Política

Registro

Eleições 2026: PSOL é 1° partido a registrar chapa em MS

Candidato à governadoria, Lucien Rezende representará federação

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A Federação PSOL-Rede Sustentabilidade foi a primeira força política de Mato Grosso do Sul a registrar oficialmente sua chapa para as eleições de 2026 no sistema de Divulgação de Candidaturas e Prestação de Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O registro colocou o candidato ao governo do Estado, Lucien Rezende, como o quarto postulante ao cargo de governador em todo o Brasil a aparecer no sistema da Justiça Eleitoral, uma vez que o sistema também conta com candidaturas à governadoria no Ceará, Amapá e Sergipe. A convenção do partido ocorreu no último final de semana. 

Segundo Lucien, a rapidez no registro é resultado da organização da federação e do trabalho conjunto desenvolvido durante a preparação da campanha. O candidato atribuiu o feito ao empenho da equipe e afirmou que a agilidade também reflete a escolha de candidatos que atendem aos critérios da Lei da Ficha Limpa. Conforme o Divulgacand, Lucien declarou possuir duas casas, avaliadas em R$ 250 mil cada. 

"É um trabalho árduo e coletivo, com seriedade, determinação e organização daquilo que estamos construindo", afirmou. Ele também destacou que a chapa reúne representantes de diferentes segmentos da sociedade, como indígenas, negros, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, defendendo que a federação pretende levar essas pautas ao debate eleitoral.

O registro da Federação PSOL-Rede ocorre em meio ao período de convenções partidárias, que seguem até 5 de agosto, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os partidos homologuem seus candidatos aos cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Convenções

No domingo (26), a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e o PSB realizaram as primeiras convenções estaduais do calendário eleitoral em Mato Grosso do Sul. Durante o encontro, realizado na sede da Fetems, em Campo Grande, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) foi homologado candidato ao Governo do Estado.

A chapa terá como candidata a vice-governadora Gilda Maria dos Santos, a Dona Gilda (PT). A convenção também confirmou o apoio do PSB à aliança e oficializou as candidaturas do deputado federal Vander Loubet (PT) e da senadora Soraya Thronicke (PSB) às duas vagas em disputa para o Senado.

Além da chapa majoritária, a federação homologou candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Entre eles está o vereador de Campo Grande Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito da Capital, que disputará uma vaga de deputado federal.

Durante o evento, Fábio Trad afirmou que fará oposição ao governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, mas disse que pretende conduzir a campanha sem ataques pessoais, priorizando a apresentação de propostas e críticas à atual gestão estadual.

Também no domingo (26), o PSD oficializou, em convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do senador Nelsinho Trad à reeleição, além de lançar Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República.

Cronograma

Enquanto a oposição iniciou oficialmente sua campanha, os partidos da base governista concentram as articulações para os próximos dias. As convenções do PSDB e da Federação União Progressista (PP e União Brasil)  acontece no dia 1º de agosto, evento a ser realizado de forma conjunta, oficializando o apoio à candidatura de reeleição do governador Eduardo Riedel.

No PL, a previsão é de homologação da candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Senado. O MDB também deve realizar sua convenção na mesma data, ocasião em que o ex-governador André Puccinelli será confirmado como candidato a deputado estadual. Já o Republicanos deverá oficializar a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Pereira.

O calendário de convenções será encerrado com o encontro estadual do Partido Novo. A legenda ainda definirá o local do evento, mas já sinalizou o deputado estadual João Henrique Catan como pré-candidato ao Governo do Estado.

Prazo

Após as convenções, os partidos terão até 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Na etapa seguinte, caberá ao TSE analisar se os candidatos atendem aos requisitos constitucionais e legais, como filiação partidária, domicílio eleitoral, regularidade dos direitos políticos, critérios da Lei da Ficha Limpa e as regras de distribuição das candidaturas por gênero nas eleições proporcionais.

 

Brasília

Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia

04/09/2026 21h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.

Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.

O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.

Igualdade

No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.

“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula. 

Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.

Vazamentos seletivos

Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública. 

“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.

O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira. 

“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.

Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.

