Cidades

TROCA DE COMANDO

Diretor-presidente da Agetran é exonerado após sete anos no cargo

Janine de Lima Bruno pediu para deixar da pasta

Continue lendo...

O engenheiro civil Janine de Lima Bruno foi exonerado do cargo de diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Ele assumiu o cargo na gestão do então presidente Marquinhos Trad e deixa a Pasta após sete anos.

A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande dessa segunda-feira (15), a pedido do próprio Janine.

No lugar dele, assume a função de diretor-presidente o contador Paulo da Silva, que estava no comando da Fundação Social do Trabalho (Funsat).

Também no Diário Oficial, foi publicada a exoneração dele, a pedido, do cargo de diretor-presidente da Funsat e a nomeação para o mesmo cargo na Agetran.

Mudanças

No dia 5 de abril, quatro chefes de pastas municipais também foram exonerados, sendo um secretário, dois subsecretários e uma diretora-presidente, em Campo Grande.

Todos foram exonerados a pedido, sendo Adelaido Vila, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agronegócio e Tecnologia (Sidagro); Maicon Nogueira, titular da Secretaria Municipal da Juventude (Sejuv).

Também foram exonerados o subsecretário de Articulação Social e Assuntos Comunitários, Francisco Almeida Teles, e a diretora-presidente do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Camilla Nascimento de Oliveira.

Nestes casos, a motivação da "demissão" são as eleições municipais deste ano, que ocorrem em outubro. Eles devem concorrer a uma vaga de vereador.

Feminicidios

Julho de 2026 é o segundo mais mortal para mulheres na última década em MS

O mês também foi o mais letal de 2026, com cinco feminicídios registrados em 20 dias

31/07/2026 17h15

DEAM é a delegacia especializada em atendimento à mulher

DEAM é a delegacia especializada em atendimento à mulher FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

O mês de julho de 2026 é o segundo com mais feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em dez anos. 

Levantamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostra que o mês só não teve mais registros do crime que o de 2023, quando 6 mulheres foram mortas nos 31 dias do mês. 

Em 2026, a morte de Adrielle Rodrigues, de 26 anos, nesta sexta-feira (31) marcou o 5º crime contra mulheres no Estado no mês de julho. 

Os crimes no mês deste ano começaram no dia 11, com a morte de Paula de Souza Conceição. Das cinco vítimas, quatro foram esfaqueadas pelo companheiro ou ex-companheiro. 

Em dois casos, o suspeito fugiu do local do crime ou tirou a própria vida. Nos outros três, os autores se apresentaram à polícia. Entre os motivos recorrentes, o agressor não aceitava o fim do relacionamento com a mulher. 

A relação de crimes de feminicídios registrados nos meses de julho desde 2016 é:

  • 2016: nenhuma ocorrência
  • 2017: 2
  • 2018: 3
  • 2019: nenhuma ocorrência
  • 2020: 1
  • 2021: 2
  • 2022: 2
  • 2023: 6
  • 2024: 0 
  • 2025: 3
  • 2026: 5

Também foi o mês mais letal para mulheres em 2026, ficando à frente do mês de março, que registrou 4 ocorrências. Janeiro e fevereiro registraram três vítimas cada. Em abril, foram 3. Maio e junho tiveram 1 caso em cada. 

Ao todo, já foram registrados 18 crimes de feminicídio no ano. 

Violência contra mulheres

De acordo com a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em Mato Grosso do Sul, os crimes contra mulheres aumentaram, seja em feminicídios ou lesão corporal em contexto de violência doméstica.

O número de feminicídio subiu de 35 em 2024 para 39 em 2025. Neste ano, 18 mulheres já foram vítimas deste crime.

Um outro delito que aumentou significamente em MS foi o de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica. Em 2025, foram registrados 2.871 casos, alta de 19,4% em comparação com 2024, quando teve 2.385 casos.

Mato Grosso do Sul esteve muito acima de média nacional em casos de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica e ocupou a segunda colocação em crescimento. 

O Brasil teve alta de 2,6% em relação ao ano anterior, o que significa uma taxa de 261,7 registros por grupo de 100 mil mulheres. Isto é pelo menos 1 agressão a mulher a cada 2 minutos.

Denuncie

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

A Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande está localizada na Rua Brasília, no bairro Jardim Imá. 

