Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não querem diálogo, apenas imposição e polarização"

Senador Rogério Marinho (PL-RN) sobre o método de governo do PT de Lula

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Que Congresso? Moraes já deu o que Lula queria

O Congresso já entra derrotado na curiosa “audiência de conciliação” do ministro Alexandre de Moraes, para definir se é “mais constitucional” o decreto do aumento do IOF ou o decreto legislativo que o anulou, como fixa a Constituição. Até para os padrões dos parças do Supremo Tribunal Federal, seria impensável manter o decreto. Mas o relator deixou Lula feliz anulando a decisão da Câmara por 383x98 votos e do Senado por aclamação. Noves fora, o Congresso já não vale nada.

 

Vitória valorizada

Não por acaso, a decisão de Moraes levou euforia à Advocacia Geral da União (AGU), que disse “valorizar” a tal “audiência da conciliação”.

 

Para que Legislativo?

Impressiona a exibição de bíceps do STF: um único ministro anula decisão de 75% da Câmara de 513 deputados eleitos nas urnas.

 

Audiência no Olimpo

Moraes ordenou que os chefes do Executivo e Legislativo se postem diante de sua decisão suprema. Não dá precedentes mencionados.

 

Com quem Lula conta

Bem que Lula sinalizou, em novo “sincericídio”, o que estava por vir: “se eu não for à Suprema Corte, eu não governo mais o País”.

 

Viagens: governo torra R$63 milhões em 14 dias

Pelas contas do Portal da Transparência, o governo Lula (PT) torrou R$63 milhões com viagens em apenas duas semanas, enquanto o País se debate com a necessidade de cortar despesas. No total do ano, foram R$667,7 milhões com viagens de funcionários (até 27 de junho). A conta não inclui a fortuna gasta pelo presidente, Janja e outros igualmente não votados, como ministros de Estado e integrantes do STF, que usam jatinhos da FAB, assim como chefes de Poder.

 

Diária é grana

A maior parte dos gastos do governo com viagens banca as diárias dos servidores de “confiança”, que já receberam R$408,5 milhões este ano.

 

Passagens secundárias

As passagens para viagens da turma custaram R$255,5 milhões em seis meses de 2025. “Outros gastos” totalizam R$3,7 milhões.

 

No exterior

Cerca de 15% das viagens do governo Lula nos primeiros seis meses do ano foram internacionais e custaram R$101,5 milhões.

 

Mão no bolso

Mais de 150 autoridades no Gilmarpalooza, em Lisboa, equivalem em números aos jogadores brasileiros na primeira fase da Copa do Mundo de Clubes, nos EUA. Mas os atletas não gastaram nosso dinheiro...

 

Gastança além-mar

Advogado em Lisboa disse que o Gilmarpalooza faz diferença para a economia local, lotando restaurantes, hotéis e serviços lisboetas. Parte por conta de dinheiro público brasileiro, parte bancada por lobistas.

 

Curioso investimento

Auge no “Gilmarpalooza” foi o jantar pago pelo BTG no exclusivo Suba, restaurante estrelado no Guia Michelin. Só para escolhidos a dedo. O BTG não é um escritório de advocacia, é um banco de investimentos...

 

Usina de lorotas

Lula (PT) seguiu orientação dos marqueteiros e passou a criticar o preço da gasolina, mas novamente terceiriza responsabilidade para os fiscais. Baixar imposto, que derrubaria os preços, nem pensar.

 

Maior dos séculos

O mais popular educador financeiro do País, Charles Wicz, chamou de “roubo do século” o ataque de hacker que pode ter afanado R$1 bilhão de bancos. Já o roubo de todos os séculos, R$9 bilhões por baixo, foi aos aposentados do INSS, beneficiando a cumpanheirada sindicalista.

 

Prendam seus bandidos

O desinteresse do governo Lula de dar um jeito no crime organizado já constrange o País lá fora. O presidente da Argentina, Javier Milei, cobrou contenção de facções brasileiras que ameaçam o Mercosul.

 

Promessa ao contrário

Mercados da Asa Sul, a menos de dois quilômetros do Palácio do Planalto, em Brasília, protegem com redes e alarmes todas as carnes de churrasco, e não só picanha. Caso do Pão de Açúcar, por exemplo.

