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Giba Um

"A Justiça tomou uma decisão correta ao colocar você como interino até as eleições...

...Ninguém quer que você faça uma ponte, que você trabalhe para prender políticos que as pessoas querem que façam parte de uma milícia organizada"

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O técnico da seleção brasileira (o novo contrato já foi esticado até 2030), Carlo Ancelotti, acaba de ganhar um daqueles bonecos gigantes de Olinda. A escultura carnavalesca é do produtor Leandro Castro, da Embaixada dos Bonecos.

Mais: quer fazer um boneco outro de Neymar. Não fez antes porque não sabia se o jogador seria convocado ou não. E já está pronto o boneco de Vini Jr., cujo término do namoro com Virginia Fonseca ganhou mais destaque do que sua convocação.

 

Meio século vem aí

Ticiane Pinheiro (na foto com seu marido César Tralli e as filhas Rafa e Manuella) já entrou no clima da nova fase da vida. Com seu 50º aniversário se aproximando (16 de junho) e prestes a fazer a mudança de São Paulo para o Rio de Janeiro, após assinar contrato com a Globo, a apresentadora optou por antecipar a comemoração e, ao mesmo tempo, realizar uma despedida memorável. A festa ocorreu na Bisutti Boulevard JK, em São Paulo, e contou com cerca de 300 convidados em um ambiente que resgatava a atmosfera das discotecas dos anos 80. Os looks de Ticiane foram o grande destaque da noite, com ela deslumbrando em duas produções cheias de glamour, plumas e franjas.

O primeiro traje foi um macacão prateado com bordados, criado por Koya, perfeito para brilhar na pista de dança. A segunda roupa, assinada por Israel Valentim, era um vestido curto com detalhes transparentes e elegantes mangas de plumas. O menu sofisticado também se destacou, oferecendo opções como bobó de camarão, mini nhoque trufado e sobremesas especiais, além de um bolo de 1,40 metro de altura, feito pela cake designer Mariana Junqueira, que escolheu uma estética maximalista inspirada nas antigas discotecas, com acabamentos prateados Entre os convidados estavam sua mãe, Helô Pinheiro, Vera Viel, Wanessa Camargo, entre tantos outros.

Pai de Daniel preso: surtos de desespero

Apontado pela Polícia Federal como operador (e responsável pelo pagamento) da milícia usada por Daniel Vorcaro para intimidar adversários (são os grupos “A Turma” e “Os Meninos”, braços de segurança e monitoramento ilegal), o empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, passa os dias no presídio Nelson Hungria, em Contagem, chorando e se desesperando, em surtos seguidos. Familiares dizem que ele teria problemas mentais, momentos de grande depressão e que “não aguenta muito tempo” na prisão, que é conhecida pela superlotação (tem 61% a mais da capacidade projetada, com 2.690 detentos, quase “empilhados”).

No domingo (24), o ministro Luiz Fux votou pela manutenção da prisão de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel. Na época da prisão, a Polícia Federal apontou ainda que o pai de Vorcaro foi usado para suposta ocultação de recursos bilionários em meio às investigações. Antes de ser preso, ele foi aconselhado a colaborar com as investigações, mas preferiu seguir a orientação do advogado do filho e ficar em silêncio (e o advogado José Luis de Oliveira Lima, o Juca, já foi afastado).

Especialista

O advogado José Luis de Oliveira Lima, o Juca, conhecido no meio jurídico e considerado “especialista” na condução de uma delação, já atuou em casos de grande repercussão, como a Operação Lava Jato, ao defender o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e a ação da trama golpista, ao trabalhar para o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro. Oliveira Lima trabalhou em outros casos de delação envolvendo mais figuras do circuito de empreiteiros. Com Vorcaro, Juca insistia para que não tentasse enganar a PF e a PGR.

