Política

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Eduardo Bolsonaro diz que comissão formada por senadores de MS não barrará tarifaço

Para o filho do ex-presidente Bolsonaro, a comitiva que irá aos Estados Unidos negociar a tarifa de 50%, liderada pelos senadores Nelson Trad e Tereza Cristina, vai fazer um 'acordo caracu'

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) prevê fracasso e ironizou a possibilidade de um eventual acordo por parte da comissão formada pelos senadores de Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS), que vai aos Estados Unidos tentar negociar a tarifa de 50%  a produtos brasileiros.

O Senado Federal definiu oito parlamentares que irão negociar com o Congresso americano, em uma tentativa de reverter a tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo presidente Donald Trump.

A declaração do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi feita nesta segunda-feira (21), no X (antigo Twitter).

Para o deputado, que está com o mandato incerto devido ao vencimento da licença parlamentar no domingo (20), a Comissão Temporária Externa para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA), que vai a Washington, “não tem a mínima noção de como funciona o mundo de Trump”.

Na publicação, Eduardo Bolsonaro afirmou que a comitiva brasileira deve chegar com um “acordo caracu”, expressão utilizada para descrever uma negociação desigual, e disse que aguarda para ver o que eles irão conseguir de fato.

Em contrapartida, a senadora Tereza Cristina - que foi ministra Ministra da Agricultura, Pecurária e Abastecimento no governo Bolsonaro -, em entrevistas e nas redes sociais, tem defendido cautela para manter “abertas as negociações sobre tarifas” que podem impactar o país.

Já o senador Nelsinho Trad, que preside a comitiva, deixou claro que a comissão vai buscar alternativas para tentar encontrar uma solução para a guerra tarifária por meio de “ponte e diálogo”.

Tereza Cristina, inclusive, foi criticada por Eduardo Bolsonaro por conta da Lei da Reciprocidade, de autoria da parlamentar sul-mato-grossense, que foi regulamentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mesmo sendo aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filho "03" do presidente não poupou críticas, parecendo ter certeza de que o cenário é irreversível.

Ainda que conte com a presença do ex-Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, o astronauta Marcos Pontes (PL-SP), da gestão Bolsonaro, Eduardo foi categórico ao afirmar que todos verão como a política de Trump funciona.

“Vão prolongar o sacrifício dos brasileiros. Os tiranos olham para isso e pensam: ‘hummm, não vou fazer nada agora, vamos esperar ver o resultado desta comitiva, vai que conseguem um ‘acordo meio termo’ – leia-se acordo caracu’.

Não têm a mínima noção de como funciona o mundo de Trump. Acho que nem viram a nossa embaixadora ter a porta fechada na cara no State Department. Mas torço de verdade para que falem com pessoas do governo – e não com políticos, com quem provavelmente encontrarão –, pois daí talvez recebam uma mensagem de como a banda está tocando aqui: NÃO HAVERÁ RECUO”, pontuou Eduardo.

 

 

 

Comissão


A viagem da comissão está prevista para a última semana do recesso parlamentar, entre os dias 29 e 31 de julho.

A CTEUA será composta pelos seguintes senadores:

  • Presidente: senador Nelsinho Trad (PSD-MS);
  • Senadora Tereza Cristina (PP-MS);
  • Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
  • Senador Jaques Wagner (PT-BA);
  • Senador Esperidião Amin (PP-SC);
  • Senador Rogério Carvalho (PT-SE);
  • Senador Fernando Farias (MDB-AL);
  • Senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O tarifaço, como ficou popularmente conhecido o aumento imposto por Donald Trump, entra em vigor no dia 1º de agosto, caso a negociação não avance.

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CPI do tapa-buraco será aberta na Câmara Municipal de Campo Grande

Dentre os fatos determinados da investigação estão ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, prejuízos causados, redução dos investimentos, dentre outros

16/10/2026 18h04

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com a assinatura de 24 vereadores, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tapa-buraco deverá ser aberta na Câmara Municipal de Campo Grande. A proposta é investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buracos na Capital.

O requerimento para a criação da CPI foi apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), na sessão do dia 13 de agosto deste ano.

Até o começo desta sexta-feira (16), nove parlamentares haviam assinado o requerimento, número que saltou para 24 após uma reunião realizada nesta tarde na Casa de Leis. 

Para que a CPI seja aberta, é necessário o apoio de no mínimo um terço dos vereadores. Como a Câmara de Campo Grande tem um total de 29 vereadores, eram necessárias 10 assinaturas, mas houve mais do que o dobro. Segundo Luiza, os cinco que ainda não assinaram manifestaram apoio positivo.