 

Luz no túnel

Segundo avaliação do vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Cardoso, a decisão do STF de suspender o decreto de Lula que aumentou o IOF ao menos reconhece a impossibilidade de elevação do IOF por decreto presidencial com finalidade meramente arrecadatória.

 

Pensando bem...

...tem Poder que caiu para a “Série B”.

 

PODER SEM PUDOR

A proposta reduz o período em que um político condenado fica impedido de disputar uma eleição

A sabedoria do silêncio

Colecionador de todas as formas de coruja (chaveiros, biscuits, relógios, etc.), o ex-sindicalista Antônio Rogério Magri era ministro do Trabalho e vivia sob o fogo cerrado da oposição e dos jornalistas. Cada declaração sua, em geral desastrada, provocava uma nova crise. E ele não parava de falar. Só o fez após ouvir um colega de ministério encarregado de convencê-lo a fechar a boca: “Magri, sabe por que coruja tem fama de sábia? Não é porque é sábia, é porque é muda...”

EDITORIAL

Desenvolver preservando

Nem o imobilismo atende às necessidades econômicas do Estado, nem a flexibilização irrestrita das regras ambientais interessa ao futuro da região

13/06/2026 07h00

Arquivo

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A discussão sobre o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul inevitavelmente passa pelo Pantanal e pelo Rio Paraguai. Não há como pensar o futuro da mineração, da logística e das exportações sem enfrentar um desafio central: como crescer economicamente sem comprometer um dos patrimônios ambientais mais importantes do planeta.

Nos últimos anos, o debate sobre a hidrovia do Rio Paraguai ganhou contornos cada vez mais delicados. De um lado, existe a necessidade de ampliar a competitividade econômica da região, sobretudo para garantir melhores condições de escoamento da produção mineral e agroindustrial. De outro, há o temor de impactos permanentes sobre o Pantanal, bioma extremamente sensível às alterações em seu ciclo hidrológico.

É justamente neste contexto que surge uma sinalização importante da mineradora responsável pela extração de minério de ferro e manganês do Maciço do Urucum, em Corumbá. A empresa acena com uma alternativa ambientalmente mais viável para o transporte da matéria-prima exportada para diversos países.

A proposta envolve a fabricação de novas barcaças financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O diferencial está no modelo das embarcações. Embora possuam calado menor do que as barcaças atualmente utilizadas no Rio Paraguai, elas terão maior capacidade de carga e estrutura mais moderna.

Na prática, isso significa uma necessidade menor de profundidade do rio para a navegação. Consequentemente, reduz-se também a necessidade de dragagem constante do leito do Rio Paraguai, justamente um dos pontos mais polêmicos envolvendo o debate sobre a hidrovia.

A dragagem desperta preocupação, porque altera características naturais do rio, interfere no fluxo das águas e pode gerar impactos ambientais relevantes em toda a dinâmica do Pantanal. Evidentemente, qualquer atividade econômica provoca algum nível de impacto ambiental. O ponto central está em reduzir danos e buscar soluções tecnológicas capazes de compatibilizar crescimento econômico e preservação ambiental.

Neste aspecto, a adoção de embarcações menos agressivas ao sistema fluvial representa um avanço importante. Trata-se de uma sinalização de que é possível buscar eficiência logística sem apostar exclusivamente em intervenções profundas no curso do rio.

O debate sobre o Rio Paraguai não pode ser conduzido a partir de extremos. Nem o imobilismo atende às necessidades econômicas do Estado, nem a flexibilização irrestrita das regras ambientais interessa ao futuro da região. Mato Grosso do Sul precisa encontrar equilíbrio.

O desenvolvimento sustentável continua sendo a palavra central deste debate. Precisamos gerar empregos, movimentar a economia e ampliar nossa capacidade de exportação. Mas também precisamos preservar o Pantanal e cuidar dos recursos naturais que serão deixados para as próximas gerações.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"[A magistratura] passa por dificuldade financeiras"

Nunes Marques (STF), fala em "momento difícil" em evento sobre remuneração de juízes

12/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Carrões para Lula em Paris já custaram R$480 mil

Enquanto o governo sabota projetos para socorrer produtores rurais e até chama a renegociação das dívidas de “pauta-bomba”, Lula deu sinais de que vai manter o opulento padrão na viagem que inventou, diz que de última hora, a Paris (França) para participar do G7. O pagador de impostos vai bancar fatura de R$480.542,20, isso só com carrões para a comitiva do petista zanzar por lá. Se por aqui a ANAC até parou atividades por falta de dinheiro, por lá, as limusines já estão até pagas.