Maiores momentos

No Vivo Rio, localizado no Aterro do Flamengo, Gaby Amarantos evidenciou por que se destaca como uma das principais figuras da música brasileira, vivenciando um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Assim que os sons graves começaram, o público se deixou cativar pelo tecnobrega da cantora paraense, que classifica este projeto como o mais ousado de suas três décadas de trajetória musical. “É o maior em todos os aspectos”. O álbum rapidamente se transformou em um sucesso estrondoso, impulsionado por suas canções, clipes e um filme gravado em uma única tomada, atraindo atenção até fora do Brasil. “Sabíamos que era algo inovador”. O êxito se refletiu em números impressionantes, prêmios e um aumento expressivo na autoestima: “Finalmente recebemos o reconhecimento que merecíamos”. Entre turnês, aspirações internacionais e novos empreendimentos na música e na atuação, Gaby segue levando a cultura do Pará para o mundo. “Meu ouro está aqui”, afirma, confiando na força da cultura amazônica para expandir seu espaço no cenário global — sempre com autenticidade, brilho e coragem.

Até beijinho

No final de semana, programas jornalísticos das emissoras de TV exibiram o momento em que a Polícia Civil entra na mansão de Deolane Bezerra, com lanternas, e ela sai do quarto já com as mãos levantadas. Virou uma “atração especial”, exibida e repetida várias vezes. Acusada de ser caixa do PCC e lavar dinheiro sujo, Deolane também é considerada amiga pessoal do presidente Lula. Rodou no Congresso, nos últimos dias, o book de fotos de Deolane ao lado de Janja e Lula, que deu até beijinho na testa da influenciadora.

Suplente de Alcolumbre

A Polícia Federal já concluiu o inquérito que apura suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá e indiciou o empresário Bento Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Ele foi flagrado pela PF deixando uma agência bancária após sacar R$ 350 mil em espécie e entrando em um carro ligado a primos do presidente do Senado. Chaves Pinto é apontado como integrante de um núcleo suspeito de atuar para direcionar contratos públicos.

Pérola

A Justiça tomou uma decisão correta ao colocar você como interino até as eleições. Ninguém quer que você faça uma ponte, que você trabalhe para prender políticos que as pessoas querem que façam parte de uma milícia organizada”,

de Lula a Ricardo Couto, desembargador e governador interino do Rio.

Vale tudo 1

Dependendo do partido, a maioria das legendas brasileiras, quando não consegue algum nome para determinadas candidaturas, lança mão de algum famoso só para sentar no bloco. Exemplo recente é o Democracia Cristã que, vendo que Aldo Rebelo não decolava para a Presidência, colocou em seu lugar — sem informar Aldo e tampouco ao novo “escolhido” — o nome do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa (ele não quer saber). Agora, o PT está à deriva, sem candidato ao governo de Minas Gerais, e resolveu achar que Josué Gomes da Silva (MDB), ex-Fiesp e dono da Coteminas, é um bom nome.

Vale tudo 2

O primeiro a se espantar com a possibilidade de disputar o Planalto (seu pai, José Alencar, foi vice de Lula em dois governos e, no primeiro, foi vendido por José Dirceu para ser vice do petista) foi o próprio Josué, que está tentando recuperar a Coteminas em um processo de recuperação judicial — e, claro, não pensa em candidatura. A Coteminas (grupo) deve R$ 2 bilhões, sendo R$ 848 milhões em tributos federais. Seus maiores credores são Banco do Brasil e Bradesco. E já teve até petista que queria colocar Josué, como seu pai, na vice de Lula em 2026 (Alckmin está confirmado).

“Fico” de Ciro

O Ceará espera contar com a participação mais ativa de Lula nas eleições no estado este ano. A decisão de Ciro Gomes de disputar o governo cearense piorou o cenário para Elmano de Freitas, que tenta a reeleição. Com Ciro no pleito, a disputa ganha mais caráter emocional, e aí é que Elmano leva desvantagem. Nos bastidores, o ex-governador Camilo Santana surge como plano B, caso Elmano não engrene de vez. Mesmo assim, Ciro ainda comandaria as pesquisas. Agora, o PT conta com Cid Gomes para garantir musculatura ao PSB na chapa (o senador precisa renovar seu mandato).

Espontânea

Desmascaradas as mentiras (mais uma vez), o filho presidenciável de Bolsonaro apareceu no Datafolha com 17% de intenção de voto na consulta espontânea (quando não há cartela de nomes exibida ao eleitor), ante 28% de Lula; 31% ante 40% na pesquisa simulada; e 43% ante 47% na simulação de segundo turno. Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), que se apresentaram como opções à direita de Flávio, ficaram na irrelevância em que já estavam, abaixo de 4% das intenções de voto.

