Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Eu jamais falei em substituir o Pix"

Eduardo Bolsonaro nega fake news e lembra que a ferramenta foi criada na gestão do pai

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Ativista do terrorista Hamas foi recebido no Planalto

A resistência de Lula e petistas em reconhecer como terroristas grupos que boa parte do mundo declara como tal é antiga. Até hoje, por exemplo, Lula e cia. não reconhecem como terrorista o Hamas, com registros de decapitações e violência sexual. Militante do grupo, Sayid Tenório foi recebido no Palácio do Planalto por Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, à época nas Relações Institucionais de Lula. Sem constrangimento, há até foto do sujeito com a ex-presidente Dilma.

De estimação

Lula é reincidente. Chamou traficante de “vítima dos usuários” e, no caso PCC/CV, declarou estar “muito triste” pela classificação como terroristas.

Força a barra

Para Randolfe Rodrigues (AP), outro petista, atos terroristas são como a quebradeira registrada em Brasília (DF), em dezembro de 2022.

Deu no que deu

Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder de Lula na Câmara, também viu como “terrorismo” Carla Zambelli empunhar arma contra homem, hoje preso.

Velhinhas terroristas

Gleisi Hoffmann (PT-PR) também já chamou os manifestantes do 8 de janeiro, que nem armas tinham, de terroristas. Já o Hamas e o PCC...

Soltura de mãe criminosa gera indignação, até nojo

Gerou onda de indignação a decisão lacradora da juíza que deu “perdão judicial” à mãe omissa do garoto de 4 anos espancado até a morte pelo padrasto. A juíza citou “perseguição implacável” e “desproporcional” contra a criminosa, e viu a revolta pelo crime “claramente discriminatória de gênero” e “influenciada pela cultura patriarcal”. A sentença provocou nojo no procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro e fez o pai de Henry, Leniel Borel, concluir: é “a terceira morte” do filho. O MP recorrerá.

Ativismo judicial

Rocha Monteiro combate o crime no Rio de Janeiro há 40 anos e nunca viu nada parecido: “É a justiça transformada em militância identitária.”

Inversão de valores

O assassino tomou 43 anos, o que lhe dá o direito a recurso, e a mãe cúmplice, que foi ao salão após o enterro, é “vítima da cultura patriarcal”.

Alô, CNJ

Revoltaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) alegações de gênero para perdoar ré condenada por omissão no assassinato do próprio filho.

Esse INSS...

Após o governo Lula restabelecer o “dinheiroduto” para a petista Contag, acusada na CPMI do INSS de tomar R$3,4 bilhões de aposentados, pela primeira vez não foram pagos os proventos previstos para o dia 2.

E precisa?

Carlos Jordy (PL-RJ) criticou a autorização para que a AGU faça a defesa de Alexandre de Moraes em processo nos EUA, “Moraes é casado com a advogada mais bem paga da história”, lembra o deputado.

Janja rejeitada

Não que precisasse de pesquisa, mas o PoderData fez o levantamento sobre a participação da primeira-dama Janja no governo do maridão Lula. O resultado: 52% dos entrevistados reprovam.

Lula teme a Europa

Lula reclama de Trump “malvadão”, mas se cala diante das desfeitas da União Europeia, que agora excluiu o Brasil da lista de importações autorizadas de proteína animal. O pretexto é o uso de antimicrobianos.

Vai sair do papel?

Carlos Portinho (PL-RJ) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) cobraram de Hugo Motta (Rep-PB), presidente da Câmara, a votação do projeto que barra decisões monocráticas do STF: “Cadê o projeto? Bota pra votar!”.

Sempre ele

A ‘Economist’ publicou pesquisa, esta semana, que aponta queda na confiança do eleitorado brasileiro nas urnas eletrônicas. Para variar, a revista culpa Jair Bolsonaro, que está fora do cargo há quase quatro anos e barrado de usar as redes ou dar entrevistas há mais de um ano.

Missão: taxar

Pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) acusa Lula de enxergar o Pix como futura fonte de “taxação”. Para ele, o brasileiro tem motivos para estar preocupado.

Mentira soberana

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) classifica o uso de Lula da “soberania” como “uma cortina de fumaça do desgoverno para esconder sua incompetência no combate ao crime e na segurança pública”.

Pergunta no dicionário

‘Terror’ é relativo?

PODER SEM PUDOR

O poder engorda?

Ministro do Trabalho e da Previdência no governo João Goulart, Almino Afonso estava no cargo há apenas dois meses, mas já havia engordado. Ao encontrá-lo na Câmara, o deputado José Maria Alkmin não perdoou: “Almino, pelo jeito o poder engorda mesmo. É só dar uma olhada em você”, afirmou. “A tese é pelo menos discutível”, respondeu Almino, irritado. “Por quê?”, perguntou. “Você sempre esteve no poder ou perto dele e, mesmo assim, continua magro como um palito…”

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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