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Febraban alerta para o golpe das falsas promoções no Dia dos Namorados

Órgão orienta que consumidores fiquem atentos com produtos muito abaixo do preço vendidos especialmente pela internet e redes sociais

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Com a aproximação do Dia dos Namorados, comemorado no dia 12 de junho, muitos comerciantes já estão divulgando promoções. Com esse aumento de ofertas, muitos criminosos também se aproveitam do período para aplicar golpes e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta emitiu alerta para as falsas promoções.

Os golpes são aplicados principalmente pela internet e costuma fazer muitas vítimas, porque, em busca de praticidade e na tentativa de fugir das aglomerações de lojas e shoppings, muita gente opta por fazer compras on-line.

"Eles [golpistas] criam páginas falsas que simulam e-commerce, promoções inexistentes que são enviadas por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp. Eles fazem até mídia paga para aparecerem em páginas de buscas", diz a Febraban, em nora.

Além de sites falsos, os golpes também são aplicados em perfis de redes sociais, onde os criminosos fazem falsos anúncios.

“Geralmente são perfis recém-criados, com ofertas muito vantajosas e com 100% de depoimentos positivos de compradores recomendando a venda. Os bandidos criam perfis falsos que investem em mídia para aparecer em páginas e stories de redes sociais, inclusive com depoimentos falsos de compradores”, afirma Ivo Mósca, diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Febraban.

A primeira orientação é que os clientes tomem cuidado com produtos ofertados com preço muito abaixo do que é vendido no comércio em geral. “A chance de ser um golpe é grande”, acrescenta.

O alerta também é para que os clientes verifiquem sempre se o perfil do vendedor tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis e também ler comentários de outros consumidores sobre as compras e prazos de entregas.

Além disso, é importante checar a reputação da empresa em sites de reclamações.

Veja dicas para compras seguras no Dia dos Namorados

Para compras online:

  • Sempre desconfie de links encaminhados via WhatsApp ou SMS
  • Fique atento às ofertas, duvide de valores muito abaixo do mercado
  • Acompanhe as compras realizadas pelo aplicativo do cartão, e caso desconheça alguma transação, bloqueie-a e entre em contato com a administradora
  • Nunca clique nos links de promoções vantajosas demais. Para ver a oferta, acesse o site oficial da loja digitando o endereço dela diretamente na barra do navegador
  • Nunca clique em “SIM” para gravar sua senha em sites, aplicativos ou em seu navegador
  • Ao pagar com boleto, Pix ou transferências sempre confira se o nome do beneficiário é de quem realmente deve receber o valor
  • Não selecione a opção “salvar dados do cartão” para utilizar em compras futuras
  • Dê preferência para o uso do cartão virtual para as compras online
  • Sempre pesquise a reputação de lojas e de vendedores e confira comentários feitos em vendas de outros compradores
  • O cadeado HTTPS atesta que determinado site é seguro. O ícone indica que as comunicações entre a página e o dispositivo do usuário estão protegidas por criptografia, o que garante segurança na troca de dados
  • Caso receba uma ligação pedindo dados pessoais, desligue e procure o gerente de sua conta imediatamente, de preferência, em outro aparelho de telefone. Lembre-se de que o banco nunca pede seus dados por telefone.

Em lojas físicas:

  • Passe você mesmo o cartão na maquininha em vez de entregá-lo para outra pessoa, sempre confira o valor antes de digitar a senha e proteja o código de segurança
  • Sempre peça o comprovante impresso
  • Se o cartão não passar de primeira, redobre a atenção:  não deixe que o levem para longe de você para passar em outra máquina e acompanhe de perto a 2ª tentativa
  • Ao terminar de realizar uma compra na maquininha, verifique o nome no cartão para ter certeza de que realmente é o seu. Bandidos podem se aproveitar de distrações para trocar o seu cartão
  • Ao utilizar o QR Code para pagamento, confira se o destinatário da transação é o beneficiário correto.

Cidades

Transparência Internacional: crime organizado infiltrado nas 'altas esferas do Estado'

Por meio de nota, publicada nesta quinta-feira, 5, a entidade afirmou que o escândalo, que expôs as ligações do banqueiro com autoridades e figuras políticas brasileiras

05/03/2026 21h00

Crédito: Banco Master / Divulgação

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Após a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Transparência Internacional Brasil publicou uma nota nesta quinta-feira, 5, afirmando que o escândalo, que expôs as ligações do banqueiro com autoridades e figuras políticas brasileiras, é um alerta de que "lideranças de organizações criminosas violentas infiltraram-se nas mais altas esferas do Estado".

Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 4. Na nova etapa das investigações, foram reveladas mensagens no celular do banqueiro que sugerem a proximidade do empresário com figuras como com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A nota da Transparência Internacional Brasil faz um alerta afirmando que as organizações criminosas estão "operando negócios obscuros até mesmo dentro do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal". Segundo a entidade, o "crime organizado domina territórios pelo poder bélico, mas captura o Estado pelo poder financeiro e pela corrupção".

