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Instabilidade no sistema leva Detran-MS a prorrogar prazos de licenciamento e serviços

Medida visa garantir que nenhum cidadão seja prejudicado pelas instabilidades operacionais e possa regularizar os débitos sem a cobrança de encargos ou sanções

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Uma instabilidade registrada nos sistemas do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) nesta segunda-feira (31) levou o órgão a prorrogar prazos para o pagamento do licenciamento de veículos e outros serviços.

No caso do licenciamento, o prazo para o pagamento de placas com finais 7 e 8 venceria nesta segunda-feira e, com a oscilação do sistema, a data limite foi prorrogada para o dia 18 de setembro.

Outros serviços, como validade de laudos de vistoria, prazos para aquisição ou transferência de veículos, diárias de veículos recolhidos, entre outros, que também teriam vencimento nesta segunda-feira, serão prorrogados.

Conforme o Detran-MS, a medida visa garantir que nenhum cidadão seja prejudicado por eventuais instabilidades operacionais e possa regularizar os débitos dentro do novo prazo estabelecido, sem a cobrança de encargos ou sanções.

Uma portaria com a regulamentação dessas medidas administrativas excepcionais e temporárias será publicada ainda nesta semana.

Em caso de dúvidas ou para mais informações, a população pode entrar em contato com a Glória, assistente virtual do Detran-MS, por meio do WhatsApp pelo número (67) 3368-0500.

Licenciamento

Além do prazo estendido para licenciamento de placas finais 7 e 8, que foi prorrogado, setembro é o mês de pagar as placas de finais 9, até o dia 30.

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

O Detran alerta para que cada proprietário se atente ao prazo de pagamento para sua placa, pois trafegar com o veículo não licenciado é uma infração gravíssima, com aplicação de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização.

O proprietário do veículo, no mês correspondente a sua placa, pode pagar a taxa em um dos canais de autoatendimento do Detran, no portal de serviços “Meu Detran” ou em uma das agências do Detran-MS do Estado.

A taxa de licenciamento pode ser paga pelo autoatendimento, no portal de serviços Meu Detran ou pelo aplicativo Detran MS. Ou o cidadão pode buscar atendimento presencial em uma agência do Detran-MS.

Com a quitação do licenciamento, proprietário pode emitir o Certificado de Registro Veicular (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), que desde 2021 foi unificado e passou a ser digital: o CRLV-e, ou CRVL Digital.

O documento é de porte obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito quando solicitado, seja por documento físico ou digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Pantanal Isolado

Após ponte cair e matar caminhoneiro, MS decreta emergência em três cidades

Decreto vale por 180 dias em Corumbá, Ladário e Coxim e permite a contratação de obras e serviços emergenciais sem licitação.

02/09/2026 16h10

Ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, desabou durante a passagem de um caminhão e interrompeu importante ligação no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, desabou durante a passagem de um caminhão e interrompeu importante ligação no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução.

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O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por 180 dias em Corumbá, Ladário e Coxim em razão do colapso da Ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari. A estrutura desabou durante a passagem de um caminhão e provocou a morte do motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos.

A medida foi formalizada pelo Decreto “E” nº 61, assinado pelo governador Eduardo Riedel e publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (2). O desastre foi classificado como “colapso de edificações e queda de estrutura civil”, com nível de emergência II.

Na prática, o decreto permite que órgãos estaduais sejam mobilizados para atender os impactos provocados pelo desabamento, recuperar os acessos e reconstruir a estrutura.

Também fica autorizada, nos casos previstos pela legislação, a contratação emergencial de obras, serviços e equipamentos sem licitação.

A ponte ficava na MS-168, no trecho entre as rodovias MS-423 e MS-214, e constituía uma das principais ligações terrestres entre o Pantanal do Paiaguás e o Pantanal da Nhecolândia.

A queda interrompeu uma rota utilizada para o deslocamento de moradores, trabalhadores e estudantes, além do transporte de insumos, mercadorias e animais.

Segundo o decreto, a decisão foi tomada depois de uma visita técnica realizada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). O relatório produzido pelos técnicos confirmou o colapso da estrutura e subsidiou parecer favorável da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Embora a emergência alcance os três municípios, o documento não detalha os prejuízos registrados individualmente em Corumbá, Ladário e Coxim. A inclusão das cidades está relacionada ao impacto regional causado pela interrupção da ligação viária no Pantanal.

Acidente matou caminhoneiro

A ponte desabou na manhã de 13 de agosto, enquanto um caminhão carregado com feno atravessava o Rio Taquari. Duas pessoas estavam no veículo no momento do acidente.

O passageiro conseguiu escapar, mas Alexandre de Freitas ficou preso na cabine, que foi submersa após a queda. O corpo do motorista foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros cerca de nove horas depois do acidente.

A carreta permaneceu no leito do rio por quase 20 dias. O veículo foi retirado na terça-feira (1º), um dia antes da publicação do decreto de emergência, em uma operação que exigiu o trabalho de mergulhadores e a utilização de três guinchos.