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Escala de feminicídios em MS

Em Mato Grosso do Sul, já foram contabilizados 18 feminicídios em todo o Estado desde o início de 2026.

O primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

No dia 8 de março, a indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

Em 23 de março, quebrando um jejum de 15 dias sem feminicídios, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, conhecido por "Maurição" é apontado como sobrinho da mulher.

Uma semana depois, no dia 06 de abril, a subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e o principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. A polícia confirmou o feminicídio.

No dia 13 de abril, Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta próxima ao portão de sua casa, localizada no município de Eldorado, com o corpo de Valdeci Caetano dos Santos caído ao lado. Além disso, três suspeitos foram presos por praticar necrofilia contra o corpo da vítima. 

Na tarde do dia 30 de abril, Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, de 41 anos, foi preso em flagrante por ser suspeito de matar a esposa, Zelita Rodrigues de Souza, de 48 anos, na região do Porto Isabel, zona rural de Mundo Novo.

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro, no início da tarde do dia 18 de maio, em Campo Grande. A vítima estava em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes e foi encontrada já em óbito pelo marido, o médico cardiologista João Jazbik, 42 anos. O homem foi detido por suspeita de feminicídio.

No dia 28 de junho, Maria do Carmo, de 66 anos, foi encontrada morta pelos vizinhos e pelo filho em uma chácara localizada na zona rural de Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande. Ela foi morta por um rapaz com quem possivelmente mantinha um relacionamento.

No dia 11 de julho, Paula de Souza Conceição, de 29 anos, foi esfaqueada pelo companheiro em Fátima do Sul. Vagner dos Santos Ferreira, de 25, foi preso pelo crime. Ele afirmou em depoimento à Polícia Civil que estava "injuriado" durante uma discussão motivada por ciúmes quando esfaqueou a mulher no abdômen.

Seis dias depois, Rosenilda de Oliveira Candelário, de 48 anos, foi assassinada em Nioaque. Os policiais militares encontraram a vítima morta, sentada em uma cadeira, com dois ferimentos de arma de fogo na cabeça. Antônio Marcos da Silva, conhecido como "Tonho", se entregou à polícia. 

Terezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, assassinada pelo marido Joel Escócio Carvalho, 59, no dia 27 de julho, na Vila Bandeirante, em Campo Grande. Após matar a mulher, o homem tirou a própria vida.

No dia 30, Ana Carolina Goes, de 45 anos, foi atacada pelo ex-namorado em Água Clara. Ela foi ferida por golpes de faca, após se envolver em um desentendimento com Daniel.

O crime foi cometido na frente de uma criança, parente da vítima, que acionou um adulto para prestar socorro e encaminhar a mulher ao Hospital Municipal de Água Clara. O agressor fugiu logo após as agressões.

Por último, Adrielle Encarnação Rodrigues, de 26 anos, foi morta pelo ex-companheiro em Corumbá nesta sexta-feira (31). Douglas Richard Ribeiro Valverde, de 49 anos, foi preso em flagrante pelo crime. 

Saúde

Hospital do Idoso avança em Campo Grande e entra na fase de audiência pública

Empreendimento previsto para a região do Bairro Nova Lima terá Estudo de Impacto de Vizinhança apresentado à população em setembro; projeto representa um dos principais investimentos voltados ao envelhecimento da população da Capital.

31/07/2026 17h04

Audiência pública promovida pela Planurb debateu o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do projeto do Hospital da Pessoa Idosa, em Campo Grande.

Audiência pública promovida pela Planurb debateu o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do projeto do Hospital da Pessoa Idosa, em Campo Grande. Foto: Divulgação.

Continue Lendo...

A implantação do futuro Hospital da Pessoa Idosa deu mais um passo importante em Campo Grande. A Prefeitura publicou nesta sexta-feira (31), no Diário Oficial do Município (Diogrande), o edital que convoca a população para participar da audiência pública destinada à apresentação e discussão do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do empreendimento, etapa obrigatória para o avanço do processo de licenciamento urbanístico. 

A audiência está marcada para o dia 14 de setembro, às 18 horas, na sede da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), localizada na Avenida Calógeras, em Campo Grande.

O encontro também contará com transmissão ao vivo pela internet, permitindo que moradores acompanhem a apresentação e participem das discussões sobre os impactos da nova unidade hospitalar. 

