Colunistas

Cláudio Humberto

"Michelle está fora de questão"

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, sobre a ex-primeira-dama disputar o Planalto

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Governo vê chance de 6x1 emperrar no Senado

A semana começou, no governo, com a certeza de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai pisar no freio da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode acabar com a jornada de trabalho de 44 horas semanais, a escala 6 por 1. Com as festas de São João que esvaziam o Congresso, recesso de meio de ano e as eleições, a aposta é que o senador só coloque o item para votação após o período eleitoral, ou seja, com sorte, novembro ou dezembro.

Nem convidou

Lula parece ter esquecido que o Congresso é bicameral e ignorou a existência de Alcolumbre na reunião de ontem (25), no Planalto.

Fogo baixo

Alcolumbre não deve atuar ativamente contra a PEC, mas o texto deve seguir o fluxo normal. Sem pressa, por exemplo, para escolher relator.

Falta consenso

Outro ponto é que o texto deve sofrer alterações no Senado. O prazo de transição para alteração é ponto de divergência entre parlamentares.

Cabeça de bacalhau

Na Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) acelerou o projeto e até marcou sessões deliberativas às sextas-feiras, coisa raríssima na Casa.

Lula decreta fim da internet livre, Congresso se omite

Decretos de Lula (PT) fixando controle do seu governo sobre o conteúdo das redes sociais, roubando as prerrogativas do Congresso Nacional, reforça a grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). Eles poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu no programa Pânico que o decreto é grave risco à liberdade de expressão.

Poder dispensável

Tem sido recorrente no regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo como se a ideia fosse torná-lo dispensável.

Só um coadjuvante

Essa paralisia sistemática de dignidade esvazia o papel do Legislativo, eleito pela população, reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do STF.

Internet livre agoniza

O decreto autoritário obriga as plataformas a estabelecer a autocensura, ferindo de morte a internet livre, adverte o professor no MBA da FGV.

Sobreviver é a meta

Deve ser hoje (26) reunião de PSDB e Cidadania em torno do deputado tucano Aécio Neves à Presidência da República. Não é pra valer: a ideia é apenas tentar puxar mais votos para tirar o PSDB da rota de extinção.

Não é brincadeira

A previsão é que dure cerca de três semanas o tratamento de Lula após retirar um câncer de pele. O tratamento, muito duro, trata de uma doença grave, e inclui 15 sessões de radioterapia. Começou ontem.

Incerteza geral

Até a pesquisa contratada pelo BTG junto a FSB, de ricos contratos no governo do PT, ainda aposta na incerteza entre Lula e o Flávio Bolsonaro (PL): a previsão ainda é de 47% a 43%: empate técnico no 2º turno.

Entra e sai

Teve mudança na equipe de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Sai Marcello Lopes e entram os sócios Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Fischer é ex-sócio de Roberto Justus.

Reta final

A Lei da Dosimetria deve ser julgada até a próxima semana no Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União já apresentou parecer (contrário). Falta o posicionamento da Procuradoria-Geral da República.

Homeschooling

A deputada Carol de Toni (PL-SC) quer anistiar pais e responsáveis investigados, processados, condenados ou penalizados por adotarem a educação domiciliar, o homeschooling. Já apresentou o projeto de lei.

Para todos os gostos

Apenas nos últimos sete dias foram registradas 35 pesquisas eleitorais, no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vão avaliar em que pé está a disputa para presidente da República, este ano.

Impacto mínimo

Valdemar Costa Neto disse ter certeza de que Flávio Bolsonaro passaria por algum desgaste eleitoral antes da eleição de outubro. “Até que não foi tão grande”, minimizou ontem o presidente do PL.

Pergunta na grandeza

E se todo o sistema for de “terceira divisão”?

PODER SEM PUDOR

Sem-vergonhice

Certa vez, em 1988, o ex-ministro Nelson Jobim foi dar uma força na campanha do PMDB à prefeitura de Tupanciretã (RS), região em que os candidatos têm o hábito de demonstrar civilidade visitando os palanques dos adversários. Jobim já discursava quando o adversário, Dr. Marcel (PDS), subiu ao palanque. Ele impostou a voz para perguntar à plateia: “Por que será que o Dr. Marcel está no nosso comício?”... O grito de um bêbado estragou a profunda reflexão pretendida por Jobim: “Porque ele é um sem-vergonha, tchê!”.