A Ponte João Wenceslau Leite de Barros tinha 168 metros de comprimento e 4,80 metros de largura. Inaugurada em 2009, a estrutura estava em operação havia aproximadamente 17 anos e havia custado cerca de R$ 2,1 milhões em valores da época.

As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A apuração deverá envolver inspeções estruturais, sondagens e análises subaquáticas para identificar os fatores que levaram ao colapso.

Rota essencial para o Pantanal

Além de ligar duas importantes regiões pantaneiras, a estrada atendia propriedades rurais e comunidades localizadas em uma área marcada por grandes distâncias e dificuldades de acesso.

De acordo com o Sindicato Rural de Corumbá, pelo trecho passavam caminhões responsáveis pelo transporte anual de até 50 mil cabeças de gado. A rota também era utilizada para levar alimentos, combustíveis e outros insumos às fazendas, além de trabalhadores e estudantes.

Após o acidente, a entidade encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e à Secretaria de Estado de Governo cobrando providências urgentes. O pedido também incluiu a avaliação de outras pontes do Pantanal utilizadas por veículos pesados e de passeio.

Sem a travessia sobre o Rio Taquari, motoristas precisam buscar rotas alternativas pelas rodovias estaduais até alcançar a BR-163. A mudança amplia o percurso, aumenta os custos do transporte e dificulta o abastecimento das propriedades rurais localizadas na região.

Contratações emergenciais

Um dos principais efeitos do decreto é a possibilidade de realizar contratações sem licitação para enfrentar as consequências imediatas do desastre.

A autorização alcança a aquisição de bens, a prestação de serviços e a execução de parcelas de obras consideradas necessárias para evitar prejuízos ou riscos à população, aos serviços públicos e ao patrimônio.

A dispensa de licitação, entretanto, não significa liberdade irrestrita para contratar. O decreto determina que as medidas sejam limitadas ao atendimento da situação emergencial.

As obras e os serviços contratados por esse mecanismo deverão ter condições de conclusão no prazo máximo de um ano, contado a partir da ocorrência da emergência. O documento também proíbe a prorrogação desses contratos.

Apesar de abrir caminho para a reconstrução, o decreto não informa quanto o Estado pretende investir, qual solução será adotada para restabelecer a travessia nem quando as obras deverão começar. Também não há, até o momento, previsão oficial para a liberação definitiva do tráfego.

Mobilização da Defesa Civil

O decreto coloca a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil como responsável pela articulação das ações de resposta, reabilitação da área afetada e reconstrução da ponte.

Todos os órgãos estaduais poderão ser mobilizados para atuar no atendimento do desastre. O governo também autorizou a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação de recursos para auxiliar a população atingida.

Em situações de risco iminente, agentes da Defesa Civil poderão entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar a evacuação imediata.

O texto ainda permite a utilização de propriedades particulares quando houver perigo público, com garantia de indenização posterior caso sejam registrados danos.

A situação de emergência entrou em vigor com a publicação do decreto e permanecerá válida por 180 dias. Nesse período, o Estado deverá definir as medidas necessárias para restabelecer a ligação entre o Paiaguás e a Nhecolândia e reduzir os impactos econômicos e sociais provocados pela perda da ponte.

br-060

Motorista morre após caminhão cair na Serra de Maracaju

Acidente aconteceu em trecho de descida acentuada na BR-060, onde já aconteceram vários acidentes com veículos pesados

02/09/2026 15h00

Motorista perdeu o controle da direção em uma curva

Motorista perdeu o controle da direção em uma curva Foto: Sidronews

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Um motorista, identificado como Márcio de Oliveira Raimundo, 41 anos, morreu após perder o controle do caminhão que conduzia e cair em uma ribanceira, na BR-060, região da Serra de Maracaju, entre Nioaque e Sidrolândia, nesta quarta-feira (2).

A Serra de Maracaju, no trecho da BR-060 entre Nioaque e Sidrolândia, é um relevo acentuado conhecido historicamente pelo alto risco de acidentes e curvas sinuosas.

De acordo com informações do site Nioaque News, o motorista conduzia um caminhão de pequeno porte carregado com tijolos, quando saiu da pista em uma curva e caiu na serra, em uma altura de cerca de 200 metros.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas por volta das 6h.

Inicialmente, as equipes encontraram o caminhão tombado, sem a vítima na cabine, e a suspeita era de ele pudesse ter sido arremessado com o impacto ou ter deixado a cabine.

No entanto, após o destombamento do veículo, o corpo da vítima foi encontrado embaixo do caminhão, sendo constatado o óbito.

O homem estava sozinho e não há informações sobre as circunstâncias do acidente, que serão apuradas pela Polícia Civil.

Segundo os sites locais, a região da Serra de Maracaju, no trecho entre Nioaque e Sidrolândia, tem uma descida acentuada, onde já foram registrados vários acidentes com veículos pesados.

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