Frota estrelada

O Itamaraty contratou a V&D Luxury, que só trabalha com modelos top de linha da Mercedes, sedans ou vans. Além do chofer, claro.

Pra quem pode

No site, a empresa oferece limusines para clientes de alto padrão com a mensagem “Torne sua viagem tão luxuosa quanto seu destino”.

Faz o pix

O Itamaraty também já mandou alugar “salas” de apoio para Lula, que ainda está a quase 9 mil quilômetros de Paris,

No precinho

São dois espaços, a “Salle du Conseil”, para 10 pessoas, e a “Salle des Arcardes”, para 30 pessoas. A fatura é nossa: R$38.687,35.

Lula acusado de tentar melar socorro a produtores

Produtores, entidades rurais e parlamentares contestam a versão de Lula (PT) e cia. de que a negociação das dívidas do campo seria uma “pauta-bomba”. Zucco (PL-RS) é direto: “bomba é o descontrole fiscal que o governo construiu nos últimos anos”. O deputado argumenta que não é perdão de dívida, não distribui dinheiro, nem cria privilégio, apenas dá prazo para que produtores atingidos por crises climáticas possam pagar o que devem sem parar a produção: “O agro é solução, não problema”.

Avançou

O PL 5122/2023 foi aprovado no Senado na quarta-feira (10) e retorna à Câmara para análise final após alterações feitas pelos senadores.

Gestão explosiva

“Se existe uma bomba para a economia, ela está em Brasília, na má gestão dos recursos públicos pela gestão petista”, dispara Zucco.

Impulso necessário

Sanderson (PL-RS) destaca que o setor produtivo precisa de condições para seguir produzindo, gerando empregos e movimentando a economia.

Dilema petista

O PT pode ter candidato próprio em Minas Gerais, mesmo sem chance de vitória. O partido não quer “sacrificar” Marília Campos, priorizada para o Senado, mas o problema pode sobrar para a ex-prefeita de Contagem.

Prioridades claras

Diretor-presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo confirma que a corrupção voltou a liderar entre os principais problemas na visão dos eleitores brasileiros, seguido por segurança pública e saúde.

Fora do governo

Ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado este ano, José Dirceu disse ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que não tem “nenhuma intenção” de voltar a ocupar cargo no governo Lula. Em vez disso, quer ajudar o presidente a partir da Câmara, se eleito, afirmou.

Sem conexão?

Nem um dia após afirmar que gostaria de tomar a ilha de Kharg, por onde passam 90% das exportações de petróleo do Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que autoridades iranianas aceitaram o acordo com os americanos e suspendeu ataques que havia anunciado.

Lula rejeitado

Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) venceriam Lula (PT) em um eventual segundo turno, em Santa Catarina. O resultado está na pesquisa Futura/Apex (BR-08398/2026), de ontem.

Gayer internado

Gustavo Gayer (PL-GO) está internado e precisou passar por uma cirurgia para desobstruir o intestino. O procedimento foi nessa quinta-feira (11). Hoje, o deputado ainda segue sob observação.

Como está

Hugo Motta (Rep-PB) não mudou o relator e designou o deputado Leo Prates (Rep-BA) para relatar a versão governista da proposta sobre o fim da escala 6x1. O presidente da Câmara quer destravar a pauta da Casa.

Inquérito contra Lula

Flávio Bolsonaro (PL) não deixou barato as falas de Lula instigando o enforcamento de adversários. O senador protocolou notícia crime contra o petista no Supremo Tribunal Federal. Deve dar em nada.

Pensando bem...

…a maior ”pauta bomba” é a eleição.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Fonte do planeta

Certa vez, ao ouvir do alagoano Geraldo Bentes, seu ex-secretário de Turismo, a piada de que os rios Capiberibe e Beberibe, do Recife, formam o oceano Atlântico, para ilustrar a suposta “mania de grandeza” dos pernambucanos, o recifense Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e então governador do Distrito Federal, protestou imediatamente: “E quem disse que esses rios formam só o Atlântico?...”

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