Política

FESTA DA DEMOCRACIA

Ano eleitoral começa com sessões sobre candidaturas e ilícitos para eleições 2026

Quase dois milhões de sul-mato-grossenses voltam às urnas em 04 de outubro para escolher representantes para deputados federais e estaduais, dois senadores, governador e Presidente da República

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Com 2026 tratando-se de ano eleitoral, em Mato Grosso do Sul quase dois milhões de eleitores voltam às urnas em outubro, sendo que começam já no próximo mês as sessões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que devem aperfeiçoar as resoluções que devem orientar as próximas Eleições Gerais. 

Neste ano, cabe lembrar, o brasileiro retorna às urnas eletrônicas (que inclusive completam 30 anos de história em 2026) para escolha de representantes dos seguintes cargos: 

  • Deputado federal,
  • Deputado estadual, 
  • Dois senadores, 
  • Governador e 
  • Presidente da República

Com isso, conforme estabelecido na edição de 22 de dezembro do Diário da Justiça Eletrônico, as audiências públicas devem acontecer entre os dias 03 e 05 do próximo mês, voltadas para receber sugestões de toda a sociedade. 

Esses encontros, cabe destacar, serão pautados por eixos temáticos específicos a serem discutidos diariamente, com o dia 03, por exemplo, voltado para: pesquisas eleitorais; auditoria e fiscalização; sistemas eleitorais e atos gerais do processo eleitoral. No dia seguinte, a pauta da audiência pública no TSE abordará o registro de candidaturas e à prestação de contas. 

"Já no dia 5, serão discutidos assuntos relacionados à propaganda eleitoral, representações e reclamações, ilícitos eleitorais, transporte especial para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e consolidação das normas voltadas ao cidadão nas eleições", confirma o Tribunal Superior Eleitoral em nota veiculada à imprensa.

Como participar

Aberto à participação da sociedade em geral, a população brasileira terá a chance de submeter sugestões para elaboração e revisão dessas instruções normativas, procedimento esse coordenado pelo vice-presidente do TSE, ministro Nunes Marques. 

Essas minutas das normas estarão disponíveis para consulta pública, que poderá ser feita através do Portal do Tribunal a partir de 19 de janeiro de 2026, com pelo menos 15 dias de antecedência. 

Haverá um formulário específico, disponibilizado também no Portal do TSE, por meio do qual exclusivamente os interessados poderão submeter as sugestões. Nesse mesmo documento, há ainda um espaço em que os populares podem pedir, inclusive, pelo uso da palavra durante essas audiências públicas. 

Ou seja, esse processo e respectivos prazos são válidos para toda a sociedade em geral, tanto pessoas físicas como jurídicas, o que inclui ainda  partidos políticos, entidades públicas e privadas e também associações profissionais e acadêmicas.  

Importante frisar que, as participações nas audiências serão concedidas de acordo com os temas, considerando antes tanto o que foi apresentado como o próprio tempo hábil para a sessão. 

Ou seja, em caso de mais de um representante inscrito do mesmo partido político, por exemplo, terá preferência e prioridade aquele que for representante do diretório nacional, sendo que a lista de inscrições aprovadas deve ser divulgada no Portal do TSE no próximo dia 29. 

Essas audiências devem ocorrer em formato híbrido, com as participações podendo ser tanto presencialmente quanto por videoconferência, transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube e pela TV Justiça. 

Os inscritos serão previamente identificados e, quando convocadas, terão oportunidade de se manifestar pelo prazo de três a cinco minutos.

Essas audiências devem durar cerca de duas horas, com o Tribunal decidindo pela prorrogação ou não de cada audiência. 

Eleições 2026

Considerada a "festa da democracia", as eleições gerais de 2026 estão marcadas para acontecerem comumente no primeiro domingo de outubro (04), com a possibilidade de segundo turno agendada para o dia 25 do mês em questão, com cerca de três semanas corridas entre uma data e outra. 

Mais de 155 milhões de brasileiros devem ir às urnas neste ano, com Mato Grosso do Sul tendo um total de 1.968.065 de pessoas classificadas como "eleitorado apto", conforme painel elaborado pela Justiça Eleitoral. 

Desse total, pelo menos 1.692.937 tratam-se de eleitorado com biometria, o que por sua vez representa um cadastramento biométrico de pelo menos 86% da população sul-mato-grossense apta a votar. 

Neste 2026 a urna eletrônica completa 30 anos desde sua adoção, o que é considerado uma "maturidade e plenitude" do sistema eleitoral brasileiro. Com sua estreia datando das eleições municipais de 1996, a população sentiu com o passar dos anos a maior celeridade na própria apuração dos votos. 

Em outras palavras, o processo que antes levava dias, foi reduzido para apenas algumas horas de apuração, que transformou-se em sinônimo de eficiência, segurança e sigilo na hora de escolher um representante. 

Dos cargos em disputa neste ano eleitoral, cabe lembrar que, enquanto deputados são eleitos por um sistema proporcional, os senadores, governadores e presidente são escolhidos em eleições majoritárias. 

 

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ANO ELEITORAL

Esquerda entra sem direção clara nas eleições e pode pagar caro por isso

Indefinição de nomes, fragmentação interna e pesquisas desfavoráveis deixam campo progressista vulnerável em MS

02/01/2026 08h20

Vander Loubet e Simone Tebet são pré-candidatos ao Senado

Vander Loubet e Simone Tebet são pré-candidatos ao Senado Divulgação

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Faltando menos de um ano para as eleições, o campo da esquerda em Mato Grosso do Sul ainda não conseguiu consolidar uma estratégia clara nem apresentar nomes com competitividade real para o Senado e outras disputas majoritárias. Esse cenário abre espaço para que direita e centro-direita sigam dominando o panorama eleitoral no Estado.

