Clima

Enquanto o Piauí registra 40,9 °C, esta cidade enfrenta inverno de -72 °C

Extremos climáticos afetam a sobrevivência humana.

No Piauí, o calor bateu recorde nesta segunda-feira (12/10): a cidade de Oeiras chegou a 40,9°C, a maior marca entre os municípios brasileiros no dia. Na direção oposta do mapa, a vila russa de Oymyakon já chegou a −71,2°C no inverno, uma das marcas mais baixas já registradas em um local habitado. O contraste mostra como os extremos climáticos afetam a sobrevivência humana de formas diferentes.

Oymyakon fica no nordeste da Rússia, dentro da República de Sakha, e figura entre os pontos habitados com as temperaturas mais baixas do mundo. A vila reúne cerca de 500 moradores, que no inverno convivem com apenas três horas de claridade ao longo do dia.

A neve e o gelo cobrem a paisagem e tornam qualquer atividade ao ar livre uma questão de vida ou morte.

Adaptação ao frio extremo

Durante os meses mais rigorosos, as temperaturas médias em Oymyakon ficam em torno de −50°C, e os moradores precisam reorganizar a rotina. Sair de casa nessas condições exige planejamento, pois o frio extremo pode congelar a pele exposta em segundos.

As moradias da vila são construídas para suportar o frio intenso, com estruturas reforçadas. Como rios e lagos permanecem congelados, a pesca é parte essencial da dieta dos habitantes. Os moradores mantêm suas casas, trabalham e prosseguem com a vida cotidiana em uma região onde o frio faz parte inegável da existência.

Variações sazonais e contraste global

Apesar do inverno extremo, o verão em Oymyakon pode surpreender: as temperaturas chegam próximas de 34°C, criando uma oscilação que desafia o corpo humano de formas opostas. Essa variação contrasta com o recorde brasileiro de 40,9°C em Oeiras, onde os corpos estão biologicamente adaptados ao calor tropical e subtropical.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, 10 cidades brasileiras registraram temperaturas acima de 39°C na segunda-feira (12/10). Sete delas ficam no Piauí, entre elas Teresina (39,8°C), Castelo do Piauí e São João do Piauí (ambas com 39,7°C), Campo Maior (39°C) e Picos (39,4°C).

Em dias de calor intenso, o Ministério da Saúde orienta a população a manter a hidratação ao longo do dia, mesmo sem sentir sede, e a evitar o consumo de álcool e cafeína. A pasta também recomenda o uso de roupas leves e a ventilação ou climatização dos ambientes, com atenção redobrada a crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes.

Os dois extremos climáticos — o frio absoluto de Oymyakon e o calor recorde do Piauí — revelam como populações humanas conseguem se adaptar aos limites do que parece humanamente suportável, desenvolvendo estratégias de sobrevivência próprias de suas realidades geográficas.

Ciência

Cientistas confirmam afundamento de cidade que está rebaixando 21 cm por ano

O levantamento foi publicado na revista Nature.

13/10/2026 14h17

Imagem gerada por inteligência artificial

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Pesquisadores mapearam o rebaixamento do solo em 465 cidades ao redor do mundo. E descobriram que a Cidade do México lidera o ranking de afundamento, com trechos específicos cedendo aproximadamente 217 milímetros — ou 21 centímetros — por ano.

O levantamento, publicado na revista Nature, analisou dados coletados entre 2014 e 2023 em regiões da Ásia, da Ásia Central e Ocidental e da América do Norte. O fenômeno ameaça construções, eleva o risco de inundações e revela como o subsolo das grandes cidades está em transformação contínua.

Ao longo de menos de um século. A capital mexicana já afundou mais de 12 metros — evidência de um processo que se acelerou com o crescimento urbano e o aumento das demandas por água.

Como o solo se movimenta

O estudo utilizou dados de InSAR, obtidos por radar orbital, para captar com precisão as variações na superfície terrestre. A mediana do rebaixamento em toda a Cidade do México é de 8 milímetros por ano. Bem abaixo dos picos registrados em áreas específicas onde construções e atividades humanas intensas se concentram sobre o subsolo.

Embora a capital mexicana seja o caso mais crítico, outras cidades importantes apresentaram estabilidade no mesmo período. Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles registraram taxas anuais entre 0,1 e 1,9 milímetros — um patamar considerado baixo nessa escala de medição.

Essa diferença entre municípios reflete como a geologia local e o padrão de uso dos recursos subterrâneos moldam o ritmo do afundamento.

Os principais culpados do afundamento

A extração intensa de água subterrânea é o principal fator do colapso do solo na Cidade do México. O lençol freático encolhe aproximadamente 40 centímetros por ano, enquanto cerca de 40% da água distribuída à população é perdida em vazamentos. Essa pressão dupla força o bombeamento cada vez mais profundo.

O peso das infraestruturas urbanas e a retirada de minerais e gases naturais amplificam o problema.

