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O contexto histórico das ações afirmativas

A adoção de políticas de ações afirmativas tornou-se fundamental para o processo de inclusão social da população negra dos EUA e para diminuir as desigualdades entre os diversos grupos étnicos norte-americanos

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As ações afirmativas nos EUA são fruto de um contexto histórico, dramático e denso nas relações étnico-raciais norte-americanas, pois são resultado direto das tensões deixadas pela Guerra Civil, que assolou o território do país entre 1861 e 1864, em um conflito contra a escravidão negra que custou 79 bilhões de dólares e mais de 660 mil vítimas assassinadas e outras tantas feridas nos dois lados da guerra, tanto do lado dos confederados sulistas, defensores do escravismo, quanto do lado dos federados, arregimentados pela ideia da abolição total do trabalho escravizador.

Após aquele conflito, foi promulgada a 14º Emenda, em julho de 1868, como mecanismo necessário para se garantir a cidadania, a igualdade perante a lei e o devido processo legal contra a discriminação, sem distinção da cor da pele ou de critérios étnico-raciais, visando, de forma plena e efetiva, a reconstrução nacional, a imunidade e indo contra o abuso de poder do Estado, proibindo principalmente privar as pessoas da vida, da liberdade e da propriedade sem que haja o justo processo de julgamento.

Já no contexto da pós-abolição, o presidente Abraham Lincoln articulou no Congresso a liberação de uma parcela do orçamento público, para quitar despesas com a reparação histórica com a Declaração de Emancipação aos negros ex-escravizados e às suas famílias, transportado-os para a Libéria e para a Região Norte do Brasil, buscando dar proteção aos alforriados longe dos ranços que ficaram das agressões bélicas e de uma possível vingança confederada contra a prole preta.

No entanto, mesmo com a verba de US$ 600 mil dólares, o ministro das Relações Exteriores de Lincoln não conseguiu a adesão de Dom Pedro II, que reprovou a ideia de a Amazônia ser refúgio para a massa negra recém-liberta. Assim, a adoção de políticas de ações afirmativas tornou-se fundamental para o processo de inclusão social da população negra dos EUA e para diminuir as desigualdades entre os diversos grupos étnicos norte-americanos.

Como foi o caso das universidades de Harvard e da Carolina do Norte, já que ambas utilizam em seus processos seletivos o critério racial como submissão de candidaturas. Em Harvard, por exemplo, são exigidos seis categorias para seu processo de seleção: o acadêmico, o extracurricular, o desemprenho esportivo e pessoal e, entre outros, o critério racial, que entra na última fase do processo de admissão, chamado de Lop.

Nele, são avaliadas as questões étnicas dos candidatos afro-americanos e hispânicos, porém, em função de seu rigor, em um processo em que concorrem mais 60 mil candidatos, somente 2 mil conseguem ser aprovados – e hoje apenas 12% deles têm origem afro-americana.

Isto é, em que pese a 14º Emenda buscar ações governamentais sem distinção de cor e raça, os negros e seus descendentes ainda não atingiram um nível de cidadania que justifique o cancelamento das ações afirmativas nos EUA. O país ocupa, atualmente, o 18º lugar entre as 24 maiores nações industrializadas em taxa de conclusão do Ensino Médio, com a evasão escolar ultrapassando o número de um milhão de alunos, anualmente, sendo a maioria deles jovens pretos e pardos. 

Em diversas cidades dos EUA não é possível uma pessoa de origem afro-americana e asiática comprar, alugar ou obter a escritura em seu próprio nome de imóveis ou hipotecas, como propriedades localizadas em Seattle. Ainda, em pelo menos 20 mil condados, há cláusulas de proibição de acesso a esses imóveis para as linhagens negras e asiáticas.

Mesmo com a aprovação da Lei da Habitação Justa de 1968, que proibiu tal segregação, na prática nada mudou e a sombra dessas restrições racistas permanece, limitando o acesso à propriedade de milhares de famílias que viveram gerações de exclusão pela moradia própria.

Em milhares de bairros, a presença negra é quase nula, principalmente os de maior poder aquisitivo e em vizinhança de classe média, conforme dados do Consórcio de Direitos Civis e História do Trabalho da Universidade de Washington. Portanto, a justiça de transição e as ações afirmativas não atingiram seus objetivos nos EUA, pois diversas formas de preconceito e discriminação foram perpetuadas ao longo da história.

Por isso, a decisão da Suprema Corte é um retrocesso e inviabiliza o combate ao racismo e à segregação racial atuais, uma vez que não só nas universidades, mas também em diversas áreas sociais, o racismo estrutural ainda acontece, vergonhosamente, no país.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Já ganhou!"

Jason Miller, conselheiro de Donald Trump sobre candidatura de Flávio Bolsonaro

29/03/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Água de ‘pets’ da gestão de Lula custa R$1,6 milhão

Enquanto Lula abusa de piadas contra chineses e culpa cachorrinhos para justificar o estrangulado orçamento do brasileiro, que não suporta as mais de 20 iniciativas para criar ou subir impostos desde o início da gestão do petista, o presidente não dá qualquer justificativa sobre a cifra milionária que empurrou no pagador de impostos para sustentar o zoológico particular que ostenta no Palácio do Planalto: são 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavão, jabutis, carpas etc.

Só o começo

A gastança com o viveiro este ano, fica pior. Em 2026, tem só o mês de janeiro: R$ 28,2 mil. A conta não inclui os bichos da Granja do Torto.

Recorde da gastança

Desde o retorno de Lula à Presidência, 2025 foi o ano com a fatura d’água do viveiro palaciano mais cara; R$ 636.930,46 por nossa conta.

Caça-vazamento

Em 2024, os giros do hidrômetro nos custaram mais R$ 482,5 mil. Além dos R$ 465,5 mil cobrados no primeiro ano da terceira gestão de Lula.

Ponta do iceberg

O valor milionário não inclui os 6.233 animais da Granja do Torto, tampouco gastos veterinários ou com alimentação, pagos por nós.

Senado é plano do PL para manter eleitorado em SP

A cúpula do PL não pretende abrir mão de indicar um candidato ao Senado em São Paulo, ainda que divida os eleitores conservadores. O cenário nas eleições deste ano não ajuda o partido de Valdemar da Costa Neto no Estado. O único senador liberal é o Astronauta Marcos Pontes, que se afastou de Jair Bolsonaro. A cadeira na Casa Alta é fundamental para o partido manter proximidade do governo estadual, já que o governador Tarcísio de Freitas não pensa no PL como vice.

Caminhão de votos

Nas eleições de 2022, dos quatro deputados federais mais bem votados, três eram do PL, que somaram 2.328.863 votos para o partido.

Zero chance

Carla Zambelli está presa na Itália e não pode concorrer. Eduardo Bolsonaro, fora do País, também virou alvo do Supremo Tribunal Federal.

Vazou

Ficha limpa, o terceiro nome é Ricardo Salles, que é pré-candidato ao Senado, mas se mandou do PL e deve concorrer pelo partido Novo.

Impostos recorde

Economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses de Gamboa lista nove novas tributações ou aumento de impostos do governo Lula que contribuíram para brasileiros pagarem R$ 1 trilhão em impostos em tempo recorde, em 2026. Foram três dias a menos, em relação a 2025.

Mistério continua

Segue o mistério sobre como Lulinha se sustenta em Madri. Circula entre brasileiros na cidade que ele trabalharia na área de tecnologia da Telefonica de Espanha. A controladora da Vivo demorou a responder, mas negou que o enrolado filho de Lula seja funcionário ou terceirizado.

Tendência

Na última semana, plataformas como Polymarket e a Kalshi, de apostas de previsões, registraram pela primeira vez maior probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula (PT), na eleição presidencial.

Realidade cruel

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) definiu como “retrato cruel da realidade” a decisão do STF de enterrar a comissão, cuja prorrogação havia sido determinada horas antes.

Ícaro

Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante lamentou o encerramento “antes do fim” da CPMI do INSS determinado pelo STF. “Quando a investigação começa a chegar perto, ela é interrompida”, disse.

Majoritária definida?

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a candidata do seu partido, o PSB, ao Senado em São Paulo deve ser a ministra Simone Tebet (Planejamento). Falta só combinar com o PT paulista.

Saída marcada

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que deve deixar o cargo de ministro da Indústria e Comércio na próxima quinta-feira (2), último dia útil antes do fim do prazo de desincompatibilização.

Empacou

Um dos cotados do PL para disputar o Senado por São Paulo é o vice-prefeito da capital paulista Mello Araújo (SP), que tinha agenda com Bolsonaro em abril, cancelada por ordem de Alexandre de Moraes.

Pergunta suprema

Vem aí a “pizza Master”?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Prefeito chorão

O então prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), que sob a menor pressão caía no choro, enfrentou uma saia justa no Teatro Castro Alves, na entrega do prêmio Dodô & Osmar aos destaques do carnaval. Ele subiu ao palco para entregar o prêmio a Ivete Salgalo e foi vaiado por cinco minutos, sob gritos de “chorão!” ou “sai daí, chorão!” Ivete tentou socorrer: “Ele é chorão, minha gente, mas é gente boa...” O prefeito foi embora e depois, claro, desabou em um pranto interminável.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Não tem acordo com quem quer blindar bandido"

Deputado Evair de Melo (PP-ES) sobre manobra governista para melar a CPMI do INSS

28/03/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Até o pescoço: relatório cita Lulinha 118 vezes

Familiares do presidente Lula são citados ao menos 214 vezes no relatório final da CPMI que investigou a gatunagem que lesou mais de 6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. O robusto documento, com 4.340 páginas, tem o termo “Fábio Luís” registrado por 118 vezes. É o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, que teve indiciamento pedido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O termo Lulinha, alcunha do herdeiro petista, aparece 71 vezes.

Pelegão é 13

José Ferreira da Silva, pelegão irmão de Lula, foi citado 13 vezes. O apelido, Frei Chico, outras 12. Mas escapou do indiciamento.

Entorno lulista

“Luchsinger”, sobrenome de Roberta, amiga íntima de Lulinha, é outro termo bem recorrente: 99 vezes. A lobista teve indiciamento pedido.

Pizzaria aberta

Responsável pela blindagem dos convocados, “STF” foi citado 353 vezes no documento. O termo “habeas corpus” registrou 68 repetições

STF representado

Dos ministros do Supremo, os mais citados foram André Mendonça (87), Flávio Dino (22), Toffoli (27) e Alexandre de Moraes (8).

Mais quatro anos de PT aniquilam o País, diz Salles

O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) acredita que a disputa eleitoral de 2026 vai ser a “eleição do vale tudo” para o PT de Lula e cia; “eleição de golpes abaixo da linha da cintura”, disse o parlamentar em entrevista ao podcast Diário do Poder. Pré-candidato ao Senado em São Paulo, Salles também criticou “candidaturas forasteiras” de Simone Tebet, que “não se elege nem síndica de prédio” no Mato Grosso do Sul, seu estado natal, e Marina Silva, que “não tem legitimidade para ser candidata”.

Morte anunciada

“O PT já deveria ter perdido a relevância por conta dos escândalos,” avalia Salles. “Sem Lula, o PT é acéfalo”.

Demais é menos

Salles acredita que é um “erro brutal” a direita lançar três candidatos ao Senado em São Paulo, pois pode diluir o eleitorado conservador.

Inércia

Salles também criticou o Senado, órgão responsável por eventuais processos contra ministros do STF: “Que moral tem o Senado?”.

Basta um pretexto

As primeiras imagens de Jair Bolsonaro em casa, capturadas por drones de emissoras, acionaram o alerta. Aliados calejados dizem que isso pode usado como pretexto para suspender a domiciliar do ex-presidente.

Morando no MDB

Ex-prefeito de São Bernardo e secretário de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, Orlando Morando se filia ao MDB neste sábado (28), com a presença de Michel Temer e do prefeito Ricardo Nunes.

Trabalho não parou

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar concluiu o relatório final da comissão às 2h da manhã de sexta (27), poucas horas antes do início da apresentação que pediu indiciamento de Lulinha e outros 217 enrolados.

Faltam 190 dias

Após a virada inédita de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) nas chances de vitória na eleição presidencial da plataforma Polymarket, a diferença aumentou: passou de 42,5% a 42% para 44,1% a 42%.

Caldo entornou

A chapa esquentou na CPMI do INSS. Ofendido pelo petista Lindbergh Farias (RJ), Alfredo Gaspar (PL-AL) devolveu em alto e bom som, “ um bandido que está no mandato”, “usuário de drogas” e daí pra baixo.

Memória de elefante

Coube a Luiz Fux (STF) relembrar aos ministros do STF que a corte já prorrogou trabalhos de CPIs, inclusive com aguerrida defesa do decano Gilmar Mendes, que, agora, vê o ato como inconstitucional.

Claro no escuro

Clientes da Claro ficaram sem internet em diversos bairros de Brasília, esta semana, por mais de 12 horas. Até algumas repartições públicas foram atingidas pelo blecaute de sinal da operadora.

Sistema forte

Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o deputado Zucco (PL) disse que “estamos diante de um cenário em eu o sistema se recusa a seguir investigando as fraudes do INSS”.

Pensando bem...

...aprovado ou rejeitado, o relatório da CPMI do INSS está à disposição do Ministério Público.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Acontece que ela é baiana

Presidente da sessão de ontem na Câmara, o deputado José Linhares (PP-CE) anunciou às 15h06, o discurso do “nobre deputado Jumari Oliveira”.

- É deputada, senhor presidente – retrucou Jumari (sem partido-BA).

- Desculpe, não olhei para a esquerda – tentou justificar-se Linhares.

Ela, na bucha:

- O senhor tem quatro anos para aprender que eu sou Jumari, mulher e baiana. 

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