Colunistas

Cláudio Humberto

"O tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil"

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, sobre crise com EUA e China

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Vieira já ignorou convocação da Câmara três vezes

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, é reincidente no desrespeito aos deputados que representam o povo no Legislativo; já ignorou três convocações da Câmara em ocasiões diferentes.

Ontem, o chanceler de Lula (PT) não apareceu na Comissão de Relações Exteriores para explicar suas afirmações de que a classificação pelos Estados Unidos de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas vai provocar “ação militar dos EUA em território brasileiro”.

Ignorou...

Vieira foi convocado para explicar o asilo à ex-primeira-dama do Peru (condenada por corrupção) e a posição do governo Lula sobre o Irã.

...e dane-se

O Itamaraty não deu resposta oficial à Câmara, ontem, nem explicou a falta. O órgão sugeriu nova data, o que a comissão não aceitou.

Regimento é claro

“Somente comprovação médica ou agenda previamente estabelecida são justificativas”, disse à coluna o deputado Evair de Melo (Rep-ES).

Desqualificado

“Vieira é reincidente, já pode até pedir música. Foram três faltas, o que mais uma vez o desqualifica para o cargo”, criticou Melo.

Alvo central do STF contra emendas é mesmo Motta

Investigações sobre emendas parlamentares apontam para o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB) como alvo central, mesmo com os holofotes iniciais direcionados ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (MG). São umbilicalmente ligados.

A investigação indica que nenhuma das manobras atribuídas a Cunha – que não tem mandato – teria sido viável sem ordem da presidência da Câmara. Esse “aval” apontado pela Polícia Federal é o que liga o passado de Cunha ao presente de Motta. 

Pupilo fiel

Motta foi pupilo e soldado fiel de Cunha e integrou sua “tropa e choque” quando o ídolo foi presidente a Câmara entre 2015 e 2016.

Filho político

Hugo Motta é frequentemente descrito em Brasília como “cria” ou “filho político” de Cunha, alguém que ascendeu replicando do ex-presidente. 

Queda de braço

Motta reagiu fortemente à tentativa de “criminalizar a política”, segundo definiu. E promete mobilizar líderes para contestar as decisões do STF.

Ferveu

O clima esquentou entre Júlia Zanatta (PL-SC) e Maria do Rosário (PT-RS). O problema começou com uma plaquinha que a petista apareceu no Plenário, o que é proibido, e depois murmurou “nazista”. Não deu outra.

Não é comigo

A mania de Lula de terceirizar culpa pelos fiascos parece ter se espalhado entre auxiliares. O Ministério da Fazenda projeta inflação em 5,1%, acima do teto da meta. A “culpa”: El Niño e choque do petróleo.

Nunca soube

Foi clara e objetiva a resposta, ao ministro Alexandre de Moraes (STF), dos advogados de Jair Bolsonaro sobre a divulgação da carta assinada pelo ex-presidente, “jamais soube que a carta seria publicizada”.

Mauro amarelou

Mauro Vieira não deu as caras na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, que quer explicações do ministro sobre a baboseira do suposto risco de ação militar dos EUA no Brasil. A desculpa dada pelo chanceler é que estaria em reunião com Lula.

Água secou

Pipocam nas redes sociais canais secos das obras de transposição do Rio São Francisco, sempre inaugurada com pompa por Lula, atrás de votos. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) denuncia: é uma farsa.

Muito além da meta

O próprio Ministério da Fazenda de Lula aumentou para 5,1% a previsão da inflação para 2026. A meta criada pelos próprios petistas, em 2025, era de 3% com teto de 4,5%. Agora admite que vai extrapolar até o teto.

Memória curta

O ministro do STF Flávio Dino determinou que presidentes de partidos “esclareçam” se têm poder sobre emendas. À época que foi membro do Comitê Central do PCdoB, principal órgão de direção do partido comunista, as coisas deveriam funcionar de forma diferente.

PT? Tô fora

Escaldados pelo apoio ao PT em Minas Gerais, em 2018, quando o então governador Fernando Pimentel (PT) levou uma surra do estreante Romeu Zema (Novo), pré-candidatos do PSB fogem de nova aliança com o PT este ano. Se o PSB nacional intervir, deixarão o partido. 

