Política

ALMS

Deputados apresentaram 195 projetos no primeiro semestre

Com renovação de onze parlamentares, sendo oito em primeiro mandato, Legislativo encerra período

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Encerrando o primeiro semestre de trabalho do mandato 2019-2022, os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) apresentaram 195 projetos, além de analisar 32 de outros poderes, resultando em 227.O recesso parlamentar de meio de ano que se inicia na quarta-feira (17) foi antecipado em dois dias por conta de obras que devem ser feitas no prédio, finalizando, assim, os primeiros seis meses de trabalho. 

As eleições de 2018 foram um marco para a Casa de Leis, que teve onze deputados renovados, sendo oito de primeiro mandato: Capitão Contar (PSL), Jamilson Name (PDT), Neno Razuk (PTB), Gerson Claro (PP), Antonio Vaz (PRB), Evander Vendramini (PP), Lucas de Lima (SD) e João Henrique Catan (PR). 

Apenas 13 dos 24 parlamentares que estavam em 2018 conseguiram retornar para suas cadeiras, além de três ex-deputados que estavam de foram e conseguiram a eleição, Coronel David (PSL), Marçal Filho (PSDB) e Londres Machado (PSD), o qual não disputou a eleição em 2014 e voltou em 2018, sendo experiente na Assembleia, com mais de 40 anos como parlamentar.

Conforme os dados obtidos pelo Correio do Estado, os deputados de Mato Grosso do Sul fizeram 69 sessões plenárias, 227 projetos foram apresentados, 16 vetos e 65 emendas a projetos foram analisados e 2.862 emendas  entre moções, indicações e requerimentos foram analisadas. 

Com tantos números apresentados, o poder Legislativo teve alguns embates, protestos externos e conflitos nos bastidores. 
Em março os parlamentares tiveram duras reuniões por conta do Projeto de Lei 01/2019 encaminhado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) que pedia o aumento de cargos para a instituição, mas teve uma emenda aditiva ao projeto que permitia apenas o procurador-geral de Justiça investigar secretários de Estado, integrante de diretoria ou do conselho de administração de entidade da administração indireta do Estado; deputado estadual; prefeito municipal; integrantes do Ministério Público e do poder judiciário.

Os deputados Capitão (PSL) e do Marçal Filho (PSDB)  chegaram assinar o documento, mas retiraram o apoio aos demais colegas do Legislativo.  Nos bastidores, o clima entre com os demais deputado não foi dos melhores. Em uma reunião fechada com todos os parlamentares Marçal e Contar foram cobrados de maneira incisiva sobre a união do poder Legislativo. Ambos ficaram de cabeça baixa e não responderam aos questionamentos.  Depois de um tempo o deputado Felipe Orro (PSDB) também retirou seu nome. 

Após muita conversa e uma resolução publicada pelo MPE, em abril os deputado retiraram a emenda do Projeto de Lei. 
Entre os parlamentares também houve um conflito de Gerson Claro, vice-presidente do G10, com os demais deputados que compõem o grupo e uma ameaça do G10 acabar. Na sessão do dia 2 de maio, a confusão começou com apresentação do projeto de lei de autoria do deputado Márcio Fernandes (MDB) sobre limite de repasse de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado ao esporte. A proposta de Fernandes precisava ser votada em sessão extraordinária, pois a matéria tinha sido aprovada no que diz respeito a constitucionalidade e agora seria votado o mérito da matéria. Porém, Gerson Claro, não consultou nenhum dos demais integrantes que estavam presentes na e votou contra a abertura de mais uma sessão.

Os deputados Neno Razuk e Catan ameaçaram sair do grupo declarando que a decisão de Claro foi “arbitrária”. Em  reunião o presidente Londres Machado contornou a situação e conseguiu manter o grupo. 

O G-10 é composto pelo PSD, SD, PP, PTB, PRB, PSL e PL.  Na ALMS também tem o G-9 com MDB, DEM, PT, PDT e Patriota, além da bancada do PSDB com cinco deputados. 

Outra polêmica entre os parlamentares, só que mais recente, foi o voto do deputado Rinaldo Modesto, líder do PSDB e vice-líder do governo, contra o projeto do Executivo que altera os salários dos professores convocados. Nos bastidores a informações é que Modesto pode deixar de ser o líder dos tucanos.

 

 

racha na direita

Caiado eleva o tom e diz que candidatura de Flávio está 'afundando'

"O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!", escreveu Caiado no X depois de a federação entre PP e União Brasil recuar do apoio à candidatura de Flávio

11/07/2026 07h34

Pré-candidado pelo PSD, Ronaldo Caiado tenta conquistar eleitores que até aqui preferem Flávio Bolsonaro

Pré-candidado pelo PSD, Ronaldo Caiado tenta conquistar eleitores que até aqui preferem Flávio Bolsonaro

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Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira, 10, sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!", escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regionais. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre o Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são "farinha do mesmo saco".

"Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!", afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira, 9, Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma "candidatura dos rejeitados", em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um "jogo de revanche" entre bolsonaristas e petistas.

Na quarta-feira, 8, após o evento "Agenda dos Presidenciáveis", Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. "Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula", afirmou.

0 pré-candidato também classificou de "inaceitável" o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.

Política

Flávio Bolsonaro defende Valdemar Costa Neto e critica atuação 'de forma seletiva' da PF

Valdemar teve R$ 119 milhões de bens bloqueados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino

10/07/2026 22h00

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano Divulgação

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O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e disse que a Polícia Federal vem "atuando de forma seletiva". A declaração foi publicada em rede social nesta sexta-feira, 10.

Valdemar teve R$ 119 milhões de bens bloqueados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Segundo a investigação da Polícia Federal, o dirigente teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar a ele mesmo recursos herdados do orçamento secreto - caso revelado pelo Estadão em maio de 2021. Para Flávio, a atuação de Valdemar, que não tem mandato como deputado ou senador, é "natural".

"Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados. Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL. Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar", escreveu.

A investigação da Polícia Federal na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, aponta que Valdemar "contava com autonomia para direcionar recursos de emendas conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla".

O direcionamento das emendas, segundo a PF, era operado por Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Ela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e o início de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, partido do ex-presidente da Câmara.

Principal alvo da Operação Transparência, Mariângela Fialek teve seu aparelho celular analisado pela Polícia Federal, que constatou um "arranjo decisório paralelo" para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar aparece como responsável pela definição e pelo remanejamento de emendas.

Os advogados de Valdemar, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmaram que a decisão de Dino se baseia em "premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária", e que é "natural e legítima" a atuação do presidente do PL junto à bancada do partido.

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