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MS libera R$ 430 mil para artistas da Feira Agropecuária do Pantanal

Valores para contratar nomes como das duplas Alex e Yvan e Maria Cecília & Rodolfo, por exemplo, variam entre 55 e 140 mil reais

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Na próxima quinta-feira (09) começa a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal, a Feapan, evento que através do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul de hoje (07) teve o pagamento de cinco atrações garantido por liberação do Governo do Estado. 

Distante aproximadamente 425 quilômetros da Capital, Campo Grande, a 27ª Feapan acontece entre os dias 09 e 12 de outubro no Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros, que fica na BR-262 entre os municípios de Corumbá e Ladário. 

Conforme as "dispensas de licitações" publicadas hoje no Diário Oficial, assinadas pelo ordenador de despesas da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes Pinto, todas os shows contratados devem ter a mesma duração, de uma hora e meia. 

Entretanto, os valores destinados para contratar nomes como das duplas Alex e Yvan e Maria Cecília & Rodolfo, por exemplo, variam entre 55 e 140 mil reais. Entre as atrações aparecem: 

  • Maria Cecilia & Rodolfo
  • João Lucas e Walter Filho
  • João Gustavo e Murilo
  • Alex e Yvan
  • Julia e Rafaela

Realizado pelo Sindicato Rural de Corumbá e Embrapa Pantanal, a 27ª Feapan conta com apoio institucional da Prefeitura da Cidade Branca e também do Executivo de Ladário; da senadora Soraya Thronicke; Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação e Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (FCMS e Setesc) e do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi). 

Shows e valores

Com a previsão de leilões e até mesmo um um cubo interativo de 16m², com tela 4K de 15x3 metros e recursos de realidade virtual, que vai permitir aos visitantes uma experiência imersiva nos diferentes pantanais da região, o show de abertura na quinta-feira (09) fica por conta de João Gustavo e Murilo. 

Para a realização do show a dupla será paga com cem mil reais, segundo maior valor destinado para as atrações da Feapan, abaixo apenas de Maria Cecilia & Rodolfo.

Campo-grandenses donos de hits como "Você de Volta", "A Fila Andou", "Mato e Morro Por Você" e "Coisas Esotéricas", o único casal do sertanejo receberá R$ 140 mil pela 01h30 de show na Feapan, enquanto para os demais nomes serão pagas as seguintes quantias: 

  • R$ 55 mil - João Lucas e Walter Filho
  • R$ 55 mil - Alex e Yvan
  • R$ 80 mil - Julia e Rafaela

Cabe destacar que, pelo menos desde meados deste 2025 o assunto "corte de gastos" ganhou cada vez mais força, com estimativa do Governo a época de que a ação alcance R$800 milhões até o fim do ano, com um plano concentrado em despesas de custeio. 

Já no dia 05 de agosto, em meio a um agravamento da crise fiscal que atinge o Estado, o governador Eduardo Riedel anunciou um corte de despesas no governo estadual, por meio da redução de 25% no custeio da máquina pública que atingiu todas as secretarias. 

Entretanto, o regime não limitou as contratações de atrações para a mais variada sorte de eventos espalhados por Mato Grosso do Sul, que vão desde celebrações em fortes históricos e até para a Marcha para Jesus. 

Em agosto, por exemplo, o Governo do Estado publicava o contrato de um pastor que esteve que esteve presente na Marcha para Jesus de Campo Grande um dia após o evento, ocasião em que o cantor e compositor Antônio Cirilo recebeu 90 mil reais dos R$355 mil empenhados dos cofres públicos para o evento religioso. 

No Estado, o setor cristão da sociedade há tempos têm movimentado os cofres públicos que, a exemplo do movimento "Clamor do Brasil" - como acompanhou o Correio do Estado - somente nos oito primeiros meses do ano embolsou quase R$ 1,2 milhão, para eventos normalmente associados ao "bolsonarismo" com fundo religioso. 

Já em em 20 de setembro, até mesmo Almir Sater foi contratado por R$ 250 mil, para a celebração de 250 anos do Forte Coimbra, festividade histórica no coração do Pantanal que trouxe 90 minutos do talento do compositor e cantor regional.

Cerca de duas semanas depois, exatos 14 dias depois, o violeiro campo-grandense foi novamente contratado pelo mesmo valor através da Fundação de Cultura, para abertura da 1ª Bienal do Pantanal, fazendo Almir Sater faturar meio milhão de reais em duas semanas por shows em MS.

 

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Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

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Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

FEMINICÍDIO

Mulher é assassinada a golpes de foice dentro de casa em Campo Grande

O principal suspeito é o companheiro de Joseane Oliveira Nunes, que permanece foragido

20/08/2026 07h45

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos Reprodução

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Uma mulher, identificada como Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi assassinada com golpes de foice, na noite desta quarta-feira (19), dentro de uma casa na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A Polícia Militar aponta o companheiro da vítima, com quem convivia há quatro anos, como o principal suspeito do crime. 

O caso é investigado como suspeita de feminicídio. Se confirmado, este será o 22º caso em Mato Grosso do Sul. Joseane era mãe de três filhos, de 17, 15 e 11 anos

A área foi isolada para o trabalho da perícia e a coleta de elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Militar e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram no local. Até o momento da publicação desta matéria, o suspeito segue foragido e as polícias fazem as buscas pelo indivíduo.

Este pode ser o quarto caso de feminicídio em Campo Grande em 2026.

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