Eleições 2026

Prefeito de Paranaíba, 'Maycol Doido' declara apoio a Vander no Senado

Prefeito é quarto líder municipal a apoiar Loubet na corrida eleitoral deste ano

04/09/2026 14h45

Vander e Maycol Doido

Vander e Maycol Doido Foto: Divulgação

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O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PP), conhecido como 'Maycol Doido', declarou apoio ao deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado nas eleições deste ano.

Na esteira da campanha, a movimentação do deputado federal tem como objetivo reunir apoio ou simpatia de cerca de 65 prefeitos de Mato Grosso do Sul. 

A manifestação chama atenção pelo histórico de confronto entre os dois políticos e pelo fato de Maycol integrar a ampla aliança de partidos que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O prefeito chegou a protagonizar um episódio de forte tensão com Vander em agosto de 2023, em um restaurante de Campo Grande. Na ocasião, os dois discutiram e Maycol teria xingado o deputado, com a situação quase terminando em uma briga física.

O posicionamento do prefeito representa uma aproximação política que pode favorecer a estratégia de Vander de ampliar sua presença entre lideranças municipais e conquistar o chamado segundo voto dos eleitores que já possuem preferência por outro candidato ao Senado.

A estratégia busca atingir um eleitorado que, em parte, também está no radar do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado e integrante da aliança que apoia Riedel.

A declaração de Maycol ocorre em um cenário no qual Vander tenta avançar sobre setores políticos que não integram o campo tradicional do PT.

O parlamentar evita divulgar nominalmente toda a relação de prefeitos que estariam dispostos a trabalhar por sua candidatura, justamente para não criar constrangimentos entre gestores que mantêm compromissos com diferentes candidatos da aliança governista.

A estratégia é permitir que o apoio seja manifestado principalmente nas bases eleitorais, por meio de vereadores, lideranças municipais e apoiadores.

Além de Maycol Doido, outros prefeitos de partidos que integram a aliança de Riedel já declararam apoio a Vander. Entre eles estão Nelson Cintra (PSDB), de Porto Murtinho; Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; e Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados.

Os três também apoiam o ex-governador Reinaldo Azambuja para uma das vagas ao Senado, mas optaram por Vander para a segunda cadeira, deixando Capitão Contar fora da composição de votos.

Em Porto Murtinho, a adesão de Nelson Cintra ganhou destaque por ocorrer mesmo diante de antigas divergências políticas. A participação do PSDB na aliança governista e a histórica rivalidade com o grupo ligado ao ex-governador Zeca do PT não impediram a aproximação entre o prefeito e Vander.

A ofensiva de Vander junto aos prefeitos teve novo capítulo no último sábado (29), durante uma reunião realizada em Tacuru, que contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, e prefeitos de 12 municípios.

A agenda reforça a estratégia do deputado de ampliar a interlocução com gestores municipais e consolidar apoios fora de seu reduto político tradicional.

Participaram da agenda gestores Elaine Aparecida Soligo (MDB), de Aral Moreira, Maria Lurdes Portugal (PL), de Caarapó, Niágara Kraievski (PP), de Coronel Sapucaia, Fabiana Maria Lorenci (PP), de Eldorado, Lídio Ledesma (PSDB), de Iguatemi, Thalles Henrique Tomazelli (PL), de Itaquiraí, Vitor da Cunha Rosa (PSDB), de Japorã, Gilson Marcos da Cruz (PSD), de Juti, Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade (PSDB), de Mundo Novo, Heliomar Klabunde (MDB), de Paranhos, Erlon Fernando Possa Daneluz (PSDB), de Sete Quedas, Rogério de Souza Torquetti (PSDB), de Tacuru, Sérgio Diozebio Barbosa (MDB), de Amambai, e Rodrigo Massuo Sacuno (PL), de Naviraí.

Por meio de nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Naviraí contestou a inclusão do prefeito Rodrigo Sacuno entre os gestores que teriam participado da agenda realizada em Tacuru. Segundo a assessoria, o prefeito não foi ao evento, contudo mandou representantes ao encontro. 

Colaborou Daniel Pedra 

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