Pensando bem...

...tem partido político que é a Argentina no Brasil.

PODER SEM PUDOR

Gargalhando por dentro

Jânio Quadros estava em campanha para presidente, em 1960, e foi a Sete Lagoas (MG) para um comício com Magalhães Pinto, que disputava o governo de Minas contra Tancredo Neves. No comício, os oradores foram recebidos com ovos e vaias.

A comitiva seguiu para uma cidade vizinha. No carro, Jânio ficou um tempão esperando que Magalhães Pinto dissesse alguma coisa.

Desconfiava que ele estava por trás das vaias e dos ovos. Até que perdeu a paciência com o impassível aliado: “Os mineiros são terríveis. Quando não riem por dentro, riem por fora”.

Arthur Maximilliano

Uma Nova Coluna sobre Gestão, Negócios e o Futuro das Empresas

14/07/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Ao longo dos próximos meses, esta coluna será um ponto de encontro entre empresários, gestores, líderes e todos aqueles que acreditam que empresas são organismos vivos — que aprendem, erram, evoluem e impactam pessoas.

Sou Arthur Maximilliano, engenheiro de produção pela UFMS, professor universitário, com pós-graduação em gestão pela INSTED e MBA em Inteligência Artificial pelo IBMEC.

Atuo há anos diretamente com pequenas, médias e grandes empresas, acompanhando de perto seus desafios reais com a minha empresa - RETENMAX: crescimento desorganizado, falta de clareza estratégica, decisões tomadas no improviso e a dificuldade constante de transformar boas ideias em resultados sustentáveis.

Recentemente, lancei o livro Sussurros Empresariais, uma obra que traduz, em forma de reflexões e histórias, tudo aquilo que muitas empresas vivem — mas poucas conseguem nomear. Essa mesma lógica estará presente nesta coluna: menos teoria distante, mais prática aplicada ao mundo real dos negócios.

Sobre o que vamos falar aqui

Esta não será uma coluna de modismos empresariais, frases prontas ou soluções mágicas. A proposta é falar sobre negócios com profundidade, mas com linguagem acessível.

Entre os temas que estarão presentes:

  • Inteligência Artificial como ferramenta de produtividade — não como ameaça
  • Gestão estratégica aplicada à realidade brasileira
  • Cultura organizacional e comportamento humano nas empresas
  • Liderança, tomada de decisão e conversas difíceis
  • Finanças empresariais além da contabilidade obrigatória
  • Marketing, vendas e construção de valor real
  • Educação empresarial como vantagem competitiva
  • O papel do empresário no crescimento saudável da própria empresa


Também trarei reflexões a partir de aulas, projetos, mentorias, livros, pesquisas e experiências práticas vividas dentro das organizações.

Como essa coluna será construída

A escrita será direta, reflexiva e, muitas vezes, provocativa — no bom sentido. A intenção não é apontar erros, mas gerar consciência. Não é dizer o que o empresário “deveria fazer”, mas ajudá-lo a pensar melhor sobre o que já faz.

Acredito profundamente que toda empresa é, antes de tudo, uma empresa de educação. Educação de pessoas, de processos, de decisões e de visão de futuro. Quando esse aprendizado para, o negócio começa a regredir — mesmo que os números ainda não mostrem isso.

Um convite ao leitor

Esta coluna nasce como um espaço de diálogo com o ecossistema empresarial de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Um lugar para refletir, questionar e, principalmente, evoluir.

Se ao final de cada texto o leitor sair com uma pergunta melhor do que aquela com que entrou, o objetivo estará cumprido.

Seguimos juntos.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Haddad tenta fazer o povo acreditar em mentiras"

Rogério Marinho (PL-RN), sobre Fernando Haddad culpar Jair Bolsonaro pelo déficit

13/07/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula chama ditadora em exercício de presidenta

Humilhado pelo ex-amigo e ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro, Lula, após muita pressão interna, não reconheceu a fraudulenta eleição venezuelana, mas parece ter mudado de ideia. Nota sobre o telefonema à ditadora em exercício Delcy Rodrigues, que mantém os hábitos do tirano que a precedeu, da Secretaria de Comunicação Social do petista, comandada pelo marqueteiro Sidonio Palmeira, reconhece Delcy como “presidenta designada”, sem explicar quem designou.

