Política

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Deputados "inventam férias"
para disputarem eleição

A ideia é não trabalhar até o dia 07 para pedir voto

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Pedido de cancelamento de sessões feito por deputados não foi apreciado nesta terça-feira (25), conforme foi previsto na semana passada. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB), mesmo tendo declarado ser a favor da proposta, nem sequer mencionou a questão de ordem. “Entendo que essa maneira de concentrarmos esforços para não prejudicar as atividades é um sentimento que todos os deputados comungam. Então terça-feira (25) vou consultar as lideranças”, declarou Mochi, na última quinta-feira (20).

De acordo com alguns parlamentares, o pedido deve ser adiado para a próxima sessão que ocorre amanhã (26). A ideia é de que deputados estaduais acompanhem a decisão do Congresso Nacional, em que Senado Federal e Câmara dos Deputados pararam as atividades legislativas os 15 dias que antecedem às eleições. No site do Senado, o calendário de sessões plenárias registra o retorno das atividades a partir do dia 09 de outubro, dois dias depois das eleições.

A ideia de seguir os passos do Congresso Nacional partiu do deputado Paulo Corrêa (PSDB), o parlamentar manifestou insatisfação devido a grande abstenção de deputados que tem sido registrado desde o início da campanha eleitoral de 2018. “Acordei cedo, fiz a barba, tinha viagem para Corumbá, mas tive que vir pra cá (Assembleia Legislativa) e olha aí?”, reclamou o deputado Paulo Corrêa (PSDB), autor da proposta de cancelamento das sessões próximas ao pleito. A reclamação de Corrêa era referente a falta de quórum para apreciação de matérias.

Além de Corrêa, outro deputado que também criticou a falta dos colegas em sessões foi o parlamentar Paulo Siufi (MDB). “Se cancelar as sessões da última semana (antes das eleições) eu vou me sentir mais confortável, porque não adianta vir aqui e encontrar meia dúzia de deputados e sem quórum não fazemos nada aqui e nem lá fora. Ficamos preso. Aí não dá. Melhor seria os 24 aqui, mas já que nem todos vem, então acho justo cancelar as sessões (que antecedem às eleições)”, reforçou Siufi. 

Apesar da maioria dos deputados serem a favor do cancelamento das sessões, tem aqueles que não concordam. O petista Cabo Almi já antecipou que não é a favor. “Isso não vai alterar em nada (nas atividades de campanha) acho que temos que continuar (as atividades legislativas) normalmente”, rebateu Almi. 

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM) também é a favor da proposta e já declarou que esforços vão ser concentrados para que os pareceres da comissão sejam apreciados nesta semana.

Porém, na sessão de hoje, apenas dois projetos foram apreciados e as atividades terminaram antes das 12h. Na última sessão, dos 24 parlamentares, apenas doze deputados compareceram, não teve quórum nem ordem do dia, parlamentares utilizaram da tribuna para debater assuntos diversos. A sessão começou, aproximadamente, às 9h30 e terminou antes das 12h.

Os 22 deputados, que estão candidatos, querem ter mais liberdade para poderem fazer campanha, principalmente os que precisam viajar o interior do Estado. Se a proposta de Corrêa for aprovada pelos líderes dos partidos na Casa, nos dias 2,3 e 4 de outubro não terão sessões legislativas. As eleições estão marcadas para o dia 07 de outubro.

Master

Flávio Bolsonaro pede que STF declare Moraes suspeito para julgar caso Master

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro.

05/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai Fotomontagem

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele requer que petições já direcionadas a Moraes sejam remetidas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O pedido foi protocolado na última segunda-feira, 1º, e será analisado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

"Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro", diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída "por prevenção" ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

Decisão

Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli

A decisão ocorreu por ele não ter pagado multa de R$ 2.216,30, resultado de condenação por difamação da ex-deputada federal

05/06/2026 13h30

Carla Zambelli saca arma e aponta no meio da rua para pessoa na rua

Carla Zambelli saca arma e aponta no meio da rua para pessoa na rua Reprodução/Folha de São Paulo

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a prisão, na segunda-feira, 1.º, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo. A decisão ocorreu por ele não ter pagado multa de R$ 2.216,30, resultado de condenação por difamação da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Luan Araújo foi perseguido por Zambelli com uma arma em mãos em São Paulo na véspera da eleição de 2022. Por esse caso, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Araújo foi condenado em ação movida por Zambelli por dizer, em publicação no portal Diário do Centro do Mundo, que a ex-deputada é "seguida por uma seita de doentes de extrema-direita" e "faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte".

A defesa do jornalista contesta a decisão e apresentou habeas corpus e a anulação da decisão do juiz José Fernando Steinberg, que converteu a pena. Procurada, a defesa de Zambelli não respondeu aos contatos da reportagem. O espaço segue aberto.

"Mais do que um processo criminal, este caso representa uma discussão sobre os limites do poder punitivo do Estado", afirmou Renan Bohus, advogado de Araújo. "Nenhum cidadão deve ser preso porque é pobre. Nenhum jornalista deve correr o risco de perder sua liberdade por não possuir condições financeiras de cumprir uma obrigação pecuniária."

Nas redes sociais, Araújo disse que não tem como pagar a multa e move uma vaquinha para arcar com as custas processuais.

"A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta", afirmou. "Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, estou tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela."

Zambelli foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por perseguir Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Ela fugiu para Itália e foi presa.

No final de maio, a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição da ex-parlamentar e soltou Zambelli. Ela também foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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