Dica valiosa

Três cabeleireiros concordam: este hábito no banho deixa os cabelos grisalhos secos e sem brilho

Hábito muito comum pode prejudicar os fios grisalhos

À medida que os cabelos grisalhos aparecem, a estrutura da fibra capilar muda e passa a exigir cuidados específicos para preservar a hidratação e o brilho. Três cabeleireiros explicam por que lavar os cabelos com água muito quente pode prejudicar os fios grisalhos.

Os cabelos grisalhos perdem hidratação com mais facilidade do que os demais porque a fibra apresenta uma textura mais porosa e áspera por natureza. Em contato com água muito quente, a cutícula — camada externa do fio — se abre, favorece a perda de umidade e deixa o cabelo ainda mais seco e opaco.

Por que a água quente prejudica os fios grisalhos

Michelle Hong, proprietária do salão NYC The Team e cabeleireira de celebridades, explica que os fios grisalhos sofrem mudanças estruturais além da cor. Em entrevista ao TN, ela apontou que essas fibras tendem a ser mais espessas, ásperas e resistentes a ficar lisas, o que provoca frizz e reduz a suavidade aparente do cabelo.

Para contornar esse problema, Hong recomenda prestar atenção à temperatura durante o banho. Segundo ela, enxaguar o cabelo com água fria ao fim do banho ajuda a suavizar a camada externa do fio. O calor abre a cutícula, enquanto uma temperatura mais baixa a fecha e uniformiza, dando mais brilho e maciez ao cabelo.

Outros cuidados essenciais para cabelos grisalhos

O colorista Sergio Ruiz confirma que cabelos com fios brancos são mais porosos e perdem hidratação com facilidade, o que deixa a aparência opaca e sem vida. O cabeleireiro Víctor del Valle acrescenta que a frequência de lavagens também interfere no resultado final: lavar com muita frequência remove os óleos naturais que protegem a fibra.

De acordo com Del Valle, às vezes o cabelo grisalho não está danificado, apenas sobrelavado. Ele recomenda usar água morna em vez de muito quente, reduzir a frequência de lavagens e aplicar uma boa rotina de hidratação.

O xampu violeta, usado para neutralizar tons amarelados, deve ser aplicado apenas uma vez por semana ou a cada duas lavagens, intercalado com o xampu comum para evitar ressecamento excessivo.

Atenção máxima

Alerta para todos: este pequeno animal comum é o que mais mata pessoas no mundo

Esse vem liderando com folga o total de mortes humanas ligadas a animais a cada ano

28/09/2026 09h25

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

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Por mais que tubarões, grandes felinos e serpentes inspirem temor por seu porte e ferocidade, é o mosquito quem lidera com folga o total de mortes humanas ligadas a animais a cada ano. A picada em si raramente é o problema: o que torna o mosquito tão letal é servir de veículo para doenças como malária, dengue, febre amarela e chikungunya, muitas vezes disseminadas bem perto das residências.

Esses números escancaram o descompasso entre o que as pessoas temem e o que realmente as mata. A cena de um ataque de tubarão ou de um grande felino choca e ganha destaque na imprensa, ao passo que a picada de um mosquito simplesmente não chama atenção. Quando a doença surge dias depois, a conexão com o inseto permanece oculta.

Como o mosquito se torna um transmissor de doenças

Nem toda picada de mosquito resulta em infecção grave, e o risco varia conforme a espécie do inseto, a região geográfica, a presença do agente infeccioso e as condições ambientais.

A fêmea do mosquito entra em contato com patógenos e participa de um ciclo que permite a circulação de vírus e parasitas no corpo humano, e assim, torna-se vetor de transmissão.

A malária, por si só, mata centenas de milhares de pessoas por ano no mundo, atingindo sobretudo populações em situação de maior vulnerabilidade, enquanto outras espécies de mosquito ainda contribuem para a propagação de vírus que desencadeiam epidemias e sobrecarregam os serviços de saúde.

A grande capacidade reprodutiva desses insetos, sua distribuição ampla e o contato frequente com humanos explicam por que se destacam nessas comparações de mortalidade.

Principais doenças transmitidas por mosquitos

O gênero Anopheles transmite parasitas responsáveis pela malária, e o Aedes aegypti, um dos mais conhecidos, pode transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana onde esses vírus estão em circulação. Outros gêneros participam da transmissão de filariose e encefalites, com variações dependendo de temperatura, precipitação, imunidade coletiva e presença de pessoas infectadas na região.