"O aliciamento de autoridades ocorre por meio de contratos superfaturados e sem lastro, convites e favores luxuosos, financiamento ilícito de campanhas e outras formas, mais ou menos explícitas, de suborno e influência indevida", escreve a entidade.

Após a operação, os investigadores descobriram que Vorcaro tinha à sua disposição uma espécie de milícia privada que coletava informações sensíveis, espionava ilegalmente e ameaçava adversários, autoridades e jornalistas. Esse é o caso revelado pelas mensagens do celular do banqueiro contendo um plano para que o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo, fosse agredido em um assalto forjado.

Segundo a polícia Federal, Vorcaro e seus ajudantes chegaram a acessar sistemas restritos do Ministério Público, da Polícia Federal e até de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Um de seus ajudantes, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", também foi detido na operação da PF, mas suicidou-se na prisão nesta quarta-feira. O "Sicário" era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro.

Segundo a Transparência Internacional Brasil, "o avanço avassalador do crime organizado e a audácia de suas lideranças resultam diretamente do desmonte, em poucos anos, dos marcos legais e institucionais anticorrupção que levaram décadas para ser construídos".

Veja a nota completa

A prisão de Vorcaro e a exposição de seus métodos milicianos reforçam um alerta urgente ao Brasil: lideranças de organizações criminosas violentas infiltraram-se nas mais altas esferas do Estado, operando negócios obscuros até mesmo dentro do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal

O crime organizado domina territórios pelo poder bélico, mas captura o Estado pelo poder financeiro e pela corrupção. O aliciamento de autoridades ocorre por meio de contratos superfaturados e sem lastro, convites e favores luxuosos, financiamento ilícito de campanhas e outras formas, mais ou menos explícitas, de suborno e influência indevida.

O avanço avassalador do crime organizado e a audácia de suas lideranças resultam diretamente do desmonte, em poucos anos, dos marcos legais e institucionais anticorrupção que levaram décadas para ser construídos.

A anulação generalizada das provas e das condenações no maior e mais bem documentado caso de corrupção transnacional já revelado, os descontos, suspensões e anulações de multas, a devolução de fortunas confiscadas e repatriadas a corruptos outrora condenados, a reabilitação de empresários corruptos com acesso privilegiado até ao gabinete presidencial, os retrocessos nas leis anticorrupção, as reversões casuísticas de jurisprudência, a degradação institucional do sistema de Justiça e a corrosão moral de magistrados, a proliferação da advocacia lobista e corrupta, o silêncio da OAB, a perda de independência da PGR com o fim da lista tríplice, o sequestro do discurso anticorrupção pelo populismo autoritário, as campanhas de difamação, vilanização e assédio judicial contra juízes, promotores, policiais, auditores, jornalistas e ativistas que confrontam interesses corruptos poderosos, o apagamento das vítimas e de seus direitos violados - tudo isso compõe esse quadro trágico.

O Brasil precisa observar atentamente o que ocorreu em países como México, Guatemala e Equador, onde a corrupção sistêmica triunfou e o crime organizado se instalou como poder constituído

Há, em todos os Poderes e em todos os segmentos sociais brasileiros, lideranças comprometidas com o combate à corrupção e a promoção da integridade. É vital que se unam e reajam antes que seja tarde demais.
 

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ALDEIAS

Justiça Federal determina fornecimento imediato de água a indígenas em Naviraí

Liminar obriga Sanesul a garantir 150 litros por pessoa ao dia nas comunidades Mboreviry Teko Ava e Romero Benites

05/03/2026 19h15

População indígena de MS é de maioria jovem

População indígena de MS é de maioria jovem Arquivo

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A Justiça Federal em Naviraí  atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) forneça água potável às comunidades indígenas Mboreviry Teko Ava e Romero Benites, localizadas na área urbana do município.

A decisão liminar foi em ação ajuizada pelo MPF, tendo em vista que as famílias viviam sem abastecimento público regular e utilizavam água com indícios de contaminação. Laudos técnicos apontaram presença de Escherichia coli (bactéria que pode causar alterações intestinais) em níveis incompatíveis com o consumo humano seguro, evidenciando risco sanitário grave.

Ao analisar o caso, a Justiça reconheceu a urgência da situação e determinou que a Sanesul assegure o mínimo de 150 litros de água por pessoa ao dia, por meio de solução emergencial, como caminhões-pipa ou pontos provisórios de distribuição, até que seja implementada solução definitiva.

A empresa deve iniciar o fornecimento em até cinco dias e apresentar plano técnico detalhado de execução. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 200 mil. 

Na decisão, a Justiça destacou que o acesso à água potável é direito fundamental ligado à vida, à saúde e à dignidade humana. E pontuou que entraves administrativos ou fundiários não podem impedir a garantia de serviço público essencial, especialmente em se tratando de comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade.

A Justiça também fixou o prazo de dez dias para que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) forneça informações atualizadas sobre as comunidades Mboreviry Teko Ava e Romero Benites. O órgão deve informar os dados básicos sobre as pessoas, famílias, crianças e serviços existentes.

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