Cidades

a partir de junho

Estados Unidos decidem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Comunicado foi emitido dois dias após visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, mas governo americano já estudava medidas há meses

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A Secretaria de Estado do governo dos Estados Unidos (EUA) emitiu nesta quinta-feira, 28, um comunicado em que informa a designação dos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. A medida será efetivada no próximo dia 5 de junho.

A medida será efetivada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou.

O parlamentar visitou o presidente americano, Donald Trump, na última terça-feira, 26, e disse ter pleiteado a inclusão dos facções na lista de organizações terroristas internacionais. No dia seguinte, o senador se encontrou com Rubio, com quem discutiu o assunto.

Apesar da designação um dia após o encontro com Rubio, a gestão Trump já estudava há meses o enquadramento dos dois grupos e mantinha diálogo com o governo brasileiro sobre a intenção de efetivar esse plano.

O comunicado foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Ele afirma no texto que as duas facções possuem influência e conexões ilícitas que “se estendem muito além das fronteiras do Brasil, da nossa região e estão dentro do nosso País (EUA)”.

“A administração Trump vai continuar a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger a nossa nação e a os nossos interesses de segurança mantendo drogas ilícitas longe das nossas ruas e acabando com os fluxos de rendas que financiam narcoterroristas violentos”, escreveu Rubio.

Flávio e a base bolsonarista no Congresso Nacional defendem a classificação das facções como terroristas, algo rejeitado pelo Palácio do Planalto. O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional.

Essa contrariedade já havia sido manifestada por Lula a Trump e seus secretários. Em visita à Casa Branca no início de maio, o presidente brasileiro propôs a cooperação bilateral entre os dois países como alternativa para evitar a classificação das facções como organizações terroristas e sinalizou que o Brasil trata o tema como prioridade. Mas a decisão do Departamento de Estado não dependia da concordância do Brasil.

Flávio relatou, por sua vez, ter dito a Trump que apoiaria a medida se for eleito e que também vai levar o Brasil a aderir à coalizão política e militar Escudo das Américas, lançada em março pelo republicano com apoio de 17 países para promover ações militares no combate ao narcotráfico. Flávio Bolsonaro afirmou que fez um “pedido expresso” a Trump para enquadrar as facções PCC e CV.

Interesses americanos

O objetivo da designação pelos EUA é facilitar o congelamento de ativos do narcotráfico, a investigação e o monitoramento de membros das facções, a troca de informações de inteligência, a aplicação de sanções financeiras, o banimento de vistos e a criminalização do apoio material, com armas, dinheiro ou treinamento, entre outros.

Embora a lei americana não autorize ataques militares a partir de tal designação, é comum que organizações tachadas de terroristas sejam alvo militares dos EUA fora de seu território. Trump vem sendo questionado também por não pedir aval do Congresso ou do Conselho de Segurança das Nações Unidas para ataques militares. Algo similar ocorreu na Venezuela.

Antes da operação militar em Caracas para capturar Nicolás Maduro, os EUA designaram como terroristas as facções venezuelanas Tren de Aragua e Cartel de Los Soles. O Departamento de Justiça dos EUA chegou a acusar formalmente Maduro de liderar Los Soles, mas depois recuou.

O argumento do combate ao narcotráfico foi usado pelo governo Trump para posicionar embarcações e aeronaves no Mar do Caribe. Eles bombardearam barcos de pequeno porte acusados de transportar drogas, sem que tenham demonstrado a atividade ilegal ou violenta deles, e posteriormente serviram de base para o ataque que derrubou Maduro.

Interlocutores da diplomacia citam ainda o risco de que o sistema financeiro brasileiro seja alvo de sanções americanas, por causa do fluxo de dinheiro do crime organizado, mesmo que bancos não tenham conhecimento da origem ilícita dos recursos.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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