Curiosidades

Vê baratas andando pela casa durante o dia? Entenda o que significa e por que pode ser um bom sinal

Sair dos esconderijos enquanto há claridade pode indicar algo.

Encontrar uma barata cruzando a cozinha à noite já causa desconforto, mas avistar o inseto em plena luz do dia costuma preocupar ainda mais. Como esses insetos preferem se esconder durante o dia, sair dos esconderijos enquanto há claridade pode indicar que algo está fora do padrão.

A Penn State Extension explica que a barata-germânica aparece durante o dia quando há muitos indivíduos ou quando a falta de alimento, de água ou a aplicação de pesticidas forçam a saída dos abrigos. Um único inseto, porém, não basta para confirmar o problema, e é a repetição da cena que merece atenção.

Em alguns casos, a presença de baratas durante o dia pode indicar que o ambiente onde elas costumam se esconder está se tornando menos favorável à sua permanência.

Por que a escuridão atrai esses insetos

Frestas de armários, cantos próximos a encanamentos e espaços apertados são esconderijos ideais quando há luz e movimento na casa. Quando o ambiente escurece e a agitação diminui, esses insetos saem à procura de água, comida e parceiros, seguindo o ritmo biológico natural da espécie.

Esse comportamento explica por que ver um exemplar à noite não revela, isoladamente, o tamanho do grupo instalado no imóvel. A informação ganha peso quando o padrão se repete e o inseto passa a circular fora do horário esperado, inclusive sob luz forte.

O que muda quando a atividade é diurna

Avistar o inseto à luz do dia mais de uma vez sugere que o esconderijo pode estar cheio ou que algo ali dentro mudou — seja pela falta de alimento, pela presença de água ou por uma dedetização recente, e nenhum desses fatores, isoladamente, garante infestação severa, já que um indivíduo isolado pode simplesmente ter sido deslocado de outro lugar.

O alerta surge quando a presença fora do horário normal vira rotina, principalmente perto de pias, ralos e pontos quentes ou úmidos da casa. Esses ambientes reúnem justamente os três recursos que atraem o inseto: abrigo, alimento e umidade.

Como diferenciar um caso pontual de um problema maior

O horário em que o inseto aparece é só uma peça do quebra-cabeça, nunca a resposta completa. Fezes pequenas e escuras, cápsulas de ovos (as ootecas) e ninfas espalhadas pela casa são sinais que, somados à presença diurna, reforçam a suspeita de uma colônia já estabelecida.

Quando esses indícios aparecem juntos, a chance de existir um grupo escondido nas proximidades aumenta. Nesse cenário, vale revisar rachaduras, vedar frestas e eliminar restos de comida e água parada, que são justamente os recursos que sustentam a permanência do inseto no imóvel.

Cortar o acesso a água, alimento e abrigo continua sendo o caminho mais eficaz para reverter esse tipo de situação doméstica.

Curiosidades da Natureza

O canto de duas aves é tão poderoso que uma britadeira parece silenciosa perto delas

Volume que só encontra paralelo em sons industriais do cotidiano,

30/09/2026 13h13

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<p>Duas espécies de aves ocupam agora posição privilegiada entre as criaturas mais barulhentas do planeta. O araponga-de-garganta-nua e a seriema-de-pernas-vermelhas produzem vocalizações que ultrapassam 120 decibéis — um volume que só encontra paralelo em sons industriais do cotidiano. A descoberta saiu publicada na edição de terça-feira do periódico Evolution, resultado de investigação conduzida por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst.</p>

<p>O som que essas aves emitem aproxima-se, em intensidade, do ruído de uma britadeira em funcionamento, permitindo uma comparação imediata com máquinas pesadas.</p><p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HHBi6HWHhdE" width="560" height="315" frameborder="0" loading="lazy" allowfullscreen="" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></p>

<h2>Como foi feita a medição</h2>

<p>O biólogo evolucionista João CT Menezes, coautor do trabalho, realizou a pesquisa durante seu doutorado sob orientação do professor Jeff Podos. Ambos mediram as vocalizações de 123 espécies de aves espalhadas entre Massachusetts e Brasil, num período que se estendeu de dezembro de 2018 até janeiro de 2025.</p>

<p>O araponga-de-garganta-nua atinge 122,4 decibéis a 1 metro, com pressão sonora 800 vezes superior ao beija-flor-de-garganta-escura, a ave mais silenciosa documentada. Entre as 123 espécies analisadas, 113 tiveram suas vocalizações gravadas pela primeira vez.</p>

<h2>Qual ave merece o título de mais barulhenta</h2>

<p>A resposta depende inteiramente de como se define barulho, e o araponga-de-garganta-nua alcançou o chamado mais intenso entre aves individuais — quase 131 decibéis. Já a seriema-de-pernas-vermelhas liderou quando considerada a média dos sons mais altos produzidos por grupos de aves, atingindo aproximadamente 121 decibéis.</p>

<p>Antes dessa descoberta, o araponga-branco mantinha o recorde oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records desde 2019, com gritos medidos em até 125 decibéis. Como parente próximo dessa espécie, o araponga-de-garganta-nua já era considerado pelos pesquisadores como candidato provável a figurar nesse ranking de ruído extremo.</p>