Giba Um

"Flávio Bolsonaro tem que ser investigado, como estou sendo. Se for inocente, que seja...

...sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente", de Ciro Nogueira, que já foi cotado para vice de Flávio e que recebia de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro, mensalmente.

25/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Mesmo separada de Vinicius Junior, Virginia Fonseca não deixará de ir à Copa do Mundo. Fará um quadro semanal durante o torneio para o “Domingão com Huck”, na Globo. Virginia pensou em desistir da atração, mas foi convencida por Huck a continuar. A mulher do apresentador, Angélica, ajudou a convencer Virginia.

Mais: Angélica e Virginia ficaram amigas nos últimos meses. Huck acha que isso pode ser muito bom para Virginia, trazendo novos frutos profissionais. Ela mostrará o clima das torcidas e as curiosidades das cidades-sede da competição. Vale lembrar que Virginia já tem experiência em apresentação de um programa.

“Eu tenho a força”

Na semana passada, Davi Alcolumbre resolveu mostrar “quem tem a força” (um senador chegou a lembrar do personagem das aventuras infantis na TV, o “He-Man”) durante uma sessão do Congresso, quando parlamentares do governo e da oposição esperneavam e, num raro momento de consenso, todos cobravam a instalação da CPI do Master. “Vossa Excelência não vai conseguir ficar sentado em cima dessa CPI”, bradou Lindbergh Farias. Depois de hora e meia de tumulto, Alcolumbre avisou que queria fazer um “esclarecimento” e disse que não leria os requerimentos de abertura da CPI. Também afirmou que a decisão seria “um ato discricionário da Mesa do Congresso”, ou seja, dele mesmo. Alcolumbre teria suposto envolvimento em um episódio do Master na Amprev (Amapá Previdência), de R$ 400 milhões.

A farra dos cartões

A farra dos cartões corporativos no governo Lula já ultrapassou R$ 172,92 milhões este ano. O cobiçado item foi distribuído para 3.762 servidores do Executivo federal, que não têm dó de esbanjar à vontade. O servidor Henrique Araujo Hohne, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é quem mais gastou: R$ 357,3 mil. Colado em Henrique está Wander Kija Carvalho, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, que torrou R$ 343,4 mil. A Presidência da República não fica atrás: torrou mais de R$ 2,4 milhões em 2.770 pagamentos realizados com cartões. No ano passado, a gastança alcançou R$ 434,48 milhões.

“Passado perturbador”

Analistas de plantão dizem que, enquanto Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro trocam elogios “numa verdadeira comédia” (a observação é do jornalista e escritor Tom Farias), no fundo há uma realidade nua e crua. Escondem-se laços que podem vir de um passado ainda mais perturbador: a campanha presidencial do chefe do clã, Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas. Se comprovados, trariam novas turbulências para a já turbulenta campanha do parlamentar-candidato, a poucos meses das eleições. Ao financiar um filme de um político decadente, Vorcaro, preso por fraudes bilionárias, estaria tentando comprar sua posteridade por meio da filantropia, abrindo portas para novas investidas.

Marchas para Jesus

Em meio à turbulência que assola sua campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro quer demonstrar que a candidatura segue de pé. Antes de ir aos Estados Unidos, participou da Marcha para Jesus no Rio, no domingo (23), e participar da marcha de São Paulo, no dia 4 de junho. Também quer anunciar ao menos um integrante da futura equipe de governo, provavelmente na área econômica. Por conta das revelações da “amizade” com Vorcaro, Flávio mudará a estratégia de “jogar parado” e começará a ser mais explícito sobre as propostas.

