Ciência

Sinal de alerta global: Terra ultrapassou 7 das 9 fronteiras que mantêm o planeta habitável

E todos eles pioram simultaneamente.

A Terra cruzou sete de nove limites planetários considerados seguros para a vida, e todos eles pioram simultaneamente. Um relatório anual do Laboratório de Ciências dos Limites Planetários do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático revelou que a situação do planeta se deteriora enquanto os modelos climáticos globais podem estar sendo demasiado otimistas sobre o futuro.

Desde a Revolução Industrial, cerca de metade do dióxido de carbono lançado na atmosfera foi absorvido por plantas. O solo e a água do mar também prestaram um serviço natural, evitando que o planeta já estivesse muito mais quente. No entanto, essa capacidade de absorção terrestre estagnou, enquanto as emissões continuam a aumentar.

Mais de 60 cientistas elaboraram essa avaliação, que mede nove processos que mantêm o planeta habitável.

As sete fronteiras ultrapassadas

Cada um dos nove limites planetários marca uma faixa segura de funcionamento, a partir da qual mudanças amplas e duradouras se tornam mais prováveis. Clima, biodiversidade, uso da terra, água doce e os ciclos de nitrogênio e fósforo já superaram seus limites.

A química oceânica e os produtos químicos sintéticos — plásticos, pesticidas e químicos eternos — também cruzaram essas barreiras.

Apenas a camada de ozônio e as partículas no ar ainda permanecem dentro dos limites seguros, embora as partículas já ultrapassem um limite regional proposto para o Sul da Ásia. O dióxido de carbono atingiu aproximadamente 426 partes por milhão em 2025, comparado a cerca de 280 antes da industrialização.

O uso de fertilizantes elevou os fluxos de nitrogênio a mais do dobro do nível seguro, e o fósforo também ultrapassou seu limite.

Pressões que não diminuem

A mudança observada no último ano foi menor do que os números gerais sugerem. As pressões por trás das sete fronteiras ultrapassadas continuam, sem redução suficiente para revertê-las. As emissões fósseis atingiram novo recorde em 2025, totalizando aproximadamente 42 bilhões de toneladas, segundo a Dra. Caesar.

Três dos sete limites não podem ser monitorados ano a ano porque dependem de dados coletados em períodos diferentes e atualizados em intervalos variáveis. Até agora, os cientistas não identificam uma reversão sustentada das pressões que pudesse fazer qualquer um desses sete limites voltar à zona de segurança.

A capacidade de absorção de carbono pela Terra — a metade mais frágil desse sistema — permaneceu estável desde aproximadamente 2000.

Um sumidouro de carbono em risco

A absorção de carbono pelas terras parou de crescer apesar do aumento contínuo de emissões. O dióxido de carbono extra estimula o crescimento de plantas e estende as estações em algumas regiões. As florestas também se recuperam, mas tudo isso depende de água e nutrientes adequados.

Ao mesmo tempo, as perdas se acumulam: calor e seca reduzem o crescimento das plantas e aumentam a morte de árvores, os incêndios e as infestações de pragas. As pessoas já aproveitam cerca de um quarto do que a Terra poderia produzir.

Boris Sakschewski, autor principal do relatório, alertou que os caminhos traçados para emissões zero dependem de sumidouros de carbono funcionais. As observações atuais indicam que o planeta pode estar perdendo sua capacidade de amortecimento contra as pressões crescentes exercidas pela humanidade.

Os cientistas que planejam um caminho para um clima gerenciável assumem que esses sumidouros continuarão operando — uma suposição que se torna cada vez mais arriscada.

Recorde mundial

A abóbora mais pesada do mundo tem mais de 1.000 quilos e supera peso de rinoceronte

Trata-se do maior espécime já produzido em 100 milhões de anos.

09/10/2026 14h49

Foto: Guinness World Records/Reprodução

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Uma abóbora de 1.295,8 kg entrou para os registros da Great Pumpkin Commonwealth (GPC) como a mais pesada já cultivada, superando até o peso de um rinoceronte-branco. A organização internacional regula o cultivo e as disputas de abóboras gigantes ao redor do mundo, e classificou o feito como inédito em toda a trajetória das plantas frutíferas.