Guerra interna

Os últimos momentos de Marcelo Lopes no comando da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro foram mais do que caóticos. O ex-policial surtou com integrantes da equipe, gritando e colocando o dedo na cara deles, por suspeitar de vazamentos nessa crise em torno das juras de fidelidade que o “01” fazia ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Marcelão, como é chamado, quebrou objetos na produtora, e as ameaças chegaram até o PL. Flávio decidiu pessoalmente demitir o marqueteiro.

Mistura Fina

O garimpo ilegal avança no atual governo. Em 2024, eram 749 pistas de pouso clandestinas na mata. Agora, já são quase 3.000 pistas de garimpo na região — e subindo. Poucas foram destruídas no ano passado, o que não afetou o crescimento do número de pistas. O garimpo ilegal consegue abrir espaços na mata para novos pousos usando “profissionais” da área, que também utilizam manobras para ocultá-las.

Como na Câmara, servidores do Senado (são 6.558 ativos) só faltam se estapear para saber quem entrará na folha de pagamentos de horas extras, com valores sempre obesos. Em abril, foram preenchidas 408 páginas com a lista dos “sortudos” contemplados com “serviços extraordinários”, garantindo, em média, cerca de R$ 9,5 mil ao mês. Um servidor que atua em comissão do Senado recebeu R$ 10.385,98 somente em horas extras. E ainda havia R$ 9.545,60 de “pendência” relativa a fevereiro.

O servidor lotado em comissão trabalhou 2 horas e 25 minutos a mais em 2 de março. Faturou mais de um meio salário-mínimo: R$ 840,38. Outro servidor, que fez a “proteção de comissões”, levou outra bolada: R$ 9.488,74. Foram 33h48 que disse ter trabalhado a mais, em março. Segundo o IBGE, mais de um terço dos trabalhadores no Brasil recebe até um salário mínimo. O valor diário é de R$ 54,04, ou R$ 7,37 por hora.

Desde a oficialização do instituto da delação premiada no Brasil, em 2013, são poucos os casos de delações que acabaram rejeitadas pelas autoridades responsáveis pela negociação, especialmente no âmbito do STF. Em 2018, a Primeira Turma do Supremo rejeitou acordo proposto pelo ex-deputado José Riva, alvo da Operação Ararath, condenado a mais de 70 anos de prisão. Em 2021, foi a vez de a Corte rejeitar o acordo do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

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Giba Um

"A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e...

...as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa. Eu digo o que a sociedade precisa saber. Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos", disse José Múcio, ministro da Defesa, sobre eventuais agressões ao país

05/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Parte da esquerda já se mobiliza para encontrar nomes para ocupar o vácuo de poder que será deixado por Lula, que completa 81 anos em outubro, a partir de 2030. Uma das citadas é a ex-deputada Manuela d'Ávila (RS), pré-candidata ao Senado pelo PSOL.

Mais: Manuela foi vice de Fernando Haddad na campanha presidencial de 2018 e possui predicados elogiados pelos progressistas. É popular na Região Sul, onde a esquerda tem encontrado dificuldades para crescer diante do avanço do bolsonarismo.

Giba Um

Uma lição de Vida

A jornada de Paulo Gustavo recebeu uma emocionante homenagem nos palcos com o musical "Meu Filho é um Musical", apresentado para convidados na terça-feira (2), no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro. A peça, idealizada por Déa Lúcia e Ju Amaral, mãe e irmã do humorista, revisita momentos importantes de sua vida, desde a infância em Niterói até o sucesso que o transformou em um ícone querido por milhões. Com uma mescla de música, humor e emoções profundas, o espetáculo não apenas celebra a trajetória do artista, mas também destaca a influência duradoura que ele exerceu sobre a cultura brasileira. No palco, Pierre Baitelli e João Pedro Chaseliov representam Paulo Gustavo em diversas fases de sua vida. Durante a estreia, Thales Bretas, que foi casado com Paulo Gustavo de 2015 até a morte do ator, destacou a significativa mensagem que a peça transmite ao público: "O aprendizado de uma pessoa que batalhou, que chegou onde quis com muita determinação, que tinha muito talento, muito humor. O aprendizado de não desistir, de que coisas tristes acontecem, mas que a arte transforma. Muita coisa. Acho que tem muitas lições por aí para aprender." Para Thales, o legado de Paulo continua inspirando pessoas, especialmente em lares homoafetivos e na comunidade LGBT+. Entre os convidados estavam Fátima Bernardes, Angélica e Luciano Huck, Ingrid Guimarães e Emanuelle Araújo.