Giba Um

Fase especial

A atriz Erika Januza vive uma fase especial na carreira, e a semana passada foi mais uma prova disso. Ela chamou atenção ao apresentar, ao lado do jornalista Tino Marcos, a cerimônia de convocação da Seleção Brasileira masculina. Sobre o momento, resumiu: “É uma honra para mim apresentar a cerimônia de convocação da Seleção Brasileira, porque o esporte, assim como a arte, modifica vidas”. Além de estar na capa da ELLE View, Erika está em franco crescimento tanto na televisão quanto nas plataformas de streaming, fazendo parte de produções como Dona Beja, A Nobreza do Amor, Arcanjo Renegado, além do programa Saia Justa. Na entrevista, falou sobre autoestima, liberdade e autocuidado. “Precisei desaprender que o meu cabelo era ‘ruim’. Acho que mulheres negras passaram muito por isso. Eu usava mega hair e cabelo alisado como um escudo protetor. Hoje, tenho consciência de que o meu cabelo crespo e cacheado, do jeito que está, é bonito. E, se quiser usar curto e liso também, eu uso. A diferença é que hoje faço isso sem medo, com liberdade, porque sei quem sou e qual é a minha identidade”. E, olhando para o futuro, revela dois grandes sonhos: “Sonho em fazer a Elza Soares no audiovisual. Sonho muito com uma biografia dela. E sonho em ser vilã. Quero viver muitas coisas ainda. Atuar é um trabalho que não tem idade, basta ter oportunidade”. 

Flávio em inglês: “Lula não entende”

O pré-candidato à Presidência (ainda) e “irmão” de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro, protagonizou uma cena cômica na semana passada, quando anunciou que viajaria para os Estados Unidos, garantindo que ninguém pediu um encontro com Donald Trump, e falou em inglês: “Nobody asked” (“Ninguém pediu”). E emendou, novamente em inglês: “I'm speaking like this because Lula cannot understand what I'm talking about” (“Estou falando assim porque Lula não consegue entender o que estou dizendo”). Alguns jornalistas acharam que era piada e deram risada (não era piada). Neste começo de semana, Flávio tenta uma reunião com Trump com ajuda de aliados que possuem interlocução direta com o presidente americano. O filho “01” não antecipou o que quer conversar na Casa Branca, onde, há dias, Trump recebeu Lula e lhe dedicou diversos elogios. O irmão Eduardo poderá estar ao lado de Flávio: ele e Mário Frias estavam no Bahrein (Frias disse que, em “missão oficial” de Hugo Motta), longe da crise Flávio-Vorcaro sobre o filme de Bolsonaro. Dudu Bananinha hoje tem menos intimidade com Trump. O Bahrein é um pequeno país insular, formado por 30 ilhas, entre Arábia Saudita e Catar.

“Parecia ser o mais santo”

No final da semana passada, Lula voltou a falar sobre o que Flávio anda fazendo. “Aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estava pegando milhões para fazer um filme do pai. Isso é apenas o que a gente sabe agora. Vai aparecer muito mais coisa”, (em referência à relação entre o senador e o dono do Banco Master). “Nós nunca vamos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro”. Lula estava em Aracruz, anunciando ações para a cultura.

Giba Um

Fora da mídia

Maria Paula brilhou por mais de 15 anos no programa humorístico Casseta & Planeta, Urgente!, onde mesclou suas competências de apresentação e atuação, permanecendo no elenco de 1994 a 2010. Antes de embarcar nessa jornada, ela deu início à carreira na MTV Brasil, rapidamente se tornando uma figura conhecida na televisão. Durante sua trajetória, fez parte de séries, filmes e uma variedade de programas. Seus trabalhos mais recentes nas telas incluem sua participação em Dancing Brasil, exibido pela Record em 2019, e no filme “De Pernas pro Ar 3”. Fora da mídia, Maria Paula construiu uma carreira consistente no campo da Psicologia. Ela se graduou pela Universidade Paulista, completou um mestrado na Universidade de Brasília e dedicou-se à saúde mental, à inteligência emocional e a iniciativas humanitárias. Atualmente, trabalha como palestrante e Embaixadora da Paz, recebendo reconhecimento por suas contribuições, inclusive do Governo Federal. Ela se considera uma “artivista” e recentemente participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que discutiu a formação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial. Na vida pessoal, vive desde 2020 com o mestre de kung fu Leo Imamura. 

