Ciência

Satélites feitos por estudantes brasileiros vão ao espaço em missão da SpaceX

A iniciativa integra o programa AEB - Escola em Órbita.

100 jovens de Sorocaba e Fortaleza construíram os satélites educacionais EduSat-2 e EduSat-3, que seguem para a órbita terrestre em novembro deste ano. Os equipamentos nasceram de um curso que combinou montagem prática, programação e definição de missões espaciais.

A iniciativa integra o programa AEB - Escola em Órbita, concebido pela Ideia Space em parceria com a Agência Espacial Brasileira. Os satélites serão enviados pela missão Transporter-18, uma carona espacial da SpaceX que decola da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

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Nesse modelo, empresas, agências e universidades dividem o mesmo foguete Falcon 9 para reduzir custos e ampliar o acesso ao espaço.

O satélite montado em Sorocaba

Cinquenta alunos do ensino fundamental dois da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas, em Sorocaba, participaram do Curso Avançado de Missões Espaciais e montaram o EduSat-2. Durante a formação, a turma criou seis missões espaciais próprias, além de testar e programar o equipamento que vai para a órbita.

Os estudantes decidiram a aplicação final do aparelho: o EduSat-2 vai ajudar a monitorar alagamentos e melhorar a conectividade em áreas de Sorocaba. O sócio-fundador e diretor de produto e educação da Ideia Space, Matheus Six, destacou ao CNN Brasil a importância de ver os alunos como protagonistas na construção de tecnologia.

E disse esperar que essa seja apenas a primeira de muitas escolas da região a viver essa experiência.

O equipamento criado no Ceará

No Instituto Federal do Ceará e na EEMTI Professor Paulo Ayrton de Araújo, em Fortaleza, outros 50 alunos do ensino médio, técnico e fundamental dois desenvolveram o EduSat-3. Estudantes de diferentes níveis de ensino trabalharam juntos no projeto de construção espacial.

A vivência em laboratório permitiu que os participantes pesquisassem soluções, questionassem processos e propusessem ideias próprias durante a montagem. O analista de Educação da Ideia Space. Kevin, informou à CNN Brasil que experiências práticas como essa abrem novos horizontes para os alunos, estimulando a pesquisa e a descoberta do que a tecnologia e a exploração espacial podem oferecer.

A troca entre estudantes de idades e formações distintas também ampliou a forma como eles enxergam o próprio futuro. Os dois aparelhos devem decolar juntos rumo à órbita terrestre em novembro, levando à mesma missão espacial da SpaceX o trabalho de estudantes de Sorocaba e Fortaleza.

Relações

Jorge Amado sobre as relações: "Se viver não é fácil, conviver é um desafio permanente"

Seus registros se tornaram públicos 50 anos após a entrega do Prêmio Nobel de Literatura

15/10/2026 11h47

Imagem: Wikimedia Commons

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Os arquivos da Academia Sueca e da Fundação Nobel registram dezenove candidaturas de Jorge Amado ao Prêmio Nobel de Literatura. O escritor baiano, nascido em 1912 e morto em 2001, disputou a honraria entre 1967 e 1973, quando já era reconhecido como um dos grandes nomes da literatura latino-americana.

Os registros completos de indicações e avaliações internas só se tornam públicos 50 anos após a entrega do prêmio, segundo uma regra da Academia Sueca. Por isso, Jorge Amado pode ter recebido mais do que as 19 candidaturas já confirmadas: o período posterior a 1975 continua sob sigilo.

Além disso, entre 1970 e 1980, no auge de sua fama internacional, a Academia Sueca cogitou várias vezes o nome de Jorge Amado.

A obra que atravessou gerações

Romances como Capitães da Areia e Gabriela, Cravo e Canela carregam o nome de Jorge Amado para além das fronteiras do Brasil, com traduções e adaptações para cinema, teatro e televisão. Entre suas reflexões mais lembradas está a frase amplamente atribuída a ele: "Se viver não é fácil, conviver é um desafio permanente".

A frase, amplamente atribuída a ele, resume a complexidade da existência individual, marcada por pressões, escolhas, dores e responsabilidades cotidianas. Quando duas ou mais pessoas se encontram, somam-se mundos interiores distintos, expectativas, limites e vulnerabilidades. Ajustar essas diferenças não acontece espontaneamente: exige paciência, escuta, empatia e capacidade de ceder, um exercício que se repete diariamente.

 

Outros brasileiros na lista do Nobel

Além de Jorge Amado, seis brasileiros aparecem nos registros liberados pela Fundação Nobel até 1975. Henrique Maximiano Coelho Neto recebeu três indicações, todas em 1933, enquanto Flávio de Carvalho e Manoel C. Wanderley tiveram, cada um, uma candidatura, em 1939 e 1941, respectivamente.

Alceu Amoroso Lima concorreu em 1965, e carlos Drummond de Andrade recebeu três indicações, em 1967, 1969 e 1974. Erico Lopes Verissimo foi o mais indicado entre os brasileiros nesse levantamento, com quatro candidaturas em 1963, 1968, 1974 e 1975.

Em 2016, a União Brasileira de Escritores afirmou ter indicado Lygia Fagundes Telles ao prêmio, mas esse nome não consta nos arquivos públicos disponíveis até o momento.

