Política

ELEIÇÕES 2026

Agir se apresenta como alternativa à polarização e aposta em candidatura independente em MS

Legenda pretende lançar candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado e à Câmara dos Deputados com discurso voltado aos eleitores insatisfeitos com a polarização política

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O Agir pretende disputar as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul com o discurso de oferecer uma alternativa à polarização entre direita e esquerda.

Durante declaração, o presidente estadual do Agir, Jeferson Bezerra, 53 anos, que é o candidato a governador, afirmou que o partido buscará conquistar eleitores insatisfeitos com os grupos políticos tradicionais e defenderá candidaturas próprias ao Governo do Estado, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Segundo ele, a proposta é reunir o apoio de eleitores de diferentes classes sociais que desejam uma opção fora dos blocos políticos que dominam o cenário eleitoral.

"É uma alternativa para todas as pessoas de bem, seja de classe média, alta ou baixa, votarem e fugirem desse ciclo vicioso de direita e esquerda", afirmou.

Na avaliação do dirigente, alianças formadas durante o período eleitoral demonstram que adversários de eleições passadas acabam se unindo por interesses políticos.

"Há quatro anos um candidato ao Senado criticava duramente outro que hoje está ao lado dele. Eles estão juntos porque o interesse é ganhar a eleição, não necessariamente representar a população", declarou.

O representante do Agir afirmou que a legenda pretende apresentar candidatos que, segundo ele, estejam mais próximos das demandas da população e não dos acordos políticos tradicionais.

Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas por partidos de menor estrutura, ele destacou que o Agir pretende compensar a falta de recursos financeiros e de espaço na propaganda eleitoral com a proximidade junto ao eleitorado.

"Não vai ser fácil. Nós não temos tempo de televisão nem uma grande estrutura financeira, mas temos facilidade para acessar o coração de quem mais sofre neste Estado", afirmou.

De acordo com o dirigente, a estratégia da legenda será dialogar diretamente com os eleitores que demonstram insatisfação com a atual polarização política, apresentando o Agir como uma opção independente para a disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul.

Para o Senado, o partido terá como candidato Daniel Rodrigues Júnior e os suplentes Alessandro Garcia e Luciene da Silva, enquanto para vice-governador o escolhido foi o Valdenir Duarte. Bezerra. O partido não terá candidatos a deputado estadual e lançará apenas nomes para deputado federal: Claudinei Farias Leandro, Carol Ajala, Professora Aguilera Guarani, Edna Paixão, Milena Fernandes e Jurandir Machado.

sem acordo

Tereza Cristina nega convite para ser vice de Flávio Bolsonaro, afirma Valdemar

Senadora informou ao presidente do PL que o objetivo dela é disputar a presidência do Senado

21/07/2026 15h30

Tereza Cristina negou convite para ser vice de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina negou convite para ser vice de Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira, 21, não ter conseguido chegar um acordo para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja a vice de chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

"Não houve acordo, ela me disse hoje [terça-feira] que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela", declarou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil, após se reunir com a parlamentar.

Valdemar disse acreditar que quem dará a última palavra na escolha será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Valdemar, Bolsonaro tem um faro político que já foi demonstrado quando decidiu que Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputaria o governo de São Paulo em 2022.

Flávio já sinalizou a intenção de escolher uma mulher para o posto, de olho no eleitorado feminino. Valdemar defendia o nome de Tereza Cristina, com o argumento de que agregaria votos. Outros nomes ventilados são da administradora Daniella Marques e da deputada Simone Marquetto (PP-SP).

O dirigente do PL reafirmou a intenção de buscar apoio de outros partidos ao nome de Flávio. "Temos várias coligações com o PP nos Estados. Temos muitas coisas com PP, União Brasil. Temos muitas alianças nos Estados com Republicanos. Estamos conversando com Podemos. Pessoal de Minas está conversando com o PSDB", continuou.

Valdemar Costa Neto disse ainda acreditar que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retornará ao Brasil em janeiro, caso haja uma vitória de Flávio e seja feita uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

Ex-deputado

PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Com o fim do processo administrativo, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da corporação

21/07/2026 14h01

Ex-deputado, e agora ex-escrivão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro

Ex-deputado, e agora ex-escrivão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro Arquivo

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A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão dele por abandono de cargo. Agora, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da corporação.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Pelo acúmulo de faltas sem justificativa, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.

Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo.

Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.

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