NASA

Telescópio da NASA faz descoberta surpreendente sobre buraco negro da nossa galáxia

Telescópio revelou uma propriedade inesperada no gás que fica em volta de buraco negro na Via Láctea

O Telescópio Espacial James Webb revelou uma propriedade inesperada no gás que circunda o buraco negro supermassivo da Via Láctea: ele contém aproximadamente 1,8 vezes a concentração de elementos pesados que o Sol. A descoberta oferece pistas sobre por que Sagitário A*, como é chamado o buraco negro, consome material muito mais lentamente do que outros gigantes cósmicos.

Buracos negros supermassivos normalmente devoram o material que chega perto, mas Sagitário A* se comporta de forma diferente: absorve material lentamente e em quantidade menor que a de buracos negros supermassivos de outras galáxias. Entender essa anomalia exige examinar as propriedades do gás, da poeira e das estrelas que orbitam ao seu redor.

Como o Telescópio fez a descoberta

Nicole Ford, estudante de doutorado no laboratório de Daryl Haggard, da Universidade McGill, e pesquisadora do Instituto Trottier, coordenou o estudo com colaboradores do Centro de Astrofísica, dirigido por Harvard e pelo Smithsonian. O instrumento de infravermelho médio do Webb examinou o gás em uma região a cerca de um terço de ano-luz do buraco negro.

Os astrônomos conseguiram separar o gás medindo a velocidade de seis elementos: ferro, níquel, enxofre, argônio, neônio e oxigênio. Cada nuvem se move em sua própria velocidade — a região chamada Bar se desloca lentamente em nossa linha de visão, enquanto o braço curvo chamado Northern Arm se aproxima de nós a cerca de 270 quilômetros por segundo.

Pequenos aglomerados chegam a 570 quilômetros por segundo e podem fornecer o principal combustível que o buraco negro eventualmente consumirá.

O papel das estrelas mortas na composição do gás

Neônio e argônio foram os elementos mais fáceis de medir porque não se prendem aos grãos de poeira, permitindo que Webb os detectasse com clareza. Os dados mostraram que ambos aparecem com cerca de 1,8 vezes o nível solar, variando entre 1,4 e 2,2 vezes dependendo da nuvem e do local medido.

Pesquisadores acreditam que estrelas massivas que explodiram próximo ao buraco negro provavelmente forneceram esse excesso de elementos ao longo do tempo.

Enxofre, ferro e níquel apresentaram desafios maiores para a medição porque alguns de seus átomos ficam presos dentro de grãos de poeira. Estudos anteriores do centro galáctico mais amplo já haviam detectado enriquecimento semelhante, mas o Webb adicionou capacidade sem precedentes: medir elemento por elemento dentro de uma fração de ano-luz do próprio buraco negro.

Os dados coletados em abril e setembro de 2024 incluíram exposições que duraram mais de 22 horas. Sagitário A* fica a cerca de 26 mil anos-luz de distância. É o buraco negro gigante mais próximo de nós e, consequentemente, o mais fácil de estudar.

Essa proximidade relativa permitiu ao Webb investigar a alimentação anormalmente lenta do buraco negro e mostrar como a composição química do gás ao seu redor influencia seu consumo de material.

Quando o enriquecimento de elementos pesados não garante consumo rápido

A descoberta do Webb mostra uma exceção importante: nem sempre mais elementos pesados significam mais consumo pelo buraco negro. Sagitário A* possui 1,8 vezes a concentração solar de elementos pesados — o que deveria favorecer o esfriamento e aglomeração do gás — mas continua devorando material muito mais lentamente do que outros buracos negros supermassivos em galáxias diferentes.

Isso indica que a composição química do gás é apenas um dos fatores na equação. A velocidade do material, a quantidade de poeira, o movimento das nuvens de gás e a influência das estrelas próximas também moldam quanto combustível o buraco negro consegue atrair e consumir a qualquer momento.

O papel das estrelas massivas explodidas na história do buraco negro

O excesso de elementos pesados detectado ao redor de Sagitário A* é uma herança de explosões estelares antigas. Estrelas massivas que explodiram próximo ao buraco negro ao longo do tempo depositaram esse material enriquecido no gás circundante. Neônio e argônio, os elementos mais fáceis de medir pelo Webb, são produzidos dentro de estrelas massivas e nas explosões que as destroem.

Essa composição rica em metais liga a história atual do buraco negro às gerações anteriores de estrelas. O material observado hoje resulta, em parte, de explosões estelares passadas e registra a evolução química do ambiente imediato do buraco negro supermassivo mais próximo de nós.

Proteção e Renovação

Por que colocar um ramo de alecrim debaixo do travesseiro na noite de 31 de outubro?