Fatores naturais também desempenham um papel relevante, e a compactação de sedimentos, comum em cidades construídas sobre deltas de rios, planícies aluviais e regiões costeiras, contribui para o movimento descendente do terreno. Períodos prolongados de seca aumentam essa pressão ao reduzir a disponibilidade de água na superfície, obrigando as cidades a intensificar o bombeamento subterrâneo.

Impactos visíveis nas estruturas urbanas

O rebaixamento do solo já deixou marcas visíveis no patrimônio da Cidade do México. O monumento Anjo da Independência teve 14 degraus adicionados para compensar o afundamento do terreno — uma solução paliativa que ilustra a magnitude do fenômeno.

Estudos recentes mostram que o solo cede mais de 2 centímetros por mês em algumas áreas específicas, velocidade que coloca em risco fundações, tubulações e toda a infraestrutura urbana.

Por que faltam soluções globais

Apesar da gravidade do problema, a compreensão sobre o afundamento global permanece fragmentada. Pesquisas anteriores utilizaram métodos distintos, abrangeram períodos diferentes e concentraram-se em um pequeno número de cidades — obstáculos que dificultam comparações confiáveis em escala mundial.

Regiões construídas sobre solos mais compactos tendem a sofrer menos com esse movimento. Mas a falta de registros padronizados sobre essas áreas dificulta a formulação de políticas públicas voltadas às regiões de maior risco. Sem comparação global confiável, fica mais complexo direcionar recursos e implementar intervenções urgentes onde o solo cede mais rapidamente.

O mapeamento realizado pela Nature representa um passo importante para mudar esse cenário e alertar cidades ao redor do mundo sobre um risco crescente e frequentemente ignorado.

Profecia

Ela previu o 11 de Setembro e deixou uma profecia para 2027

Transformações extraordinárias na espécie humana.

13/10/2026 13h49

Foto: Jacoby Clarke/Pexels

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Uma suposta profecia sobre o ano de 2027 promete transformações extraordinárias na espécie humana. O relato é atribuído à mística búlgara Baba Vanga, morta há mais de três décadas. Entre as previsões que seus seguidores costumam associar a ela está a antecipação do ataque às Torres Gêmeas, em 2001, o que mantém vivo o interesse por seus demais prognósticos. De acordo com o relato, uma parte da população passaria a apresentar capacidades fora do comum, classificadas como sobre-humanas.

Os relatos não deixam claro como essa mudança ocorreria, mas cogitam três origens distintas: o surgimento de uma doença ainda não identificada, um experimento genético ou uma intervenção proposital na biologia humana. Os relatos não esclarecem as consequências dessa mudança para a sociedade nem se esses indivíduos representariam uma ameaça ou um avanço evolutivo.

O que a profecia descreve

Os relatos modernos não detalham quais habilidades incomuns poderiam surgir. As interpretações incluem força ampliada, inteligência elevada, resistência a doenças ou até sintomas nunca documentados pela medicina. A suposta profecia sugere que apenas uma parcela da população seria afetada, o que criaria um pequeno grupo com capacidades diferentes das do restante da humanidade.

Essa divisão deixaria incerto o impacto futuro. O surgimento de pessoas com essas características poderia dividir permanentemente a espécie, mas não se sabe se isso representaria evolução, ameaça ou apenas uma transformação irreversível. O relato não esclarece esse aspecto central da visão.

Quem foi Baba Vanga

Nascida em 1911 com o nome de Vangeliya Pandeva Dimitrova, a mística búlgara ficou cega ainda criança, aos 12 anos, após ser atingida por um tornado. Esse evento coincidiu, segundo seguidores, com o despertar de suas supostas habilidades paranormais. Ao longo de sua vida, fez previsões frequentemente vagas sobre desastres naturais, mudanças políticas e avanços tecnológicos.

Vários acontecimentos reais — o desastre submarino de Kursk, o Brexit e a ascensão do ISIS — são apontados por apoiadores como confirmação de suas visões. Fenômenos climáticos e naturais recentes também entraram na lista de episódios que seguidores associam a previsões antigas de Vanga: o terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar, registrado em março, somado a ondas de calor, incêndios florestais, inundações e tempestades em várias regiões do mundo.

De acordo com relatos, deixou previsões que se estendem até o ano 5.079. Especialistas alertam, porém, que suas profecias carecem de fundamentação factual e sofrem questionamentos sobre imprecisão nas interpretações.

Ceticismo e outras previsões

A atribuição de profecias a Baba Vanga enfrenta críticas porque ela nunca deixou registros escritos de suas visões. Grande parte dos relatos surgiu depois, por meio de sua sobrinha, Krasimira Stoyanova, e de seguidores que registraram as supostas visões. Essas interpretações foram criticadas por erros ou por possíveis falhas na compreensão do que a mística teria realmente comunicado.

Seguidores também atribuem a Baba Vanga outras profecias para 2026, anteriores à suposta transformação de 2027: a chegada de uma enorme nave espacial. A mudança da liderança russa antes do fim do ano e o início de uma Terceira Guerra Mundial. Sem comprovação factual, essas previsões permanecem no campo da especulação.

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