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Celso Sabino pede demissão do Ministério do Turismo após pressão do União Brasil

Sabino afirmou que permanece no cargo até a próxima semana, a pedido de Lula, para entrega de obras em Belém

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O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira, 26, que entregou a carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi pressionado pelo União Brasil para deixar o cargo.

Sabino afirmou que permanece no cargo até a próxima semana, a pedido de Lula, para entrega de obras em Belém. Cabe ao presidente assinar a demissão do ministro.

Paraense, Sabino demonstrou interesse em continuar como ministro durante a COP-30. A projeção durante o evento seria uma ativo para o interesse do ministro de disputar o Senado pelo Estado no ano que vem.

"Tive uma conversa hoje com o presidente da República, em virtude da decisão do partido ao qual eu sou filiado tomou, de deixar o governo, e vim hoje aqui cumprir o meu papel. Entreguei ao presidente a minha carta e o meu pedido de saída do Ministério do Turismo, cumprindo a decisão do meu partido", disse, em entrevista no Palácio do Planalto.

"A minha vontade clara é continuar o trabalho que a gente vem fazendo. A gente tem um trabalho de diálogo mantido e, hoje, o presidente sinalizou com essa possibilidade de ampliar esse diálogo junto com o partido União Brasil para gente ver quais serão as cenas dos próximos capítulos", acrescentou.

No último dia 18, o União Brasil aprovou uma resolução exigindo que filiados do partido deixassem o governo Lula em até 24 horas

Celso Sabino já havia informado na semana passada que se demitiria do cargo, citando a necessidade de se alinhar às determinações do seu partido. Lula, contudo, pediu que o ministro esperasse o retorno dele da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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Um dia após Bolsonaro virar réu, Vorcaro aceitou recebê-lo em casa para ver documentário

Conversas apontam que encontro foi organizado por Flávio Bolsonaro e Mario Frias e seria parte do plano para contar com apoio de Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse"

14/05/2026 18h43

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai Fotomontagem

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Um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter se tornado réu por tentativa de golpe, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou recebê-lo em sua mansão em Brasília para assistirem juntos a um documentário, em março de 2025. É o que aponta conversas privadas divulgadas pelo Intercept Brasil.

Conforme o Intercept, o banqueiro autorizou a organização do encontro, que seria parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro.

Ainda segundo as mensagens obtidas pelo site, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

As conversas não deixam claro se o encontro entre Bolsonaro e Vorcaro chegou de fato a ocorrer.

A pedido de Mario Frias, Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fez a ponte com Vorcaro, sugerindo o encontro ao banqueiro no dia 27 de março do ano passado.

Na mensagem, Miranda enviou um print de uma conversa com Frias, onde o deputado afirmava que o encontro faria muita diferença para o ex-presidente.

“Flavio e Mario me pediram isso. Querem levar o presidente na sua casa para assistirem juntos com vc o documentário”, explicou Miranda a Vorcaro.

O banqueiro concordou em marcar o encontro e Miranda pediu duas opções de data para a semana seguinte, entre os dias 30 de março e 5 de abril.

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

A troca de mensagens ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

Ao Intercept, a defesa de Bolsonaro disse que ele não pode se manifestar por estar preso.

Já Flávio Bolsonaro disse, em nora, que o encontro não aconteceu e que ele não participou da organização da reunião. No entanto, o senador disse que “o objetivo da exibição do documentário era apresentar parte da história que deveria ser retratada no filme, sem qualquer outra finalidade política ou pessoal”. 

Por fim, Flávio afirmu que sua“interlocução com o banqueiro teve única e exclusivamente a finalidade de buscar investimento para o filme sobre a história” do meu pai”.

A defesa de Thiago Miranda também disse que a “ideia da proposta de encontro era apresentar ao investidor as linhas gerais do conteúdo do filme que é em parte a mesma história do documentário”.

Nas conversas não é citado qual documentário seria assistido, mas a hipótese é de que fosse “A Colisão dos Destinos”, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (14) e retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro por meio de relatos de familiares, amigos e aliados.