Quem conquistou o título foi o britânico Ian Paton, morador de Hampshire, que desta vez cuidou de toda a produção sem ajuda. Para o juiz Gerald Short, trata-se do maior espécime já produzido nos 100 milhões de anos de história das plantas frutíferas na Terra — um feito que, segundo ele, representa o próprio sentido da palavra extraordinário.

Como o cultivo em estufa permitiu o recorde

Para fazer a abóbora crescer, Ian manteve a plantação em uma estufa durante todo o período de desenvolvimento. Ele explicou que a estrutura protegida acelera o crescimento no início da temporada e prolonga o período produtivo, dando às abóboras mais tempo para alcançar seu potencial máximo.

Durante os meses mais quentes do verão britânico, marcado por ondas de calor excepcionais, a estufa recebeu atenção especial. Para proteger as folhas da plantação contra os efeitos do sol forte, parte das janelas da estufa recebeu tinta branca, criando uma barreira contra a luminosidade excessiva.

As temperaturas internas chegaram a 40°C e exigiram até 590 litros de água por dia, o equivalente a cerca de três banheiras cheias.

O ritmo impressionante de crescimento

A abóbora passou do tamanho de uma bola de golfe a mais de 1 tonelada em apenas 120 dias. Ela chegou a crescer 32 kg por dia, conforme informou Ian.

Ian trabalhou até seis horas diárias na plantação durante dois meses e cuidou sozinho de todas as tarefas de cultivo. No ano anterior, contou com a ajuda do irmão Stuart. Apesar dos desafios, superou o recorde anterior em quase 20 kg.

Um legado de recordes e planos para o futuro

Quem quiser conferir o exemplar de perto poderá visitá-lo até o final de outubro, quando ele ficará em exposição na Sunnyfields Farm, nas proximidades de Southampton, em Hampshire. As 2.600 sementes já colhidas do exemplar oferecem novas oportunidades para futuras tentativas de quebra de recorde.

Ian quer cultivar uma abóbora de cerca de 1.361 kg na próxima temporada. Em 2025, ele e Stuart conquistaram o título com uma abóbora de 1.278,8 kg, que ainda detém o recorde de maior circunferência, com 649,8 cm. Antes disso, o recorde pertencia ao americano Travis Gienger, que em 2023 alcançou 1.246,9 kg.

Tecnologia

Robôs de entrega já são uma realidade e Inglaterra inicia testes no país

O equipamento suporta cargas de até 15 kg.

09/10/2026 14h01

Foto: Reprodução

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A Inglaterra começou a testar um robô autônomo capaz de entregar encomendas sem intervenção humana. Equipado com pernas e rodas, o equipamento suporta cargas de até 15 kg e chega a 6 km/h de velocidade.

A junção dos dois sistemas de locomoção não é acidental: em pisos lisos, as rodas poupam energia, e nos obstáculos, como escadas e terrenos acidentados, as pernas entram em ação. É essa mistura que diferencia o Iris dos robôs de quatro patas já conhecidos no mercado.

Por que duas pernas em vez de quatro

A escolha pelo formato bípede nasceu de uma análise prática das limitações dos robôs com quatro membros.

Suporte ao trabalho, não substituição

Motoristas carregam mais de 200 encomendas de uma vez e precisam fazê-lo rapidamente, o que impõe esforço ao corpo humano.

A proposta é que os robôs assumam a movimentação e o transporte de pacotes, permitindo que os operadores se dediquem a tarefas que exigem julgamento, interação com clientes ou solução de problemas. Um modelo possível seria estacionar o equipamento em um ponto estratégico. De lá, ele enviaria notificações aos destinatários para que retirassem suas encomendas ou escolhessem alternativas de entrega.

Tecnologia ainda em estágio inicial

Para ele, trata-se de uma solução voltada a um público restrito, e essa realidade não deve mudar tão cedo.

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