Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT não quer prorrogar a CPMI do INSS!"

Marcel van Hattem (Novo-RS), após membros do PT não assinarem pedido de prorrogação das investigações

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Lula não destruiu Toffoli, agora terá de aguentar

Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

Viagens do governo Lula: R$33,5 milhões em 40 dias

Em apenas 40 dias, o governo Lula (PT) torrou R$33,5 milhões com viagens. Foram mais de R$16,2 milhões com diárias pagas aos funcionários e outros R$17 milhões gastos com passagens aéreas. Os dados do Portal da Transparência de 2026 contabilizam apenas viagens realizadas até 9 de fevereiro. Em 2025, Lula e cia. conseguiram bater o recorde histórico em despesas com viagens pelo terceiro ano seguido.

Só no exterior

As viagens internacionais do governo petista custaram R$4,6 milhões nos primeiros 40 dias de 2026. Desde então dados não são atualizados.

Sete bilhões!

Em 2025, o governo Lula torrou R$2,41 bilhões com viagens. Em 2024, R$2,38 bilhões; em 2023, R$2,29 bilhões. Total: R$7,08 bilhões.

Tem muito mais

O custo das viagens não inclui gastos de Lula, Janja e as demais autoridades que aproveitam os jatinhos da Força Aérea Brasileira.

Muito estranho

Eduardo Girão (Novo-CE) disse estranhar o trabalho no Senado ter ficado paralisado durante o mês de fevereiro. “Nós tivemos apenas uma sessão [no início do mês] e foi remota! Excluindo os debates de escândalos fragorosos”, disse ele, ao citar o INSS e o Banco Master.

Brasil beneficiado

Na avaliação do Financial Times, o Brasil será o maior beneficiado pelo fim das altas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump. Produtos brasileiros terão ‘desconto’ de 13,6%, mesmo se a nova taxa fosse 15%.

Interesse gradual

Começou com apenas 106 deputados a sessão do plenário da Câmara, ontem (24), para analisar o projeto antifacção, relatado por Guilherme Derrite (PP-SP). Após 1h30, eram 233; após 3h30, 335 parlamentares.

Senhor da razão

“O tempo tem mostrado o quanto Jair Bolsonaro foi perseguido e injustiçado”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o MPF do Rio arquivar ação contra o ex-presidente por supostas ‘falas golpistas’.

Curioso

Pesquisa Nexus/FSB no Nordeste aponta: 46% da população admite nunca ter ouvido falar na proposta do fim da escala 6x1, mas 48% dizem que diminuem chances de votar em político que for contrário ao projeto.

Em horário nobre

O desfile-bajulação a Lula no Carnaval pode ser propaganda eleitoral antecipada, explica o advogado eleitoral Newton Lins, e renderia multa de R$5 mil a R$25 mil “ou valor equivalente ao custo da divulgação”.

Devolve aí

A gigante de logística FedEx foi a primeira grande empresa a processar o governo americano após o fim das tarifas, determinado pela Suprema Corte dos EUA. A empresa pede “reembolso completo” da fortuna gasta.

Situação difícil

O advogado Gustavo Ferreira avalia que a queda das tarifas nos EUA não afasta a acusação contra Eduardo Bolsonaro, réu no STF pela tal ‘coação’. Entretanto, diz que a cassação do mandato poderia fazer com que a ação fosse enviada à 1ª instância, mas há precedentes contrários.

Pergunta na interpretação

Pré-campanha é campanha antecipada?

PODER SEM PUDOR

Fontes secretas

Certa vez entrevistando ao vivo o então presidente do PT, Tarso Genro, para a rádio CBN, o âncora Estevão Damásio testou o bom humor do político gaúcho:

“Como o PT fará, agora, para arrecadar recursos para suas campanhas?”.

A reação de Genro foi de surpresa:

“Isto é pergunta que se faça?...”.

Depois, ambos caíram na gargalhada.

artigos

O novo impulso da corrupção: o Brasil sob o véu do sigilo e da impunidade

04/06/2026 07h15

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O Brasil parece ter ingressado em um ciclo perigoso de retrocesso institucional, em que o combate à corrupção, antes uma prioridade nacional, foi substituído por uma sofisticada engenharia de autoproteção dos poderosos. O que assistimos hoje não é apenas à sobrevivência das velhas práticas de desvio de recursos públicos, mas a um novo impulso da corrupção, blindado por uma impunidade institucionalizada e pelo uso estratégico do segredo de Estado, muitos dos quais por até 100 anos.

Historicamente, o País sofre com o dreno de recursos que deveriam financiar áreas vitais. Dados técnicos indicam que a corrupção consome anualmente cerca de R$ 250 bilhões ou o equivalente a 2% do PIB Brasileiro (R$ 12,5 trilhões). Esse dado é uma estimativa clássica utilizada em relatórios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Transparência Internacional. 

Esse valor não é apenas um número contábil, ele representa o atraso no desenvolvimento e a manutenção da pobreza. No entanto, o agravante atual é o desmonte das ferramentas de controle. Sempre que uma investigação se aproxima de núcleos sensíveis do poder, a resposta é imediata: a decretação de sigilos centenários, a anulação de provas técnicas e o asfixiamento de órgãos de inteligência, como o Coaf, que teve seu orçamento e autonomia reduzidos drasticamente nos últimos anos.

O “véu do sigilo” tornou-se a ferramenta predileta para esconder o que o cidadão, que paga a conta, tem o direito de saber. A transparência, pilar da democracia, vem sendo sacrificada no altar da conveniência política.

O cenário é agravado pela insegurança jurídica: países com altos índices de impunidade deixam de crescer até 1,5% ao ano pela fuga de capital estrangeiro. A falta de transparência parece lembrar a frase basilar do ex-juiz da Suprema Corte americana Louis Brandeis (1856-1941): “A luz do sol é o melhor detergente”, em julgamento sobre corrupção.

O pior é que essa sombra parece agora se projetar sobre áreas do Judiciário que deveriam ser o último refúgio da moralidade pública. A proximidade de membros das altas cortes com o poder político e econômico cria um ambiente onde se tem a sensação de que o julgamento técnico dá lugar ao compadrio e onde decisões monocráticas frequentemente servem como “salvo-conduto” para figuras influentes.

A impunidade é o combustível da criminalidade. Quando o sistema judiciário falha em punir, ou quando se torna parte da engrenagem de proteção, o sinal enviado à sociedade é de que o crime compensa para quem detém conexões certas. Isso destrói a confiança nas instituições e condena o Brasil ao subdesenvolvimento. 

Para romper essa inércia, é preciso coragem para reformas estruturais:
1) Transparência absoluta: limitar drasticamente as hipóteses de sigilo em atos da administração pública;
2) Independência dos órgãos de controle: garantir autonomia orçamentária à Polícia Federal e ao Coaf;
3) Reformas no Judiciário: estabelecer limites rígidos para decisões monocráticas que paralisam investigações;
4) Fim do foro privilegiado (especialmente em casos penais): ninguém deve estar acima da lei em virtude do cargo que ocupa.

O Brasil não pode mais aceitar que a corrupção seja tratada como um “mal inevitável”. Enquanto o cidadão comum é cobrado por cada centavo de imposto, os poderosos se escondem atrás de togas e sigilos para manter privilégios espúrios. A prosperidade econômica só virá quando a impunidade deixar de ser a regra. É preciso que o Estado volte a servir ao povo, e não a uma elite que se julga intocável.

O Brasil, do alto de sua posição de destaque como 10ª maior economia do mundo, precisa escolher entre sua inclusão no rol de países evoluídos e democráticos ou retroceder para o regime de capitanias hereditárias do século 16, agora, sem rei.

editorial

Crédito não pode virar renda

Embora programas de crédito mais barato sejam importantes no curto prazo, a solução estrutural passa necessariamente pela educação financeira

04/06/2026 07h00

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O crédito continua ocupando um espaço delicado na economia brasileira. Embora alguns indicadores demonstrem melhora gradual no acesso a financiamentos e renegociações, a saúde do crédito ainda inspira preocupação. O endividamento das famílias segue elevado, os juros permanecem altos em diversas modalidades e boa parte da população ainda recorre a empréstimos, não para investir ou adquirir patrimônio, mas para conseguir equilibrar despesas básicas do cotidiano.

Neste cenário, o crédito consignado vinculado ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) surge como uma alternativa menos agressiva para trabalhadores que precisam de dinheiro imediato. Ao oferecer juros menores e facilitar renegociações de dívidas, a modalidade cria condições mais acessíveis para quem enfrenta dificuldades financeiras. Nesta edição, mostramos que Mato Grosso do Sul já movimentou R$ 1,6 bilhão em créditos do consignado do FGTS, número expressivo quando comparado a diversos outros indicadores da economia local.

É inegável que o acesso ao crédito tem papel importante na dinâmica econômica. Ele movimenta consumo, permite investimentos e ajuda famílias e empresas a realizarem projetos que demorariam muitos anos para sair do papel apenas com renda própria. O crédito, quando utilizado de forma saudável, é uma ferramenta de desenvolvimento.

Basta observar o setor imobiliário. Sem financiamentos de longo prazo, quantas famílias de classe média conseguiriam adquirir o primeiro imóvel? Em muitos casos, levaria décadas. Isso também vale para a compra de veículos de trabalho, equipamentos agrícolas, máquinas industriais e outros bens de capital elevado. O crédito é, portanto, uma alavanca econômica indispensável para o crescimento das sociedades modernas.

O problema começa quando o crédito deixa de ser instrumento de investimento e passa a funcionar como complemento de renda, e esta distorção se tornou cada vez mais comum no Brasil. Milhões de famílias recorrem a empréstimos para pagar supermercado, contas básicas, remédios ou outras despesas correntes. Isso evidencia não apenas dificuldades financeiras imediatas, mas também fragilidade na educação financeira da população.

Crédito não é salário, não substitui aumento de renda, não corrige desequilíbrios permanentes do orçamento e tampouco pode servir como solução contínua para dificuldades financeiras. Quando utilizado desta forma, acaba se transformando em armadilha, alimentando ciclos de endividamento difíceis de romper.
Por isso, embora programas de crédito mais barato sejam importantes no curto prazo, a solução estrutural passa necessariamente pela educação financeira. O Brasil ainda forma gerações inteiras sem nenhuma orientação consistente sobre orçamento doméstico, planejamento, juros, investimentos ou consumo responsável.

Melhorar o índice de educação financeira da sociedade é fundamental para que o crédito cumpra sua verdadeira função: impulsionar crescimento patrimonial e desenvolvimento econômico, e não servir apenas como paliativo para dificuldades do dia a dia. O acesso ao crédito precisa ser ampliado, mas acompanhado de consciência financeira. 

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