é esse princípio que sustenta a expectativa de o GMT se tornar até 200 vezes mais potente que os melhores telescópios em operação atualmente.

A NSF doou US$ 17,5 milhões para acelerar o desenvolvimento de sistemas ópticos e tecnologias infravermelhas do equipamento. A doação reforça o compromisso internacional com o projeto e aproxima a primeira luz do telescópio, quando ele começará a coletar dados do cosmos.

Acompanhe os bastidores do GMT

O Programa Olhar Espacial é transmitido todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais no YouTube, Facebook, Instagram, X, LinkedIn e TikTok.

Eduardo Cypriano participa do programa desta sexta-feira para detalhar os objetivos do GMT, os desafios de construir um telescópio dessa dimensão e o que ele representará para a ciência brasileira e mundial.

Curioso

Foto divulgada pela NASA parece mostrar um anjo no espaço

Formação luminosa capturada por um telescópio espacial circula nas redes sociais

28/09/2026 08h42

Imagem: Divulgação/NASA

Continue Lendo...

Uma formação luminosa capturada por um telescópio espacial e divulgada recentemente pela NASA circula nas redes sociais. Para parte dos internautas, a formação lembra a silhueta clássica de um ser celestial, o que rendeu comparações imediatas com um anjo.

O debate ganhou força entre entusiastas da Arqueologia Bíblica, que passaram a discutir se o fenômeno teria algum significado além do puramente científico. A repercussão nas redes foi rápida, com usuários compartilhando a foto acompanhada de interpretações bem diferentes entre si.

Formação de luz intriga quem vê

O registro mostra um padrão de luz que, aos olhos de muitos, reproduz o contorno de asas e de um corpo alongado, a representação mais comum associada a anjos em pinturas e esculturas religiosas ao longo da história. Justamente por essa semelhança visual, a foto chamou atenção fora do círculo de quem acompanha rotineiramente descobertas astronômicas.

Fenômenos ópticos causados por poeira cósmica, radiação e pela distribuição de estrelas costumam formar padrões que o olho humano tenta associar a algo já conhecido. Esse processo natural de reconhecimento de formas ocorre mesmo diante de fenômenos puramente físicos. Ele explica por que tantas pessoas enxergam figuras reconhecíveis em nebulosas e aglomerados estelares.

Redes se dividem entre ciência e fé

Enquanto uma parte do público trata a semelhança como mera coincidência de luz e sombra, outra enxerga na imagem um sinal com peso simbólico maior. Essa divisão de opiniões é comum sempre que um registro espacial escapa do padrão visual mais previsível.

A discussão em torno da fotografia reforça como um mesmo fenômeno visual pode gerar leituras opostas, dependendo da bagagem cultural e religiosa de quem observa. Publicações que cruzam achados científicos com interpretações teológicas costumam repercutir justamente por esse contraste entre explicação racional e leitura simbólica.

A foto segue circulando como um exemplo de como o espaço continua provocando tanto curiosidade científica quanto reflexão espiritual. Para muitos que acompanham o debate, a imagem representa um lembrete da beleza e do mistério do universo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).