Colunistas

Arthur Maximilliano

Uma Nova Coluna sobre Gestão, Negócios e o Futuro das Empresas

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Ao longo dos próximos meses, esta coluna será um ponto de encontro entre empresários, gestores, líderes e todos aqueles que acreditam que empresas são organismos vivos — que aprendem, erram, evoluem e impactam pessoas.

Sou Arthur Maximilliano, engenheiro de produção pela UFMS, professor universitário, com pós-graduação em gestão pela INSTED e MBA em Inteligência Artificial pelo IBMEC.

Atuo há anos diretamente com pequenas, médias e grandes empresas, acompanhando de perto seus desafios reais com a minha empresa - RETENMAX: crescimento desorganizado, falta de clareza estratégica, decisões tomadas no improviso e a dificuldade constante de transformar boas ideias em resultados sustentáveis.

Recentemente, lancei o livro Sussurros Empresariais, uma obra que traduz, em forma de reflexões e histórias, tudo aquilo que muitas empresas vivem — mas poucas conseguem nomear. Essa mesma lógica estará presente nesta coluna: menos teoria distante, mais prática aplicada ao mundo real dos negócios.

Sobre o que vamos falar aqui

Esta não será uma coluna de modismos empresariais, frases prontas ou soluções mágicas. A proposta é falar sobre negócios com profundidade, mas com linguagem acessível.

Entre os temas que estarão presentes:

  • Inteligência Artificial como ferramenta de produtividade — não como ameaça
  • Gestão estratégica aplicada à realidade brasileira
  • Cultura organizacional e comportamento humano nas empresas
  • Liderança, tomada de decisão e conversas difíceis
  • Finanças empresariais além da contabilidade obrigatória
  • Marketing, vendas e construção de valor real
  • Educação empresarial como vantagem competitiva
  • O papel do empresário no crescimento saudável da própria empresa


Também trarei reflexões a partir de aulas, projetos, mentorias, livros, pesquisas e experiências práticas vividas dentro das organizações.

Como essa coluna será construída

A escrita será direta, reflexiva e, muitas vezes, provocativa — no bom sentido. A intenção não é apontar erros, mas gerar consciência. Não é dizer o que o empresário “deveria fazer”, mas ajudá-lo a pensar melhor sobre o que já faz.

Acredito profundamente que toda empresa é, antes de tudo, uma empresa de educação. Educação de pessoas, de processos, de decisões e de visão de futuro. Quando esse aprendizado para, o negócio começa a regredir — mesmo que os números ainda não mostrem isso.

Um convite ao leitor

Esta coluna nasce como um espaço de diálogo com o ecossistema empresarial de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Um lugar para refletir, questionar e, principalmente, evoluir.

Se ao final de cada texto o leitor sair com uma pergunta melhor do que aquela com que entrou, o objetivo estará cumprido.

Seguimos juntos.

CLAÚDIO HUMBERTO

"O legado é claro: um desgoverno que segue dividindo o país"

Deputado Bibo Nunes (PL-RS), ao avaliar a gestão do presidente Lula (PT)

11/07/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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‘Emendas de Valdemar’ têm elo pluripartidário

Pente fino na lista de emendas que teriam sido desviadas por Valdemar Costa Neto, como suspeita a Polícia Federal, mostra que, à época do pagamento ou empenho dos recursos, as prefeituras eram governadas não só por membros do Partido Liberal, mas também de outras seis siglas além do PL. Entram no bolo: MDB, Novo, PSD, União Brasil, Progressista e até o esquerdista PDT, mostrando que, se confirmado, era um esquema bem versátil e sem barreira ideológica.

Caminhão de dinheiro

Emendas para prefeituras “do PL” somam mais de R$71 milhões. Outro recheado bolo é o do PSD, que passa dos R$32,4 milhões.

Sopa de letrinhas

Prefeitura sob tutela do MDB é destinatária de R$9,5 milhões. Tem o PDT, R$4,7 milhões; Novo, R$290 mil; União, R$800 mil; e PP, R$220 mil

Caça-fantasmas

De acordo com a PF, os parlamentares eram apenas “fantasmas” que assinavam as emendas. Quem mandava mesmo era o cacique do PL.