O projeto prevê a construção do Hospital da Pessoa Idosa em uma área situada na Rua Elias Catan, nas proximidades do Hospital São Julião, no Bairro Nova Lima.

O empreendimento é conduzido pela Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos e integra o processo de ampliação da estrutura de atendimento especializada para a população idosa da Capital, segmento que cresce de forma acelerada nos últimos anos. 

O Estudo de Impacto de Vizinhança é um instrumento previsto na legislação urbanística e tem como objetivo avaliar os efeitos que grandes empreendimentos podem provocar na região onde serão instalados.

Entre os aspectos analisados estão o aumento do fluxo de veículos, mobilidade urbana, infraestrutura, drenagem, acessibilidade, paisagismo, ocupação do solo e os reflexos sobre os serviços públicos e a qualidade de vida dos moradores do entorno.

Além da audiência pública, a Planurb abriu um período para que qualquer cidadão possa apresentar sugestões, manifestações e questionamentos relacionados ao projeto.

As contribuições poderão ser encaminhadas entre os dias 18 de agosto e 9 de setembro, presencialmente na sede da agência ou por meio de endereço eletrônico disponibilizado pelo município. Os estudos técnicos também ficarão disponíveis para consulta pública durante esse período. 

A participação popular é considerada uma das etapas mais importantes do processo de licenciamento, pois permite que moradores, entidades e especialistas apresentem sugestões capazes de aperfeiçoar o projeto antes da emissão das autorizações necessárias para sua implantação.

Com o avanço do processo administrativo, o Hospital da Pessoa Idosa aproxima-se de mais uma fase decisiva.

Caso todas as exigências legais e ambientais sejam cumpridas, o empreendimento poderá seguir para as próximas etapas de aprovação, consolidando um novo equipamento público voltado ao atendimento especializado da terceira idade em Campo Grande.

A criação de uma unidade exclusiva para idosos é vista como estratégica diante do envelhecimento da população brasileira e da crescente demanda por serviços de saúde especializados, especialmente em áreas como geriatria, reabilitação, cuidados prolongados e acompanhamento multidisciplinar.

A expectativa é que o novo hospital contribua para ampliar a capacidade de atendimento e desafogar parte da demanda atualmente absorvida pela rede hospitalar da Capital.

Projeto

O projeto prevê a implantação de um hospital com capacidade para 185 leitos, distribuídos entre 150 vagas destinadas à internação em enfermarias e quartos de isolamento, 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e 15 leitos voltados à recuperação pós-operatória, ampliando a oferta de atendimento de média e alta complexidade.

De acordo com o planejamento, os setores considerados essenciais, como internação, UTI e centro cirúrgico, funcionarão de forma ininterrupta, durante as 24 horas do dia.

Já os serviços ambulatoriais, o centro de diagnóstico e a área de reabilitação terão atendimento em horário comercial, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A edificação será composta por subsolo, pavimento térreo e outros dois andares, totalizando cerca de 13,3 mil metros quadrados de área construída.

O empreendimento será instalado em um terreno de aproximadamente 628,6 mil metros quadrados, pertencente à Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos (AARH), instituição responsável pela administração do Hospital São Julião.

O complexo hospitalar foi planejado para reunir uma estrutura completa de assistência à saúde, incluindo centro cirúrgico, ambulatórios especializados, setor de diagnóstico, fisioterapia, farmácia, refeitório, sistema de geração própria de energia, além de instalações destinadas ao armazenamento de gases medicinais e ao gerenciamento de resíduos hospitalares, seguindo as exigências técnicas para esse tipo de unidade.

Na área externa, o projeto contempla 236 vagas de estacionamento, distribuídas entre espaços destinados ao público em geral e vagas reservadas para idosos, pessoas com deficiência, gestantes, funcionários, motocicletas e veículos de abastecimento.

A estimativa é de que, após entrar em operação, o hospital registre uma circulação diária de 700 a 1.000 pessoas, entre pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde, visitantes e usuários dos serviços ambulatoriais.

A previsão é de que o funcionamento pleno da unidade gere entre 460 e 650 empregos diretos, com equipes distribuídas em três turnos para garantir a continuidade dos atendimentos.

O cronograma preliminar prevê 24 meses para a execução das obras, embora o documento ainda não estabeleça a data prevista para o início da construção.

Sem resposta

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para obter detalhes financeiros do projeto do Hospital da Pessoa Idosa, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação oficial.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).