Tarifaço de volta: Flávio sabia antes

Há dias, depois de uma reunião com Trump, no Salão Oval da Casa Branca, quando levou junto o irmão Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo, o pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, reuniu-se também com o vice-presidente J.D. Vance, e com o secretário do Estado Marco Rubio, com quem também tirou fotos. Na ocasião, falando sobre a transformação do PCC e do CV em "terroristas", Flávio teria sido informado da intenção de impor um novo tarifaço ao Brasil. De volta ao Brasil, o filho “01”do ex-presidente Bolsonaro informou seu pai sobre o que ouvira de Rubio, mas teriam preferido não passar adiante. Na sequência, Flávio teria preparado uma carta ao próprio Rubio, pedindo que não aumentasse as tarifas sobre o Brasil. Foi o primeiro a enviar o pedido porque já havia redigido o conteúdo, mas não obteve resposta. Do lado de cá, garantiu que eles não haviam conversado sobre o tarifaço.

"Patriotas de verdade"

Em sua carta a Marco Rubio, que muitos apostam não ter sido enviada (uma cópia foi exibida nas redes sociais), Flávio Bolsonaro diz que "fez um pedido direto aos EUA para não taxarem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores já estão sufocados de tanto imposto, burocracia e perseguição". Os petistas contra-atacaram ao emplacar a expressão "Tariflávio" nas redes sociais. Para quem tem memória curta: há menos de um ano, o próprio Flávio declarou que "patriotas de verdade" deveriam celebrar o primeiro tarifaço contra o Brasil. Apostava na sabotagem econômica para livrar o pai da cadeia.

Giba Um

Demonstração de carinho

A Princesa de Gales, Kate Middleton, e o Rei Charles participaram do evento Cancer Research UK, em Londres, voltado à conscientização e à pesquisa sobre o câncer. Kate Middleton demonstrou um lado carinhoso e pouco comum ao se referir ao Príncipe William durante o evento. Enquanto conversava com o cantor Ronan Keating e sua esposa, Storm, recebeu elogios sobre o marido. Quando Storm disse que William era "um verdadeiro cavalheiro" e Ronan expressou sua admiração por ele, a princesa retribuiu com um sorriso, afirmando: "Eu também." Em outro momento emocionante, Kate conversou com Sebastien Bowen, viúvo de Deborah James, que agradeceu pelo apoio que William ofereceu a seus filhos após a morte da mãe. Com orgulho, Kate comentou: "Ele é bom nisso." As declarações chamaram atenção por romperem a habitual reserva da família real, expondo o carinho e a admiração que a princesa sente pelo marido. O evento também contou com a presença da Rainha Camilla, além do Duque e da Duquesa de Gloucester.

Giba Um

Prêmio de consolação

A desistência de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de concorrer ao governo de Minas Gerais e sua anunciada saída da política não fecham outra porta: o Tribunal de Contas da União (TCU). Há articulações de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para arrumar uma cadeira em razão da antecipada aposentadoria de Bruno Dantas, alçado ao posto de ministro em uma das vagas destinadas à indicação do Senado. Ele é cria do MDB, que já topou a substituição. Pacheco evita fechar a porta do TCU, onde pode até dar muita dor de cabeça para Lula.

Trocou de enforcado

Quando explodiram as informações sobre os 25% de tarifa geral sobre produtos brasileiros, Lula saiu na frente chamando os filhos do ex-presidente Bolsonaro de "vendilhões da pátria": "Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado." E cometeu um tropeço e tanto: enforcado não foi Silvério dos Reis, mas o próprio Tiradentes. Nas redes sociais, a troca ganhou os mais diversos comentários, e o pessoal da oposição escreveu que "Lula fugiu da escola" (ele cursou apenas o ensino primário).

Pérola

“A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa. Eu digo o que a sociedade precisa saber. Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos”,

disse José Múcio, ministro da Defesa, sobre eventuais agressões ao país.

