Uma das lesões mais comuns de joelho é a lesão de ligamento cruzado anterior.
No programa Saúde em Alta Performance, o médico ortopedista Guilherme Baruki explica sobre a lesão, como evitar, como funciona o pós-operatório e outras informações sobre a lesão.
O médico explica que o ligamento cruzado é um tecido fibroelástico que conecta o osso do fêmur e da tíbia.
"Ele fica no centro do joelho e ele tem algumas funções, que a principal dela é estabilizar a articulação. É um dos ligamentos mais frequentemente que ocorre em ruptura, a lesão", explica.
Ainda segundo Baruki, atualmente, mais de 1 milhão de cirurgias de ligamento cruzado anterior são realizadas por ano, conforme dados americanos.
Sobre as causas da lesão, segundo o ortopedista, o mecanismo principal é o movimento popularmente conhecido como pivô.
"Seria aquele movimento onde a pessoa está com a perna apoiada no chão e o corpo vai torcer em cima do joelho, com o pé travado ao solo. Isso faz com que aumente a a tensão sobre o ligamento e, ele não resistindo ao mecanismo, acaba rompendo", explica.
Essa lesão ocorre bastante em atividades esportivas, sendo o futebol a principal modalidade onde ocorre a ruptura do ligamento, mas também é comum em lutas, vôlei, basquete, entre outros.
Além dos esportes, também ocorre a contusão em acidentes de trânsito, principalmente de moto.
A ruptura é classifica em parcial e completa, sendo necessária avaliação clínica para determinar os testes e o tipo de tratamento.
Vários exames podem confirmar o diagnóstico, sendo a radiografia usada para excluir outras lesões e a ressonância magnética para ver a gravidade e avaliar lesões associadas que possam ocorrer.
O principal tratamento indicado é o cirúrgico, porque o ligamento tem baixo potencial de cicatrização.
"A falta do ligamento vai causar alteração biomecânica da articulação, que leva a uma consequência a médio prazo, depois de três, cinco, dez anos", afirma o ortopedista, explicando a importância da cirurgia.
Em pacientes idoso e que não praticam atividades que sobrecarregam a articulação, é feito um tratamento conservador.
A cirurgia é rápida, com três cortes pequenos e pouco invasiva. Geralmente, o paciente recebe alta no mesmo dia ou dia seguinte.
A recuperação também é rápida. Segundo Baruki, o paciente já pode sair andando do hospital.
No entanto, no pós-operatório, é necessário que o paciente faça fisioterapia e tome alguns cuidados para a reabilitação mais rápida.
"A gente vê pacientes voltando a trabalhar com 25, 30 dias. Eu gosto de liberar o paciente para começar a dirigir a partir de 20, 30 dias", diz médico.
Já para retoma atividades esportivas, como o futebol, o aconselhado é que o paciente espere de seis a nove meses, que é o tempo que leva para cicatrizar o enxerto no osso.
Atividades de menor impacto, como musculação, podem ser retomadas de três para quatro meses.
O médico explica ainda sobre outros cuidados que devem ser tomados tanto para prevenção quanto em um eventual tratamento.
Confira o programa completo abaixo:





