Política

Eleições 2026

Convenção do PSB põe fim às dúvidas e confirma Soraya na disputa pelo Senado

Senadora buscará o segundo mandato consecutivo e terá Bruno Migueis e Sandra Cassone como suplentes na chapa

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A senadora Soraya Thronicke (PSB) teve a candidatura à reeleição ao Senado Federal confirmada neste domingo (26), durante convenção partidária realizada em Campo Grande. A oficialização coloca fim às articulações das últimas semanas em torno do futuro eleitoral da parlamentar e confirma sua permanência na disputa por mais oito anos no Congresso Nacional.

Soraya buscará o segundo mandato consecutivo representando Mato Grosso do Sul. Eleita pela primeira vez em 2018, a parlamentar chega à eleição deste ano em um cenário político diferente daquele que marcou sua estreia nas urnas, agora filiada ao PSB e integrada a uma aliança que reúne partidos do campo governista nacional.

A chapa ao Senado também foi definida. O empresário e advogado Bruno Migueis (PT), presidente do partido em Corumbá, ocupará a primeira suplência. Já a professora e ex-prefeita de Itaquiraí Sandra Cassone (PSB) será a segunda suplente.

A composição amplia a representação regional da candidatura. Enquanto Migueis tem atuação política em Corumbá e na região do Pantanal, Sandra possui trajetória ligada ao Cone Sul do Estado.

Permanência na disputa

A confirmação ocorre depois de semanas de movimentações nos bastidores envolvendo a candidatura da senadora.

Soraya chegou a receber convite do deputado federal Vander Loubet (PT), também candidato ao Senado, para integrar uma composição como suplente. A possibilidade, no entanto, não avançou.

A parlamentar decidiu manter o projeto de disputar uma das duas cadeiras de Mato Grosso do Sul que estarão em jogo nas eleições deste ano.

Com isso, a estratégia adotada pelos aliados passou a ser a manutenção das duas candidaturas ao Senado: Vander pelo PT e Soraya pelo PSB.

A definição também consolidou uma mudança importante na trajetória partidária da senadora.

Eleita em 2018 pelo PSL e posteriormente integrante de União Brasil e Podemos, Soraya ingressou no PSB neste ano e passou a construir sua candidatura dentro da aliança formada por partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Novo cenário político

Durante a convenção, Soraya colocou questões econômicas entre os temas que pretende levar para a campanha. A senadora destacou a necessidade de crescimento da economia e de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) per capita como caminho para ampliar a prosperidade da população.

Durante a convenção, Soraya também apresentou as principais bandeiras que pretende levar para a campanha. Além do combate à corrupção, a senadora citou pautas relacionadas às mulheres, agricultura familiar, causa animal, população LGBTQIA+, democracia, soberania nacional e economia.

“Primeiro, essa questão do combate à corrupção pra mim é um princípio, e nós vamos trabalhar a questão feminina que eu já venho trabalhando há muito tempo, a questão econômica da mulher, a agricultura familiar, a causa animal. Dentro das mulheres nós temos as mães solo, as mães atípicas, e temos também a causa LGBTQIA+. É de suma importância trazer pra essas pessoas que são um número enorme, mais segurança, respeito, inclusão. Mas acima de tudo, a soberania do nosso país, a democracia que continua abalada, na minha opinião, e obviamente a economia”, disse Soraya.

A candidatura chega às urnas oito anos depois da primeira vitória eleitoral de Soraya. Natural de Dourados, ela conquistou uma das vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado em 2018 e iniciou o mandato em fevereiro de 2019.

No meio do mandato, ampliou sua projeção nacional ao disputar a Presidência da República em 2022. Na ocasião, concorreu pelo União Brasil e terminou a eleição presidencial na quinta colocação.

Agora, o objetivo volta a estar concentrado em Mato Grosso do Sul.

A convenção deste domingo transforma em candidatura oficial um projeto que vinha sendo tratado como pré-candidatura e coloca Soraya definitivamente na corrida pelas duas vagas destinadas ao Estado no Senado Federal nas eleições de 2026.

Com a homologação, a parlamentar entra na próxima fase da disputa acompanhada por Bruno Migueis e Sandra Cassone e tenta renovar o mandato iniciado há quase oito anos.

Trajetória

Natural de Dourados, Soraya Thronicke iniciou sua trajetória política em Mato Grosso do Sul e foi eleita senadora pela primeira vez em 2018, pelo PSL, com 373.712 votos.

Durante o mandato, passou por outras legendas e também ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência da República em 2022. Agora filiada ao PSB, busca renovar por mais oito anos sua representação no Senado.

Brasília

Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia

04/09/2026 21h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.

Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.

O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.

Igualdade

No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.

“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula. 

Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.

Vazamentos seletivos

Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública. 

“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.

O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira. 

“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.

Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.

Eleições 2026

Prefeito de Paranaíba, 'Maycol Doido' declara apoio a Vander no Senado

Prefeito é quarto líder municipal a apoiar Loubet na corrida eleitoral deste ano

04/09/2026 14h45

Vander e Maycol Doido

Vander e Maycol Doido Foto: Divulgação

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O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PP), conhecido como 'Maycol Doido', declarou apoio ao deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado nas eleições deste ano.

Na esteira da campanha, a movimentação do deputado federal tem como objetivo reunir apoio ou simpatia de cerca de 65 prefeitos de Mato Grosso do Sul. 

A manifestação chama atenção pelo histórico de confronto entre os dois políticos e pelo fato de Maycol integrar a ampla aliança de partidos que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O prefeito chegou a protagonizar um episódio de forte tensão com Vander em agosto de 2023, em um restaurante de Campo Grande. Na ocasião, os dois discutiram e Maycol teria xingado o deputado, com a situação quase terminando em uma briga física.

O posicionamento do prefeito representa uma aproximação política que pode favorecer a estratégia de Vander de ampliar sua presença entre lideranças municipais e conquistar o chamado segundo voto dos eleitores que já possuem preferência por outro candidato ao Senado.

A estratégia busca atingir um eleitorado que, em parte, também está no radar do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado e integrante da aliança que apoia Riedel.

A declaração de Maycol ocorre em um cenário no qual Vander tenta avançar sobre setores políticos que não integram o campo tradicional do PT.

O parlamentar evita divulgar nominalmente toda a relação de prefeitos que estariam dispostos a trabalhar por sua candidatura, justamente para não criar constrangimentos entre gestores que mantêm compromissos com diferentes candidatos da aliança governista.

A estratégia é permitir que o apoio seja manifestado principalmente nas bases eleitorais, por meio de vereadores, lideranças municipais e apoiadores.

Além de Maycol Doido, outros prefeitos de partidos que integram a aliança de Riedel já declararam apoio a Vander. Entre eles estão Nelson Cintra (PSDB), de Porto Murtinho; Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; e Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados.

Os três também apoiam o ex-governador Reinaldo Azambuja para uma das vagas ao Senado, mas optaram por Vander para a segunda cadeira, deixando Capitão Contar fora da composição de votos.

Em Porto Murtinho, a adesão de Nelson Cintra ganhou destaque por ocorrer mesmo diante de antigas divergências políticas. A participação do PSDB na aliança governista e a histórica rivalidade com o grupo ligado ao ex-governador Zeca do PT não impediram a aproximação entre o prefeito e Vander.

A ofensiva de Vander junto aos prefeitos teve novo capítulo no último sábado (29), durante uma reunião realizada em Tacuru, que contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, e prefeitos de 12 municípios.

A agenda reforça a estratégia do deputado de ampliar a interlocução com gestores municipais e consolidar apoios fora de seu reduto político tradicional.

Participaram da agenda gestores Elaine Aparecida Soligo (MDB), de Aral Moreira, Maria Lurdes Portugal (PL), de Caarapó, Niágara Kraievski (PP), de Coronel Sapucaia, Fabiana Maria Lorenci (PP), de Eldorado, Lídio Ledesma (PSDB), de Iguatemi, Thalles Henrique Tomazelli (PL), de Itaquiraí, Vitor da Cunha Rosa (PSDB), de Japorã, Gilson Marcos da Cruz (PSD), de Juti, Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade (PSDB), de Mundo Novo, Heliomar Klabunde (MDB), de Paranhos, Erlon Fernando Possa Daneluz (PSDB), de Sete Quedas, Rogério de Souza Torquetti (PSDB), de Tacuru, Sérgio Diozebio Barbosa (MDB), de Amambai, e Rodrigo Massuo Sacuno (PL), de Naviraí.

Por meio de nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Naviraí contestou a inclusão do prefeito Rodrigo Sacuno entre os gestores que teriam participado da agenda realizada em Tacuru. Segundo a assessoria, o prefeito não foi ao evento, contudo mandou representantes ao encontro. 

Colaborou Daniel Pedra 

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