Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Mais um petista ligado ao crime organizado. Zero surpresa!"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ), após prisão de vereador petista ligado à facção criminosa

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Desafio de Flávio é atrair até quem lhe faz sombra

Não é só Michelle Bolsonaro. Os problemas de Flávio Bolsonaro (PL), que o colocam a dois ou três pontos de Lula (PT), têm a ver com políticos importantes da direita mantidos à distância da pré-campanha. Caso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e até do governador de São Paulo. Os três, aliás, têm a mesma queixa de hostilidades dos “herdeiros naturais” da dinastia. Até Michelle é tratada como “intrusa”. Os três fazem falta no palanque e isso se reflete nas intenções de voto em Flávio.

Entorno fraco

Presidente de instituto de pesquisa disse à coluna que é o entorno fraco de Flávio e não áudios a Vorcaro que dificultam resultado nas pesquisas.

Olho no futuro

Tarcísio está longe da campanha de Flávio porque precisa cuidar da sua própria. Além disso, ele já pensa em ser eleito presidente em 2030.

Rumo ao Senado

Michelle não se engaja na campanha do enteado porque, sentindo-se excluída, prefere se proteger e cuidar da própria campanha ao Senado.

À distância

Nikolas também foi repelido pelo núcleo duro bolsonarista em razão dos ciúmes do seu protagonismo. Para evitar polêmica, é outro que caiu fora.

Itamaraty troca trabalho na diplomacia por lacração

Após o governo Lula (PT) não fazer parte das audiências públicas nos Estados Unidos que discutirão tarifas sugeridas contra o Brasil, sobrou para o Ministério das Relações Exteriores apelar para a lacração. O perfil oficial do Itamaraty, que era responsável por fazer diplomacia, resolveu fazer politicagem eleitoral: tentou justificar a própria incapacidade negociadora, que resultou na recomendação do tarifaço, aos “traidores da pátria” e à “tentativa de interferência externa na justiça brasileira”.

Aqui é repartição

Em publicação secundária, o Itamaraty ainda defende a lorota de que as audiências seriam apenas para o setor privado e a sociedade civil.

Mentira ativista

O Itamaraty diz ter participado “ativamente” do caso: duas defesas escritas e uma reunião “com delegação de alto nível”, em Washington.

Imitar é melhor

O Itamaraty deveria se envergonhar de ficar fora de importante debate, ainda mais no Congresso dos EUA, que pode nos livrar de tarifaço.

Itamaraty destruído

Estarrecido com o nível baixo e o aparelhamento ideológico e partidário do Itamaraty, ex-chanceler muito admirado pelos diplomatas brasileiros desabafou: “Destruíram uma bicentenária instituição de Estado...”

Diplomacia aparelhada

O vídeo vazado do chanceler decorativo Mauro Vieira tomando bronca humilhante no G7 expôs todo desprezo de Lula (PT) pelo Itamaraty, que ele trata como departamento do PT. E a chefia do Itamaraty gosta.

Crise instalada

“A saída de Jaques Wagner da liderança do governo não apaga o escândalo do Banco Master. Pelo contrário: escancara o tamanho da crise instalada dentro do Planalto”, diz o senador Carlos Viana (PSD-MG)

Honraria gaúcha

O deputado Zucco (PL-RS) será homenageado com a Medalha do Mérito Farroupilha, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa gaúcha. Distinção foi proposta pelo Capitão Martim (Rep).

Objetivo comum

Líder da oposição a Lula, o senador Rogério Marinho (PL-RN) descarta afastamento sobre a picuinha de Michelle e Flavio Bolsonaro e garante: “seguimos juntos para livrar o Brasil das garras do PT”.

Planalto vem aí

Ex-governador do Rio de Janeiro e ensaiando retorno à política, Anthony Garotinho analisou vídeo de Michelle Bolsonaro sobre desentendimento com Flávio e concluiu que é um pré-anúncio à Presidência da República.

Um sopro

Durou só 100 dias a prisão de Daniel Vorcaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O banqueiro foi preso na Compliance Zero no início de março e, após duas semanas, foi enviado à PF.

Quem importa se cala

Independente da conclusão da PGR sobre a arma de Jair Bolsonaro, a defesa do ex-presidente ainda aguarda análise pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) do pedido de prorrogação da domiciliar, feito terça (23).

Pensando bem...

...roupa suja se lava em domicílio.

PODER SEM PUDOR

É duro ser secretário...

Atual ministro do governo, José Múcio é paciente e bem-humorado. Provou isso quando foi secretário do governador de Pernambuco, Roberto Magalhães. Certa vez, no Programa Geraldo Freire, da rádio Jornal, Magalhães pediu seu testemunho para uma afirmação: “Meu governo já fez mais de 12 mil quilômetros em eletrificação rural!”. José Múcio não deixaria o governador mentindo sozinho: “É verdade, foram mais de 12 mil quilômetros...”. Magalhães exclamou, desistindo da lorota, “É mentira! Não posso mentir ao povo. Na verdade, foram só 8 mil!”.

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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