Como funciona o processo de indicação

Membros da Academia Sueca, professores universitários, instituições literárias convidadas e vencedores anteriores do próprio Nobel têm o direito de indicar candidatos. Dois imortais da Academia Brasileira de Letras, Marcos Almir Madeira e Antônio Olinto, estão entre os responsáveis por propor o nome de Jorge Amado à honraria.

A Academia Sueca mantém em sigilo as deliberações e os critérios usados na escolha final de cada vencedor, o que torna quase impossível prever quem está na disputa em determinado ano. A regra também estabelece que nenhum autor já falecido pode ser laureado, exceto quando a morte ocorre entre o anúncio e a cerimônia de entrega do prêmio.

Jorge Amado segue como um dos nomes mais lembrados quando o assunto é literatura brasileira fora do país, mesmo sem ter recebido o prêmio.

Asteroide avistado

Asteroide equivale a 22 bombas nucleares tem uma data prevista para se aproximar da Terra

Impacto teria uma energia equivalente à de 22 bombas nucleares

15/10/2026 11h21

Foto: Javier Miranda/Unsplash

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Cientistas da Nasa determinaram que o asteroide Bennu pode se aproximar perigosamente da Terra em 24 de setembro do ano de 2182 e seu impacto teria uma energia equivalente à de 22 bombas nucleares. Embora a data esteja distante, a agência espacial americana intensifica os esforços para desviar o asteroide de sua rota antes que ele chegue tão perto do planeta.

A probabilidade de colisão é baixa: pesquisadores estimam em 1 em 2.700 a chance de o asteroide atingir a Terra nessa data. Ainda assim, o risco levou a Nasa a desenvolver estratégias de proteção e a enviar uma sonda para coletar amostras do objeto celeste.

Características do asteroide e sua aproximação

O Bennu é um asteroide rochoso de aproximadamente 500 metros de diâmetro e está entre os objetos mais perigosos monitorados pela agência espacial. A cada seis anos, o corpo celeste cruza a órbita terrestre e passa a cerca de 299.000 km do planeta.

Uma colisão do Bennu geraria uma onda de choque capaz de alterar o clima da Terra durante anos. A Nasa baseou as projeções em dados coletados entre janeiro de 2019 e outubro de 2020, quando a sonda Osiris-Rex estava próxima ao asteroide.

Missão de coleta de amostras

A Nasa lançou a sonda Osiris-Rex em 2016 com o objetivo de estudar o Bennu e coletar material rochoso que pudesse ajudar no desenvolvimento de estratégias de desvio. A sonda chegou ao asteroide em 2018 e retornou à Terra em 2023 com as amostras.

Desde o retorno da sonda, os pesquisadores estudam o material trazido pela missão. Esses dados sobre a composição e as características físicas do Bennu são fundamentais para simular cenários de colisão. E avaliar quais técnicas seriam mais eficazes para afastar o asteroide de sua rota potencialmente catastrófica.

 

Impactos históricos no planeta

Asteroides atingiram a Terra várias vezes ao longo da história, deixando marcas visíveis no registro geológico do planeta, incluindo um impacto significativo registrado no Brasil.

O acompanhamento de corpos celestes como o Bennu amplia a capacidade humana de detectar ameaças espaciais. Os esforços atuais de pesquisa buscam garantir que a humanidade tenha tempo e ferramentas para evitar um cenário catastrófico no futuro, embora a data do possível impacto esteja muito distante.

Por que detectar asteroides com antecedência é tão importante

O plano americano para lidar com asteroides mostra que o desafio não é apenas identificar um objeto perigoso, mas ter tempo suficiente para agir. Em 2013, um meteorito cruzou o céu da Rússia sem aviso prévio e feriu 1.500 pessoas. Por isso, o governo americano criou uma estratégia com sete objetivos, começando pelo aprimoramento das técnicas de detecção.

A missão Osiris-Rex foi enviada ao Bennu pela mesma razão: coletar dados que ajudem os cientistas a entender melhor esses objetos antes que se tornem uma ameaça iminente.

Segundo dados citados no plano, a chance de uma pessoa morrer por impacto de asteroide é de uma em 40.000. Maior que a de morte por picada de animal venenoso ou acidente com fogos de artifício.

Por isso, a detecção precoce do Bennu já gera conhecimento que pode ser aplicado a outros asteroides que se aproximem do planeta no futuro, mesmo com a data distante de 2.182.

Como o plano americano pretende evitar um impacto de asteroide

O governo dos EUA estabeleceu sete frentes de trabalho para enfrentar a ameaça de asteroides. A primeira é investir em tecnologia para detectar e rastrear objetos próximos à Terra com mais precisão. A segunda é desenvolver métodos para desviar ou destruir asteroides. Se um objeto for detectado com antecedência, diferentes táticas poderão afastá-lo de sua rota.

A terceira frente é criar modelos computacionais capazes de prever com mais exatidão para onde o asteroide vai e quando chegará. O plano também prepara a resposta humana. Ele estabelece procedimentos de emergência caso a colisão não possa ser evitada, define como os países vão se comunicar sobre a ameaça e planeja estratégias de recuperação após um possível impacto.

As ações dependem de colaboração internacional: agências espaciais do mundo inteiro compartilham dados para que nenhum país enfrente sozinho uma ameaça dessa magnitude.

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