Material radioativo

O escândalo do Banco Master tem provocado uma verdadeira corrida de políticos, incluindo Ciro Nogueira, que há duas semanas virou alvo da PF, aos tribunais para se afastarem de Daniel Vorcaro, figura bajulada por poderosos no passado, mas agora considerada radioativa para quem precisa de votos para renovar seus mandatos. Pelo menos 12 autoridades já moveram processos de remoção de publicações nas redes sociais sobre relações com o Master e Vorcaro, alegando danos à imagem. Na lista estão Jair Bolsonaro, Rui Costa e Gleisi Hoffmann, além de deputados do PT, PL e Centrão. Na maioria dos casos, a Justiça retirou as postagens do ar.

Férias nos Alpes

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), o mesmo que, segundo a PF, recebia pagamentos mensais de Daniel Vorcaro entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, ficou hospedado por 13 dias nos Alpes Franceses durante o mês de janeiro do ano passado, com despesas pagas pelo banqueiro do Banco Master. A informação foi revelada pela revista Piauí, que relata ter acessado "mais de sessenta páginas" do relatório da Polícia Federal sobre a apuração do caso. O custo total da viagem foi de R$ 1.849.201,00. Nogueira e sua companheira ficaram hospedados em um hotel de alto padrão em Courchevel, estação de esqui de luxo.

Licença para encanador

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo autorização para receber um encanador, a fim de fazer reparos em sua casa, no Condomínio Solar de Brasília. O pedido foi parar nas mãos do relator Alexandre de Moraes. A defesa alega que o encanador iria realizar reparos em um vazamento hidráulico, manutenção de esquadrias, vistoria de equipamentos e instalações na área do imóvel, além de outros consertos. Uma semana depois de deixar o hospital, Bolsonaro foi internado novamente para uma cirurgia no ombro direito e continua com soluços, fadiga e momentos de dor.

"Tiro ao Pix"

Analistas de plantão acham que a tentativa de Trump de embargar ou limitar o uso do Pix, na base da ameaça, trata-se de um daqueles assuntos que podem implodir uma candidatura, no caso, a de Flávio Bolsonaro. Não foi por outra razão, como salienta Vera Magalhães em sua análise, que o filho de Jair correu para mostrar ofício, carta, sinal de fumaça, tudo o que pudesse dissociar a mesma reunião do anúncio de um novo tarifaço e de uma eventual ofensiva contra o meio de pagamento queridinho dos brasileiros. Todo mundo usa, todo mundo gosta, ninguém imagina viver sem.

Dados defasados

O desmatamento ilegal foi um argumento central na investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a proposta de um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros. O documento, porém, cita dados defasados e ignora recentes reduções nas taxas de corte de árvores. Além disso, destaca que o desmatamento no Brasil atingiu um pico em 2021, justamente na gestão de Jair Bolsonaro, quando houve recordes de crimes ambientais na Amazônia. Detalhe: dados técnicos comprovam que o Brasil redobrou a fiscalização e reduziu o desmatamento em todos os biomas, e isso foi apresentado ao governo americano.

Mistura Fina

Analistas de plantão relatam que vem de ativistas de esquerda alinhados ao governo o "espetáculo mais patético", justificando o fato de o governo Lula não agir contra organizações criminosas. Parecem viver uma Síndrome de Estocolmo: defendem, justificam ou minimizam as mesmas gangues que aterrorizam a população. Mal disfarçam fascínio pelos que, nas periferias e favelas, exercem o poder com eficiência brutal. Para eles, criminosos são vítimas da "desigualdade", nunca os algozes.

E mais: soberania não é discurso contra os Estados Unidos; é a capacidade de controlar o território, proteger o povo e impedir que o crime substitua o poder público. Facções controlam rotas de drogas, impõem toque de recolher, recrutam crianças, dominam penitenciárias e até financiam campanhas eleitorais. O governo Lula não age porque, pelo que se vê, não quer. Prefere narrativas e rejeita ajuda externa não por patriotismo, mas por ideologia e conveniência.

A Previ não está depositando muita confiança nos planos da Prefeitura do Rio de Janeiro para a reurbanização e revitalização do Centro da cidade. O fundo de pensão colocou à venda seus principais imóveis na região. O pacote engloba 15 andares do Candelária Corporate, assim como três pavimentos do Edifício Rio Branco 1. A fundação procura comprador também para os dois andares que possui no Teleporto (Centro Empresarial Cidade Nova).