"Campo Grande não consegue entender porque nós temos tanto recurso aplicado no tapa-buraco e não conseguimos que esse serviço efetivamente chegue as vias públicas e pare de atrapalhar a vida das pessoas", disse a vereadora Luiza Ribeiro após a reunião.

Segundo ela, o documento que reúne as assinaturas já foi entregue ao presidente da Câmara Municipal, Papy, que irá encaminhar para a procuradoria jurídica, para que sejam feitos os atos de instauração da CPI.

O nome de todos os vereadores que assinaram o requerimento não foi divulgado até a publicação desta reportagem. Antes da reunião, já haviam assinado a própria Luiza, Jean Ferreira (PT), Landmark (PT),  Marquinhos Trad (PV), Maicon Nogueira (PP), André Salineiro (PL), Vererinário Francisco (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos).

CPI do tapa-buraco

O requerimento estabelece como fatos determinados da investigação a ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, os prejuízos causados pela falta de manutenção adequada, a redução dos investimentos, os casos de possíveis irregularidades e a ausência de resposta ao requerimento aprovado pelo Plenário.

Um dado apresentado no requerimento é que, das 24.673 indicações encaminhadas pela Câmara ao Executivo no primeiro semestre de 2026, quase 9 mil foram destinadas à realização de serviços de tapa-buraco em diferentes regiões do Município.

Outro ponto destacado no documento é a redução da dotação destinada ao projeto de Modernização e Requalificação das Vias Urbanas, cujos investimentos previstos passaram de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, uma redução de quase 70%.

O requerimento também aponta que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga ações relacionadas ao serviço de tapa-buracos em Campo Grande e cita a Operação “Buraco Sem Fim”, que apurou suspeitas de fraudes em contratos, incluindo possíveis irregularidades em medições de serviços e pagamentos por obras parcialmente executadas ou não realizadas.

Por fim, é mencionado o acompanhamento do tema pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

“Não estamos falando apenas de buracos nas ruas. Estamos falando de dinheiro público, de qualidade dos serviços prestados à população e da necessidade de saber por que Campo Grande chegou a essa situação. A Câmara precisa cumprir seu papel de fiscalização e investigar”, defende Luiza Ribeiro.

A proposta solicita a criação da CPI pelo prazo inicial de 120 dias, com a definição dos fatos a serem investigados, composição da comissão e prazo para conclusão dos trabalhos após a adoção das providências regimentais.

Para Luiza Ribeiro, a questão central é garantir transparência. “A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado ", argumenta. 

Eleições 2026

A uma semana do 2º turno, quem não votou pode voltar às urnas

Em MS 483,2 mil eleitores faltaram no primeiro turno; ausência não impede nova votação, mas precisa ser justificada até 3 de dezembro

16/10/2026 16h03

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Quem não votou no primeiro turno das Eleições 2026 poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro, mesmo que ainda não tenha justificado a ausência. Em Mato Grosso do Sul, 483.210 eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 23,87% do eleitorado, conforme dados publicados pelo Correio do Estado, apoiado nos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ausência na primeira etapa não impede a participação na próxima votação, desde que o título eleitoral esteja regular, sem suspensão ou cancelamento. A regra é do TSE, que considera cada turno uma eleição independente.

No segundo turno, os eleitores de todo o país voltam às urnas para escolher o presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo do Estado foi definida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel. Por isso, a votação de 25 de outubro no Estado será destinada à escolha entre os dois candidatos à Presidência que avançaram para a etapa final.

Prazo

Quem faltou no primeiro turno e não justificou a ausência no dia da votação tem até 3 de dezembro de 2026 para regularizar a situação. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

Pela internet ou pelo aplicativo, o eleitor deve preencher as informações solicitadas e apresentar documentação que comprove o motivo da ausência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

É importante lembrar que votar no segundo turno não elimina a necessidade de justificar a falta no primeiro. Cada ausência deve ser regularizada separadamente.

Quem também deixar de votar em 25 de outubro terá até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência referente ao segundo turno.

De acordo com o TSE, quem não justificar a ausência dentro do prazo ou tiver o pedido rejeitado poderá pagar multa de R$ 3,51 por turno.

A falta de votação, justificativa e pagamento das multas pode gerar pendências eleitorais. Em caso de três eleições consecutivas sem votar, justificar ou quitar os débitos, contando cada turno como uma eleição, o título poderá ser cancelado, conforme as regras eleitorais.

 

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