Não conscientemente

Valdemar negou a prática de qualquer crime. Disse em nota que não há prova ou indício que tenha aderido a um suposto esquema criminoso.

Governo Lula já fez 632 voos nosjatinhos da FAB

Desde o início do ano, autoridades do governo Lula (PT) já realizaram 632 voos nos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), é a autoridade campeã de voos, 66 voos até agora, este ano. O Ministério da Defesa requereu jatinhos 67 vezes, mas é o órgão responsável por fazer o transporte dos dez ministros do STF, que ganharam direito ao luxo no governo Lula 3.

Só petistas

Entre os ministros da Esplanada, Camilo Santana (Educação) realizou 54 voos, lidera o ranking. Alexandre Padilha (Saúde) é o segundo com 44.

Mês em alta

As autoridades do governo Lula realizaram - apenas em abril - 119 voos nas aeronaves do Grupo de Transporte Especial (os jatinhos) da FAB.

Só aumenta

Cerca de 60 autoridades do governo têm autorização para pedir jatinhos; presidentes de Poderes, ministros de Estado e do STF e chefes militares.

Socialistas em alerta

A pré-campanha de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco, que estava no salto e em clima de já ganhou, ligou o alerta. Paraná Pesquisas (PE-00478/26) trouxe a governadoraRaquel Lyra (PSD) numericamente à frente. E nas intenções de voto nos dois turnos.

Recado dado

“O ressurgimento do terrorismo político violento de extrema esquerda não é um fenômeno novo, trata-se de uma antiga ameaça que ressurge com fortes ligações transnacionais e novas convergências”, diz o perfil oficial – em português – do Departamento de Estado dos EUA.

Troca-troca

Agora é oficial, PT e União reduziram a bancada. Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE) perderam os mandatos na Câmara. Assumem Nivaldo Albuquerque (Rep-AL) e Priscila Costa (PL-CE).

Conforme a música

O Republicanos vai seguir com um pé em cada canoa e costurar alianças de acordo com o interesse local. Em Pernambuco, o partido, que é presidido pelo ex-ministro de Lula Silvio Costa Filho, fechou com o PT.

Voo solo

Anunciada por Aécio Neves, a neutralidade do PSDB foi água no chopp do Democracia Cristã, que sonhava atrair os tucanos em uma eventual candidatura do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa.

Sabor churrasco

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) cobrou do presidente Lula (PT) o mantra da última campanha petista: “Já são quase quatro anos de desgoverno e o churrasquinho prometido está cada vez mais caro”. 

Negacionista das tarifas

Rogério Marinho (PL-RN) criticou Lula por não enviar representantes aos EUA para negociar as tarifas: “Estadista sério negocia com todos. Lula prefere uma narrativa antiamericana e prejuízo ao País”, diz o senador.

Oposição perseguida

Para Flávio Bolsonaro (PL), a Polícia Federal agiu de forma seletiva na operação contra Valdemar Costa Neto “para constranger um adversário político” do governo Lula (PT). “Essa perseguição precisa parar”, diz.

Pensando bem...

... quem vê sigla, não vê cifrão.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Separados pela língua

Então recém-filiado ao PTB e derrotado para vereador na capital gaúcha, Cristopher Goulart, neto do ex-presidente João Goulart, alfinetou a prima, num encontro em Porto Alegre: “Se meu avô Jango estivesse vivo, não estaria no PDT porque era o partido de Brizola”. A deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) retrucou, incorporando o “espírito” do avô: “Não posso dizer em que partido meu tio-avô Jango estaria, mas com certeza não seria no partido do Roberto Jefferson”.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Eu tenho certeza de que a Michelle pensa igual a mim"

Flávio Bolsonaro (PL), ao amenizar desentendimento com a ex-primeira-dama

10/07/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Vaga no Senado azeda o clima entre Motta e Lula

O Planalto estranhou a súbita disposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), em andar com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. Bombeiros entraram em cena para descobrir qual era o desconforto do parlamentar, já que o governo não tem intenção de fazer o assunto andar. O problema é o apoio de Lula aos candidatos ao Senado pela Paraíba. O petista sinalizou apoio a dois nomes, nenhum deles conta com apoio de Motta.

