Política

ELEIÇÕES 2026

Azambuja lidera convenção do PL que oficializará candidatura ao Senado e apoio à reeleição de Riedel

Evento reunirá lideranças do partido para homologar candidaturas e consolidar a aliança política que sustentará o projeto eleitoral da sigla no Estado

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul realiza no próximo dia 1º de agosto, das 8h às 11h, sua Convenção Estadual, que irá homologar os candidatos da legenda para as eleições gerais de 2026. Sob a liderança do ex-governador e presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja, o encontro deve confirmar a candidatura dele ao Senado Federal, além de oficializar a aliança com a Federação União Progressista (PP e União Brasil) em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel.

Durante a convenção também serão definidos os candidatos do partido à segunda vaga ao Senado, bem como os primeiros e segundos suplentes dos dois candidatos a senadores, os nove canditatos a deputados federais e os 25 candidtados a deputados estaduais, além da confirmação dos números que serão utilizados nas urnas.

A aproximação entre PL, PP e União Brasil foi construída ao longo dos últimos meses e teve como principal articulador Reinaldo Azambuja. O apoio à continuidade da gestão de Eduardo Riedel foi uma das condições estabelecidas pelo ex-governador para assumir a presidência do diretório estadual do PL, posição que passou a ocupar com o aval da direção nacional da legenda.

Nos bastidores, a avaliação é de que a aliança fortalece o projeto político do partido em Mato Grosso do Sul e amplia as possibilidades de crescimento da bancada liberal tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.

Desde que assumiu o comando estadual da sigla, Azambuja conduziu um processo de fortalecimento do PL, ampliando a presença do partido em todo o Estado com a filiação de prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores, lideranças regionais e representantes da sociedade civil. Atualmente, a legenda possui organização partidária nos 79 municípios sul-mato-grossenses.

Pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja demonstra confiança no desempenho eleitoral da legenda. Segundo ele, as alianças em construção permitirão ao PL eleger as maiores bancadas federal e estadual, conquistar duas vagas ao Senado, reeleger Eduardo Riedel ao Governo do Estado e contribuir para a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

"O PL tem as melhores propostas para um Brasil melhor, onde os recursos públicos serão melhor administrados e aplicados em obras e serviços de interesse da população, investindo principalmente em segurança pública, saúde, educação e infraestrutura", afirmou Azambuja.

Deliberações da convenção

Além da homologação das candidaturas, os convencionais deverão votar uma série de medidas relacionadas ao processo eleitoral, entre elas:

aprovação de eventuais coligações partidárias;
delegação de poderes à Comissão Executiva Estadual para deliberar sobre substituições de candidatos e preenchimento de vagas remanescentes;
autorização para que a Executiva pratique todos os atos necessários ao registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral;
análise de outros assuntos de interesse partidário relacionados às eleições de 2026.

A Convenção Estadual do PL será realizada na sede do partido, localizada na Rua Flamboyant, nº 681, Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande, entre 8h e 11h.

stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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