A premissa vem de pesquisas recentes, que mostram que as indefinições estão claras e podem afetar o campo da esquerda.

Levantamentos de intenção de voto no Estado indicam um quadro fragmentado na disputa pelo Senado, que terá duas vagas em jogo.

A pesquisa Correio do Estado/IPR que foi realizada nas 12 maiores cidades do Mato Grosso do Sul, com 1.700 entrevistas realizadas entre os dias 1º e 6 de dezembro de 2025, tem margem de erro de 2,5 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%, e aponta o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) liderando dentro da margem de erro, com 17,76% das intenções de voto em cenários com vários nomes testados.

A ministra Simone Tebet aparece embolada com Capitão Contar e Nelsinho Trad, também dentro da margem de erro – um desempenho considerado modesto, sobretudo para quem ocupa um dos ministérios mais estratégicos do governo de Lula 3. Já Soraya Thronicke oscila em posições inferiores e, por ora, sua reeleição não indica risco imediato frente aos quatro primeiros colocados.

No recorte específico de Campo Grande, considerando apenas o primeiro voto para o Senado, o cenário é de Nelsinho Trad (PSD) com 23,36%, Capitão Contar com 18,76%, Reinaldo Azambuja com 17,88% e Simone Tebet com 15,04%.

O índice de 7,26% de indecisos reforça a percepção de que o primeiro voto tende a estar relativamente consolidado entre os eleitores.

Nesse levantamento, o petista Vander Loubet e outros nomes da esquerda não foram incluídos na amostra em razão de indefinições sobre suas possíveis candidaturas.

Contexto histórico reforça dificuldades

O resgate do desempenho eleitoral recente ajuda a explicar o cenário atual. Em 2022, na disputa ao Senado, o candidato do PT, Tiago Botelho, obteve cerca de 13% dos votos – bem atrás de Tereza Cristina (PP), eleita com mais de 60%.

Em 2018, candidaturas ligadas à esquerda também registraram votações relevantes apenas em termos proporcionais, sem alcançar competitividade diante de nomes como os de Nelsinho Trad ou Soraya Thronicke.

O histórico revela que, embora conquiste parcelas significativas do eleitorado, a esquerda enfrenta dificuldades para igualar – e menos ainda superar – candidaturas de centro e direita nas disputas majoritárias em Mato Grosso do Sul.

O problema atual: identidade, nomes e narrativa

Analistas ouvidos pelo Correio do Estado, que preferiram não se identificar, apontam três desafios principais: a indefinição dos nomes competitivos, a fragmentação interna e o enfraquecimento de narrativa. 

Sobre a indefinição dos nomes competitivos, Simone Tebet, apesar da projeção nacional e do cargo de ministra do Planejamento, ainda não confirmou se disputará o Senado, mantendo aliados e eleitores em incerteza.

A indefinição de Simone ainda está ligada à fragmentação interna. A ala mais à esquerda oscila entre indefinição de Simone no MDB, declarações de apoio ao governador Eduardo Riedel, e a movimentação de Vander Loubet, que se apresenta como pré-candidato e afirma estar pronto para disputar uma eleição majoritária.

Enquanto isso, nomes do PL, PP e centro-direita ocupam espaço, tentando oferecer ao eleitor experiência por ter ocupado cargos recentemente. 

Implicações para 2026

Para a esquerda, o desafio vai além de escolher nomes: será necessário construir uma estratégia unificada, oferecer palanque competitivo ao governo de Lula e formular uma narrativa capaz de dialogar com o eleitorado majoritário do Estado.

A indefinição em Mato Grosso do Sul também preocupa estrategistas do governo federal, porque o Estado poderá ter duas vagas ao Senado e pode influenciar o equilíbrio de forças na Casa – o que afeta votações sensíveis e o próprio relacionamento com o STF.

*Saiba

Pré-candidatos

Enquanto no campo da esquerda Simone Tebet (MDB) e Vander Loubet (PT) são os pré-candidatos ao Senado, à direita existem nomes como o de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL; Nelsinho Trad (PSD), e Gerson Claro e Jaime Verruck, do PP.

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MANTIDA

Moraes nega prisão domiciliar e mantém Bolsonaro preso na PF

Ministro determinou retorno ao regime fechado após alta médica

01/01/2026 16h30

Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que solicitava prisão domiciliar de natureza humanitária após alta do hospital DF Star, onde ele segue internado desde o último dia 24.Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Com a decisão, assim que deixar o hospital, Bolsonaro deve retornar para a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos pela trama golpista. Em coletiva à imprensa na tarde de quarta-feira (31), os médicos confirmaram que a previsão de alta do ex-presidente está mantida para esta quinta-feira (1º).

Na decisão, Moraes avalia que a defesa de Bolsonaro não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.

“Conforme destacado naquela decisão, há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica, necessário a manutenção do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado.”

No documento, o ministrou lembra que Bolsonaro foi condenado à pena de 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, aplicado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena.

“Ressalte-se, que, diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos.”

Moraes destacou ainda que que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da defesa do ex-presidente podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, “sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas por dia”.

A decisão reforça também que permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, “e entrega de comida produzida por seus familiares”.

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