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risco constante

Dois morrem na 2ª tragédia em rodovias de MS em menos de 24 horas

Caminhão com combustíveis explodiu após colisão na manhã desta quarta-feira na BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu

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Ao menos duas pessoas morreram e três sofreram ferimentos em um grave acidente na manhã desta quarta-feira (27) na BR-267, na altura do quilômetro 178, entre as cidades de Bataguassu e Nova Alvorada do Sul, na região sudeste de Mato Grosso do Sul.

Conforme informações do site Jornal da Nova, de Nova Andradina, a colisão envolveu duas carretas, uma Fiorino e uma Tracker. De acordo com informações preliminares, a Tracker seguia sentido Campo Grande quando tentou ultrapassar uma carreta carregada com combustíveis. 

No sentido contrário, transitava uma carregada com milho. No momento da ultrapassagem, o motorista da carreta com grãos desviou do carro de passeio, mas ao retornar à pista acabou batendo na carreta que transportava combustível. Em seguida, a Fiorino, que trafegava logo atrás da carreta de milho, também foi atingida. 

Com o impacto, as duas carretas tombaram e os veículos pegaram fogo, dificultando o socorro das vítimas. As chamas consumiram parte das carretas e dos veículos menores. A informação inicial é de que ao menos duas pessoas, ocupantes dos veículos de carga, ficaram carbonizadas, conforme o site de Nova Andradina. 

Um casal e uma criança que estavam na Tracker conseguiram ser retirados antes que o fogo se alastrasse. O homem sofreu uma fratura no braço, a mulher ficou com escoriações e a criança não teve ferimentos graves. 

Todos foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul, que atuaram em conjunto no combate às chamas e no resgate das vítimas. A rodovia precisou ser interditada nos dois sentidos para o atendimento da ocorrência, o que provocou longas filas de veículos. 

Ainda conforme informações de sites de Nova Andradina, somente carros de passeio conseguem seguir viagem no local. 

A Polícia Rodoviária Federal confirmou que ocorreram mortes no local, mas não precisou o número de vítimas nem repassou detalhes sobre a dinâmica do acidente. E, conforma a PRF, a rodovia seguia completamente interditada até por volta das 10:40 horas. 

SEGUNDO CASO

Este foi o segundo acidente grave em rodovias federais de Mato Grosso do Sul em menos de 24 horas. No fim da manhã desta terça-feira (26), dois caminhoneiros morreram em um acidente na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. 

A rodovia ficou interditada durante mais de seis horas e somente carros de passeio e caminhões de pequeno porte conseguiam passar por um desvio. Por conta da colisão, que envolveu ainda um terceiro caminhão, formou-se um congestionamento de cerca de 20 quilômetros. 
(Fotos dos sites Jornal da Nova e Nova News)

(Matéria editada às 12:40 para correção de informações)

Anastácio

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Mandado é cumprido em Anastácio e equipamentos são apreendidos; investigação apura possível envolvimento de outros suspeitos e reforça alerta sobre riscos na internet

23/04/2026 17h32

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS Foto: Arquivo PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Aeges 2 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Anastácio.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A corporação também destacou a importância da atualização na forma de tratar esse tipo de crime. Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, há uma orientação internacional para que se utilize expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.

A mudança de nomenclatura busca evidenciar a gravidade das violações e o impacto causado nas vítimas.

Prevenção 

Além da repressão, a Polícia Federal reforçou o papel fundamental da prevenção. Em nota, a instituição orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes, estabelecendo diálogo aberto sobre os riscos presentes no ambiente virtual.

O monitoramento de redes sociais, jogos online e aplicativos, aliado à educação digital, é apontado como uma das principais formas de proteção.

A recomendação inclui ainda atenção a mudanças de comportamento, como isolamento, uso excessivo ou sigiloso de dispositivos eletrônicos, que podem indicar situações de risco.

A orientação é que crianças e adolescentes sejam incentivados a relatar qualquer abordagem inadequada, tanto no ambiente virtual quanto no convívio presencial.

Para a Polícia Federal, a informação e o acompanhamento familiar continuam sendo ferramentas essenciais no enfrentamento desse tipo de crime, considerado um dos mais graves por atingir diretamente a dignidade e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Operação Oncojuris

Fraude milionária envolvia ex-servidor, donos de farmácias e candidato a vereador

Esquema manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos

23/04/2026 17h20

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina Foto: Marcelo Victor/ Correio do Estado

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Guilherme de Oliveira Neto, Luiz Henrique Marino, Reginaldo Pereira dos Santos, Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada presos na manhã desta quinta-feira (23) no âmbito da 'Operação Oncojuris' são apontados como integrantes de um esquema criminoso que teria causado prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos do Estado.

Segundo apurado pela polícia, os cinco exerciam diferentes funções no esquema que manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos por meio de pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem qualquer capacidade financeira ou estoque. O grupo ingressava em ações judiciais como parte interessada, oferecendo medicamentos com valores muito abaixo do Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

As investigações começaram há sete meses após o Núcleo de Atendimento à Saúde (Nas) identificar um padrão considerado atípico em decisões sobre a compra de medicamentos, inclusive para tratamento de câncer.

Outro ponto crítico revelado pela investigação é que os medicamentos, em muitos casos, eram importados de forma irregular, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias mínimas de segurança, colocando em risco pacientes, especialmente aqueles em tratamento oncológico.

Donos de farmácias, Luiz Henrique Marino e Reginaldo Pereira dos Santos são investigados por atuar como empresários locais, fornecer orçamentos e participar diretamente da execução financeira das fraudes.

Ex-servidor público, Guilherme de Oliveira Neto e Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada, estes advogados, são investigados por compor o chamado "núcleo jurídico" do esquema, responsável por viabilizar as decisões que autorizavam o bloqueio de verbas públicas.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados em diferentes regiões do país. Entre os cinco mandados de prisão expedidos em Mato Grosso do Sul, apenas  Luiz Henrique Marino foi preso em Ribas do Rio Pardo. Os demais foram detidos em Campo Grande.  

Operação

Exonerado em junho de 2025, Guilherme de Oliveira Neto trabalhava na Secretaria de Estado de Saúde apontado como uma das peças de articulação interna do esquema. A apuração aponta ele como um dos que direcionavam os orçamentos de empresas específicas para subsidiar decisões judiciais.

Reginaldo Pereira dos Santos aparece como responsável por empresas como a Medic Import, além da Drogaria Vitória, localizada na Avenida Ernesto Geisel. Conforme as investigações, as empresas atuariam fornecendo orçamentos e, posteriormente, recebiam os valores liberados judicialmente.

Conhecido como "Henrique da Farmácia", Luiz Henrique Marino, foi candidato a vereador em Ribas do Rio Pardo em 2024 pelo PL, obteve 381 votos e não se elegeu. 

Segundo as autoridades, após a liberação dos recursos, grande parte dos valores era desviada por meio de cobranças de taxas de serviço ou assessoria, que podiam ultrapassar 70% do total repassado. Apenas uma pequena fração era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente R$ 78 milhões, afirmou o superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos desviados.

A deflagração da Operação Oncojuris, foi conduzida pela Receita Federal em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado.

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