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Desinformação, fraudes e catástrofes: Como evitar prejuízos e golpes

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Infelizmente, desinformação ou fake news não é mais um tema recente ou uma novidade a ser explorada, seja juridicamente ou socialmente.

Principalmente na última década, temos lidado de maneira recorrente com a disseminação de desinformação de questões políticas e até mesmo sanitárias, quem não se recorda do elevado número de compartilhamento de informações falsas durante a pandemia de covid-19?

A desinformação traz contornos de negacionismos científicos e, em muitos casos, contradiz estudos e fatos atestados por especialistas. Outro exemplo é o negacionismo em torno de mudanças climáticas. Embora os resultados estejam mais do que batendo em nossas portas, ainda há grande movimentação visando negar tais fatos.

Um dos impactos das mudanças climáticas assola o sul do país. A situação é extremamente desafiadora e demanda atenção de todos os setores da sociedade. Mesmo assim, há quem jogue contra, se utilizando da situação para divulgar informações falsas para reforçar narrativas políticas. O Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ realizou uma análise[1] que demonstra que as oito principais narrativas de desinformação estão intimamente ligadas à polarização política vivida nas últimas eleições.

Não bastasse a disseminação de notícias e informações falsas, a situação também tem sido utilizada para a prática de fraudes. A mesma pesquisa do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ analisou anúncios conteúdos pagos e impulsionados nas redes sociais e levantou, no período de 06/05 a 08/05, 351 anúncios fraudulentos associados às enchentes de alguma maneira.

Embora haja ferramentas para moderação de conteúdo (e lembramos aqui que moderação de conteúdo não é necessariamente censura, uma vez que notícias falsas e discursos de ódio não são protegidos pela liberdade de expressão), postagens indevidas podem gerar grandes transtornos e prejuízos mesmo quando disponíveis por pequeno período, atrapalhando doações e tomadas de decisões importantes em meio à grave crise.

Os temas de moderação de conteúdo e responsabilidade das plataformas têm estado em pauta com frequência, muito em razão deste cenário de desinformação que vivemos e as dificuldades enfrentadas em seu combate. 

Embora ainda não tenhamos respostas sobre este impasse jurídico, é importante ter em mente que, independentemente de qualquer alteração legislativa, todos nós podemos fazer a nossa parte no combate à desinformação e para evitar cair em golpes.

Sempre que se deparar com uma informação ou notícia em redes sociais ou aplicativos de mensagens, principalmente se for sobre algum assunto que esteja em alta, desconfie. Antes de compartilhar, busque checar se a informação ou notícia é verdadeira em canais/veículos de comunicação confiáveis.

Se não conseguir verificar a veracidade, não compartilhe e denuncie a postagem. Lembre-se, ao compartilhar um conteúdo você pode ser responsabilizado civilmente, ou seja, pagar pelos danos e prejuízos causados por ele. Evite também fazer comentários, qualquer tipo de interação contribui para que a postagem tenha mais visibilidade e, assim, se torne ainda mais viral.

Com relação aos golpes, além das medidas acima, você pode buscar por instituições, organizações ou até mesmo empresas que estejam engajadas e realizando coletas. Também é importante ter atenção ao nome do beneficiário na realização de doações via PIX e a confirmação de que o PIX relacionado, de fato, é relacionado à empresa ou instituição desejada.

ARTIGOS

Um país se faz com homens e livros

10/06/2024 07h30

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O título deste Artigo é uma famosa frase atribuída ao Escritor Monteiro Lobato, que deve ser sempre invocada, em tema de educação, especialmente considerando os números recentemente divulgados pelo IBGE, em relação ao nível de alfabetização de crianças e adolescentes.

Em verdade, a pesquisa não causa surpresa, haja vista que qualquer cidadão que viva nesse “mundinho’, sabe que já não andamos nada bem há muitos anos, no quesito educação em geral, a começar pelos itens básicos de “leitura” e “escrita”, que medem, minimamente, o nível de escolaridade.

Embora alguns estados ou regiões tenham divulgado os números, como se estivéssemos “indo muito bem e obrigado”, a verdade é que vivemos em um nível subterraneamente indesejado, no terreno tão valioso, que é a educação básica.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, do Censo Demográfico de 2022, “das 163 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade, 151,5 milhões sabiam ler e escrever um bilhete simples, e 11,4 milhões não sabiam”. 

Esses números tiveram por comparativo os anteriores apurados ainda em 2010, o que, preliminarmente, não consegue demonstrar a importância evolutiva ou involutiva, ano a ano, como desejável. 

Essa defasagem na apuração, certamente, foi o que impressionou (ou alguns fingiram se impressionar), quando se fala, por exemplo, que a taxa de analfabetismo caiu de 9,6% para 7,0%.

Levando-se em conta os critérios para aferição do que se considera alfabetização, bem como a forma como vêm sendo feitas as avaliações ou simples aferição de aprendizagem, essa pseudo-redução no percentual de alfabetização não representa nenhum ganho. 

Ao invés, deve ser um ponto de partida para que se deflagre uma reflexão, acerca da condução dos processos de ensino-aprendizagem que hodiernamente são questionáveis, principalmente pelo abandono dos métodos mais tradicionais adotados no passado, que davam certo.

Um dos fatores que observamos ter contribuído para uma vertiginosa queda nos índices de leitura, sem dúvida, pode estar relacionado ao raquítico preparo que detém grande parte dos professores, cuja formação profissional foi terrivelmente atingida, com a qualidade de cursos criados em massa, em que a quantidade importa mais que a qualidade. 

Outro fator inquestionável é essa desvantajosa concorrência que a leitura passou a disputar com o avanço da tecnologia e com seus incalculáveis efeitos sobre um contingente humano que ainda não detinha a base mínima de conhecimento sequer para a vida.