Giba Um

Jatinhos: 400 viagens

Entre janeiro e abril, autoridades do governo Lula realizaram 400 viagens em jatinhos da FAB. Somente no mês passado, eles voaram 117 vezes nos jatinhos, recorde do ano até agora. Mesmo sem voar em abril, o ministro Camilo Santana (Educação) é o recordista de 2026: 52 viagens. Hugo Motta (Câmara) voou 43 vezes, o mesmo número de viagens dos ministros do STF. Quem mais viajou em abril foi o ministro Alexandre Padilha (18 voos). Hoje, 60 autoridades do governo podem pedir para usar jatinhos: presidentes de Poderes, ministros de Estado, ministros do STF e chefes militares.

“Forasteira” Simone 1

Veteranos do PSB, principalmente os filiados ao partido em São Paulo, mal escondem a irritação com Lula e Geraldo Alckmin. Esses socialistas, ligados a Márcio França (ele aparece em quinto lugar nas pesquisas para o Senado em São Paulo) e a Tabata Amaral, falam cobras e lagartos da “forasteira” Simone Tebet, que não tem história no PSB e muito menos na estrada política do Estado. Não se elegeria nem mesmo em Mato Grosso do Sul, seu estado, mas obteve a bênção de Lula e Alckmin para o Senado, sacrificando os “veteranos”.

“Forasteira” Simone 2

Por outro lado, a chamada “forasteira” Simone Tebet está em segundo lugar nas pesquisas ao Senado em São Paulo, praticamente colada na primeira colocada, a ex-ministra Marina Silva. As duas carregam as maiores intenções de voto do levantamento. Desde 2024, o PSB vivia a expectativa da candidatura de Márcio França ao governo ou ao Senado, mas a própria cúpula do partido recebeu Simone e acertou a candidatura. França tentou uma solução amigável, despachando Tebet ou Marina para vice de Fernando Haddad ao governo: tudo inútil.

Mistura Fina

A reação de Michelle Bolsonaro à crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro abriu um novo foco de tensão dentro da própria família. Carlos e Eduardo Bolsonaro reclamaram da ausência de uma defesa pública da ex-primeira-dama, que disse que perguntas sobre o tema deveriam “ser feitas ao próprio Flávio”. A fala provocou irritação entre aliados próximos dos filhos do ex-presidente, que esperavam uma abordagem de Michelle em solidariedade a Flávio.

Ainda Michelle vs. clã Bolsonaro: o desconforto aumentou porque Michelle, no mesmo dia, se referiu ao ministro Alexandre de Moraes (STF) como “irmão em Cristo”. Ao comentar a autorização dada para que Jair recebesse um cabeleireiro na prisão domiciliar, Michelle não deixou por menos: “Vou profetizar aqui porque Deus transformou Saulo em Paulo. Nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro”.

É do deputado Carlos Veras (PT-PE) o título de gabinete que mais torrou dinheiro do pagador de impostos este ano, até agora. Levantamento aponta que o petista já queimou R$ 260.130,54. Em ano eleitoral, a maior despesa do parlamentar foi com “divulgação da atividade parlamentar” — e lá se foram R$ 78.912,00. Com aluguel de carrões, outra pequena fortuna: R$ 60 mil por conta do contribuinte. O irmão de Veras controla a Contag, entidade acusada na CPMI do INSS de ter subtraído R$ 3,4 bilhões de aposentados sem autorização.

A “manutenção do escritório” do deputado, que custou R$ 42.753,40, beirou o que foi gasto com combustível por Veras: R$ 40.454,87. Um trocado atrás, o ranking segue com Zé Adriano (PP-AC), que gastou R$ 260.119,08. Só com propaganda do mandato, foram R$ 126,7 mil. Entre as lideranças partidárias, o PT também aparece esbanjando. É o partido que mais gastou: mais de R$ 112 mil entre janeiro e meados de maio.

In — Chicória ao forno com creme branco

Out — Chicória refogada com alho-poró

CLÁUDIO HUMBERTO

"Lula transformou a caderneta da gestante em cartilha ideológica"

Deputada Carol de Toni (PL-SC) sobre termos lacradores no material usado pelo SUS

24/05/2026 07h12

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Com Zambelli, recusa de extradições se multiplicam

A decisão da Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli feita pelo governo brasileiro se soma a pelo menos outros quatro casos de grande relevância, onde governos estrangeiros se recusam a mandar de volta ao Brasil figuras da direita brasileira.

