Cidades

EDUCAÇÃO

Câmara oferece curso de Libras gratuito para população de Campo Grande

As inscrições seguem abertas até o dia 27 de fevereiro ou até completarem as vagas

Continue lendo...

Nesta sexta-feira (20), a Câmara Municipal de Campo Grande, por meio da Escola do Legislativo, anunciou a abertura das inscrições para o curso básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais), ofertado de forma gratuita. Ao todo serão ofertadas 30 vagas, voltadas a servidores da Casa de Leis e também para a população em geral. As inscrições seguem abertas até o dia 27 de fevereiro ou até completarem as vagas.

O curso de Libras é ministrado pela intérprete de Libras Helga Pereira, servidora efetiva da Câmara Municipal. As aulas começam no dia 2 de março e seguem até o dia 10 de agosto. Estas ocorrerão às segundas-feiras, das 7h30 às 8h50, no plenarinho da Casa de Leis.

O objetivo é assegurar conhecimento básico da Língua de Sinais para ampliar a inclusão da comunidade surda. Além da Libras, o curso ajuda a pessoa a compreender todo o universo da comunidade surda, com suas particularidades e, desta forma, favorecer a acessibilidade linguística.

Esta é a quarta edição do curso e já formou cerca de 60 alunos. “Com este curso, a pessoa aprenderá noções para se comunicar com a pessoa surda, sabendo que o aprendizado da língua é contínuo. Por isso, é o primeiro passo para este conhecimento”, explicou Helga Pereira.

O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, ressaltou a importância do curso para inclusão.

“A pessoa surda se sente agregada, acolhida, quando chega em um órgão público e tem um servidor capacitado para conversar com essa pessoa em Língua de Sinais”, disse, ao enfatizar esse sentimento de pertencimento.

Papy falou ainda sobre a dificuldade dos surdos quando chegam a uma unidade de saúde, escola, secretaria para obter algum documento e não contam com profissionais capacitados que possam compreendê-los.

“É uma ferramenta de inclusão poderosíssima. Quando a gente olha para o próximo com empatia, a gente consegue fazer política pública eficiente”, disse.

O diretor da Escola do Legislativo, Silvio de Andrade, ressaltou a importância de a Câmara ter essa inclusão. “A Câmara é uma Casa democrática, voltada para o atendimento do povo. Então, nada mais justo do que atender todo público que esteja aqui. O curso ajuda a capacitar os servidores da Casa para que tenham essas noções iniciais e possam recepcionar e atender as necessidades do surdo logo que ele chegar à Casa de Leis”.

Aprendizado

A intérprete Helga conta os relatos de quem passou pelo curso e já conseguiu colocar em prática o conhecimento adquirido.

“Muitos passaram a perceber a pessoa surda próxima dele, seja na rua, no comércio, no atendimento de órgãos públicos, em seu convívio diário. Alguns até fizeram amizades com surdos dentro de ônibus”, conta.

Na Câmara, seja na recepção ou nos gabinetes, os intérpretes são acionados a partir do contato com servidores que passaram por essa formação.

Na chegada à Câmara Municipal, o aprendizado já é colocado em prática. Na recepção, está Laís Berrocal que fez o Curso Básico de Libras e conta como facilitou essa orientação para direcionar os surdos para atendimento.

“Eu consigo receber e passar essas orientações. Geralmente, eles já buscam os intérpretes aqui da Câmara”, conta.

Já a Guarda Civil Metropolitana Adriana Cardoso dos Santos Silva, que trabalha há dez anos na Câmara, conta que buscou o curso para ter esse conhecimento em Libras.

“Sabemos das dificuldades que os surdos enfrentam e é bom termos esse entendimento básico para poder acolher”, afirmou.

A Câmara Municipal de Campo Grande conta com essa acessibilidade presente nas sessões ordinárias e Audiências Públicas, com interpretação em Libras nas transmissões ao vivo pela TV Câmara, no canal 7.3, ou no Youtube da Casa de Leis, pelos intérpretes Helga Pereira, Janaína Saraiva e André Amaral.

Assine o Correio do Estado

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).