São detalhes

O telefonema foi em razão do trágico terremoto no país vizinho. Mas a nota não traz qualquer menção sobre democracia ou o processo eleitoral.

Vai ficando

O “mandato interino” de 180 dias da ditadora expirou assim que julho pontou, mas veio o terremoto e Delcy nunca mais falou em eleições.

Reprovação nas alturas

Pesquisa AtlasIntel na Venezuela mostra reprovação de Delcy em 63,3% em junho. Sobre o enfrentamento à tragédia, desaprovação de 52,4%.

Lula ignora

Apesar da tragédia, 45,7% dos entrevistados disseram que eleger um novo presidente é prioridade, contra 32,6% para reconstruir o país.

EUA nunca realizaram ação militar na América do Sul

Em toda a História, não há um caso sequer de intervenção militar dos Estados Unidos conta uma democracia na América do Sul. A influência diplomática e econômica americana é uma ferramenta comum, as ações secretas já foram usadas até a Guerra Fria, mas “ação militar”, cujo risco é alegado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, nunca aconteceu. “Não há histórico disso na América do Sul”, lembrou o cientista político Fernando Schüler ao Jornal Gente da Bandeirantes.

Ditadura

O caso mais recente foi a captura e prisão do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela, ditadura controlada pela extrema-esquerda por 25 anos.

Estado irresponsável

Fernando Schüler classificou a afirmação do chanceler Mauro Vieira em comunicado oficial à Câmara como “irresponsável e desastrosa”.

Sem provas

“O Itamaraty até agora não explicou porque acha isso”, lembra Schüler, que aponta a falta de substância na acusação do MRE.

Movimento histórico

Ex-secretário de Política Econômica do governo, Adolfo Sachsida chamou de “gol de placa” a ideia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de criar uma área de livre comércio das Américas. “Representa o maior movimento de abertura comercial da história do Brasil”, disse.

Quem fez, fez

O governo Lula já praticamente jogou a toalha e não deve ver avanços no fim da escala 6x1 antes da eleição. A folga parlamentar começa no sábado (18) e o projeto ainda está na fase de “debates temáticos”.

Bolsa-preso

O senador Jorge Seif (PL-SC) aponta hipocrisia do governo (petista) do Piauí de dar cotas a presos: "Desgoverno não garante emprego a quem nunca cometeu crime e obriga empresas a contratar ex-presidiários”.

Procura-se

Há quatro meses a Justiça procura por Silvio Almeida, mas sem sucesso. O ex-ministro dos Direitos Humanos de Lula foi denunciado por importunação sexual, mas o judiciário não consegue fazer a notificação.

Reta final

Coligações e alianças políticas ainda não estão oficialmente amarradas, mas partidos e federações têm apenas mais uma semana até o início da temporada de convenções partidárias, que começam no dia 20.

Ritmo de festa

O Congresso Nacional entra na última semana oficial de “trabalho” do semestre. O recesso parlamentar tem início oficial em 18 de julho, como manda a Constituição, mas, na prática, o trabalho só vai até quarta (15).

Cenas incríveis

Completa dois anos nesta segunda-feira (13) a tentativa de assassinato contra Donald Trump, em um comício na Pensilvânia. A bala passou a milímetros da cabeça e acertou a orelha do então candidato a presidente.

Explicação simples

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lista o tarifaço da China contra a carne brasileira e a proibição de importação imposta pela União Europeia para concluir que “é a incompetência do governo Lula que faz com que as maiores economias do mundo tarifem o Brasil”.

Pergunta no Planalto

Tarifaço da China pode?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Índio malandro

O cacique Mário Juruna foi eleito deputado em 1982, pelo PDT carioca, e fez história, de gravador em punho, cobrando promessas e compromissos dos políticos com a causa indígena. Mas, curiosamente, o deputado Mário Juruna não nomeou índios xavantes para a sua assessoria; só escolheu brancos. A um repórter que perguntou o motivo, ele explicou: “Branco entende malandragem de branco”.

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