Ao todo, o lote está avaliado em cerca de R$ 190 milhões. A debandada da Previ do Centro do Rio é mais um movimento de redução do portfólio imobiliário do fundo. Na semana passada, a entidade acertou a venda das torres A e B do WTorre Nações Unidas, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, para o JS Renda Imobiliária, ligado ao Safra. Além disso, também negocia a venda de sua participação nos shoppings ABC e Metrô Tatuapé, em São Paulo.

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artigos

O novo impulso da corrupção: o Brasil sob o véu do sigilo e da impunidade

04/06/2026 07h15

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O Brasil parece ter ingressado em um ciclo perigoso de retrocesso institucional, em que o combate à corrupção, antes uma prioridade nacional, foi substituído por uma sofisticada engenharia de autoproteção dos poderosos. O que assistimos hoje não é apenas à sobrevivência das velhas práticas de desvio de recursos públicos, mas a um novo impulso da corrupção, blindado por uma impunidade institucionalizada e pelo uso estratégico do segredo de Estado, muitos dos quais por até 100 anos.

Historicamente, o País sofre com o dreno de recursos que deveriam financiar áreas vitais. Dados técnicos indicam que a corrupção consome anualmente cerca de R$ 250 bilhões ou o equivalente a 2% do PIB Brasileiro (R$ 12,5 trilhões). Esse dado é uma estimativa clássica utilizada em relatórios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Transparência Internacional. 

Esse valor não é apenas um número contábil, ele representa o atraso no desenvolvimento e a manutenção da pobreza. No entanto, o agravante atual é o desmonte das ferramentas de controle. Sempre que uma investigação se aproxima de núcleos sensíveis do poder, a resposta é imediata: a decretação de sigilos centenários, a anulação de provas técnicas e o asfixiamento de órgãos de inteligência, como o Coaf, que teve seu orçamento e autonomia reduzidos drasticamente nos últimos anos.

O “véu do sigilo” tornou-se a ferramenta predileta para esconder o que o cidadão, que paga a conta, tem o direito de saber. A transparência, pilar da democracia, vem sendo sacrificada no altar da conveniência política.

O cenário é agravado pela insegurança jurídica: países com altos índices de impunidade deixam de crescer até 1,5% ao ano pela fuga de capital estrangeiro. A falta de transparência parece lembrar a frase basilar do ex-juiz da Suprema Corte americana Louis Brandeis (1856-1941): “A luz do sol é o melhor detergente”, em julgamento sobre corrupção.

O pior é que essa sombra parece agora se projetar sobre áreas do Judiciário que deveriam ser o último refúgio da moralidade pública. A proximidade de membros das altas cortes com o poder político e econômico cria um ambiente onde se tem a sensação de que o julgamento técnico dá lugar ao compadrio e onde decisões monocráticas frequentemente servem como “salvo-conduto” para figuras influentes.

A impunidade é o combustível da criminalidade. Quando o sistema judiciário falha em punir, ou quando se torna parte da engrenagem de proteção, o sinal enviado à sociedade é de que o crime compensa para quem detém conexões certas. Isso destrói a confiança nas instituições e condena o Brasil ao subdesenvolvimento. 

Para romper essa inércia, é preciso coragem para reformas estruturais:
1) Transparência absoluta: limitar drasticamente as hipóteses de sigilo em atos da administração pública;
2) Independência dos órgãos de controle: garantir autonomia orçamentária à Polícia Federal e ao Coaf;
3) Reformas no Judiciário: estabelecer limites rígidos para decisões monocráticas que paralisam investigações;
4) Fim do foro privilegiado (especialmente em casos penais): ninguém deve estar acima da lei em virtude do cargo que ocupa.

O Brasil não pode mais aceitar que a corrupção seja tratada como um “mal inevitável”. Enquanto o cidadão comum é cobrado por cada centavo de imposto, os poderosos se escondem atrás de togas e sigilos para manter privilégios espúrios. A prosperidade econômica só virá quando a impunidade deixar de ser a regra. É preciso que o Estado volte a servir ao povo, e não a uma elite que se julga intocável.

O Brasil, do alto de sua posição de destaque como 10ª maior economia do mundo, precisa escolher entre sua inclusão no rol de países evoluídos e democráticos ou retroceder para o regime de capitanias hereditárias do século 16, agora, sem rei.

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