<p>Catherine Sheard, bióloga de Aberdeen, ressalta que essa indefinição reflete o desafio de estabelecer um critério único para medir intensidade sonora em ambientes naturais.</p>

<h2>Desafios na captura de sons em campo</h2>

<p>Registrar vocalizações de aves selvagens apresenta obstáculos práticos consideráveis. Pesquisadores precisam conhecer a exata distância da ave quando ela emite o canto, pois essa variável afeta diretamente como o som se propaga. Frequentemente, quando o observador consegue avistar a ave, ela interrompe o comportamento vocal por timidez ou simplesmente alça voo para longe.</p>

<p>Para contornar essas limitações, a equipe utilizou telêmetros a laser — instrumentos também usados em campos de golfe — e conseguiu compilar um acervo inédito de gravações. Aves maiores demonstraram geral tendência a produzir cantos com maior amplitude sonora, padrão que se revelou consistente ao longo das observações realizadas em ambientes naturais.</p>

Curiosidades

Menor apartamento de SP tem 10m²: a maior mansão do mundo tem 20 quartos e custa R$ 1,8 bilhões

Dois extremos do mercado imobiliário global.

30/09/2026 12h27

Foto: Atlantic Ambience/Pexels

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De um lado, um empresário de Los Angeles ergueu uma mansão orçada em R$ 1,8 bilhão; do outro, incorporadoras de São Paulo lançam estúdios com apenas 10 metros quadrados. Os dois extremos do mercado imobiliário global revelam estratégias opostas sobre como habitar o espaço escasso e ajudam a definir o futuro da moradia nos centros urbanos.

 

 

Localizada em Los Angeles, a mansão "The One" foi erguida por Nile Niami ao longo de uma década. O valor do imóvel, estimado a princípio em US$ 500 milhões, foi revisto para US$ 350 milhões, mas a construção segue sendo apontada como a mais dispendiosa já feita.

 

 

 

A grandiosidade do luxo californiano

 

 

Com 9.755 metros quadrados de área, o imóvel foi projetado tanto para os moradores quanto para acomodar visitantes. O complexo conta com 20 quartos, 30 banheiros, uma casa de hóspedes independente, pista de dança, simulador de golfe, pista de atletismo e quatro pistas de boliche. Cada espaço foi pensado para o entretenimento.

 

 

Ao todo, são sete piscinas distribuídas pelo terreno, sendo uma delas olímpica e aquecida e as outras seis instaladas na área externa. O escritório principal foi posicionado entre duas dessas piscinas, com vista para os acessos da casa. A residência ainda abriga seis elevadores, duas adegas e uma sala de fumantes que exibe capas históricas da revista Playboy.

 

 

Durante uma visita registrada pelo produtor e criador de conteúdo Michael, Niami informou que escolheu cada detalhe da casa — cada tinta. Pedra e azulejo — e que se sentia esgotado após a conclusão do projeto.

 

 

O custo da construção chegou a US$ 110 milhões, e apesar da ambição do projeto, a dívida contraída para financiá-lo criou dificuldades. De acordo com o Los Angeles Times, Niami foi notificado formalmente por inadimplência, situação que pode resultar na execução da hipoteca e no leilão da propriedade.

 

 

O oposto: habitação mínima em São Paulo

 

 

Em São Paulo, a tendência segue na direção inversa, e a Vitacon lança estúdios com apenas 10 metros quadrados — a menor unidade habitacional da América Latina, segundo a construtora. A estratégia amplia os espaços comuns dos condomínios, com lavanderias, áreas para visitas e proximidade com o transporte público, enquanto reduz o tamanho individual das unidades.

 

 

O edifício VN Nova Higienópolis fica a 450 metros da estação Santa Cecília da Linha-3 Vermelha. Ao abrir a porta, o morador visualiza quase tudo de uma vez: de um lado ficam o vaso sanitário, a pia e o chuveiro; do outro, a pia e os móveis. A sugestão é usar um sofá-cama, guardado durante o dia.

 

 

Unidades dessa metragem chegam a ser anunciadas por até R$ 320 mil, embora a maioria esteja à venda por R$ 220 mil.

 

 

Um fenômeno que se repete globalmente

 

 

O modelo não é uma invenção brasileira, e cidades como Nova Iorque, Tóquio e Roterdã já oferecem moradias menores do que os estúdios paulistas. O Japão abriga o apartamento considerado o menor do mundo, com apenas cinco metros quadrados.

 

 

Na Coreia do Sul, os "Goshiwons" — pequenas moradias para idosos e estudantes — ocupam apenas três metros quadrados e funcionam como alternativa econômica para quem mora sozinho.

 

 

Em Curitiba, um projeto anterior também anunciou estúdios de 9,8 metros quadrados. O portfólio da Vitacon em São Paulo inclui três edifícios com esse padrão, como o VN Oscar Freire, em Pinheiros, onde a menor unidade custa R$ 542 mil.

 

 

O VN Vergueiro, no bairro Paraíso, também tem uma unidade de 10 metros quadrados, mas a menor unidade disponível para venda tem 16 metros quadrados e custa R$ 387 mil. A valorização do solo urbano impulsiona esse movimento e molda a forma como bilionários e moradores ocupam o espaço nas metrópoles.

 

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