Para que se tenha uma dimensão do abismo em que estamos submersos, basta se comparar a quantidade de tempo que uma criança em fase alfabetização consome com aprendizado escolar e o que desperdiça utilizando de forma improdutiva para a formação humana, com as redes sociais, por exemplo.

Esse desfalque, sem dúvida, é e continuará sendo o maior desafio, não só para que o País emerja da vala em que se encontra no quesito alfabetização, como para que consiga melhorar no ranking educacional como um todo.

Basta que voltemos um pouco os olhos (e o coração), para algumas décadas atrás, em que os livros não disputavam espaço nem tempo com telas e teclas, para concluirmos que o quinhão dessa indesejável herança na educação poderia ser outro.

Cláudio Humberto

"É uma verdadeira peça de fake news"

Fabio Wajngarten, ex-Secom de Jair Bolsonaro, sobre peça de propaganda do PT de Lula

10/06/2024 07h00

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Governo tenta enquadrar Lira retendo suas emendas

Alvo da desconfiança da oposição e hostilizado por governistas, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não tem compromissos com Lula (PT), apesar do assédio de cargos e vantagens. Mas, na prática, recebe o tratamento conferido aos inimigos: é dos poucos parlamentares, todos de oposição, cujas emendas permanecem retidas pelo governo, apesar de serem de liberação obrigatória. A jogada é obrigar Lira a pedir liberação, para então Lula impor suas condições no “toma lá, dá cá”.

Incômoda autonomia

Lira demonstra não ter a intenção de pedir a liberação de suas emendas, e está cada vez mais à vontade mantendo a Câmara independente.

Governo minoritário

Um ano e meio após a posse, Lula não consegue montar uma base governista, controlando cerca de cem dos 513 votos na Câmara.

Eis a questão

Com emendas de R$53 bilhões à mão, os deputados não querem se meter em escândalos aceitando cargos ou negócios para apoiar governo.

Gatos escaldados

O jeito PT de governar foi marcado pelo dinheiro vivo, no mensalão do primeiro governo, e no petrolão do segundo. Políticos hoje fogem disso.

Urgência da lei contra aborto pode somar 340 votos

O incidente com a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que passou mal na Câmara, semana passada, adiou a votação do regime de urgência para o projeto que equipara aborto a homicídio, caso a extração do bebê ocorra após 22 meses de gestação. A expectativa de líderes próximos do presidente da Câmara, Arthur Lira, é que a urgência, que põe o projeto à frente dos demais, deve ser votada nesta semana e aprovada por cerca de 340 votos. A menos que a votação não seja nominal.

Votação vapt-vupt

O autor, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), acha que o mérito da proposta deve ser votado já no dia seguinte à aprovação da urgência.

Compromisso de Lira

Pautar a proposta contra o aborto é compromisso de Lira com bancadas conservadoras, entre os compromissos com vistas à própria sucessão.

Resposta ao STF

Para Sóstenes, o projeto endurecendo a punição do aborto é mais uma resposta do parlamento às frequentes invasões de competência do STF.

Em nome de Stalin

Está no grupo de trabalho para “regulamentar” redes sociais o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do “Projeto da Censura”, que acabou no lixo. O homem da tapioca não desiste, como militante do partido que cultua o tirano russo Josef Stalin, inimigo da liberdade de expressão.

Leilão suspeito

“Para surpresa de zero pessoas”, diz Fabio Wajngarten, ex-ministro de Jair Bolsonaro, sobre a revelação de que o maior vencedor do suspeitíssimo leilão do arroz é um empresário que já confessou propina.

Na gaveta

Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o engavetamento da proposta que prevê o fim de decisões monocráticas de ministros do Supremo e o fim do foro privilegiado. Diz que o “STF agradece”.

Tolerância zero

Avança na Câmara projeto que criminaliza o porte e a posse de qualquer quantidade de drogas. O relatório de Ricardo Salles (PL-SP) já foi lido na Comissão de Constituição e Justiça, que deve votar o texto esta semana.

Tchau, Bivar

O União Brasil enterra de vez a gestão de Luciano Bivar esta semana. A nova executiva nacional do partido toma posse na terça-feira (11). Antônio Rueda foi eleito presidente nacional da sigla.

Óleo de peroba

Deputados reagiram após Lula se comparar a D. Pedro II e Getúlio Vargas pela experiência em viver problemas no Brasil. “Admiro a cara de pau, porque noção tem zero”, diz a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

Caminho complicado

A rejeição à pré-candidata do PT à Prefeitura de Goiânia deputada Adriana Accorsi (18,7%) é maior que seu resultado (16,6%) no levantamento Marca Pesquisas (nº TSE/GO-07896/2024) de sexta (7).

Que fase...

Com apenas um quinto dos deputados da Câmara, o governo Lula (PT) vive uma situação insólita: utiliza-se de truques de minoria, inclusive ameaças de obstrução, para impedir votações onde deve ser derrotado.

Pensando bem...

...tem males que vêm para ser candidatos.

PODER SEM PUDOR

Santiago em súplica

O célebre Santiago Dantas era candidato ao governo mineiro e, como tal, ganhou a estrada. Segundo a lenda, era uma presepada: no banco da frente do carro, o motorista fardado, usando quepe, e, ao lado, Hugo Coelho, especialista em Minas Gerais. No banco de trás, Santiago vestia sua roupa tipo safári, usando luvas e máscara contra poeira. Quando o carro se aproximava de alguma cidade, Coelho avisava: “Povo à vista!”. Ele se livrava da máscara e das luvas, colocava os óculos, abria o sorriso e acenava aos pobres diabos, suplicando votos.

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