Casos de família

Motta pedirá votos para Nabor Wanderley (Rep), seu pai, que acabou preterido por Lula apesar da submissão do presidente da Câmara.

Lula volátil

O PT estadual até fechou com Motta e vai apoiar as indicações do deputado. O problema é Lula, que escanteou Wanderley.

MDB levou

Lula apoiará Veneziano Vital do Rêgo, para prender o rabo do MDB. O senador precisa renovar o mandato em outubro.

Sem espaço

O outro nome é o de João Azevedo, do PSB, atual governador do Estado. O partido, da chapa de Lula, também terá apoio do petista.

EUA não entendem por que o tarifaço ajuda Lula

Apesar de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sido recebido com deferência especial na audiência do USTR (Ministério do Comércio de lá), os representantes do governo dos Estados Unidos – que têm o papel de julgar a aplicação de tarifas – deixaram claro que não conseguem entender como sanção dessa magnitude pode ajudar politicamente o atual presidente Lula (PT), como alega o pré-candidato de oposição a presidente. A informação é de brasileiros presentes à audiência.

Punição benéfica

Na cabeça dos burocratas americanos, aumentar tarifas prejudica o país e a economia, por isso o “benefício político” tem sido difícil de entender.

Caso recente

Eles ignoram que o PT aposta o tarifaço para vociferar contra os EUA e a oposição, no palanque. No tarifaço de 2025, Lula subiu nas pesquisas.

Ótica e tática

Ao confrontar Trump, líder da maior economia do mundo (e um dos mais rejeitados), Lula tenta se vender como grande adversário dos EUA.

Encalacrou

Voltou ao STJ o arrastado processo dos respiradores comprados de uma empresa de derivados de maconha pelo governo de Rui Costa (PT) na Bahia, durante a Covid. Foram pagos R$48 milhões, R$12 milhões antes da assinatura do contrato. O material nunca foi entregue.

Trabalho continua

A Copa fez a mídia “esquecer” por uns dias o caso do Banco Master, mas a operação de ontem contra o publicitário Thiago Miranda, contratado de Daniel Vorcaro, mostrou que a Polícia Federal não parou de trabalhar.

Uma saída para Vieira

Para Evair de Melo (Rep-ES), autor da convocação de Mauro Vieira para depor na Câmara sobre a lorota de “risco de ação militar” do EUA, “a única chance de o chanceler não comparecer é ser exonerado antes. Depois da vergonha que fez o Brasil passar, seria a melhor solução”.

Lá, não agradam

Tarcísio errou sobre Marina e Tebet serem “forasteiras”, como Haddad alegou contra ele. Não ofereceria a cara a tapa lembrando que as duas tentam se eleger em São Paulo por não terem chance em seus Estados.

Controle estatal

O Senado aprovou acordo entre Brasil e China que determina que filmes produzidos em parceria entre os dois países sejam considerados “obras nacionais”. Quem vai dar o carimbo é a Ancine... brasileira e chinesa.

Filme queimado

O PT está em vias de desistir de candidatura própria em Minas Gerais e reconhece que a gestão de Fernando Pimentel afundou as chances do partido de ter um nome competitivo. Marília Campos já chutou o balde.

Chega de humilhação

A desistir de disputar o Planalto, o tucano Aécio Neves (MG) sinalizou para que doravante seu nome seja retirado das pesquisas. Além de baixíssima intenção de votos, era o pré-candidato de maior rejeição.

Não empolgou

Não que muita gente tenha colocado fé, mas o Aécio Neves não vai levar adiante a candidatura à Presidência pelo PSDB. Diz o tucano que o foco vai ser estruturar o partido para 2030 e deve adotar a neutralidade.

Pensando bem...

...o ninho dos tucanos fica em cima do muro.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

ACM era dureza

Foi numa greve de motoristas de ônibus em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de “Waldir Moleza” ou “Waldir Lerdeza” o então governador da Bahia e depois ministro Waldir Pires (Defesa) no governo Lula. Chamado de “Toninho Ternura” ou “Toninho Malvadeza”, dependendo do humor popular ou dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas: “Chega de Moleza, queremos Malvadeza!” Tudo o que faltou a Waldir Pires na crise aérea, que ele enfrentaria quando foi ministro.

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