O primeiro foi o jornalista Allan dos Santos (EUA); depois outro jornalista, Oswaldo Eustáquio (Espanha); Joel Borges Corrêa, condenado no 8/jan, que ganhou refúgio político na Argentina; e o ex-deputado Alexandre Ramagem (EUA).

Lá não tem isso

No caso de Allan dos Santos, para os EUA os crimes apontados contra ele no Brasil seriam “crime de opinião”, que não existem por lá.

Evidente motivação

A Audiência Nacional da Espanha entendeu que o pedido brasileiro contra Oswaldo Eustáquio tinha “evidente conexão e motivação política”.

O primeiro

Em março, Joel Corrêa, com pena de 13 anos, se tornou o primeiro condenado pelo 8/jan a ganhar status de refugiado na Argentina.

Ouvidos moucos

O caso de Ramagem, o governo Lula pediu extradição no fim de 2025. Até hoje não andou, mesmo após a detenção por questões migratórias.

Comilança de lideranças da Câmara soma R$278 mil

Entre uma votação e outra na Câmara, a poucos metros do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não corre o risco de os parlamentares rodarem uma vaquinha e bancarem os próprios quitutes.

Sem dó, empurram ao pagador de impostos a fatura. PDT, Podemos, PSD, Psol, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$278 mil.

Mortadela série ouro

O maior gasto vem da liderança do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$75.790 em canapés, conforme levantamento da coluna.

Larica petista

Só em março, foram R$33.735 gastos com buffet, cobrado por cabeça. As notas bancaram almoços e jantares das excelências.

Ta liberado

O União Brasil vem logo atrás, R$55.250 em fevereiro e abril. Em abril, gastou R$40.750. O buffet foi cobrado por cabeça, R$250.

Tende a aumentar

Com o STF agindo como parte interessada em um lado do espectro político, casos como o de Carla Zambelli se multiplicarão, denunciando lá fora o autoritarismo judicial disfarçado de “defesa das instituições”.

À la vontê

O Podemos também bancou jantares e almoços para os nobres deputados ao preço de R$42.910, apenas entre fevereiro e abril. Só em abril, o gasto com buffet bateu os R$17,6 mil.

Blá blá blá

Rogério Marinho (PL-RN) desmontou falatório de Fernando Haddad (PT) sobre ter feito o Brasil crescer. O senador lembrou a carestia no mercado e a inadimplência, “o governo Lula dá com uma mão e tira com as duas”.

Não tem essa

Após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, negar, outro quadro do partido diz que não há movimento para reavaliar pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O senador Marcos Rogério (RO) negou esse papo.

Free Zambelli

Eduardo Bolsonaro celebrou decisão da justiça italiana que rejeitou extradição de Carla Zambelli, “dia ruim para Moraes e ditadores de toga”, comemorou o ex-deputado que mora nos Estados Unidos.

Candidato a ministro?

Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), reuniu-se com o ex-ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro, Adolfo Sachsida e classificou o encontro como “raro e produtivo”.

Sem vergonha

Após editar decreto que a oposição classifica como censura às redes sociais; Lula (PT) esteve no programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães, que recebe R$100 mil por mês da estatal EBC.

Errou na fala

Daniel Vorcaro pode ter perdido o bonde. Em cortes inferiores, há diversos exemplos de delações premiadas rejeitadas, mas é caso raro no STF, que tipicamente homologa acordos com órgãos como MPF e PF.

Pensando bem...

...pode ser especial, mas é cela.

PODER SEM PUDOR

Falta de memória

Jânio Quadros percorria o País, na campanha presidencial de 1960, a bordo de um avião Convair e sempre na companhia do vice, Milton Campos. Dono de uma memória prodigiosa, Jânio repetia o mesmo discurso em todos os comícios, sublinhados por gestos teatrais.

O vice, ao contrário, sempre mudava o tema. Certa vez em Governador Valadares (MG) Jânio o elogiou: “Dr. Milton, que maravilha! Um discurso para cada comício. Que cultura!”. “Não é cultura”, respondeu Campos, modesto “é falta de memória mesmo”.

Cláudio Humberto

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