 

Apuração

Tebet pede investigação e questiona se R$ 134 milhões de Vorcaro a Flávio seriam para filme

Ex-ministra disse que caso envolvendo senador e banqueiro deve ser encaminhado ao conselho de ética

14/05/2026 16h30

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Na contramão da ala bolsonarista de Mato Grosso do Sul, que saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a polêmica em torno do nome do senador e presidenciável, junto do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Simone Tebet, ex-ministra do governo Lula, pediu investigações sobre o caso, além de cobrar indiretamente uma postura do Conselho de Ética do Senado acerca do caso. 

As alegações foram publicadas nas redes sociais de Tebet na tarde desta quinta-feira (14). No vídeo, a três-lagoense solicitou que a Casa de Leis apure o ocorrido e pôs em xeque as alegações de Flávio, que em entrevista nesta quarta-feira (13), disse que a verba foi especificamente utilizada para a produção do documentário "Dark Horse", que conta a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador. 

 

"Esse dinheiro ia realmente para esse filme? Uma parte dele seria para lavar dinheiro? Uma parte seria para financiar autoridades ou ex-autoridades que estão lá nos Estados Unidos falando mal do nosso país, do Brasil? Esse dinheiro era para embolsar?", declara Tebet. 

Virtual candidata ao Senado pelo PSB-SP, Simone destacou que além do caso ser encaminhado ao Senado, é inadimicível que "ter um presidenciável com essa suspeita nas urnas em outubro", disse.

Em defesa de Flávio

Os deputados federais Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon (PL) saíram em defesa de Flávio Bolsonaro após o escândalo que envolve conversas entre o senador e pré candidato à presidência com o banqueiro preso Daniel Vorcaro.

No conteúdo divulgado pelo site Intercept Brasil, na tarde desta quarta-feira, Flávio pede dinheiro para Vorcaro, para este ajudar a bancar a produção de um filme sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 Em sua rede social, Rodolfo Nogueira, mais conhecido como "Gordinho do Bolsonaro", publicou um vídeo para defender Flávio Bolsonaro e disse que este apoia uma CPI para investigar o Banco Master, além de atacar a oposição.

"Diferente da esquerda e do PT, ele [Flávio Bolsonaro] não foge da investigação, porque quem não deve não teme. Enquanto muitos tentam enterrar a CPI para defender os seus, ele pede apuração completa", disse o deputado Federal.

O deputado conclui a postagem com uma explicação, na visão dele, sobre a conversa entre o senador e o banqueiro do Master. Ele também afirma que o PT "segue mamando" verba pública através da Lei Rouanet, principal mecanismo do Governo Federal para apoiar a produções culturais, através da opção de investir parte do imposto de renda em projetos.

"Em 2024, o Flávio buscou um investidor privado para o projeto e esse investidor era o Vorcaro. Na época, não existia escândalo nenhum e nem qualquer condenação judicial ligada ao nome dele. Enquanto isso, o PT segue mamando bilhões pela Lei Rouanet com dinheiro seu, do povo brasileiro. Ai fica fácil fazer filme sem precisar correr atrás de investidor privado, né Lula"

Já Marcos Pollon apenas publicou em sua rede social o vídeo de Flávio Bolsonaro, que pede a CPI do Banco Master e explica a situação. O deputado federal por Mato Grosso do Sul, também ajudou a financiar o filme “Dark Horse”, porém  usou dinheiro público, de emenda parlamentar, na iniciativa.

"Vamos separar os bandidos dos inocentes. Toda essa história que está sendo veiculada agora, nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai. Zero de dinheiro público, zero de Lei Rouanet, como esse governo gosta de fazer, gastar dinheiro público para fazer propaganda dele mesmo", disse Flávio na sua publicação.

No vídeo, ainda, Flávio conta que conheceu Vorcaro no final de 2024 e que o banqueiro deixou de pagar as parcelas para financiar o filme sobre o pai. Por fim, o senador afirma que a obra ficou pronta e que será veiculada ainda neste ano.

"Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele. Acontece que com o passar do tempo, ele parou de honrar com as parcelas do contrato. Tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance do filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, inclusive procuramos outros investidores para concluir este filme"

O pôster do filme Dark Horse foi divulgado em abril e tem data de estreia marcada: 11 de setembro deste ano, em meio ao calendário eleitoral brasileiro.

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