A transmissão dessas doenças não ocorre da mesma forma em todos os locais e pode variar de acordo com fatores climáticos e epidemiológicos específicos de cada área.

Por que a percepção de risco não acompanha a realidade

Um acontecimento raro e visualmente marcante — como um ataque de tubarão — recebe cobertura ampla e cria impressão duradoura de ameaça. A invisibilidade de uma picada de mosquito e o intervalo entre a exposição e o surgimento dos sintomas dificultam a associação mental entre o inseto e a doença.

Essa lacuna perceptiva explica por que eventos dramáticos podem parecer mais perigosos do que ameaças que ocorrem de forma rotineira em comunidades inteiras. A desconexão temporal entre causa e efeito torna a transmissão por vetores menos evidente ao observador comum.

Estratégias específicas de prevenção

Não é possível aplicar as mesmas medidas preventivas a ataques diretos, acidentes com espécies peçonhentas e doenças transmitidas por vetores. No caso dos mosquitos, é possível reduzir a exposição eliminando recipientes que acumulem água, usando barreiras físicas, como telas em janelas. E portas, aplicando repelentes indicados pelas autoridades e acompanhando alertas de saúde pública.

As estratégias de prevenção mudam de acordo com a região: em alguns locais a malária concentra o maior risco, em outros são as arboviroses que exigem mais atenção.

Alerta ligado

Logo após tsunami em Santa Catarina, nuvem branca surge no mar e encobre praia

Litoral catarinense registrou dois fenômenos raros em menos de uma semana

28/09/2026 09h11

Imagem: Magda Ehlers/Pexels

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O litoral catarinense registrou dois fenômenos raros em menos de uma semana. No sábado (26), uma camada espessa e esbranquiçada tomou conta de trechos da orla, entre eles a praia do Gravatá, em Navegantes, e pontos de Florianópolis, pegando banhistas de surpresa.

Dias antes, na segunda-feira (21), Laguna, Jaguaruna e Imbituba haviam sido atingidas por um tsunami meteorológico — evento que já havia acontecido em 2023, também na Praia do Cardoso, em Laguna. Os dois episódios não têm relação direta entre si, mas reforçam como o clima na região tem se comportado de forma atípica nas últimas semanas.

Nevoeiro surpreende quem estava na praia

Câmeras de moradores e turistas flagraram o instante em que a névoa engoliu a paisagem ensolarada em poucos minutos, reduzindo bruscamente a visibilidade na faixa de areia. O especialista Leandro Puchalski explica que se trata de um nevoeiro marítimo, formado quando ar quente e carregado de umidade encontra uma superfície de mar mais fria.

Esse choque de temperaturas faz o vapor da atmosfera se transformar em gotículas bem rente à água, e o vento empurra essa névoa densa até a costa. Diferente do tsunami meteorológico, esse fenômeno não representa perigo e some sozinho conforme o sol esquenta ou os ventos mudam de direção.

O que causou o tsunami meteorológico

Uma faixa de nuvens ligada a uma linha de instabilidade se formou no Litoral Sul, gerando rajadas de vento sul entre 60 e 90 km/h, segundo a Defesa Civil de Laguna.

A combinação dessas rajadas com mudanças bruscas na pressão do ar empurrou o mar para cima de forma repentina. Por volta das 6h, conforme captaram marégrafos de Imbituba e Laguna e câmeras de segurança na faixa litorânea.

A força da água arrastou redes de pesca e equipamentos de pescadores, além de deslocar embarcações que já foram recuperadas sem avarias graves. O estrago mais visível ficou por conta de uma igreja da região, que teve parte do muro derrubada pela correnteza — sem registro de qualquer pessoa ferida.

Chuvas atingem outras regiões do estado

Enquanto o litoral lidava com esses episódios, outras 11 cidades catarinenses decretaram Situação de Emergência por causa de temporais: Timbé do Sul, Criciúma, Turvo. São Joaquim, Campo Erê, Araranguá, Forquilhinha, Ermo, Meleiro, Bom Jardim da Serra e Nova Veneza.

Porto União é a cidade mais afetada e ainda tramita o próprio decreto de Emergência. O município soma 203 pessoas desabrigadas, 241 desalojadas e 135 famílias atingidas por conta de chuvas fortes. E ventos que passaram de 60 km/h, com cinco abrigos abertos para receber quem perdeu a casa.

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