Ritual marca a transição entre ciclos e períodos da vida

30/10/2026 07h48

Imagem gerada por inteligência artificial

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Colocar um ramo de alecrim sob o travesseiro na noite de 31 de outubro é, para muitas pessoas, um ritual que marca a transição entre ciclos e períodos da vida. Segundo crenças ancestrais, a prática simboliza proteção e renovação, e quem a segue acredita que o alecrim afasta energias negativas e potencializa o bem-estar durante o descanso.

A data não foi escolhida por acaso. Para quem segue essa tradição, o 31 de outubro funciona como um ponto de virada: uma ocasião para encerrar o que não serve mais e receber o novo com intenção clara.

O simbolismo do alecrim na tradição popular

Há séculos, o alecrim é associado à purificação e à proteção em diferentes culturas e práticas espirituais. Muitas pessoas o incorporam a pequenos rituais caseiros, sobretudo em datas que marcam o fechamento de ciclos — e o último dia de outubro representa exatamente isso para quem segue essa tradição.

Nessa perspectiva, guardar um ramo sob o travesseiro funciona como um gesto de intenção: acompanha o sono com um propósito de proteção e reflexão. Alguns interpretam a ação como um convite para pensar em tudo o que viveram durante o mês que termina e para se preparar mentalmente para o início de novembro.

 

Como realizar o ritual e o que fazer depois

O ritual é simples e não exige materiais sofisticados, e a pessoa deve escolher um ramo limpo e seco, sem restos de terra ou umidade. Antes de dormir, dedica alguns minutos à reflexão: visualiza o que quer deixar para trás e os desejos para a etapa que começa.

O ramo pode ficar diretamente sob o travesseiro ou dentro de um pequeno saco de tecido, que evita que as folhas se soltem na cama. A noite é acompanhada de momentos de calma e introspecção. No dia seguinte, o alecrim pode ser descartado se tiver se deteriorado ou guardado como adorno em local seco.

Não é necessário queimá-lo nem prolongar a prática por vários dias: o significado depende da intenção pessoal de quem realiza o gesto.

Construção impressionante

Família com 4 filhos constrói casa de 232 m² no deserto usando 360 toneladas de terra

Casal decidiu construir uma residência sustentável no deserto

30/10/2026 07h24

Foto: Anete Lusina/Pexels

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Ashley Longnecker e seu marido, Jonathan, decidiram deixar a vida em uma casa rodante e construir uma residência sustentável no deserto do Arizona. Depois de anos viajando pelo país com os quatro filhos, a família começou a construir a Hyperadobe Roundhouse. Uma casa de 232 metros quadrados que utilizará mais de 360 toneladas de terra em sua estrutura.

A família comprou um terreno de 4,45 hectares no condado de Cochise, no Arizona, para construir uma moradia sem conexões tradicionais de água e eletricidade. O site Tiny Shiny Home documenta os avanços da obra e mostra como a iniciativa funciona na prática.

Técnica de construção com terra compactada

Os Longnecker adotaram o método hyperadobe para levantar as paredes da casa. A técnica consiste em preencher mangas de malha com terra úmida e compactá-la, formando estruturas resistentes que funcionam como muros convencionais. O processo permitiu criar paredes com aproximadamente 40 centímetros de espessura.

Em uma das etapas da obra, a família já havia utilizado aproximadamente 363 toneladas métricas de terra. A residência é formada por quatro círculos de tamanhos variados, conectados por paredes retas. Essa disposição aproveita a resistência das estruturas curvas e distribui melhor as cargas durante a construção.

Antes de iniciar o projeto principal, a família construiu estruturas menores, como uma oficina e um galinheiro, para dominar a técnica.

 

Sistemas sustentáveis de água e energia

A residência utilizará terra como material principal e um sistema de coleta de água da chuva que alimentará um reservatório de aproximadamente 114 mil litros. Após a filtragem, a água será distribuída aos diferentes ambientes da casa por meio de bombas.

O projeto também prevê a instalação de painéis solares e baterias para gerar e armazenar eletricidade sem depender da rede convencional. A construção continua avançando, e a família busca demonstrar que é viável desenvolver uma habitação usando materiais encontrados no próprio entorno, sem necessidade de serviços tradicionais.

Por que as estruturas curvas resistem melhor na construção com terra

Na construção com terra compactada, as paredes redondas funcionam de forma diferente das paredes retas. A forma circular distribui o peso de maneira mais equilibrada em todas as direções, como um arco. Assim, a pressão não se concentra em um único ponto, mas se espalha por toda a estrutura.

Por isso, a família Longnecker escolheu quatro círculos de tamanhos variados conectados por paredes retas: a curvatura absorve melhor as cargas durante a construção e o uso da casa.

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